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Bem-sucedido

07 Abril 2018 13:16:00

Luiza Fregapani - Jornalista e tenente do Corpo de Bombeiros


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Estes dias, conversando com uma amiga, discutíamos o que é ser bem sucedido. Quando somos mais novos, temos tipo uma linha do tempo em que vamos fazendo marcas e estipulando metas: "primeiro vou estudar em tal universidade, depois vou trabalhar em tal lugar, depois vou viajar para vários lugares, depois eu vou casar e ter a casa dos sonhos, e ter filhos", e assim vai. E, preferencialmente, antes dos 30 anos! Mas ai, o que acontece quando as coisas não acontecem nesta ordem? 

As pessoas se frustram e não se sentem bem sucedidas. Por quê? Por não ter seguido um modelo que o mundo aprova como correto? E se a faculdade que você fez foi uma perda de tempo e na verdade, você quer estudar outra coisa, ou nem estudar? Ou se o emprego dos sonhos se revelou algo que só traz cobranças e nenhuma satisfação pessoal? Só por que você pede demissão e vai fazer outra coisa (leia-se aqui qualquer coisa que te faça feliz, mesmo que seja estranho aos olhos do mundo?) como ter uma horta comunitária, criar ovelhas, mudar totalmente de carreira, isso quer dizer que você não é bem sucedido?

"A nossa linha do tempo quem faz somos nós mesmos"

E quem disse que o mundo pode rotular quem é bem sucedido e quem não é? Às vezes aquela empresária "bem sucedida", que trabalha 24 horas por dia, com viagens internacionais e milhares de compromissos gostaria de morar em um sítio no interior, e, de pé descalço, ter os filhos correndo soltos pela grama. E por que uma coisa "vale" mais aos olhos do mundo do que outra? Por que há tantas críticas para mulheres que abrem mão de suas carreiras para cuidar dos filhos? Quem disse que não é aquilo que vai fazer com que ela se sinta bem sucedida?

Uma outra amiga, que casou e teve filhos para depois se formar na faculdade. Por que ela optou por esta ordem e não por esperar terminar o curso? Por que, para ela, aquela seria a felicidade. Não há motivo para abrir mão dos nossos planos para tentar encaixá-los nos planos que o mundo, ou melhor, outras pessoas, dizem ser o melhor para nós mesmos. A nossa linha do tempo quem faz somos nós mesmos. E nós vamos desenhando-a aos poucos, tomando decisões com nossa maturidade e percepção de mundo. Pois, entre expectativas e cobranças, escolho a minha felicidade.


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