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23 Setembro 2018 10:35:00
Autor: Martin Avenatti - Educador e gestor esportivo

'Você tem que fazer as pessoas felizes, mas entender que vencer não é a única coisa importante'


(Foto: Daniel Scherer) 

Se um de cada cem jogadores foi bem sucedido, vale dizer também que: de cada cem atletas, 99 falharam. Temos que inverter isto! Precisamos mudar a meta do futebol.

Invertemos explicando às pessoas que as luzes de Hollywood, do Santiago Bernabeú e do Camp Nou são apenas luzes. A realidade é diferente.

Você tem que fazer as pessoas felizes, mas entender que vencer não é a única coisa importante. As pessoas têm que saber que não ganham todos os domingos. Se fosse apenas isso, o futebol seria um esporte de pessoas frustradas.

O clube precisa do resultado imediato, sim. O empresário, a família também. Muitas pessoas terminam se aproveitando do jovem jogador, não esperam o processo de amadurecimento natural do menino. Tampouco entendem que o sucesso do atleta vai além das quadras.

Hoje em dia, o Ministério Público fica em cima dos clubes pressionando que os jovens estudem, mas realmente é um negócio maquiado, não funciona em sua totalidade. Divulga-se apenas o garoto que subiu na vida, que foi em busca do sonho e deu certo. E aquele garoto que não conseguiu e não foi preparado para o futuro? Quem o prepara para os estudos e para o mercado de trabalho? Ou seja, quem o prepara para o sucesso como ser humano, fora das quadras?

A preocupação deve ser a formação do atleta como um ser humano para o futuro. A realidade, entretanto, é de que os jovens atletas cada vez mais precisam abandonar seus estudos cedo para poder dedicar-se ao futebol, e nem todos chegam a brilhar e viver do futebol. Então, mesmo sendo atletas de alto rendimento a nível profissional, devem estar preparados para a vida.



16 Setembro 2018 09:15:00


Marcos Vinícius de Oliveira Neves - Médico Veterinário e Presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC)


       No mês em que os Médicos Veterinários comemoram seu dia, os profissionais também celebram o cinquentenário da regulamentação da atividade. Nos últimos 50 anos cresceu de forma exponencial a relevância do trabalho que desenvolvemos e o reconhecimento pelos serviços prestados à sociedade no cuidado com a saúde e o bem-estar dos animais, na preservação da saúde pública, na produção de alimentos saudáveis e em atividades voltadas para garantir a sustentabilidade ambiental do planeta. Atualmente são mais de 80 áreas de atuação, o que vem atraindo um número cada vez maior de jovens que sonham com uma carreira promissora.

       No Brasil, onde o setor agropecuário é o motor da economia, a atuação dos Médicos Veterinários ganhou uma proporção ainda maior. Nossas atividades estão diretamente ligadas à produção dos alimentos de origem animal que chegam à mesa do consumidor. Em Santa Catarina, a competência de nossos colegas foi fundamental para que nosso Estado se tornasse uma referência na avicultura e suinocultura. Somos também o único Estado brasileiro reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação, temos um status sanitário diferenciado e privilegiado em relação ao restante do país.

"A Medicina Veterinária nunca se fez tão

presente nos lares brasileiros como hoje "

Há 20 anos nossa categoria foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) como profissão da área de saúde. E, em 2011 o Ministério da Saúde incluiu a Medicina Veterinária junto às equipes multiprofissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, conhecido como NASF. Ou seja, temos a chancela do Governo Federal para atuar ao lado de outros profissionais que trabalham pela qualidade da atenção básica à saúde nos municípios brasileiros.

A Medicina Veterinária nunca se fez tão presente nos lares brasileiros como hoje. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase metade dos lares brasileiros possui pelo menos um pet. E o universo dos cuidados com os animais pode ser comparado ao dos seres humanos, tamanha tecnologia e conhecimentos atuais. Conforme o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) o Brasil conta com aproximadamente 110 mil Médicos Veterinários atuantes, sendo seis mil deles registrados em Santa Catarina. A todos estes profissionais nossa saudação e reconhecimento pela escolha desta linda carreira.



09 Setembro 2018 11:20:00
Autor: Por Luiz Pladevall - Presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente)


(Arte: Divulgação)


Constituição de 1988 trouxe importantes avanços para o cidadão brasileiro, mas permitiu a rápida expansão do número de municípios brasileiros. Para barrar a farra, foi preciso uma emenda à Constituição, em 1996, para limitar a criação de novas cidades. Além disso, a Nova Carta Magna impôs novas responsabilidades à municipalidade, mas não indicou as fontes de recursos e não estruturou o apoio técnico necessário para o cumprimento destas obrigações.

Entre os novos deveres, as cidades devem elaborar o Plano Urbanístico, o Plano de Saneamento, o Plano de Resíduos Sólidos. Mas, após 30 anos da promulgação da Constituição, um levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) aponta que 1.872 municípios ainda dependem das transferências de Estados e da União para garantir o funcionamento da máquina pública.

A expansão do número de novos municípios avançou nas últimas três décadas. São 1.578 novas cidades e a maioria sequer consegue gerar receita suficiente para pagar o salário de prefeito, vereadores e secretários. Apesar da emenda limitadora, está em tramitação no Congresso um projeto de lei que poderá permitir a criação de 400 novos municípios.

Por isso, precisamos repensar o papel dos municípios e as condições mínimas para sua criação.

Devemos, inclusive, reavaliar as atuais condições dessas localidades. Caso necessário, defendemos a possibilidade de fusões para reduzir custos e melhorar as finanças. Assim, haverá possibilidade de novos investimentos na melhoria da infraestrutura e ampliação de serviços à população.

Outro ponto importante é a criação de parâmetros técnicos para a criação de novos municípios, com indicadores mínimos que não dependam apenas da vontade política. Caso contrário, continuaremos a conviver com as precárias condições atuais. Para se ter uma ideia, em 2016, 2.091 municípios descumpriram várias obrigações legais simplesmente por registrar restos a pagar superiores aos recursos em caixa, ultrapassando o limite de 60% das receitas com despesas de pessoas.

