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Curitibanos
quarta-feira, 06 de julho de 2022

Risco de incêndios aumentam no Inverno

Quase 60% dos incêndios registrados no último ano foram causados por equipamentos de aquecimento

O frio intenso é um convite para deixar um aquecedor ligado a noite toda, acender fogões e lareiras, estender o uso do chuveiro e acender álcool de forma improvisada para aquecer o ambiente. A chegada do Inverno aumenta o uso de equipamentos domésticos para aquecimento e, consequentemente, o perigo de incêndio em residências.

Segundo o major Willian Leal, do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Curitibanos, entre os motivos que mais provocaram incêndio no último ano na região estão os equipamentos de aquecimento, sendo responsáveis por 59,5% dos acidentes. Ou seja, seis em cada dez ocorrências. O maior número é causado por equipamentos elétricos, que somam 18,6% dos incêndios, seguido de fogão a lenha e a gás, aquecedor a óleo e aquecedor a gás, ambos com 13,6% cada. Lençol elétrico, aquecedor a água e ventilador também fazem parte.

Conforme o bombeiro, os cuidados básicos para prevenir incêndios vão desde a manipulação do fogo, principalmente no momento de acender fogões ou lareiras, até e revisão elétrica da rede de distribuição, que passa a ter uma demanda maior de consumo pelos aquecedores elétricos. Para reduzir o risco ao usar fogões a lenha, lareiras, lençóis térmicos e aquecedores, medidas simples podem ser adotadas.

O major Leal orienta que a população evite situações de risco. “No Inverno, pode acontecer de uma pessoa estar na sala com um aquecedor elétrico ligado, enquanto outra está no quarto secando o cabelo e uma terceira pessoa vai tomar banho. Esses equipamentos demandam alta energia e operam sem problemas, caso a rede esteja corretamente dimensionada e protegida, por disjuntores, por exemplo. Mas se a rede é precária, poderá ocorrer o aquecimento dos condutores elétricos e pode iniciar um incêndio, muitas vezes em um local diverso, como uma parede, ou numa emenda sobre o forro, fazendo com que o fogo se alastre antes de ser percebido”, explica.

A experiência dos bombeiros da região mostra que a ação de acender o fogão a lenha é um momento crítico e perigoso. “Algumas pessoas se valem de líquidos acelerantes, como álcool, querosene, solventes e gasolina. Esses líquidos inflamáveis acabam por volatilizar muito rápido, criando uma névoa inflamável, quando utilizados em excesso. Ao dar a ignição pode surgir uma grande bola de fogo que pode iniciar um incêndio em uma cortina, toalha ou outro material das proximidades. Assim, sugere-se que não sejam utilizados líquidos combustíveis para iniciar o fogo no fogão a lenha, a fim de evitar esse risco”, explica o bombeiro.

Em novembro de 2021, um Idoso morreu em Curitibanos, após tentar acender fogão a lenha com álcool. Pedro Alves Fogaça, de 93 anos, sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau em aproximadamente 90% do corpo.

Outro fator que causa incêndios relacionado ao uso do fogão a lenha é a falta de monitoramento, a tentativa de secar roupas nas proximidades do fogão e a falta de manutenção da chaminé, que pode entupir, aprisionando o calor, ou abrir, fazendo com que não seja levado para fora do ambiente, provocando incêndio nas suas proximidades.

Em um princípio de incêndio, é preciso agilidade. “No caso dos elétricos, a primeira coisa a se fazer é desligar a energia e apagar as chamas com extintor. Se não houver disponível, tem que saber que o uso de água não é adequado para combustíveis inflamáveis e equipamentos elétricos”, explica Leal. O número de emergência em caso de incêndios é o 193.

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