ASemana 36 anos.png
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15 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por João Marcelino


(Foto: Divulgação) 

Entrar nas redes sociais virou uma via crucis. Toda publicação envolve política. Ou então um assunto delicado que possa envolver a política. Ou então envolve qualquer coisa que vai virar um assunto delicado e que vai virar política. Um monte de gente mostrando a necessidade de mudar o mundo sem ter a mínima consciência da dimensão do mundo, ou como mudar, efetivamente, o mundo. Parece paradoxal, mas não é. Vou resumir pra facilitar: as pessoas não sabem do que estão falando.

Essa máxima, um pouco polêmica, transcende qualquer inclinação ideológica. Aqui, exclusivamente, falo com esquerda, direita, centro e seja-lá-o-que-mais-tem. O Brasil perdeu a capacidade crítica. As pessoas escolhem um lado, como se fosse um time, sem sequer entender o que pensam, o que querem fazer ou aonde querem chegar. Não ligam de não saber de verdade história, sociedade, política. Só entendem que precisam torcer. E gritar. Nem que seja pelos dedos.

Estão todos cheios de si e cheios de convicção, embasados em textões rasos e óbvios e conteúdos ruins achando que adquirem, assim, munição para debate, puramente pela urgência de argumentar com aquele conhecido militante que "só pensa em lacrar", ou a tia conservadora que é "burra e atrasada". Ou só o inimigo mais próximo dentro da internet, mesmo. Calma lá.

É uma provocação um pouco grossa, mas, ao mesmo tempo, necessária: perdemos completamente o fio da meada. Enquanto sociedade, não conseguimos mais discutir de forma útil, pensando no progresso, no NOSSO progresso. Só queremos conseguir ganhar discussões completamente pífias e deu. Não precisa ser assim! Vamos exercitar a inteligência, a empatia, a capacidade de ouvir e o nosso senso crítico. Um dia de cada vez, que tal? Ainda há tempo de abandonarmos essa via crucis e seguirmos o caminho inteligente. É o mesmo pra todo mundo.

João Marcelino

Jornalista e redator



08 Setembro 2019 08:30:00


(Foto: Divulgação) /

Acordou, revirou-se sobre a cama, pensou em fechar os olhos e permanecer ali, afinal, sentia-se confortável entre as cobertas. Foi quando um raio de sol transpassou a cortina e iluminou seus olhos. Como se a luz refletida a trouxesse para o presente. Por instantes, recobrou sua lucidez e apreciou a melodia dos pássaros.

Agenda repleta de compromissos e uma pasta abarrotada de boletos esperavam-na. Mas, algo estava diferente, soava perturbador e até meio bizarro, observava pela janela a pensar: como são raros os momentos em que estamos presentes em nossa própria vida.

Naquela manhã, jurou a si mesma bloquear o modo automático e ficar disponível para desfrutar dos pequenos detalhes. Não fazia a menor ideia do que viria pela frente. Se encontraria portas abertas ou fechadas, pessoas amistosas ou desafiadoras. Entretanto, estava disposta: correria o risco de estar viva.

Vestiu-se em cores, usou um batom vivo, olhou-se no espelho e gostou. Lembrou-se da senhora usando seu chapéu violeta, aquela narrada pelo autor, que chegou a certa altura da vida, vestiu-se de si mesma e foi ser feliz. Sem o peso do passado ou a angústia do futuro.

Compreendeu que, mais do que fatores externos, estar presente, ficar à vontade com ela mesma era fundamental para viver o extraordinário da vida. Grandes realizações nada mais são que a soma das pequenas conquistas diárias e daqueles pequenos detalhes que mudam qualquer coisa.

Nietzsche costumava dizer que não existem fatos, apenas interpretações. Ao perceber a luz, ela significou o pensamento. Trouxe-o para sua realidade. Atualizou seu modo de ver. Optou por ser cor a refletir. Seja a cor, deixa-a vir à luz!



Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito



01 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por Rennan Eduardo Santos


(Foto: Ildo Frazao /Getty Images/iStockphoto) /


Milhões de brasileiros doutrinados pela esquerda por mais de uma década ou, simplesmente adormecidos pelo poder da ignorância, começaram a pensar recentemente na floresta Amazônica, assunto mundial nas últimas semanas devido às queimadas e à suspensão do repasse de recursos ao Fundo da Amazônia.

Nos anos 90, Enéas Carneiro já nos alertava sobre a preocupação excessiva de outros países com a Amazônia, o que não fazia o menor sentido. Se realmente houvesse algum sentimento caridoso internacional pelo país, haveria também certo incômodo com crianças morrendo de fome, prostituição infantil e outros grandes problemas da época.

Para quem ainda não sabe, a maior riqueza existente no planeta está no subsolo Amazônico. É algo imensurável. Ali se encontra a mais cobiçada e poderosa abundância energética do mundo, que há anos interessa a outras nações. Porém, tudo estava calmo e tranquilo, pois o dinheiro compra facilmente o silêncio, mas não para sempre.

Em maio deste ano, o Ministério do Meio Ambiente decidiu alterar os critérios de contratação e escolha dos projetos do Fundo da Amazônia, que financia as ações de combate ao desmatamento e preservação das florestas. Este capital foi constituído em 2008 sob a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril do ano passado por corrupção.

Dos 103 contratos entre governos estaduais, municípios e ONGs, após analisados pela equipe do ministro Ricardo Salles, cerca de 30 apresentaram diversas irregularidades e inconsistências, como falta de notas fiscais em prestação de contas; informações divergentes nos relatórios de atividades e contratos com órgãos impedidos de prestar serviços ao governo federal, traços típicos de? Corrupção.