A penúria das cidades precisa ainda de uma atuação urgente de Estados e da União, não apenas na oferta de recursos financeiros. A maioria dos municípios padece da falta de mão de obra qualificada capaz de produzir planos e também elaborar documentos para a solicitação de verbas federais.

O resultado nesses 30 anos de Constituição mostra que uma boa parcela dessas cidades continua enfrentando as mesmas condições de precariedade. Avançar é rever e propor mudanças.



26 Agosto 2018 11:00:00
Autor: Tereza Conceição de Souza

O homem destruiu e continua destruindo a natureza


Tereza Conceição de Souza - Professora Aposentada 

Estava fazendo meus trabalhos diários e me veio na memória o que está acontecendo com nosso mundo. 

As paisagens modificadas... Onde estão as árvores, os animais, as águas?

Quando de repente, escutei várias espécies de aves voando sobre a cidade. Lembrei-me de uma melodia cantada por uma dupla caipira e humorista. Assim:

"Paraná, que bicho é aquele,

Que cantou lá no sertão,

É a linda gralha azul,

Na hora de plantar o pinhão".

Aí me preocupei mais: onde está o Pinheiro Araucária? E a Gralha Azul?

O que fizeram e o que estão fazendo com a nossa paisagem? Árvores frondosas e as madeiras de lei, como são chamadas.

E aí vem outro problema: para onde foram os animais que dependem das árvores para sobreviver, os animais quadrúpedes, aves aquáticas, insetos, para onde foram? Com certeza, morreram de fome, de sede ou até mesmo queimados nas grandes queimadas de campos feitas pelos homens, ou desmatamento também feita pelos homens.

Deus criou tudo e Ele mesmo gostou do que fez, mas quem iria cuidar destas belezas naturais? Então, Deus quis criar alguém para cuidar de tudo isso, mas esse alguém teria de ser muito inteligente, porque tudo era tão lindo. Então, criou o homem, a sua imagem e semelhança, que pode cuidar da sua criação. Deus deu inteligência e liberdade para o homem cuidar com carinho. Mas o que aconteceu? O homem destruiu e continua destruindo a natureza.

O nosso país já mudou, porque o homem modificou a paisagem, a água acabando, socorro...socorro. Meu receio é que o mar continue se vingando e volte pegar de volta o que é seu. Meu Deus, para onde foram as belas paisagens do nosso Brasil que o Senhor criou?



18 Agosto 2018 08:30:00


Luiz Henrique Zart - Jornalista e professor universitário 

Caminhar. Era o que eu fazia numa noite qualquer, indo dar aula na universidade. Me deparei com um sentimento ao qual já deveria estar acostumado, mas não estou. Algo que não me atingiu uma, duas, dez vezes; muitas mais: a sensação de que os olhos do outro que cruza o caminho te revistam, desconcertam, até desumanizam. Pois bem: tenho mobilidade reduzida, uma alteração na marcha que me faz andar com dificuldade, de um jeito, digamos, diferente. Apenas. E, como muitas pessoas com deficiência, causo estranheza. Por isso, falar de capacitismo importa.

Essa atitude discriminatória naturaliza as capacidades corporais e percebe como incapaz qualquer pessoa que não enxergue, ouça, fale, pense ou ande, e dita como tudo deve funcionar. Assim, segrega, hierarquiza, dificulta a inclusão e a acessibilidade aos espaços em sociedade, considerando certos corpos como inferiores ou incompletos se comparados a padrões tidos como "normais". Pare para pensar o que é ser normal.

"DEFICIÊNCIA NÃO SIGNIFICA INEFICIÊNCIA"

E esqueça. Pessoa com deficiência é o termo. Não é especial - isso somos para quem nos ama -, não é deficiente - uma pessoa reduzida à sua condição -, nem portador de necessidades especiais - essas todos temos, e só "porta" algo quem pode deixar de portar. É fundamental combater preconceitos e o senso comum, e dizer: este é apenas mais um modo de vida. Com sujeitos não menos capazes - condenados à dependência e à eterna necessidade de ajuda. Não são heróis nem coitados. Precisam, sim, de condições para serem e estarem no mundo de acordo com suas condições e capacidades. De trabalhar, estudar, amar, viver. Nada "apesar" da deficiência, que é parte integrante da identidade desse alguém.

Deficiência não significa ineficiência. Essa distinção vem da invisibilidade social e política à qual essas pessoas são submetidas em um mundo que não dá autonomia a todos. Então, se cada um tem o próprio corpo, respeitar e ter empatia é o mínimo a se fazer. Sem compaixão ou pena; piadas, olhares tortos ou qualquer coisa do gênero. Lute contra o capacitismo já. Afinal, que dane-se a normalidade. Vivamos nossos corpos como eles são, aceitando que somos, todos, diferentes.


11 Agosto 2018 09:00:00


No dia 25 de agosto é celebrado o dia do soldado, data em que temos diversos

atos nas Organizações Militares, em homenagem àquele que ocupa

a base da hierarquia militar.


Todavia, equivoca-se quem compreende o termo soldado apenas como

o executor do sistema militar. Devemos conceber o soldado como alguém

que se dedica a alguma causa compenetrado e sabedor que dele depende o

sucesso daquilo que se propôs.


É bem verdade que se torna mais fácil falar do soldado como militar, mas

não devemos restringir nosso entendimento limitando-o aos que usam fardas.

Todo aquele que se dispõe a cumprir seu ofício pode ser visto como um

soldado: o coletor que recolhe os resíduos sólidos para tornar a cidade mais

limpa, o pedreiro que edifica uma parede com a missão de construir uma casa,

o enfermeiro que sutura visando curar um ferimento. Não é preciso ser militar

para ser um soldado, basta cumprir a missão da melhor forma possível.


