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Curitibanos
sexta-feira, 27 de maio de 2022

Conscientização e Carma

Qual seria o valor do homem, criado por Deus para ser feliz por toda a eternidade, caso ele mesmo não fosse o autor de sua própria “conscientização”? Apesar do protesto justificável, de que não há mérito nem valor na criatura sofrer, para depois ser venturosa, muito pior seria se ela fosse um produto automatizado e elaborado mecanicamente e em série. É a auto-realização, a transformação preliminar, garantia de um futuro venturoso, quando o espírito sentir conscientemente, os seus poderes criativos e a possibilidade de plasmar nas formas do mundo material toda a intuição superior, como poesia, arte e imaginação sublime. Não importa se o homem, em princípio, confunde as quinquilharias dos mundos físicos transitórios com valores autênticos de sua futura felicidade. O certo é que ele jamais se perderá nos labirintos educativos das vidas materiais, porque o seu destino glorioso é a angelitude, e a luz que o guia queima no próprio combustível de sua centelha interna. Sem dúvida, precisa crer e confiar na pedagogia traçada pelo criador, cujo resumo possui em sua própria intimidade espiritual, na síntese microcósmica do “reino divino”.

E para a absoluta segurança da criatura alcançar mais breve e corretamente a sua ventura eterna, então a Divindade estatui a Lei do Carma, que disciplina, corrige e retifica os atos insensatos e enfermiços, que o espírito pratica nas vidas sucessivas na face dos orbes físicos. Assim, nenhuma criatura deve invadir o direito alheio ou perturbar o destino dos seus companheiros em curso de aperfeiçoamento espiritual. Aliás, ninguém pode, sequer, carregar a cruz de seu irmão e sofrer por procuração quaisquer reações desagradáveis e indesejáveis, que devem ser vividas pelos próprios responsáveis ou transgressores. O espírito do homem é o autor de seu destino e pessoalmente responsável pelos efeitos bons ou maus decorrentes de seus atos pregressos. Cumpre-lhe a tarefa de despertar e desenvolver, em si mesmo, os valores íntimos que lhe devem assegurar a vivência futura entre as humanidades siderais felizes. Ele pode semear dores, júbilos, prazeres ou tragédias, porém, sob a Lei do Carma, que é inflexível e corretiva, mas justa e impessoal, o homem é o autor e, ao mesmo tempo, o receptor de todos os acontecimentos ou males praticados a favor ou contra o próximo ou a si mesmo. Em face da advertência insistente de todos os instrutores e mestres da espiritualidade, enunciando que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”, e que  “a cada um será dado segundo as suas obras”, ninguém pode alegar ignorância das sanções da Lei Cármica, nem atribuir injustiças a Deus, Nosso Pai e Criador.

       Baseado em texto do Livro O Evangelho à Luz do Cosmo/Ramatis

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