É indiscutível o quanto o repasse bilionário do Fundo ajudou nas ações de preservação da floresta. No entanto, não se pode permitir que milhões sejam distribuídos, por exemplo, entre ONGs, sem que existam projetos coerentes e sinérgicos entre si. É preciso, também, que gerem indicadores e que tragam comparativos verídicos com o resultado alcançado.



Rennan Eduardo Santos - Estudante


25 Agosto 2019 12:07:00
Autor: Richard Vasconcelos - CEO da LEO Learning Brasil


Richard Vasconcelos - CEO da LEO Learning Brasil (Foto: Divulgação)

Daqui a cinco ou dez anos, nem você nem ninguém se lembrará com precisão da tarefa que está fazendo no trabalho neste minuto. Mas os primeiros passos do seu filho e a primeira medalha da sua filha seguirão ocupando a parte mais nobre do seu "HD", a memória emocional. De acordo com especialistas em neurociência, há uma relação direta entre esse tipo de memória e a inteligência emocional, elemento comprovadamente mais influente para uma carreira de sucesso do que processos de formação ou índices de Q.I.

Especialmente aos homens, neste mês em que é comemorado o Dia dos Pais, é válida a reflexão sobre a importância de ressignificar o cotidiano e atribuir o devido valor à existência de memórias emocionais de qualidade. Some-se a isso o fato de que é urgente às empresas incentivar um compartilhamento mais igualitário entre pais e mães no que diz respeito ao acompanhamento da rotina de seus filhos.  

Afinal, vivemos em um país em que o nascimento de uma criança representa um direito legal de seis meses de afastamento exclusivamente materno equiparado a apenas uma semana de pausa paterna. Além disso, o mais comum é que responsabilidades como consultas médicas e reuniões escolares comumente também fiquem a cargo das mulheres.

Nesse contexto, o famoso horário comercial e a jornada de trabalho acabam se estruturando como impedimentos quase monolíticos à presença paterna em eventos importantes, seja uma reunião escolar, uma consulta médica ou a final da escolinha de futebol. E cabe às empresas abraçar mais flexibilidade para mudar esse cenário.  

A flexibilidade entra aqui como ferramenta para reforçar a possibilidade de equilíbrio entre trabalho e família. Afinal, todos sabem que tarefas não desaparecem e que metas de entregas precisam ser cumpridas. Porém, pode-se chegar mais cedo, sair mais tarde, fazer o trabalho em casa. O fato é que qualquer tarefa do dia-a-dia pode ser feita em um horário alternativo. E oferecer condições aos colaboradores para que equilibrem as duas esferas da vida é o melhor presente que um gestor pode dar.

Daqui a cinco ou dez anos, nem você nem ninguém se lembrará com precisão da tarefa que está fazendo no trabalho neste minuto. Até lá, permita que um enorme volume de memórias emocionais positivas sejam armazenadas ao longo do tempo por você.



18 Agosto 2019 08:30:00
Autor: Por Clemente Ganz Lúcio - Sociólogo


(Foto: Divulgação) /

A família voltou ao centro da política, como mote para os debates ou embates eleitorais, como objeto da ação do governo, como organização administrativa do Estado, como objeto de políticas públicas. Valores, conceitos e preconceitos passaram a circular nos debates e iniciativas. 

Dois filmes lançados recentemente destacam muitas questões em torno da família e proporcionam oportunidade de uma observação crítica.

"Benzinho", filme nacional dirigido por Gustavo Pizzi, é um deles. Irene é uma empreendedora (vendedora ambulante) que busca uma ocupação assalariada. Klaus, um empreendedor (livreiro) que sonha com um negócio maior. O casal tem quatro filhos e um deles é convidado para jogar na Alemanha. A família vive condições e oportunidades diferentes, sonha, tem um cotidiano de lutas, esforços nos limites impostos pelos contextos diversos. Uma história cheia de complexidades individuais, coletivas, situacionais.

No japonês "Assunto de família", dirigido por Hirokazu Kore-Eda, Osamu é operário da construção civil e Nobuyo, empregada em uma lavanderia. Os dois vivem em local paupérrimo e apertado, junto com o filho pré-adolescente, Shota, a irmã mais velha de Nobuyo e a avó Hatsue. A essa família será integrada a menina Yuri. O filme vai revelando como é tecido e o que tece os elos dessa unidade familiar. Que família é essa? Quais emoções compõem a rede que une e reúne as pessoas desse núcleo? Como o Estado observa e atua?

Nos dois filmes, a casa se expressa como lar, unidade física que se apresenta em emoções e sonhos, escritos nos tijolos da morada que se constrói ou na porta que se abre como história ou em novo começo. A praia e o mar também estão no enredo.

Dois filmes que ousam desafiar, de maneira criativa, elegante, lírica e crítica o pensamento mecânico e dogmático, bem como o olhar bicolor. Arte que dá um conforto que incomoda, pois, expressa a simplicidade das múltiplas unidades momentâneas e ininterruptas do cotidiano, que são originárias de histórias únicas que engendram, cada uma no seu contexto, as complexidades da vida de cada um, só, ou com o outro, ou de todos juntos.

Clemente Ganz Lúcio - Sociólogo


11 Agosto 2019 08:30:00
Autor: Belle Leal


(Foto: hdlatestwallpaper) / 


O amor. Este sentimento abstrato que nem as mais belas palavras do mundo são capazes de explicar. É o fio condutor dos romances. A base de sustentação de toda a vida. Existem incontáveis técnicas para escrever melhor. Mas, apenas uma sintetiza todas elas: o amor. Se existe um motivo para eu, Belle Leal, passar horas e mais horas escrevendo um livro, definitivamente, desconheço!