"MESMO DIANTE DAS

ADVERSIDADES, O SOLDADO

É AQUELE QUE CONTINUA,

SEGUINDO DA MELHOR FORMA

POSSÍVEL EM SUA MISSÃO"



Apesar deste conceito abrangente, o dia 25 de agosto é dedicado exclusivamente

ao soldado militar, e não poderia ser diferente. Sem hierarquizar as funções,

e muito menos as pessoas pelas profissões escolhidas, os militares são sujeitos

a condições diferenciadas que os tornam merecedores de ressalvas.


Mesmo diante das adversidades, o soldado é aquele que continua, seguindo

da melhor forma possível em sua missão. Mesmo que não consiga ficar

alheio às dificuldades e obstáculos do caminho, o bom soldado segue com

seu projeto.


Infelizmente, muitos bons soldados são abatidos pelo caminho das suas

carreiras, perdendo o vigor e o entusiasmo que tinham quando da incorporação.

Coisas da natureza humana.


Um verdadeiro soldado não pode ser representado por nenhuma cor, sexo,

raça, porte físico, idade ou insígnia. Nem por todos. A essência do soldado

só pode ser captada em seu interior, em sua capacidade de sobrepor os

inúmeros obstáculos que a vida impõe a todos, e a vontade insuperável de

cumprir sua missão, seja ela qual for.  


Parabéns a todos os soldados, independentemente do seu lugar na hierarquia 

militar.


Willian Leal Nunes

Capitão do 2º BBM de

Santa Catarina


04 Agosto 2018 09:48:00


O Inverno chegou e, com ele, sempre surgem as populares doenças da estação, como bronquite, rinite, gripes, resfriados, conjuntivite e outros problemas de ordem alérgica e respiratória. Com baixas temperaturas, as pessoas tendem a fechar portas e janelas, mantendo-se em ambientes com pouca ou nenhuma ventilação. Em locais assim, é comum que uma pessoa doente logo contamine as demais.

O que pouca gente sabe é que é possível evitar alguns destes problemas usando o aparelho mais amado do Verão, o ar condicionado. Grande parte das pessoas acredita que esse equipamento deve ser utilizado apenas em dias quentes, como forma de resfriar o ambiente. Mas, os seus benefícios vão muito além disso. Um bom aparelho de ar condicionado tem a função não apenas de tornar a temperatura mais agradável, mas também de filtrar o ar.

Muitos aparelhos disponíveis no mercado possuem a função de aquecimento. Nesse caso, ele pode, inclusive, ajustar a temperatura para um clima mais ameno. As normas vigentes sobre o equipamento definem a temperatura ideal para cada época do ano, sendo entre 20 e 22ºC no Inverno e entre 23 e 26ºC no Verão, visando minimizar os choques térmicos ao entrar ou sair de ambientes climatizados.

Contudo, além de ajustar a temperatura, o ar condicionado é um poderoso aliado no controle da qualidade do ar.

Em muitas regiões, o Inverno é um período marcado por secas. Segundo autoridades médicas, devemos ficar em atenção quando a umidade relativa do ar estiver entre 20% e 30%. Entre 12 e 20% é decretado estado de alerta. Abaixo destes níveis, o caso é de estado de emergência. A situação pode afetar a saúde de todos, especialmente dos idosos e crianças. A umidade ideal é acima de 35%.

Embora atue no controle da umidade, o ar condicionado possui ainda outro grande benefício: a purificação. O aparelho filtra o ar, eliminado sujeiras e partículas poluentes. Essa atuação evita a propagação de germes, que são os maiores causadores das doenças de Inverno.

Assim, é possível ter maior controle sobre a qualidade do ar que respiramos, controlando a temperatura, a umidade e a pureza.

Estando com tudo em dia, o ar condicionado é a garantia de um Inverno mais saudável e prazeroso. Vale a pena investir em um equipamento de qualidade. Os benefícios são muitos. A saúde precisa ser tratada com muito cuidado e atenção, afinal, ela é o bem maior de todos.


Por: Mário Sérgio Almeida - Presidente do Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento




28 Julho 2018 08:30:00


Rui Braun - Diretor executivo da Fecam 

A cartografia política catarinense registra a força da articulação municipalista desde os anos 60, ainda no século passado. Na década de 80, a pujança municipalista catarinense articulou o escopo de uma entidade federativa estadual e a Federação Catarinense de Municípios, a Fecam, passa a existir em 3 de julho de 1980.

Ao completar 38 anos de existência, adensada por 21 associações regionais de municípios, com papel consolidado na condição de voz de representação, a Fecam se defronta com a complexidade da política nacional, em cenário desafiante: o pacto federativo brasileiro ineficaz na repartição de receitas, a imputação de competências e serviços que sufoca os entes municipais e o tímido crescimento econômico que oferece poucos sinais de expectativa.

Os efeitos do teto constitucional de gastos começam a demonstrar que, sem a presença forte do Estado nos processos de alavancagem econômica, a infraestrutura e capacidade de serviços aumentam o abismo entre a expectativa social por serviços públicos de qualidade e a fragilizada capacidade de resposta dos entes governamentais.

Após trinta anos de vigência da Constituição, de um cenário ético desafiador é inadiável circunscrever novos conceitos sobre a organização do Estado, a revisão do pacto federativo e distribuição de receitas, tamanho do Estado, eficiência governamental e a efetividade das políticas públicas.

Os cenários precisam de análise mais crítica e compreendidos nesse tempo de ressignificação do espaço político. As próprias instituições de representação, dentre elas a Federação dos Municípios, deverão reposicionar seu papel institucional. A Fecam caminha nesse horizonte: no mês de junho, o Congresso de Prefeitos reuniu mais de três mil pessoas no maior evento municipalista de Santa Catarina. Mais de 200 prefeitos e prefeitas participaram de debates e reflexões sobre dois eixos estratégicos: gestão eficiente e cidades inteligentes, temas motrizes dos novos tempos que desafiarão a administração municipal.

