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quarta-feira, 06 de julho de 2022

Corrida presidencial

‘Em política tudo é possível e que nada é definitivo’

Por Elton Zuquelo

Já é intensa a movimentação política com vistas à sucessão presidencial, estando os principais pré-candidatos em atividade para formação de alianças e assegurar apoio.

O Presidente Bolsonaro optou pelo PL, filiando-se a este partido e prepara a reeleição, certamente em conversações com diversos partidos do Centrão, em busca de apoio e para definição do candidato a vice. Do mesmo modo, o ex-juiz Sergio Moro, que filiou-se ao Podemos, está trabalhando. Sendo considerado a terceira via, ou seja, um caminho diferente da polarização entre Bolsonaro e Lula, pretende conquistar o voto dos eleitores que não simpatizam com os principais candidatos citados. Também busca apoio e a definição do nome do vice.

Causa admiração a aproximação entre Lula e Alckmin, consideradas as disputas do passado, quando os partidos PT e PSDB tornaram-se rivais, dando a entender que havia uma inconciliável divergência ideológica entre as agremiações. Com razão aqueles que afirmam tratar-se o PSDB de um partido de esquerda, o que se confirma com a simpatia demonstrada por Lula.

É verdade, também, que em política tudo é possível e que nada é definitivo. O tempo e as conveniências aproximam inimigos, abraçam-se em nome de seus interesses, buscando as vantagens pessoais, ausente a preocupação com os interesses da população.

Não é que as pessoas da política que se antagonizaram devam permanecer inimigas para sempre, mas, o modo com que se apagam as dissensões é que afeta a credibilidade de diversas pessoas públicas, ante a demonstração de vulnerabilidade de caráter, guiado pelas conveniências do momento.

Para o Legislativo, o empresário Luciano Hang manifestou desejo de candidatar-se ao Senado, justificando, aterrado com o que presenciou na CPI da Covid, que as pessoas de bem devem ocupar lugar na política, porque a omissão enseja a indivíduos desqualificados se assentarem no Parlamento brasileiro e agirem ao sabor de suas inconsequências. O que se viu na CPI da covid demonstra as baixezas a que se prestam certos representantes do povo.

Há sempre esperança que a democracia brasileira esteja amadurecendo, sendo alentador o golpe desferido na corrupção brasileira, que é histórica, pela operação Lava Jato e pelo atual Governo, que, entre acertos e erros, trabalha de mãos limpas, até o momento. Há esperança de renovação das Casas Legislativas, para uma oxigenação da cultura política no Brasil.

Há esperança na maior participação feminina na política, por iniciativa própria, nada havendo de conceder esse direito às mulheres, possuindo as mesmas pleno direito de lançar-se na vida pública, quando e da forma que quiserem, por isso que prescindíveis os reiterados apelos fundados em subserviência e vitimização femininas, que já não existem pela conquista da igualdade, campanhas enfadonhas a toda a gente, especialmente às mulheres.

Enfim que, mesmo a passos cadenciados, a cultura brasileira vai se solidificando, estando inserida nesse contexto também a vida pública, que se aprimora gradativamente

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