O processo de escrever, para mim, é um verdadeiro paradoxo: passa de um piscar de olhos a uma eternidade. O escritor, em teoria, dá tudo de si. Abdica daquela saída com os amigos, das noites bem dormidas, do feriadão na praia, do cineminha com o namorado, da viagem com a família. Eu nunca estive grávida, mas a comparação com uma gestação é inevitável. Uma jornada longa e difícil que, ao final de tudo, é recompensada em forma de história. E acredito que o amor depositado em cada linha é devolvido em dobro, com a vontade do leitor de chegar à última página.

Bom, podemos dizer que a minha história com a literatura foi amor à primeira vista. Antes dos 11 anos, não tive contato com um livro que me brilhasse os olhos. Mas quando eu li "Minha Vida Fora de Série", da escritora Paula Pimenta, parece que uma chave virou no meu coração. Foi o estopim para que a minha vida literária começasse de fato e sou muito, muito grata por isso.

Uma vez, quando participei de uma sessão de autógrafos da Paula, essa mesma que me fez ficar apaixonada pelos livros, ela me disse: "Escreva o livro que você gostaria de ler". Isso foi mais do que suficiente para tudo começar. E por que estou falando isso? Assim como eu, muitos podem ter se apaixonado pela literatura do dia para noite. E o primeiro motivo para escrever é amar aquilo que está disposto a colocar no papel.

Mesmo engatinhando no universo da literatura, neste momento, revelo a todos a minha técnica infalível para escrever mais e melhor: o amor.


Belle Leal - Escritora



04 Agosto 2019 13:00:00
Autor: Celso Bazzola - consultor em recursos humanos


(Foto: Divulgação) /

O desemprego está em alta e por mais que haja uma perspectiva de melhor, essa não será em curto prazo, outro ponto é que se observa um crescente desânimo no mercado profissional com a insatisfação dos profissionais por motivos variados, criando uma crescente busca por um reposicionamento no mercado no trabalho. Assim, alguns cuidados devem ser tomados antes de qualquer ação de procura de emprego ou mesmo de mudança.

É importante ter claro que, em momentos de incertezas na economia e nos resultados das empresas, o surgimento de novas oportunidades fica comprometido, com isso, buscar uma recolocação no mercado de trabalho tende a ser mais dificultoso. Mas, isso não torna impossível.

Desemprego é motivo de desespero?

Pode parecer difícil manter a calma diante o desespero e as informações negativas do mercado que vemos diariamente, mas, nesse momento manter a tranquilidade e equilíbrio torna-se um fator essencial para seu reposicionamento.

Para e repare como sempre a ansiedade e o desespero tende a dificultar ainda mais o raciocínio e apresentação de suas habilidades técnicas e comportamentais, por isso se controle. Além disso, agir por impulso de induzi-lo a decidir por uma oportunidade qualquer, que não agregará em sua vida profissional ou poderá deixar vulnerável a golpes existentes no mercado, por trás de oportunidade milagrosas de ganhos. Assim, primeiro ponto que ressalto, mantenha o raciocínio lógico.

Passos para se reposicionar

A busca por reposicionamento não é tão simples, porém também não é impossível, sendo necessário planejamento e preparo em suas ações e construções de novas oportunidades. Cito sete passos que julgo importantes para que essa busca tenha êxito:

1. Amplie sua rede de relacionamentos a cada momento, isto é trabalhe o seu network, lembrando que esse não deve ser utilizado somente nas necessidades. Assim, esteja pronto também para ajudar e nunca deixar de ser lembrado;

2. Defina a estratégia para que possa desenvolver sua autoapresentação, de forma transparente, segura e que demonstre preparo;

3. Crie interesse por parte do entrevistador, através de um Curriculum Vitae bem elaborado, com ordem e clareza na apresentação descrita e verbal, apresentando quais seus objetivos e seu potencial;

4. Cuidar da imagem pessoal é tão importante quantos os demais itens, demonstram autoestima e amor próprio, pois, primeiro temos que gostar de nós mesmos para depois gostar do que fazemos;

5. Busque conhecimento e informações além de sua formação, a fim de manter-se atualizado diante das mudanças de mercado;

6. Conheça as empresas que tem interessem em buscar oportunidades, analisando seus produtos ou serviços, estrutura e sua colocação de mercado.

7. Tenha transparência e autenticidade, esses pontos que atraem as empresas, portanto, não queira construir um personagem, seja você mesmo, demonstre o quanto tem valor nas competências técnicas e comportamentais.

Estou empregado, mas insatisfeito!

O fato de passarmos por uma crise não significa que os profissionais que estejam posicionados e desmotivados devam ficar estagnados, sem analisar novas possibilidades. Porém, aconselho que primeiramente se busque quais os motivos que estão levando a condição de desmotivação, criando oportunidades de mudança do ambiente e tornando-o mais atraente.

Após essas ações e análises, concluindo-se que realmente é momento, recomendo que busque novas oportunidades, contudo, antes de deixar a colocação atual, aguarde o melhor momento e uma boa proposta para tomar a decisão em definitivo.

Enquanto isso não ocorrer, busque motivação para contribuir com a empresa, atitude que considero no mínimo profissional e que dará respeito e consideração futura. Lembrando que deixar um legado positivo em resultados e em atitudes pode consolidar sua imagem em seu campo profissional.



28 Julho 2019 08:30:00


(Foto: Divulgação) /

Na Legião da Boa Vontade (LBV), não alimentamos clima para conflito de gerações. Pelo contrário: aliamos ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. E o povo ganha com isso.