Em tempos que a sociedade exige diálogo e interação, a Federação se reposiciona. Dentre as tarefas, ouvir prefeitos e prefeitas, assegurar o debate permanente, construir parcerias, planejar os próximos anos. Para aperfeiçoar seu papel institucional, recente deliberação de mandatários fixou quatro eixos estratégicos de ação: força político institucional, cidades inteligentes e inovação, gestão eficiente e políticas públicas e desenvolvimento sustentável.

A moldagem à qual a Fecam se propõe está em sintonia com uma sociedade dinâmica que exigirá do ambiente público a reinvenção e eficiência. Em tempos de redes tecnológicas e de modelos sociais em constante reinvenção, a matriz municipalista catarinense ensaia seu papel estratégico que combina o planejamento político e a necessária força institucional como condições essenciais à representação organizada dos municípios e da sociedade catarinense.

Aos 38 anos, amadurecendo pela luta, a Federação assume a função associativa que lhe é atribuída: pensar qualidade para a gestão pública municipal e organizar os espaços de inovação que conduzirão as cidades catarinenses à era digital, com selo de qualidade e eficiência na prestação de serviços públicos à população.


21 Julho 2018 08:40:00


*Celso Luiz Tracco - economista e autor do livro "Às Margens do Ipiranga - a esperança em sobreviver numa sociedade desigual"

Mais uma vez, a seleção brasileira foi eliminada em uma Copa do Mundo. Caímos nas quartas de final. Nesses tempos de uso intensivo das redes sociais, muito se vê e ouve que o resultado do torneio pode ou irá influenciar o resultado das eleições. Mas, a história não diz isso.

Desde 1994, quando começou a coincidência de eleições diretas para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, com a realização da Copa do Mundo os resultados não justificam que o brasileiro carrega para as urnas a emoção da vitória ou da derrota da seleção.

- 1994, o Brasil conquistou sua 4ª. Copa, vencendo a Itália nos pênaltis, após agoniantes 0x0 nos 120 minutos de jogo. A situação, FHC, obteve 54% dos votos contra 27% dados a Lula. A eleição foi resolvida no 1º turno. Influência do sucesso do plano real e não do futebol.

- 1998, perdemos da França, na final, por incontestáveis 3x0. "Vergonha nacional". FHC, que havia proposto a emenda da reeleição, venceu no 1º turno novamente contra Lula, 53% a 31%. Após a reeleição, houve uma maxidesvalorização do real.

- 2002, Brasil campeão, venceu a Alemanha na final por 2x0. A oposição, Lula, venceu o candidato da situação, José Serra, no 2º. turno obtendo 61% dos votos contra 39%.

- 2006 Brasil eliminado pela França nas quartas de final, outra "vergonha nacional". Lula é reeleito no 2º turno com 61% dos votos contra 39% dados a Geraldo Alckmin.

- 2010 - Brasil eliminado pela Holanda nas quartas de final. A situação, PT, elege o sucessor de Lula - Dilma Rousseff - com 56% dos votos contra 44% de José Serra, no 2º turno.

- 2014, o Brasil passa pela maior vergonha futebolística da história: é eliminado por acachapantes 7x1 para a Alemanha em pleno Mineirão. Dilma é reeleita, 2º turno, com 51,6% contra 48,4% dados a Aécio Neves. Após as eleições, o Brasil mergulhou na maior crise econômica de sua história.

Não há correlação entre o resultado da Copa e da eleição. Se aprofundarmos a pesquisa veremos que os estelionatos eleitorais e as falcatruas, praticados por ambos partidos entre 1994 - 2014, influenciaram muito mais as eleições do que o futebol. Resumindo: há muito tempo não somos o país do futebol, já nem há mais comoção quando o Brasil perde, a não ser o falso choro de atletas que devem milhões de reais para a Receita Federal. Também não somos o país do futuro. Mas somos o campeão mundial da corrupção, dos altos impostos, da desigualdade social, dos privilégios da máquina pública. E somente pelo voto consciente de toda população, poderemos expulsar esses políticos lesa-pátria de campo. E nem vai precisar do árbitro de vídeo. Renovar é preciso e necessário.



14 Julho 2018 09:27:00
Autor: Karol Pinto


(Foto: Thai Navy SEALs)


A caverna da Tailândia era escura, apertada e úmida. As condições de sobrevivência, as piores possíveis. Faltava comida, faltava amor, faltava esperança.

O caminho de ida, infelizmente, não era o mesmo caminho da volta (nunca é, tudo muda o tempo todo no mundo). Antes, o trajeto era sinônimo de diversão, de aventura. Depois, fora tomado por volumosas e turvas águas. Inebriado pelo caos devidamente instaurado.

Lá dentro, apenas um adulto, crianças e muito medo. Aqui, do lado de fora, bilhões de pessoas que, indiferente da forma como exercitam a fé, oravam e clamavam pelo resgate. Os corações mais frios se sensibilizaram.

Os dias foram passando, o mar de lágrimas encorpava cada vez mais, vindo das famílias desesperadas que não viam seus filhos retornarem. Fez-se vigília, a comoção tomou o mundo.

De certa forma, também nos sentíamos presos, o nó na garganta quando pensávamos no sofrimento daquele grupo, também nos sufocava.

Na busca pela salvação, uma vida foi perdida. Na verdade, ela não se foi em vão, mas doou-se a um motivo mais que nobre: colocar a integridade e segurança do próximo em primeiro plano.

Orientadas pelo técnico e amigo, aquelas crianças meditaram a maioria do tempo. Tranquilizaram, dentro do possível, os corações e as mentes. Desta forma, os corpos também desaceleraram, como se soubessem que pela frente teriam um longo período de jejum, de restrições, de provações.

