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Curitibanos
sexta-feira, 27 de maio de 2022

Usina Hidréletrica São Roque no rio Canoas deve iniciar geração em junho

Devido às chuvas, enchimento do lago da UHE São Roque foi mais rápido do que o previsto

Com a autorização do Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC), obtida no último dia 28, a Nova Participações S.A. controladora da Nova Engevix, empresa responsável pela Usina Hidrelétrica (UHE) São Roque, localizada entre os municípios de São José do Cerrito e Vargem no rio Canoas começou o processo de enchimento do reservatório.

Porém, o que deveria levar em torno de 30 dias aconteceu em pouco mais de uma semana, devido ao grande volume de chuvas nos primeiros dias de maio.

O lago tem extensão de 4.537 hectares e atinge os municípios de Brunópolis, Curitibanos, Frei Rogério, Vargem e São José do Cerrito.

As obras da usina iniciaram em 2012, foram paralisadas em 2016 e retomadas em 2020. Segundo a empresa proprietária do empreendimento a UHE São Roque deve começar a geração de energia a partir da segunda quinzena de junho.

Com três unidades geradoras a capacidade instalada para geração é de 141,9 MW, e será a primeira usina hidrelétrica a entrar em operação no país desde 2019.

Reassentamento

No último sábado (7) foi inaugurado o reassentamento rural coletivo Nossa Senhora das Graças, em Curitibanos. Foram reassentadas 12 famílias ribeirinhas que tiveram que ser removidas da área atingida pelo lago da usina.

De acordo com um dos membros da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB),  Pedro Eloir Melchior, ainda falta finalizar parte da infraestrutura do reassentamento, como rede de energia em alguns pontos e algumas estruturas coletivas, mesmo assim, ele comemorou a conquista.

“Estamos acompanhando as famílias desde o início do processo de construção da usina. O prazo inicial para enchimento do lago seria de um mês, mas com as chuvas esse processo foi mais rápido e no sábado o lago já estava cheio. Por outro lado, no mesmo dia, as 12 famílias ribeirinhas estavam comemorando a entrega do reassentamento em Curitibanos. A empresa ainda não finalizou parte da infraestrutura de energia elétrica, falta a perfuração de artesianos e algumas estruturas coletivas, mas é uma conquista de anos de luta”, disse.

Ainda de acordo com Pedro Melchior, o enchimento repentino do lago trouxe alguns transtornos, pois pegou de surpresa os moradores da região atingida pelo reservatório da usina. Houve relatos de acumulo de troncos, galhos de árvores e animais mortos nas margens do lago recém-formado. Segundo ele a situação foi informada ao IMA e também a empresa responsável pela UHE.

A reportagem tentou contato com a Nova Participações S.A. para checar os prazos para finalização da estrutura do reassentamento e também sobre o impacto ambiental que o novo logo pode apresentar para a região, mas não obteve retorno.

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