Estamos constantemente recordando aos jovens que, um dia, também terão cabelos brancos. Da mesma forma fraternalmente falamos aos idosos, lembrando-lhes de que já foram moços... É muito importante não esquecermos disso...

Os jovens amanhã envelhecerão também... Se quiserem manter o mesmo espírito de esperança, a mesma feição juvenil, apesar das naturais rugas do tempo e dos sempre belos cabelos brancos, pratiquem o bem. Não há outro caminho. É o Espírito que fortalece o nosso ânimo, que nos concede a beleza eterna da simpatia. Não há melhor cosmético do que a consciência tranquila.

Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Irão aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E os que podem pensam: "Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguirem resistir tanto que se danem..." Não há exagero algum aqui. É o que se vê. Tem-se a impressão de que muitos daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de até mesmo alcançar a decrepitude. Mas poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também não o há sem velhos. Jovem é aquele que mantém o ideal no bem.

(Foto: Divulgação) /

José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor


21 Julho 2019 08:30:00


(Foto: Divulgação) /

Outrora ouvi alguém, sujeito determinado que dispensa aposto - visto que a vida nem sempre necessita de explicações para seguir adiante - dizer que o verbo é o coração da oração e a partir dele as demais classes gramaticais desempenharão uma função específica. Na prática, a confusão é instaurada no momento em que o contexto resolve embaralhar as cartas da compreensão, neste caso, de imediato nada fará muito sentido.

Levei anos para compreender a analogia, de fato, não sei discernir se custou-me mais aprender o verbo, ou entender minha função na oração - ora subordinada, ora coordenada.

A morfologia nos ensina que somos semelhantes as palavras e palavras não são tão somente adjetivos, nem tão pouco apenas numerais. Mais do que isso ela detalha que não estamos limitados a uma única função. Antes disso, somos e sendo, em determinados contextos, naturalmente, desempenhamos funções. Somos pais, mães, filhos, irmãos, amigos, vizinhos, alunos e então, nós escolhemos estar subordinados a alguns cargos. Veja bem, somos antes de estarmos. Não somos porque estamos.

Quando colocamos o verbo no período temos a oportunidade de fazer perguntas pertinentes, às quais nos auxiliam com a leitura de mundo e a interpretação acerca da vida. Claro, nem sempre estamos dispostos a refletir e questionar, motivo pelo qual há frases sem verbos, que comunicam a mensagem perfeitamente, entretanto, frases desprovidas de verbos "jamais" serão orações.

Somos palavras expressas por frases inertes e orações vivas escritas em capítulos diários, em construção. Somos sujeitos da nossa própria ação e em nossas mãos possuímos o poder para escrever e reeditar nossa história. Conjuguemos mais "o verbo". Prefiramos ser a estar. E que nosso verbo seja inundado de gratidão.

Stefani Cavalheiro - Pedagoga e graduanda em Direito./




14 Julho 2019 09:13:00
Autor: Por Reinaldo Domingos - Doutor em Educação Financeira


Reinaldo Domingos - Doutor em Educação Financeira (Foto: Divulgação)

Julho é mês de férias escolares e sabemos que durante esse período os pais costumam se planejar para aproveitar o momento em família. Mas muitas vezes os gastos também podem fugir do controle, por isso é preciso ficar atento diante das muitas oportunidades de lazer. Parques de diversão, idas ao shopping, lanchonetes, viagens, além das programações especiais de férias, podem extrapolar o orçamento e trazer surpresas desagradáveis na volta às aulas. 

Entretanto é possível curtir as férias sem se preocupar tanto com o bolso. Confira algumas orientações para não comprometer as finanças:

Decisão dos sonhos

Estabelecer metas e decidir quais sonhos serão realizados durante as férias são dois passos muito importantes para se planejar financeiramente e fazer com que eles aconteçam. Independentemente do tamanho desse sonho, o planejamento é essencial para que os gastos não ultrapassem o orçamento disponível.

Para que isso aconteça de forma organizada, reunir todos os integrantes da família é essencial, ressaltando que essa reunião deve ser um momento de descontração da família, com a participação e consideração das ideias de todos.

Pesquisar para poupar

Depois da definição dos sonhos, fazer uma boa pesquisa para encontrar passeios mais em conta é a melhor saída. No caso de pacotes de viagens, passagens e hospedagens nos dias de semana costumam ser mais baratas. Veja também os dias de entrada mais barata em cinemas e teatros e utilize a meia entrada.

Incentive as crianças

As férias também podem ser uma ótima oportunidade para introduzir a educação financeira na vida dos filhos. Para isso, nada melhor do que o incentivo de realizar o sonho das férias, seja ele uma viagem, a ida até um parque de diversões ou até mesmo um passeio com os amigos. Ações simples e que fazem diferença nas contas do mês como, por exemplo, tomar banhos menos demorados para economizar energia e água, reciclar o lixo ou lembrar de apagar as luzes, tudo isso pode ajudar a criar um pensamento mais sustentável, além de contribuir para a realização do sonho.

Divirta-se muito gastando pouco

Existem muitas atividades que podem garantir a diversão sem gastar muito ou quase nada. Por exemplo, um piquenique no parque, passeio de bicicleta, dia da leitura, noite do pijama, sessão de cinema em casa, enfim, as possibilidades são inúmeras. Veja qual programa se encaixa melhor nos gostos dos seus filhos e boas férias!



