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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Estudo de Viabilidade recomenda construção do Ramal da Ferroeste em Santa Catarina

Pesquisa mostra potencial de importação dos insumos para o Oeste Catarinense com redução de custos

O estudo de Viabilidade Técnica (EVTE) sobre a Nova Ferroeste foi apresentado na noite de terça-feira (28), pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e pela empresa de engenharia TPF (responsável pelo estudo) para as Associações Empresariais, prefeitos, autoridades e interessados, na sede da Associação Empresarial de Pinhalzinho.

Mais de 100 mil reais foram investidos pelas associações empresariais do Oeste, Extremo Oeste e Noroeste de Santa Catarina, e mais 650 mil por outras entidades parceiras para viabilizar o estudo. O resultado atende as expectativas do setor empresarial e comprova que vale a pena investir na construção do ramal ferroviario Cascavel a Chapecó. 

A previsão é que com a ferrovia, até o ano de 2044 sejam transportadas 8,85% de toneladas úteis. Ganhos com redução de custos de transporte significativos, superando 9% nos últimos anos e se mantendo em patamar semelhante ao longo da maior parte do projeto. 

O 1º vice-presidente da Facisc, Elson Otto, destacou que “o evento demonstra que quando a classe empresarial se une com a comunidade somos capazes de realizar o que precisamos para suprir as nossas necessidades”. “Temos que nos aproximar e trabalharmos juntos com o poder público para atender todos os anseios”, disse.

O primeiro passo foi dado, que é o estudo que comprova a viabilidade da inclusão do ramal no projeto da Ferroeste. “A iniciativa privada tem papel fundamental e a concessionária atenderá primeiro as regiões que já tenham a parte burocrática pronta. São seis trechos e o projeto do trecho do grande Oeste catarinense já está pronto”, destacou Eduardo Scalia, diretor de Gestão Financeira da TPF, empresa de engenharia contratada para realizar o estudo.

Segundo o estudo, aves, suínos, peixes, soja, milho e farelo de soja serão os principais produtos transportados através da ferrovia. As carnes na exportação e os grãos na importação. O grande potencial seria possibilitar a importação dos insumos para o Oeste Catarinense com redução de custos.

Atualmente, 5 milhões de toneladas são transportadas entre entrada e saída de Chapecó. A produção total é de 86 milhões de toneladas na região. 

Outro benefício apontado pelo estudo é o custo de frete considerando o trecho isolado poderá gerar uma economia de cerca de 10%. Se considerado o trecho todo a economia pode chegar a 25%.

Por Assessoria de Imprensa Facisc / RCN

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