Esse artigo é exclusivo para assinante.
Para acessar, faça login ou adquira já a sua assinatura.

Já sou assinante!

16.5 C
Curitibanos
quarta-feira, 06 de julho de 2022

Papel moeda

‘Não será uma lei que vai solucionar o problema do consumismo’

Por Elton Zuquelo

Vive a humanidade um tempo diferente nos diversos setores da sociedade, mudanças provocadas em grande parte pelas tecnologias cada vez mais sofisticadas e que interferem diretamente no modo de vida da população.

Uma importante alteração ocorre com o papel moeda, cada vez mais em desuso. A princípio foi em parte substituído por uma representação ou ordem de pagamento chamada cheque. Com a automação do setor bancário entrou em cena o cartão magnético, para operações nos terminais de autoatendimento e também para pagamentos, nas modalidades débito e crédito. Para o comércio tornou-se uma solução para o grave problema da inadimplência nas transações a crédito. O encargo da taxa de administração dos cartões de crédito torna-se compensadora diante da garantia que as administradoras oferecem, possibilitando o parcelamento em maior prazo, com a segurança da ausência de inadimplência.

Mais recentemente, caiu no gosto popular o pix, que é o modo de pagamento eletrônico por aplicativo de celular, disponível nas 24 horas do dia. A juventude tem apreciado o pix, recurso que tem facilitado também a vida dos pais que não mais necessitam prover os filhos de maiores recursos, em vista do uso abrangente desse modo de pagamento. São os tempos modernos, facilitadores do consumismo e do endividamento, que requerem cautela na realização de despesas. Um número significativo de pessoas desavisadas e com compulsão para o consumo viram-se altamente comprometidas em suas finanças pelo uso facilitado do cartão de crédito, com a possibilidade de pagamento mínimo da fatura, hipótese em que o débito vai se acumulando na sucessão dos meses, chegando a um estado crítico de super endividamento.

As instituições financeiras, objetivando maiores lucros, facilitam o crédito e estimulam o consumo, por isso que são chamadas à responsabilidade pela novel lei do super endividamento, obrigando as a reposicionar as operações com seus clientes para que possam estes sair da situação de inadimplência.

A realidade é que as pessoas e as famílias precisam ter a sua escrituração contábil, simplificada que seja, para manter sempre presente a relação receita-despesas e tornar mais perceptível a quebra dessa relação, em que as despesas superam as receitas. Não será uma lei que vai solucionar o problema do consumismo de algumas pessoas. Necessária a consciência e a humildade para adequar a vida à realidade econômica de cada um.

Receba notícias direto no seu celular, através dos nossos grupos. Clique no link para participar:

WhatsApp

Destaques

Últimas notícias