07 Julho 2019 10:31:00
Autor: Joaquim Reichmann - Ortopedista e traumatologista


(Foto: Divulgação)


O hábito regular de exercícios aumenta a resistência e ajuda a prevenir e aliviar dores nos ossos e nas articulações causadas pela compressão vascular - problema comum no Inverno. No entanto, a queda da temperatura faz com que muitos desistam das academias, caminhadas, corridas ou qualquer outra atividade física.

 Não deixe a indisposição tomar conta! Por mais que seja um pouco difícil tomar a iniciativa e se exercitar no frio, é fundamental fazer um esforço. Basta alguns minutos para se acostumar e a sensação de bem-estar no final comprova que a atitude sempre vale a pena.

Aliado a isso, outros fatores demonstram a importância de movimentar-se no Inverno. O fato de as pessoas, muitas vezes, permanecerem encolhidas nas baixas temperaturas pode afetar e tencionar músculos e nervos. Com isso, algumas partes do corpo ficam mais doloridas. Além disso, esse hábito pode afetar a postura e provocar dores na coluna. Nas articulações, o líquido sinovial (um dos elementos que formam o Sistema Locomotor, junto com os ossos, músculos, ligamentos e articulações) fica mais encorpado com o esfriamento do corpo e pode também causar problemas. Apesar de haver poucos estudos sobre o impacto da baixa temperatura no organismo, o Inverno é uma época do ano em que recebemos muitas queixas de desconforto nos ossos, articulações e músculos. Os exercícios são essenciais para prevenir ou aliviar essas tensões.

Os músculos e articulações frequentemente parados provocam aumento nos sintomas de muitos problemas de saúde, pela perda de flexibilidade. Por isso, reforçamos a orientação de manter a prática exercícios físicos em todas as estações do ano. Alongamento diário e caminhadas também são importantes, pois são complementares e recomendadas para a maioria das pessoas, em qualquer idade. Também ajudam a destravar ossos, músculos e nervos, para que o sistema locomotor funcione plenamente e com facilidade. Os exercícios de alongamento são simples e podem ser praticados em qualquer lugar.

Quanto à caminhada, são necessários alguns cuidados. É importante saber que a respiração se altera durante esta atividade no Inverno, porque o ar gelado entra pelo nariz e se choca com a temperatura interna do corpo. Além disso, ficamos mais vulneráveis a lesões musculares e a outras doenças, como gripes e resfriados.

Por fim, é essencial esclarecer que as pessoas que continuam praticando atividades físicas no Inverno também obtêm outros benefícios como a melhora do apetite e do sono, além de apresentar menos riscos de desenvolver diversos tipos de problemas de saúde.


Joaquim Reichmann - Ortopedista e traumatologista 



30 Junho 2019 07:00:00


(Foto: Divulgação) /

Quem investe, multiplica o que tem e tem sempre! O problema é que muita gente pensa que é preciso ter muito dinheiro para começar a investir. Seguindo essa lógica, é provável que a pessoa nunca ache que tem o suficiente para investir.

Começar a investir desde o primeiro dinheiro que recebe, é o primeiro passo para se tornar um grande investidor. Toda maratona começa com o primeiro passo! Se você é estagiário e ainda achava que não tinha dinheiro para investir, mude esse pensamento e comece no seu próximo salário. O estagiário deve separar 10% do valor que ele recebe como estagiário. Mesmo que esse valor pareça muito pouco, a partir de R$ 30,00 é possível investir no Título do Tesouro Direto, pode começar pelo Tesouro Selic. É simples e a cada mês é possível investir o valor que quiser. Não tem uma obrigatoriedade de investir o mesmo valor todos os meses.

Aproveitar esse período da vida que o estagiário tem menos custos, por morar na casa dos pais, ou por não ter filhos, é uma excelente estratégia para construir uma vida financeira saudável. Ao seguir a maioria das pessoas, o estagiário entra no ciclo de gastar tudo o que ganha. Quando recebe aumento, aumenta os gastos e segue esse padrão por toda a vida.

Não importa a quantidade de dinheiro, se você não tiver hábitos inteligentes e saudáveis ao gerir esses recursos, ele entra e sai na mesma velocidade. Fazendo esse simples investimento com 10% do valor do salário, ao final de 1 ano o estagiário terá mais de 1 mês de salário! Imagina se você chega no final do ano e tem mais um salário inteiro para fazer o que quiser! Você pode usar para fazer algo que você deseja muito ou pode deixar esse dinheiro lá. Continue investindo 10% do salário e você vai ver como se tornar um investidor, mesmo com salário de estagiário é totalmente possível.

Criar esse hábito não ajuda apenas a juntar 1 salário a mais no final do ano, esse comportamento de investir 10% do salário todos os meses, deve continuar quando o salário for aumentando e a cada novo progresso, aumenta a sua capacidade de investimento. Esse valor a médio e longo prazo, pode te ajudar a comprar um imóvel, fazer um curso de especialização, abrir um negócio ou fazer algo que você queira verdadeiramente fazer. Esse valor se não for poupado e investido, vai ter sumido facilmente se você não criar esse hábito.

Você só tem a ganhar estabelecendo esse novo hábito que pode ser um grande diferencial entre as pessoas que conseguem realizar os sonhos e os que não conseguem. Simplesmente, comece!


 Aline Soaper - Terapeuta financeira.




23 Junho 2019 09:28:00


Angela Cristina Cabral Kloppel - Estudante universitária 

Vivemos em um mundo onde quase ninguém mais se olha nos olhos. Quase ninguém mais sabe o que é amar. Quase ninguém mais vive, apenas existe. As pessoas estão adoecendo, não só fisicamente, mas mentalmente, devido à pressão do dia a dia, estresse e ansiedade. Acabam por guardar tudo para si mesmas e adoecendo.

