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quarta-feira, 06 de julho de 2022

Dólar

“Apenas para a exportação é que o câmbio elevado traz vantagens”

Boa notícia desta semana é a queda da cotação do dólar americano, que muito influencia a economia brasileira, pela razão de que um grande número produtos têm seus preços finais dolarizados. Nestes tempos de inflação em alta, a queda do dólar é bastante benéfi a para refrear a alta dos preços. Apenas para a exportação é que o câmbio elevado traz vantagens, no momento da conversão do dólar para o real, em que eleva o número de reais auferidos pela valorização do dólar.

Também o petróleo deverá ceder em seus preços altos, ou melhor, mesmo que o preço do petróleo bruto não ceda, a menor cotação poderá reduzir os custos e possibilitar a baixa do preço dos combustíveis. É possível que o Governo objetive uma alteração da política de preços da Petrobrás com a substituição do presidente da companhia. Neste ano de eleições, é preocupante ao Presidente a disputa da reeleição com os preços dos combustíveis em alta, que pressionam outros preços que, por usa vez, pressionam a inflação.

Se a inflação controlada foi a bandeira de candidatos situacionistas, ela também poderá ser bandeira para a oposição, caso se eleve e se mantenha acima dos dois dígitos. Do mesmo modo os juros. As altas taxas favorecem o mercado financeiro, migrando os investimentos de outros setores, atraídos os investidores para os bons rendimentos de aplicações financeiras. O contraponto é que os juros altos avolumam a dívida pública e desacelera o crescimento econômico. A pandemia e mais recentemente a guerra provocam aumento geral dos preços, especialmente dos alimentos, resultando a inflação. Para o seu controle há o expediente do aumento da taxa básica de juros, a Selic, porém, o seu efeito colateral é acalmar o consumo, encarecendo o crédito. Os investimentos, pela mesma razão do custo do crédito e do mercado em declínio, ficam contidos.

Em nossa região, a agricultura realiza a colheita da safra de verão, 2021/2022, com certa euforia pelos preços atraentes da soja, mas com algumas dúvidas sobre o futuro do agronegócio, em vista da grande elevação dos custos de produção e da insegurança acerca do preço da soja, se irá manter-se.

Ademais dessas incertezas, a safra atual sofreu o impacto da estiagem e, neste momento de colheita, falta o calor do sol. A colheita do feijão está prejudicada pelo excesso de chuvas, sendo este mais um ingrediente para o aumento do preço dos alimentos. Há ainda a questão da madeira. Até pouco tempo a madeira estava subestimada, com certa má vontade do mercado, que não se interessava por toras de menor espessura, o que ocasionava o não aproveitamento das árvores do desbaste. Atualmente, o mercado está aquecido, havendo a preocupação com a possível falta de madeira.

Esta situação causa certa perplexidade. Considerando-se que a produção de madeira exige ciclo de longo prazo, o abastecimento do mercado crescente requer constantes investimentos nesse setor, aportes que não ocorreram no volume necessário pela desmotivação do produtor com os baixos preços que perduraram por longo tempo. Não se viu autoridades públicas e lideranças do setor realizando campanhas para reflorestamento, prevendo a crise de abastecimento.

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