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quarta-feira, 06 de julho de 2022

Consumismo

“É preocupante a questão do lixo produzido pelo homem”

A modernização da sociedade, especialmente ocorrida após a Revolução Industrial, a partir de 1830, trouxe uma gama infindável de necessidades e que é vertiginosamente crescente, diante das inovações que o indivíduo é obrigado a incorporar em sua vida, pena de marginalidade. Há nisso a marca do progresso e da elevação da qualidade de vida das pessoas, deixando para trás a rusticidade do modo de viver do tempo das manufaturas, dos escassos meios de transporte, da ausência de energia elétrica e etc.

Vive-se atualmente a era das tecnologias, a facilitar sobremaneira a vida no Planeta. Entretanto, nem tudo é facilitação, diante de contrapontos amargos para a sociedade atual, como é a sub[1]missão ao consumismo e a grande produção de lixo.

Nos dias que correm torna-se imperioso consumir-se, até além das possibilidades em muitos casos. A regra vigente é esta, por força das necessidades, verdadeiras ou fictícias que nos são postas ou impostas, pouco se podendo contra tamanha força.

Existe uma possibilidade de resistência ao consumo, despojando-se o ser humano do orgulho e tornando-se mais modesto, com o que elimina parte das necessidades ligadas ao seu ego. Se entende de não competir, de não rivalizar com o seu próximo, prescindíveis se tornam certos produtos e situações que, em verdade, são desnecessários, possibilitando a economia doméstica e ambiental.

A propósito da relação consumo X meio ambiente, é preocupante a questão do lixo produzido pelo homem, carecendo-se de espaço adequado para acomodar a imensa quantidade de resíduos produzidos por esta tresloucada conduta consumista.

O planeta não suporta mais a crescente produção de resíduos não biodegradáveis, sendo urgente a mudança de hábitos das indústrias e dos consumidores, diminuindo-se os descartáveis e consumindo-se com maior critério. Necessário, além da conscientização de consumidores e fornecedores, maior ênfase na reciclagem de materiais, com o seu reaproveitamento e evitar a indevida permanência no meio.

Nestes tempos de pandemia muitos questionamentos podem ser feitos, especialmente sobre as condições de vida neste planeta, sabido que muita coisa vai mudar para melhor. Nesse contexto, o lixo deve integrar as cogitações acerca da vida no futuro, futuro que já chegou. Também em razão dos resíduos a filosofia minimalista ganha adeptos diariamente, sendo aceita por muitos a ideia de viver com o mínimo, dispensando-se muitos acessórios que sobrecarregam a vida das pessoas e o meio onde vivem.

Se essa posição minimalista é de pronto rechaçada, pode-se pensar em sair do outro extremo maximalista, do consumo desmedido, e adotar-se posição intermediária, o que já produz um grande benefício à qualidade de vida do planeta.

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