Do lado de fora, um grande evento, milimetricamente organizado, envolveu multidões, logística, equipes qualificadas e muita torcida. Não, não estou me referindo a Copa do Mundo (ofuscada), mas sim a missão de resgate. Esta sim, não teve segregação nem miscigenação. Uniu-nos. Mostrou que somos da espécie "gente", vestimos a mesma camisa, indiferente de seus símbolos e tons.

E das várias lições que tiramos disso tudo, quem sabe, a mais valorosa delas, é que é possível crer na humanidade e na força poderosa da energia emanada pelas pessoas de bem. E aqueles tubos de oxigênios que mantiveram os meninos, treinador e socorristas vivos enquanto retornavam para a luz, para fora daquela caverna, de certa forma, me trouxeram um sopro de ar, uma esperança na vida.


 









Karol Pinto - Jornalista




07 Julho 2018 11:42:00

 

Fernanda Colombo - Bacharel em Educação Física e árbitra 

O futebol é o esporte mais popular do mundo, e no Brasil é praticado predominantemente por homens. Ver uma mulher em um campo já foi inaceitável, os tempos mudaram, mas algumas culturas enraizadas ainda não. Hoje a mulher possui espaço no futebol, seja como torcedora, jogadora, árbitra ou jornalista. Infelizmente, nem sempre é respeitada, o machismo, que vem de longa data, ainda perdura.  

Jornalistas assediadas, jogadoras desvalorizadas, frases machistas da torcida. Tudo isso forma uma espécie de teia machista, e que bravamente as mulheres, pouco a pouco, tentam limpar. A tarefa não é fácil, são muitas as barreiras impostas pelo domínio masculino.

A culpa é do homem? Não, a culpa é da educação. Fazemos coisas que não sabemos o porquê, mas que foram ensinadas, e por isso fazemos.

Uma antiga história conta que uma garota perguntou para sua mãe o motivo dela tirar o rabo do peixe para assar. Ela respondeu:

"- Porque sua vó fazia assim!" E a mãe da avó também, e a mãe da mãe da avó ..., até que um dia se descobriu que na verdade a matriarca tinha uma forma que não cabia o peixe inteiro, e ela cortava o rabo para poder assá-lo.

EDUQUE A CRIANÇA PARA APRENDER A CONVIVER NUM AMBIENTE QUE PERTENCE A TODOS

No futebol não é diferente, crianças entendem que o lugar de xingar é no estádio. Que o torcedor pode falar o que bem entender, e que futebol é coisa de menino. Por isso, para mudar a cultura do machismo, é necessário que se trabalhe na educação da criança. Tem que ensiná-la desde cedo que as mulheres merecem os mesmos direitos que os homens, que o futebol pode ser jogado por qualquer um, e que o estádio é um lugar de lazer para a família e não de depreciação. 

Pai, mãe, eduque a criança para praticar a gentileza, para aprender a conviver num ambiente que pertence a todos, e que independentemente de raça, cor ou religião, todos merecem respeito. No livro "Vamos jogar futebol" faço uma reflexão de como a ética deve estar presente em todo o contexto de uma partida para que ela seja saudável e vibrante, afinal, o futebol é um esporte que une pessoas e proporciona alegria e emoção em todo o mundo.


30 Junho 2018 07:00:00
Autor: Luiz Henrique Zart - Jornalista

Teria sido melhor cancelar o meteoro e manter os dinossauros no nosso lugar.

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Nem sentar à mesa tem sido fácil em 2018. Entre as amenidades genéricas como "passa o arroz", uma certeza: teria sido melhor cancelar o meteoro e manter os dinossauros no nosso lugar.

Uma refeição é um convite à idade média. E o que se alimenta é um muro feito de ódio. Nesse campo minado onde discursos se materializam tão rápido quanto a comida esfria, ranger dentes diante das desumanidades ditas não parece suficiente. Nossos atos nos tornam seres políticos: são a forma como percebemos o mundo. Sem ponderar, no duelo de torcidas, o mata-mata do cotidiano, ou se é do time branco ou do preto. Não há diálogo. Inimigos se multiplicam.

Esse cidadão diz à mesa que Brasil bom é o clube de oligarcas onde "aquele homem" integra uma sub-raça e busca privilégios (mas o interlocutor nunca foi prioridade policial por causa de sua cor; ofensas são só brincadeira, e esse de quem se tira a humanidade tem é que voltar pro seu devido lugar). Quando "na ditadura as coisas funcionavam, não tinha essa baderna", mas a síndrome de Estocolmo não deixa ver que o direito à escolha, reflexão e inclusive a este texto, seria calado a cassetete.

Bons são os apedrejamentos, a pena de morte. Mas não quando eu dirijo bêbado ou dou aquele jeitinho.

É lugar onde o homem bom vocifera que quem precisa de programas sociais para sobreviver é vagabundo. Onde aquele com orientação sexual ou religiosa diferente merece mesmo é uma barra de ferro, uma lâmpada na cara, ou queimar no inferno por se manifestar. Onde as mulheres têm que se dar ao respeito, mas os animais homens não conseguem controlar os "instintos". Onde é natural silenciar vozes e conservar posições de poder, mesmo que para isso seja necessário acabar com o "mal", representado pelo outro, com requintes de crueldade pra mostrar quem manda. E ainda dizem que somos seres racionais.

Incapaz de ir além das verdades absolutas, essa gente fina, elegante e sincera brada desinformação e preconceito. Assombrada por medos imaginários, é a realização da distopia de Orwell em 1984: os "dois minutos de ódio" que reuniam a população a insultar "a ameaça" à sociedade mostram: Chegamos ao ponto sem retorno em que eles se repetem até o próximo "passa o arroz".



16 Junho 2018 14:59:00


Danny Braz - Engenheiro civil, consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

Começou um dos maiores espetáculos esportivos do mundo, a Copa do Mundo, que esse ano ocorre na Rússia. O evento, que teve início na quinta (14), reunirá grandes atletas, assim como amantes do esporte, de todo o mundo para jogar, torcer, se emocionar e competir pelo título de melhor do mundo.