A tecnologia está tomando conta e não há mais como pará-la... Cada vez mais pessoas ficam viciadas pelos eletrônicos. Pessoas acabam bebendo e entrando no mundo das drogas por falta de apoio familiar. A natureza está revolta pelo o que o homem destruiu, pelo que ele tomou dela. Isso é sério. O mundo está no fim. E nós mesmos estamos causando isso. Ainda dá tempo de mudar, de fazer sua parte, de ser amável com o próximo e não pensar apenas em si.

Ninguém pode mudar o mundo sozinho. Mas, juntos, somos mais fortes!

Vamos usar a tecnologia na hora que tiver de usar, mas na hora de sentar-se à mesa, conversar com nossos familiares. Vamos tentar olhar as pessoas nos olhos, ouvir o que elas têm a nos dizer. Quem sabe um sorriso não melhore o dia dessa pessoa?

Vamos amar as pessoas como nós mesmos, vamos ajudá-las da maneira que pudermos para assim podermos fazer do mundo um lugar melhor. A depressão acontece por falta de ter com quem conversar. Então, vamos usar mais nossos ouvidos do que o celular. Vamos ser amigos de verdade e não um mero interesseiro, que só quer o indivíduo para os momentos bons, mas se afasta quando este está em más condições...

Sorria mais e pense menos. Cobrança de menos e abraços de mais. Ninguém vive sozinho. Ninguém pode mudar o mundo sozinho. Mas, juntos, somos mais fortes!


16 Junho 2019 10:56:00
Autor: Luiz Sergio Alvarenga - Diretor executivo do Sindirepa Nacional


(Foto: Divulgação)


É fundamental que todo motorista tenha consciência sobre a necessidade da manutenção preventiva do veículo para a segurança no trânsito. De maneira geral, o brasileiro leva o carro para uma oficina somente quando percebe algum problema, como falha mecânica ou elétrica. Trata-se de prática bastante perigosa, porque coloca muitas vidas em risco. Para ilustrar, uma suspensão em mau estado de conservação pode tirar um veículo da trajetória de curva e gerar um capotamento; um sistema de freios comprometido pode não fazer uma frenagem mais brusca em caso de necessidade e provocar uma colisão; pneus com sulcos abaixo do padrão podem perder aderência em caso de pista molhada.

Enquanto a manutenção corretiva é feita somente depois que um componente quebra, a preventiva, como o nome sugere, previne essa necessidade, porque as peças são trocadas antes que se desgastem em demasia. Envolve procedimentos de avaliação e monitoramento, com o objetivo de garantir o bom funcionamento do veículo.

Além de reduzir as chances de envolvimento em acidentes, provocados pelo desgaste natural de componentes do carro, a manutenção preventiva geralmente envolve custos inferiores à corretiva, afinal, um componente quebrado afeta o funcionamento de outras peças do veículo, que a princípio, possivelmente, não precisariam ser trocadas. Por considerar que acidentes são muito improváveis de acontecer com ele, o motorista negligencia medidas de ação preventiva que salvam vidas.

Deixar de substituir pneus 'carecas' por achar que podem aguentar um pouco mais é exemplo. Essa percepção precisa ser mudada, porque nenhuma impressão de 'economia' vale mais que a vida. Vale destacar ainda que um veículo parado em via pública causa a chamada 'onda', isto é, o acúmulo de carros que aumenta enquanto o veículo com pane não for removido da pista, o que resulta em vários problemas, como piora da qualidade do ar, gasto de tempo excessivo no trânsito e atraso na entrega de mercadorias.

Toda a sociedade perde. Diante da ausência de uma legislação específica para a avaliação dos veículos no Brasil, como a Inspeção Técnica Veicular - importante medida para a segurança no trânsito já implantada em mais de 50 países -, cabe ao motorista realizar manutenções periódicas do veículo, conforme recomendações do manual do fabricante, em oficina de confiança.


Luiz Sergio Alvarenga - Diretor executivo do Sindirepa Nacional



09 Junho 2019 14:03:00
Autor: Ana Paula Simões - Ortopedista e traumatologista

Fato é que a maioria de nós não precisa de mapas e previsões meteorológicas para saber a dor que sente


Ana Paula Simões - Ortopedista e traumatologista (Foto: Divulgação)

Se você sente mais dor quando está frio ou chovendo, saiba que não é apenas sua imaginação. Embora os estudos mostrem resultados variáveis, a maioria conclui que mudanças na pressão barométrica e diminuição da temperatura podem sim causar mais dor em algumas pessoas (especialmente portadores de artrite).

Posso dizer informalmente que muitos dos meus pacientes "sentem" uma mudança no clima quando algo dói principalmente se o local já foi operado. Quando o frio e a chuva estão a caminho, parece até previsão do tempo! A mudança no clima para o frio indica uma redução na pressão barométrica ou "baixa pressão" se movendo para determinada região.

Quando o tempo esquenta, ou um "sistema de alta pressão" se move, o aumento da pressão barométrica pode trazer alívio. Curiosamente, vejo isso no mergulho também. Muitas pessoas que se queixam de dor nas articulações sentem conforto quando estão em profundidade durante o mergulho. Uma explicação razoável é o aumento da pressão ambiente.

Lembre-se de quando a vovó dizia: "A chuva está vindo, e eu posso sentir as minhas articulações doloridas" ela realmente sabia disso por causa do que acontece com nosso corpo quando ocorrem as mudanças de pressão barométrica.

Isso significa que a pressão contra o seu corpo cai também, suas articulações e áreas lesionadas podem começar a inchar ou doer. Este inchaço causas aumento da inflamação e exigimos que os hormônios aumentem sua atividade para lidar com essa situação.

