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quarta-feira, 06 de julho de 2022

Combustíveis

“O planeta está interligado e os problemas distantes repercutem aqui”

O preço dos combustíveis derivados de petróleo atingiu picos inéditos nos últimos dias, por conta da alta do barril de petróleo no mercado internacional. Trata-se de grande preocupação para a economia nacional, considerando que nossas riquezas deslocam-se sobre caminhões movidos a óleo diesel. Com o seu preço nas alturas, há um descontentamento generalizado e a classe dos transportadores rodoviários ameaça nova paralisação.

Reconhece-se a adversidade para o transporte com esse custo do combustível, acrescendo-se, ainda, o custo com o pedágio, o que leva o setor ao desespero. Não se é favorável à paralisação, por afetar um grande número de pessoas, que não têm responsabilidade por esta situação. Nem por isso, ignora-se a dificuldade do transporte rodoviário nessa conjuntura, com o desejo de uma solução breve para a normalização dos custos do transporte.

A partir da globalização, o planeta está interligado e os problemas distantes repercutem aqui, como os daqui afetam acolá. A economia circula por uma engrenagem mundial, onde as peças das mais longínquas nações podem comprometer o seu desenvolvimento. Esse estado de coisas relacionado aos combustíveis robustece ainda mais a ideia de fontes alternativas de energia e a aceleração das tecnologias de veículos elétricos. Com efeito, a partir do momento em que a propulsão dos veículos for elétrica, tende a desaparecer esse mercado internacional que dita os preços para o mundo. A energia elétrica deverá ser produzida internamente, com tecnologia nacional, para suprir as diversas necessidades, dentre as quais o recarregamento das baterias dos veículos, daí que o seu preço não vai sofrer interferências de fatores externos.

É certo que a cotação do dólar interfere sobre muitos custos no Brasil e que pode fazer oscilar o preço da energia elétrica, porém, não com o poder que a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo – atua no mercado internacional. A propósito do dólar, boas notícias advêm de sua queda, ressalvadas as comodites brasileiras que têm seu preço dolarizado e que produzem melhores resultados de exportação com a cotação da moeda americana em alta. Já para diversos custos no mercado brasileiro, a baixa da cotação é bastante favorável, provocando a queda de preços de insumos variados importados, que provocam a redução de preços de produtos ao consumidor.

Outro fator importante para a economia do país é a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa recebeu sucessivos incrementos, chegando aos dois dígitos, atualmente em 10,75% ao ano, com tendência de alta, podendo chegar próximo dos 15% ao ano até o final deste exercício. Os juros altos são nocivos à economia porque encarecem o crédito, por isso retraem investimentos e crescimento econômico, sendo também bastante perniciosos para as contas públicas, avolumando-se a dívida pública por conta dos juros incidentes. Necessário ainda passar, este ano, pela Copa do Mundo e pelas eleições e criteriosa da situação, quando a guerra deverá já ter-se findado.

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