Apesar de toda a atenção despendida aos jogadores, e muitas vezes para a beleza das arenas, muitos deixam de lado um dos aspectos mais importantes, tanto da construção quanto em influência para o resultado dos próprios jogos. Falo do gramado. Em princípio, a grama nada mais é do que o pano de fundo onde o espetáculo se desenrola. Mas, a verdade é que ela muda o rumo do jogo, e determina os lances tanto quanto os atletas.

O gramado influencia diversos aspectos da competição. A rolagem da bola é bem diferente em um gramado natural e em um artificial. A grama artificial altera o rendimento, e a consequência é que o atleta precisa de adequar a isso para render bem nos diferentes tipos de situação.

A grama artificial também pode prejudicar o jogador por queimar sua pele em uma eventual queda. Ela retém muito calor, e a irrigação serve para ajudar a resfriá-la. Porém, não dá para irrigar enquanto ocorre um jogo. Ou seja, durante a partida, ela retém calor e pode causar problemas.

Já a grama natural demanda de 3 a 6 litros de água por dia, sendo que a irrigação funciona de 2 a 3 vezes em um mesmo dia. Junte os problemas práticos de jogo e o rendimento alterado dos atletas, temos aí um fator determinante no esporte. Preocupados com isso, houve investimentos pesados em grama e irrigação nas últimas Copas.

Em 2014, arenas como o Estádio Sport Club Corinthians Paulista, a Arena Itaquerão, o Estádio Jornalista Mário Filho, nosso Maracanã, e o Estádio Palestra Itália, assim como mais de 20 outros estádios, receberam uma atenção especial em seus projetos de irrigação do gramado.

Todos esses estádios se utilizaram de tecnologia de irrigação baseado no aproveitamento de água da chuva, para diminuir o impacto nos reservatórios municipais. Tiveram também atenção especial ao tipo de grama usado para favorecer o esportista, e uma preocupação em utilizar os melhores fornecedores.

Na Rússia, nove entre 12 arenas usadas na competição possuem a mesma tecnologia que foi utilizada no Brasil. Quem pratica o esporte ou entende do mesmo em âmbito profissional, nota a diferença. Para os leigos, isso pode passar batido, mas como quase tudo, a beleza que é vista em campo vem de alta tecnologia e de um trabalho de qualidade.

É preciso voltar os olhos a esses detalhes, pois, na maioria dos casos, a grama é essencial e impacta diretamente no resultado dos jogos. O desenrolar de um jogo bonito de se ver no campo depende primordialmente de um gramado bem cuidado, tecnológico e sustentável.


08 Junho 2018 07:55:00
Autor: André Luiz Pellizzaro


A aprovação final do texto base do PLP 441/17 é fundamental para que o Cadastro Positivo funcione efetivamente no Brasil, a exemplo dos Países desenvolvidos onde o crédito é barato e acessível à população.  

Nosso modelo atual ainda se baseia no Cadastro Negativo, onde através da análise do comportamento de inadimplência do consumidor um novo crédito é concedido ou não. Basta uma negativação para o crédito não ser concedido. Ou seja, um consumidor que esqueceu de pagar 1 débito e teve seu nome inscrito no SPC terá a mesma punição do devedor com 10 ou mais registros, o que não é justo.

No Brasil há 60 milhões de pessoas negativadas, não se considerando no modelo atual o histórico de bom pagador, fazendo com que 55% do spread bancário (diferença entre custo de captação dos bancos e o que é cobrado do consumidor) seja devido por esta alta inadimplência.

Com o Cadastro Positivo, passaremos a ter um filme dos últimos anos dos pagamentos do consumidor e não uma fotografia atual como ocorre no Cadastro Negativo. Logo, o bom pagador terá acesso a mais crédito com juros mais baixos.

A alteração na lei faz com que todos tenham direito ao Cadastro Positivo, podendo deixa-lo a qualquer momento.

Somente informações sobre pagamentos serão fornecidas, sem qualquer acesso a dados bancários (saldos, aplicações financeiras etc.), bem como dados sensíveis como origem social e étnica, sexo, convicções políticas e religiosas e produtos adquiridos.

Por sua vez, o Banco Central irá credenciar birôs capacitados para operar o Cadastro Positivo, cuja responsabilidade será objetiva e solidária pelos prejuízos que vierem a causar aos consumidores, além dos danos decorrentes de quebra de sigilo bancário.

Instituições financeiras de menor porte, tais como as cooperativas de crédito e as fintechs, poderão utilizar o Cadastro Positivo para concorrer com os grandes bancos que já possuem cadastro próprio. Ou seja, o PLP 441/17 é, além de tudo, uma medida que estimula a concorrência.

Haverá uma redução na inadimplência, pois o consumidor honrará com mais facilidade seus compromissos financeiros, algo que certamente contraria o interesse daqueles que lucram com o mercado da inadimplência, tais como os Cartórios de Protesto, herança cara e burocrática que insiste em existir no Brasil.

Portanto, o Cadastro Positivo é sim positivo para o consumidor, para a economia e para o País.

André Luiz Pellizzaro

Advogado, Coordenador de Relações Institucionais e Governamentais do SPC Brasil



02 Junho 2018 07:00:00
Autor: Reinaldo Domingos - Educador financeiro

Um primeiro alerta: nessa hora, é preciso estar centrado


(Foto: Divulgação) 

O desemprego volta a apresentar um rumo de crescimento, sendo um dos maiores medos da população brasileira. Assim, torna-se imprescindível falar sobre como o brasileiro deve agir financeiramente caso esse problema o atinja.

