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Consumidores defendem novos hábitos

16 Dezembro 2018 09:40:00

Rodrigo Berté- Diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências,Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter




Após amargar mais de três anos de recessão, agravada, entre outros fatores, pelo desemprego, consumo apertado ou estreitado por contas, dívidas e queda de classes, as pessoas começam a se recompor aos poucos e trazem hábitos novos de brasilidade.

É comum encontrarmos pessoas nas ruas, ou mesmo as que conhecemos, que passaram por muitas dificuldades, ou ainda estão passando. Elas nos contam como viraram o jogo e como estão olhando para o futuro.

Há um comportamento diferente no consumidor, tornando-o mais exigente e mais consciente na hora de comprar. Na mesma sintonia, vieram empresas baixando custos, abarcando novas tecnologias e que têm passado por estratégias de revisão no atendimento ao consumidor, com o objetivo de entender melhor o cliente atual e como ele está se comportando.

Chegamos a mais de 61 milhões de brasileiros inadimplentes,segundo a Serasa Experian, o que vem gradativamente baixando aos poucos. A retomada do consumo vem acontecendo aos poucos, como também a mudança de comportamento do consumidor.

O consumidor das crises anteriores não era tão empoderado como o atual, tendo em vista a grande quantidade de informações.Nas situações de recessão anteriores, para pesquisar preços, ele tinha que ir até a loja ou ao supermercado; agora,tudo está facilitado com a Internet. Outro ponto de destaque é que se deixou de lado a compulsividade, inimiga do consumo consciente, e passou-se a comprar o que realmente é necessário,evitando o desperdício.

Por outro lado, e muito mais importante, é a avaliação do impacto dos produtos sobre o meio ambiente e os aspectos sociais.Os novos hábitos vão além do planejamento das compras:hoje são mais comuns as pesquisas feitas na Internet para comparação de produtos e ofertas, a análise de como são obtidos e até a verificação mais minuciosa da real necessidade  de compra.

A crise atual afetou todas as classes sociais. A mudança de comportamento e os novos hábitos dos consumidores poderão ter efeito positivo na próxima década, com baixa no endividamento e o empoderamento na tomada de decisão para se efetuar a compra.






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