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Curitibanos
quarta-feira, 06 de julho de 2022

HHAO tem superlotação na UTI Neonatal

Hospital conta com dez leitos e atualmente está com 15 crianças internadas

A falta de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para crianças há muitos anos vem sendo um problema para o Hospital Hélio Anjos Ortiz (HHAO). Segundo o superintendente do hospital, Marcelo Pasolini, a média de internação na UTI neonatal é de 130%. O hospital conta com dez leitos, mas é muito comum a equipe atender mais de dez pacientes simultaneamente na estrutura. Durante a última semana, por exemplo, havia 15 crianças internadas.

Marcelo comenta que a demanda no HHAO é muito alta porque a unidade hospitalar é referência na região Meio-Oeste, por isso recebe pacientes de várias regiões do estado. “Hoje acabamos absorvendo com muita dificuldade nossa demanda interna, mas quando extrapola mandamos para a regulação do estado que também está com uma lotação muito grande. Nosso maior número de crianças internadas são de prematuridade, já que somos maternidade de alto risco, mas nos últimos meses aumentou a demanda por crianças maiores com problemas respiratórios”, explica, destacando que há uma preocupação de que a situação possa piorar, já que durante os períodos de frio intenso os casos de síndromes respiratórias são mais comuns.

NO ESTADO

O problema antigo no hospital de Curitibanos não é uma exclusividade da região. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, a procura por atendimento pediátrico vem sofrendo alta demanda em todo estado por conta da sazonalidade, o que desencadeia um aumento significativo no número de pacientes com doenças respiratórias. Santa Catarina tem 97,8% de seus leitos públicos em UTIs pediátricas ocupados.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que trabalha trazendo soluções imediatas para eventual falta de disponibilidade de leitos, enquanto aguarda a abertura de leitos novos para atender a população.

A pasta citou que dez novos leitos de UTI neonatal estão previstos para serem abertos. Além disso, o órgão estadual aguarda a habilitação por parte do Ministério da Saúde de 80 novos leitos já solicitados para ampliar a rede de atendimento neonatal no Estado. “Não estamos medindo esforços para qualificar ainda mais os atendimentos pediátricos. Nós, como Secretaria de Estado da Saúde, estamos debruçados sobre o tema. Hospitais já foram mapeados na busca de ampliar esses leitos à disposição”, explica o secretário de Saúde do Estado Aldo Neto.

Aldo comenta que a vacinação é fundamental. “Precisamos urgentemente que os pais levem suas crianças para serem imunizadas, além disso é importante que os familiares estejam atentos as condições clínicas e as acompanhem até as unidades básicas de saúde. Se a criança for rapidamente diagnosticada e medicada, nós evitamos um agravamento do quadro e que ela venha a necessitar de uma UTI”, ressalta.

O Ministério da Saúde informa que o estado possui atualmente mais de 240 leitos de UTI Neonatal. A pasta informa que, de acordo com a gestão compartilhada do SUS, cabe aos estados e municípios a abertura e fechamento de leitos de acordo com a necessidade de cada território.

NO PAÍS

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em 2017, o Brasil tinha pouco mais de 8.700 leitos de UTI neonatal. O déficit, na época, era de 3,3 mil leitos. Atualmente, o número de leitos aumentou para mais de 9 mil e não há dado atualizado sobre o déficit. Porém, o órgão afirma que faltam leitos e um gerenciamento mais eficiente da distribuição das vagas.

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