Um primeiro alerta: nessa hora, é preciso estar centrado, por mais que possa parecer impossível. Sempre afirmo que é com os tombos que aprendemos a andar; assim, é hora de buscar uma restruturação financeira, para atravessar esse período e, posteriormente, estar prevenido para imprevisto. Veja algumas orientações:

Pagar dívidas imediatamente - Caso perca o emprego, qual deve ser a primeira ação? Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitá-las com o dinheiro do fundo de garantia, isso pode ser um erro, pois, se usar muito deste dinheiro, estará sob o risco de ficar sem receitas para cobrir gastos à frente. Então, planeje-se melhor em relação a esses valores antes de qualquer medida.

Congele ferramentas de crédito - Cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito fácil devem ser prioritariamente esquecidas de sua vida; evite mesmo em caso de emergência, pois, caso não consiga pagar esses valores, os juros serão exorbitantes, criando um caminho de difícil volta.

Faça uma faxina financeira - O que realmente é prioridade para a sua vida? Pense muito bem nessa questão, pois chegou a hora de cortar muitos gastos que não agregam à vida. Gastos que devem ser repensados pode ser de TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água e energia e outros pequenos gastos. Priorize o que é realmente fundamental nesse período.

Busque fazer bicos - Por mais que não seja em sua área de atuação, busque fontes alternativas de ganhos. Chegou a hora de deixar o orgulho de lado e buscar garantir um mínimo de renda, por mais que não seja em sua área de atuação.

Levanta e sacode a poeira - Agora é hora de buscar o mais rápido possível a recolocação profissional. Use seu network, se posicione como alguém que está à espera de oportunidades no mercado. Lembre-se, as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás dela. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro.



26 Maio 2018 00:05:00


Antonio Carlos Popinhaki - Economista, professor de Cursos Profissionalizantes e escritor 


Acho louvável a iniciativa dos dirigentes do nosso semanário. Fomentar a arte da escrita! Perfeito! Parabéns! Escrever é sempre um ótimo exercício para a mente. E quanto mais escrevemos, mais nos desenvolvemos.

Lembro-me perfeitamente, quando, lá atrás, no ano de 1971, adentrei nos bancos escolares, eu tinha 08 anos de idade, sabia escrever apenas algumas poucas palavras que me foram ensinadas pela minha mãe. Isso não aconteceu com a maioria dos meus coleguinhas do primeiro ano. Eles entraram na escola sem nada saber sobre leitura e escrita.

Naquele tempo, as crianças começavam a estudar numa escola um pouco mais crescidas. Estou me referindo àquelas que podiam se dar a esse "luxo". Muitos pais analfabetos não faziam questão que seus filhos aprendessem a ler e escrever. Ter filhos, naquele tempo, era uma maneira de aumentar um pouco a renda familiar através do abono pago pelo governo federal, chamado de "salário-família".

Temos muitos escritores que estão apenas esperando a oportunidade de mostrar o seu potencial

Alguns pais também torciam ansiosamente para que seus filhos crescessem logo, para começarem a trabalhar em algum serviço informal, também com o propósito de aumentar a renda familiar. Os filhos nasciam quase que anualmente, sem nenhum controle de natalidade. Eram atribuídos de forma ignorante, à "vontade de Deus". Felizmente esses anos passaram. Hoje temos a oportunidade de nos desenvolver infinitamente mais.

As crianças entram na escola, berçário, maternal e jardim de infância. Que beleza! Que comodidade! Que praticidade para os pais que trabalham. Ainda pequeninas, as crianças conhecem as letras e os números, se socializam umas com as outras, brincam e se divertem. Por isso, ao ver o anúncio na Internet, eu não poderia deixar passar a oportunidade de incentivar os futuros escritores curitibanenses.

Temos muitos escritores que estão apenas esperando a oportunidade de mostrar o seu potencial. Eu mesmo, sou um escritor. Tenho exercitado essa prática há alguns anos. Sei perfeitamente, que esses escritores, hoje anônimos, nos surpreenderão com seus artigos. Prometo ler todos nas edições impressas semanalmente.


19 Maio 2018 09:15:00




  Por: Prof. Dra. Bárbara Schausteck de Almeida (Licenciatura e Bacharelado em Educação Física)







(Foto: Divulgação)


Na prática de atividade física, a sazonalidade é um elemento importante: é muito comum que próximo ao Verão as pessoas busquem "entrar em forma", já que é a estação em que os corpos ficam mais à mostra, enquanto no Inverno ocorre o oposto. Mas é sempre importante lembrar que a estética não é o único sentido da prática esportiva e de atividades físicas. Manter-se em movimento traz inúmeros benefícios para saúde que já são bem conhecidos, mas também é importante lembrar que manter a regularidade nas práticas corporais possibilita a manutenção das conquistas de condicionamento e de saúde por todo o ano.

No Inverno, vale a pena considerar a prática de atividades em ambiente fechado, ou ainda o investimento em roupas que permitam a proteção ao frio.

Caso sua opção seja por atividades ao ar livre nas baixas temperaturas, é importante cobrir e proteger o corpo do frio, mesmo que a atividade seja intensa e cause suor.

Nesse sentido, roupas compridas, luvas e toucas são recomendadas. Caso o frio esteja muito extremo, é fundamental cobrir o nariz e a boca, para que o ar inspirado não esteja tão frio que exponha as vias aéreas às infecções.

Outro cuidado fundamental é com a hidratação: embora no Inverno não sintamos tanta sede quanto no Verão, o consumo de água deve sempre acontecer, mesmo que não haja sede. O cuidado deve ser maior se as atividades físicas estão sendo realizadas com proteção térmica e gerando uma sudorese maior.

No caso da alimentação, tende a existir um gasto calórico maior, pois o corpo gasta mais energia para manter sua temperatura ideal. Entretanto, isso não significa que a alimentação balanceada deva ser descartada. Assim, de forma semelhante ao consumo de líquidos, devemos manter o consumo de frutas e verduras, sem exagerar no consumo de alimentos ricos em gordura, mesmo que eles pareçam ainda mais irresistíveis nos dias frios.



