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Será que a cotação do dólar afeta meu bolso?

A educação financeira é fundamental para ter uma boa qualidade de vida

Por William Moreira Balbinotti - Empresário


William Moreira Balbinotti - Empresário (Foto: Divulgação) 

É comum no nosso dia a dia depararmos com notícias de que o dólar está em alta ou em queda, sendo natural associarmos isso a turismo. Por esse fato, grande parte da população pensa que, se não tem planos de viajar, não precisa se preocupar com essas cotações, Aí, está o grande erro. 

No mundo globalizado, é natural ocorrer comercialização de produtos entre países. Essa ação é chamada de importação ou exportação e, a diferença entre elas é simples: importação é quando compramos algo fora do Brasil e exportação, quando vendemos para fora do país. Como o dólar é a moeda corrente base para todas essas transações, quanto mais alto ele estiver, mais caro pagamos pelo produto importado. Deste modo, recebemos mais dinheiro ao vender produtos para outros países.

A montanha russa do dólar afeta nossa saúde financeira muito mais do que imaginamos, pois muitos dos produtos que adquirimos aqui mesmo dentro do país usam matéria prima importada. Posso citar o alimento, por exemplo, que é afetado com o sobe e desce da moeda americana. Quase metade do trigo consumido no Brasil é importado da Argentina. Como esse cereal é matéria prima, seu valor é cotado em dólar. Sendo assim, fica mais caro comprar trigo quando o dólar está em alta e, consequentemente, esse aumento de preços é repassado para os seus derivados: bolos, macarrão, farinha de trigo e até nosso pão francês.

Além disso, quando os produtores locais que, ao ver seus lucros subindo através da exportação, priorizam suas vendas para o mercado externo, isso provoca a redução de oferta de produtos internamente, então, obviamente que menos oferta é igual a aumento de preços. 

A alta do dólar e esse aumento generalizado têm uma parte de contribuição com a inflação. Podemos reduzir esses problemas a longo prazo, aplicando em produtos financeiros atrelados à variação da inflação. Outro detalhe importante é, sempre que possível, optar por produtos nacionais, obviamente em itens que não afetem sua qualidade de vida. A educação financeira é fundamental para ter uma boa qualidade de vida.


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