Esse artigo é exclusivo para assinante.
Para acessar, faça login ou adquira já a sua assinatura.

Já sou assinante!

16.5 C
Curitibanos
quarta-feira, 06 de julho de 2022

Cidadania

'A cidadania deriva do princípio da igualdade'

Quando se fala em cidadania, para logo temos a idéia da consciência e da capacidade do indivíduo de exercer seus direitos, conferidos pela ordem vigente. Isso é verdadeiro, porém, é uma acepção limitada de uma conceituação mais ampla e dinâmica, que se aprimora constantemente.

A cidadania deriva do princípio da igualdade, que, por sua vez, ema na do princípio democrático. Por democracia entende-se não só a participação de todos no Governo. Ela pressupõe ainda a inclusão de todos nos benefícios comuns, nos variados setores da sociedade. Assim, a educação, a saúde, a segurança, a dignidade humana, a liberdade e etc, são valores a serem dissemina dos indistintamente a todas as pessoas, tão só pela sua condição humana.

Para efetivação dessa generalização das benesses públicas concebeu- -se o princípio da igualdade, que objetiva a correção das desigualdades sociais causadas pelo poder econômico e por deficiência estatal na gerência da coisa pública. A cidadania é um dos fins da igualdade, para que todos sejam conscientes e livres, situação que, a princípio, não está relacionada com a condição socioeconômica do indivíduo, mas que também não se acha de todo divorciada desta.

Mesmo não sendo um valor material a consciência livre, ela não prescinde de um mínimo de estruturação de ordem econômica, para que as camadas sociais mais frágeis possam acessar, entre outros bens da vida, a informação. Sem informação não há cidadania.

Em havendo pessoas privadas de energia elétrica, de água potável, de alimentação condizente, de moradia digna, sem acesso a rádio, televisão e jornais, forçoso reconhecer ali a ausência de cidadania e que essas pessoas estão situadas no seu lado oposto, que é o da exclusão.

Excluídos são os não usuários dos serviços da CELESC, da CASAN, do gás, que, à feição do homem primitivo, saem em busca de alimento para o dia, sem maiores cogitações acerca da vida. Os filhos frequentam a escola porque há obrigatoriedade ou nem a frequentam. As crianças da primeira idade por vezes não recebem as vacinas porque os pais não ficam sabendo das campanhas e não possuem as respectivas cadernetas… Esse estado de parte da sociedade mundial denota a ausência de democracia, de igualdade e de cidadania.

Verifica-se ainda a massa humana de manobra, ora pela mídia consumista, ora pela fala persuasiva de pessoas formadoras de opinião, tendentes a manter um maior número indivíduos possível sob sua orientação.

Daí a importância da educação libertadora para uma cidadania consciente, não só para escolher livremente seus governantes, como também para orientar-se na vida como sujeito de direitos e de obrigações de consciência livre.

Em nossa cidade houve apreciável avanço nesta questão social, com diminuição dos bolsões de pobreza pela estruturação de novos locais de moradia popular, bem como pela maior presença do Estado nesses locais de vulnerabilidades diversas.

Necessário não perder esse foco, com vistas à redução constante da marginalidade social, expressão que não define criminalidade e sim exclusão.

Receba notícias direto no seu celular, através dos nossos grupos. Clique no link para participar:

WhatsApp

Destaques

Últimas notícias