Fato é que a maioria de nós não precisa de mapas e previsões meteorológicas para saber a dor que sente, mas talvez possamos tomar medidas para diminuir o sofrimento. Podemos comer corretamente, fazer exercícios e alongamentos, evitar os efeitos negativos das drogas ou álcool, aquecer o corpo e protegê-lo durante a exposição na rua. Se a dor persistir, procure um especialista.



02 Junho 2019 07:00:00

O baixo poder aquisitivo é um dos fatores que vem freando a marcha do comércio e porque não o desenvolvimento do progresso em muitos setores da economia.

Assunto que todos estão cansados de saber, mas o caro leitor que está aí, atrás do óculos, com o jornal a mão: (digo a mão porque a juventude não lê mais jornal a mão, só pelo celular), há de pensar no início, o que entende um "jeca" desse, de economia, vindo lá dos cafundós do Cerro Verde, confrontante com a Barra verde, que isto parece ser assunto só para engravatados e doutores.

O caso é que, faz um bom tempo que essas coisas andam engasgadas na mente da velinha (Olivetti), que para tirar a ferrugem das mandíbulas, resolveu bicar em pedra dura, mesmo com os dentes desgastados. Fica claro que o assunto não é nem de cunho político ou qualquer crítica a fulano e beltrano. Pois, a velhinha é surda e muda a politiqueiros.

Hoje, os grandes jornais do país só falam em armamento e reforma da Previdência, mas tem muita coisa a ser consertada. No caso dos impostos e distribuição de renda.

Dizia um velho deitado que, pelas pequenas coisas se conhece o homem. Homem no caso, é o nosso país que vem muito mal administrado economicamente.

Ideias são ideias. Até hoje, ninguém matou uma ideia. O papel aceita tudo. Me refiro a corrente monetária e aplicação do dinheiro que é a engrenagem principal que move máquina econômica. Por exemplo, se os assalariados e aposentados ganhassem um pouco mais, teriam acesso as compras.

Se o governo baixasse a aposentadoria daqueles que ganham fortunas, teria mais condição de melhorar aos que ganham pouco. Se o aposentado que vai quase todo dia aos postos de saúde apanhar remédios, ganhassem um pouco mais, teriam condição de comprar o remédio nas farmácias. Se juntasse todos os impostos, desde automóveis e muitos outros, os juros abusivos sobre empréstimos, mais a contribuição da Previdência, mais um tanto da dinheirama que gira na Caixa, mais imposto da Telefonia que só rouba crédito de celular, tamparia o rombo da Previdência.


Rogério de Souza Ortiz - Aposentado /




26 Maio 2019 13:08:00


Letícia S. A. Spricigo - Psicóloga CRP 12/17806

Todos nós possuímos uma zona de conforto, um espaço/situação em que nos sentimos mais seguros, tranquilos e confortáveis, da qual, às vezes, pensamos em sair, mas, diante do medo do novo, do desconhecido, do incerto, acabamos ficando e ficando? 

Até planejamos sair depois de determinado acontecimento. Sair daquele trabalho desgastante apenas depois de ter conseguido guardar certa quantidade de dinheiro, ou após ter feito determinada mudança ou compra, ou depois que os filhos estiverem independentes, etc. Ficamos naquela relação tóxica esperando que o outro mude, esperando adquirir independência financeira, ou que os filhos cresçam, ou que a situação torne-se insustentável.

"Passamos a fingir estar tudo bem"

Vamos levando as situações desgastantes por anos e anos, postergando a felicidade e realização pessoal, até um dia desistir, esquecer dos sonhos e objetivos e ficar à mercê do que vier. Passamos a fingir estar tudo bem e acreditar que fizemos tudo que podíamos ter feito por nós mesmos.

Diante de tudo isso, não nos damos conta do quanto a zona de conforto é perigosa! Vamos nos habituando a viver desta forma e não vemos as possibilidades da vida. Nisso, esquecemos que o tempo passa e que essa vida que temos é única, não poderemos vivê-la novamente. Essa é a nossa chance de viver da melhor forma possível e de fazer nosso melhor!

Podemos, sim, acreditar em vida após a morte, todavia, quanto a que vivemos agora, esta é a hora de ser vivida, este é o momento, esta é a oportunidade. Então, devemos nos questionar o que estamos fazendo com nossa vida, para onde nossas escolhas estão nos levando! Será que nossas escolhas estão nos propiciando a capacidade de usar todo nosso potencial e ser nossa melhor versão? Ou será que nossas escolhas estão limitando nossa potencialidade e criatividade? Este é o momento para refletirmos sobre isso.

Não é apenas após passar por um acidente ou doença que poderia ter nos roubado a vida. Não é somente em um leito de hospital, ou apenas na velhice. Não, a oportunidade que temos é agora! Cada dia é um convite à mudança e à evolução, por isso, o hoje chama-se "presente". Portanto, devemos desfrutá-lo e usá-lo para fugir da mesmice, para escapar dos perigos da zona de conforto e sermos tudo aquilo que um dia sonhamos ser!


19 Maio 2019 14:03:00
Autor: Vivien Aucar - Especialista em investimentos

Aprender a investir é essencial para a tranquilidade financeira


Vivien Aucar  (Foto: Divulgação)

O ano de 2019 tem se mostrado bastante desafiador para alocação de recursos. Por um lado, o ambiente internacional passa a contribuir menos com o fim de uma década de injeção de liquidez pelos bancos centrais de países desenvolvidos. Já no Brasil, vivemos uma conjuntura favorável após um longo período de recessão. Porém, é extremamente importante aprovarmos com urgência as reformas necessárias para garantir estabilidade fiscal. Apenas assim o país poderá reconquistar a credibilidade e voltar a receber aportes dos investidores estrangeiros, que sacaram mais de R$ 11 bilhões da bolsa brasileira em 2018.