12 Maio 2018 07:00:00
Autor: Mário Rodrigues - Diretor do Instituto Brasileiro de Vendas

Nunca repita essas práticas e tenha as portas de seu estabelecimento sempre abertas


Mário Rodrigues - Diretor do Instituto Brasileiro de Vendas

Considerada por muitos uma "arte", a venda quase sempre exige o uso de técnicas, desde o momento da aproximação ao cliente até o acompanhamento da satisfação com o produto ou serviço adquirido. Da mesma forma que a presença de técnicas pode garantir a fidelidade do comprador, a ausência delas também pode não apenas prejudicar a negociação, mas também fazer com que esse mesmo comprador nunca mais retorne à loja ou ao site, já que o e-commerce é cada vez mais crescente.

Como aprender a vender não é algo que se faça do dia para a noite, abaixo listo quatro erros que jamais devem ser cometidos durante a venda. Nunca repita essas práticas e tenha as portas de seu estabelecimento sempre abertas para novos e, principalmente, antigos clientes.

Antipatia é um problema grave. Tão importante quanto estar com a aparência bem cuidada é criar a identificação com o comprador logo de cara, já que o tempo para se vender é cada vez menor. Agir de acordo com o perfil de cada cliente é fundamental para que a confiança seja gerada. Ganhar a confiança já é um grande passo para que o negócio seja fechado!

Clichê atrás de clichê já deixou de ser algo agradável. O cliente não suporta mais o vendedor com discurso pronto. Um profissional bem preparado, com informações sobre o produto e capaz de entender a real necessidade do comprador recebe muito mais atenção que o "vendedor charlatão".

 Falta de conhecimento sobre o produto ou serviço é fatal. Numa época em que a internet está ao alcance de todos e as informações são cada vez menos confidenciais, o comprador pode muito bem obter detalhes sobre o que procura sem mesmo sair de casa. Portanto, um vendedor superficial já não tem mais espaço. Prepare-se, estude e passe algo de diferente a quem está procurando por você.

Invadir o espaço do cliente é, no mínimo, inconveniente. Aborde, pergunte e fique sempre à disposição. Mas também saiba ouvir, espere pelo diálogo e lembre-se: o vendedor é um solucionador de problemas, que está ali para ajudar quem o procura a suprir as necessidades, e não um adivinha, com perguntas e sugestões no momento errado.



05 Maio 2018 07:00:00


Por José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor 


Meu filho mais novo, hoje um adolescente, desde pequenino, ao proferir com nossos familiares e amigos uma breve oração à mesa antes das refeições, sensibiliza a todos com um simples mantra, que poderia resumir grandes compêndios de sabedoria, aquela que compartilha Solidariedade sem fronteiras de qualquer espécie. Exclama o jovenzinho: "Deus, peço-Te que não falte a comida no prato de ninguém nem no nosso!".

Nos desafiantes momentos por que passa o planeta, considero de muita valia invocar aos Poderes Celestiais análoga súplica: que não falte o decente meio de ganhar o próprio sustento a nenhuma batalhadora mulher, a nenhum dedicado trabalhador nem aos nossos familiares! Amém!


"SERES HUMANOS BEM EMPREGADOS E DEVIDAMENTE VALORIZADOS EM SEUS ESFORÇOS SÃO GARANTIA DE PAZ E DE SUSTENTÁVEL PROGRESSO PARA TODOS."


Façamos juntos essa rogativa, mas na atuante esperança de que esse "assim seja" encontre, nos planos de governos do mundo, acertadas providências que atendam às urgentes necessidades das populações. Seres humanos bem empregados e devidamente valorizados em seus esforços são garantia de Paz e de sustentável progresso para todos. Jesus, o Administrador Celeste de seres espirituais e humanos, foi pragmático ao afirmar em Seu Evangelho, segundo Lucas, 10:7: "Digno é o trabalhador do seu salário".



28 Abril 2018 10:37:00


(Foto: Divulgação)


Por Luis Antonio Namura Poblacion  

Engenheiro Eletrônico pelo ITA e atua na área de educação há mais de 35 anos 


Educar tem sido missão cada vez mais difícil nos dias atuais. Não só pelos muitos recursos digitais e tecnológicos que parecem 'roubar' a infância das crianças, como pelos comportamentos expostos na mídia e em redes sociais que as hipnotizam com conteúdos que estimulam o consumismo, o desperdício e as 'trolagens' entre as pessoas.

O mundo virtual vem progressivamente confundindo seus limites com os do mundo real no cotidiano de crianças e adolescentes. O celular e a Internet têm mudado a forma de se relacionar com a família, os amigos e os professores. Como convencer uma criança de 5, 6 anos, por exemplo, de que determinado comportamento é errado quando ela assiste na Internet adultos adotando o mesmo comportamento como se fosse algo legal? E, pior, o tal 'adulto' ainda é idolatrado e, muitas vezes, detém boa posição social 

Essa inversão de valores chega às escolas, interfere diretamente no comportamento das crianças em sala de aula e, consequentemente, na relação que esse aluno tem com os demais colegas e com seus educadores.

O professor, que detém autoridade, vem enfrentando cada vez mais dificuldades para impor disciplina e respeito e começa a lidar com sérios problemas, como o aumento da agressividade infantil, a transgressão de regras e a violação dos direitos alheios, entre outras questões. 

Diante de tal situação, como o professor deve agir para evitar a disseminação de atitudes agressivas e sem limites, passando do âmbito individual de cada aluno para o coletivo? 

É preciso entender o porquê de tais comportamentos. A mídia e as redes sociais são parte do problema, mas eles podem ter origem também na falta ou fragilidade de referências morais e afeto, transtornos familiares como violência doméstica ou dificuldade dos cuidadores em estabelecer limites e regras; além de conflitos emocionais, barreiras socioeconômicas ou até distúrbios cognitivos ou mentais. 

Mas, diante da multiplicidade de causas e consequências, é insensato buscar receitas mágicas. O que deve ser buscado gradualmente é a construção e o fortalecimento da confiança e do respeito por meio do diálogo. 


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