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Curitibanos
sexta-feira, 27 de maio de 2022

Portões abertos

“Ah pois, então nos transfiramos, agora, para o Pouso do Tropeiro”

O FATO é que, agora é hora chegada. Após um tempo longo e nebuloso, os portões do Pouso do Tropeiro estão a escancararem-se para vivermos as coisas da nossa Expocentro. Um tempo longo, carregado de maus presságios e que, agora, como o tudo o mais, começa a desanuviar. Estávamos todos sequiosos por um pouco de barulho, aquela deliciosa balburdia organizada, sons, cores e sabores a desanuviar a sombra pestilenta que nos cobriu durante dois longos anos. Para esta edição temos um pavilhão de shows preparado e atrações de alto nível deverão ocupa-lo totalmente em todas as noites.

Lamentavelmente, não temos mais as feiras de animais, terneiros, gado de engorda e touros, ingredientes que acrescentavam brilho especial à festa. Também o motociclismo e o rodeio Country não vieram este ano. Fato igualmente marcante, e auspicioso, foi a rápida comercialização dos espaços no pavilhão dedicado à indústria, comércio e afins, o que deixa antever ótimos stands de exposições e comercialização de produtos e serviços, fazendo movimento econômico tanto no ato como na boca de espera, preparando negócios futuros a concretizarem-se no médio prazo.

Este departamento também precisa de planejamento mais amplo, tornar a nossa festa um polo de negócios maior, um caminho para atrair dinheiro, investimentos, vendas à vista e negócios a médio prazo, pois no rigor da coisa, nossa festa ainda é exportadora de dinheiro, ao contrário de suas similares, planejadas para arrecadar. Entretanto, deixemos de lado, ao menos por agora, estes prolegômenos financeiros, e fiquemos no que está posto que já está de bom tamanho, sendo elogiável o esforço da Administração Municipal em realiza-la, o esforço em proporcionar à nossa gente alguns momentos de lazer e encantamento a fazer contraponto ao tempos bicudos que correm, fazer pausa de esquecimento ao desemprego, às guerras, a fome, o completo destempero vistos agora nas disputas políticas, os atrasos e descalabros que homens públicos teimam em proporcionar.

Por proposital derradeiro, reservei menção e louvação a uma atração, novidade que, ao que penso será a primeira apresentação para público maior, a realização de provas de hipismo clássico, com cavaleiros e amazonas, alguns e algumas adolescentes, pouco mais crianças mas, já com disposição e coragem para enfrentar a pista de obstáculos e submeterem-se a julgamento dos árbitros e entendedores, tão ou mais importantes para nós que os julgadores olímpicos.

Aliás, a existência, entre nós, de uma associação ou escola de hipismo clássico já merece um capítulo à parte e, no adiante, por certo voltaremos ao assunto, mas fica o nosso mais entusiástico registro e votos de longevidade e sucesso, além da grata surpresa e satisfação que o fato nos proporciona pois que, se observarmos os aspectos culturais ou de tradição aqui vistos, o hipismo até aqui visto se prende mais às tradições das lides campeiras, considerando nós, se permitem, a introdução da modalidade em seus conceitos mais clássicos uma deliciosa e corajosa ousadia.

Ah pois, então nos transfiramos, agora, para o Pouso do Tropeiro. Boa Expocentro a todos.

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