De acordo com levantamento da consultoria global EPFR, estrategistas do mercado estimam uma entrada potencial de R$ 251 bilhões em ações brasileiras se as alocações dos fundos globais e daqueles voltados para mercados emergentes globais voltassem ao patamar de outubro de 2014.

Diante desse cenário o ponto chave para obter bons retornos sem deixar de se proteger dos riscos é a diversificação da carteira. Os fundos multimercados apresentam grande potencial de retorno com certa proteção. Já os fundos imobiliários são opções para capturar a melhora do ambiente interno. Após anos de queda, o mercado de imóveis vem se recuperando e a demanda tende a subir.

Investir na bolsa também deve ser considerado com o atual cenário de recuperação econômica e a esperança de reformas. Há boas oportunidades na bolsa e em alguns setores, principalmente os ligados a crescimento doméstico, pois, as empresas tiveram que reduzir o endividamento e se tornar mais eficientes para passar pelos anos de crise e se favoreceram agora dos juros mais baixos. Por fim, a previdência privada é uma estratégia interessante para o horizonte de longo prazo, principalmente se considerarmos as vantagens fiscais. Aprender a investir é essencial para a tranquilidade financeira.



12 Maio 2019 08:30:00
Autor: Carlos Chiodini - deputado federal


(Foto: Vitor Jubini/Gazeta Online)


Assunto pertinente e sempre em voga no nosso país, o acesso ao saneamento básico e à água tem sido amplamente discutido em diversas frentes para que os acordos e planos de ação saiam do papel e se transformem em realidade. Como integrante da Comissão Mista da Medida Provisória 868/2018, que busca regulamentar o saneamento e as águas pertencentes à nação brasileira, tenho acompanhado de perto sua tramitação no Congresso Nacional.

Hoje, a regulamentação é exclusivamente de competência dos municípios brasileiros, também sob responsabilidade do governo federal por meio da Agência Nacional das Águas (ANA). Com a nova medida, os contratos de saneamento passariam a ser estabelecidos por licitações, facilitando a criação de parcerias público-privadas. Aproximando à nossa realidade, uma significativa alternativa seria buscarmos aporte de recursos financeiros visando essa universalização, com fundos estruturados em bancos de fomento estaduais e regionais.

Trago essa preocupação que é imprescindível para o avanço das políticas públicas no Brasil. Países vizinhos como o Chile tem 99% de serviço de esgoto e nós, com 209 milhões de habitantes, mais da metade da população não tem acesso à coleta de esgoto, e 35 milhões de pessoas não recebem água tratada em suas casas. Os benefícios que o saneamento traz para a saúde pública e suas derivações são infinitos e necessários para as futuras gerações, como todos já sabem. É preciso agir.

Em que pese, mesmo que Santa Catarina seja um dos melhores estados brasileiros em vários índices de desenvolvimento humano, ainda está aquém na questão do saneamento. Apenas 21% dos efluentes gerados são coletados. É um baixo índice que precisa, urgentemente, alcançar outro patamar. A média brasileira de investimentos por habitante, entre 2004 e 2016, ficou em R$ 200, enquanto o necessário para alcançarmos a universalização do acesso a todos seja em torno de R$ 1.000.

Um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), "Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamentos para todas e todos," é fruto de um acordo global das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável do planeta. É missão, portanto, dos governos, sociedade civil e parceiros alcançar o acesso universal e equitativo ao saneamento, à higiene e à água potável para todos. É nesse desafio que devemos unir esforços. Esta importantíssima agenda com meta para 2030 é um plano de ação que merece total atenção de nós, cidadãos!


Carlos Chiodini



05 Maio 2019 07:00:00


(Foto: Divulgação) /

Passados dias em repouso, minha velhinha (Olivetti) fez questão de voltar a pinicar ou beliscar os Pés de Fumo.

Me fez recordar os saudosos tempos da Aurora da Vida, ainda aos cinco ou seis anos de remota idade, que pai e mãe, ao clarear o dia, esperavam-nos junto ao galpão ou mangueira, com um bule de café bem quente, para tomar o popular Camargo, ou leite apojado da teta da vaca em meia xícara de café. Para quem é inimigo de idade (como eu), se o amigo leitor deseja saber, era no final da era Vargas.

O mesmo prazer de sentir o esplendor do amanhecer, ao ver os raios do sol entre a floresta, se repete até hoje, quando saio cedo ao trabalho. Mas ao limpar os óculos, sua leitura interrompida pergunta: o que tudo isto tem a ver com Pé de Fumo? É que, naquele belo tempo nem se ouvia falar em maconha, sendo hoje na gíria popular para quem não está acostumado saber, é quase o mesmo que pé de cana quem bebe cachaça. Pé de fumo quem consome fumo.

Hoje, muitos jovens estão trocando o dia pela noite ou vice-versa; consumindo fumo até altas horas e dormindo até quase ao meio dia. Não tiram tempo para apreciar o belo espetáculo da natureza ao amanhecer e nascer do sol.

Que futuro triste, ao comparar com nossa idade, a quem viveu os belos dias de uma infância sadia. Como é lindo e belo o amanhecer. Quem muito dorme, pouco se aprende. Além da imaginação, contemplas, adore, ame e admires a natureza do alvorecer ao pôr do sol, se queres ter longos e belos dias.


Rogério de Souza Ortiz 






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