Curitibanos,
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14 Julho 2018 09:27:00
Autor: Karol Pinto


(Foto: Thai Navy SEALs)


A caverna da Tailândia era escura, apertada e úmida. As condições de sobrevivência, as piores possíveis. Faltava comida, faltava amor, faltava esperança.

O caminho de ida, infelizmente, não era o mesmo caminho da volta (nunca é, tudo muda o tempo todo no mundo). Antes, o trajeto era sinônimo de diversão, de aventura. Depois, fora tomado por volumosas e turvas águas. Inebriado pelo caos devidamente instaurado.

Lá dentro, apenas um adulto, crianças e muito medo. Aqui, do lado de fora, bilhões de pessoas que, indiferente da forma como exercitam a fé, oravam e clamavam pelo resgate. Os corações mais frios se sensibilizaram.

Os dias foram passando, o mar de lágrimas encorpava cada vez mais, vindo das famílias desesperadas que não viam seus filhos retornarem. Fez-se vigília, a comoção tomou o mundo.

De certa forma, também nos sentíamos presos, o nó na garganta quando pensávamos no sofrimento daquele grupo, também nos sufocava.

Na busca pela salvação, uma vida foi perdida. Na verdade, ela não se foi em vão, mas doou-se a um motivo mais que nobre: colocar a integridade e segurança do próximo em primeiro plano.

Orientadas pelo técnico e amigo, aquelas crianças meditaram a maioria do tempo. Tranquilizaram, dentro do possível, os corações e as mentes. Desta forma, os corpos também desaceleraram, como se soubessem que pela frente teriam um longo período de jejum, de restrições, de provações.

Do lado de fora, um grande evento, milimetricamente organizado, envolveu multidões, logística, equipes qualificadas e muita torcida. Não, não estou me referindo a Copa do Mundo (ofuscada), mas sim a missão de resgate. Esta sim, não teve segregação nem miscigenação. Uniu-nos. Mostrou que somos da espécie "gente", vestimos a mesma camisa, indiferente de seus símbolos e tons.

E das várias lições que tiramos disso tudo, quem sabe, a mais valorosa delas, é que é possível crer na humanidade e na força poderosa da energia emanada pelas pessoas de bem. E aqueles tubos de oxigênios que mantiveram os meninos, treinador e socorristas vivos enquanto retornavam para a luz, para fora daquela caverna, de certa forma, me trouxeram um sopro de ar, uma esperança na vida.


 









Karol Pinto - Jornalista




07 Julho 2018 11:42:00

 

Fernanda Colombo - Bacharel em Educação Física e árbitra 

O futebol é o esporte mais popular do mundo, e no Brasil é praticado predominantemente por homens. Ver uma mulher em um campo já foi inaceitável, os tempos mudaram, mas algumas culturas enraizadas ainda não. Hoje a mulher possui espaço no futebol, seja como torcedora, jogadora, árbitra ou jornalista. Infelizmente, nem sempre é respeitada, o machismo, que vem de longa data, ainda perdura.  

Jornalistas assediadas, jogadoras desvalorizadas, frases machistas da torcida. Tudo isso forma uma espécie de teia machista, e que bravamente as mulheres, pouco a pouco, tentam limpar. A tarefa não é fácil, são muitas as barreiras impostas pelo domínio masculino.

A culpa é do homem? Não, a culpa é da educação. Fazemos coisas que não sabemos o porquê, mas que foram ensinadas, e por isso fazemos.

Uma antiga história conta que uma garota perguntou para sua mãe o motivo dela tirar o rabo do peixe para assar. Ela respondeu:

"- Porque sua vó fazia assim!" E a mãe da avó também, e a mãe da mãe da avó ..., até que um dia se descobriu que na verdade a matriarca tinha uma forma que não cabia o peixe inteiro, e ela cortava o rabo para poder assá-lo.

EDUQUE A CRIANÇA PARA APRENDER A CONVIVER NUM AMBIENTE QUE PERTENCE A TODOS

No futebol não é diferente, crianças entendem que o lugar de xingar é no estádio. Que o torcedor pode falar o que bem entender, e que futebol é coisa de menino. Por isso, para mudar a cultura do machismo, é necessário que se trabalhe na educação da criança. Tem que ensiná-la desde cedo que as mulheres merecem os mesmos direitos que os homens, que o futebol pode ser jogado por qualquer um, e que o estádio é um lugar de lazer para a família e não de depreciação. 

Pai, mãe, eduque a criança para praticar a gentileza, para aprender a conviver num ambiente que pertence a todos, e que independentemente de raça, cor ou religião, todos merecem respeito. No livro "Vamos jogar futebol" faço uma reflexão de como a ética deve estar presente em todo o contexto de uma partida para que ela seja saudável e vibrante, afinal, o futebol é um esporte que une pessoas e proporciona alegria e emoção em todo o mundo.


30 Junho 2018 07:00:00
Autor: Luiz Henrique Zart - Jornalista

Teria sido melhor cancelar o meteoro e manter os dinossauros no nosso lugar.

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Nem sentar à mesa tem sido fácil em 2018. Entre as amenidades genéricas como "passa o arroz", uma certeza: teria sido melhor cancelar o meteoro e manter os dinossauros no nosso lugar.

Uma refeição é um convite à idade média. E o que se alimenta é um muro feito de ódio. Nesse campo minado onde discursos se materializam tão rápido quanto a comida esfria, ranger dentes diante das desumanidades ditas não parece suficiente. Nossos atos nos tornam seres políticos: são a forma como percebemos o mundo. Sem ponderar, no duelo de torcidas, o mata-mata do cotidiano, ou se é do time branco ou do preto. Não há diálogo. Inimigos se multiplicam.

Esse cidadão diz à mesa que Brasil bom é o clube de oligarcas onde "aquele homem" integra uma sub-raça e busca privilégios (mas o interlocutor nunca foi prioridade policial por causa de sua cor; ofensas são só brincadeira, e esse de quem se tira a humanidade tem é que voltar pro seu devido lugar). Quando "na ditadura as coisas funcionavam, não tinha essa baderna", mas a síndrome de Estocolmo não deixa ver que o direito à escolha, reflexão e inclusive a este texto, seria calado a cassetete.

Bons são os apedrejamentos, a pena de morte. Mas não quando eu dirijo bêbado ou dou aquele jeitinho.

É lugar onde o homem bom vocifera que quem precisa de programas sociais para sobreviver é vagabundo. Onde aquele com orientação sexual ou religiosa diferente merece mesmo é uma barra de ferro, uma lâmpada na cara, ou queimar no inferno por se manifestar. Onde as mulheres têm que se dar ao respeito, mas os animais homens não conseguem controlar os "instintos". Onde é natural silenciar vozes e conservar posições de poder, mesmo que para isso seja necessário acabar com o "mal", representado pelo outro, com requintes de crueldade pra mostrar quem manda. E ainda dizem que somos seres racionais.

Incapaz de ir além das verdades absolutas, essa gente fina, elegante e sincera brada desinformação e preconceito. Assombrada por medos imaginários, é a realização da distopia de Orwell em 1984: os "dois minutos de ódio" que reuniam a população a insultar "a ameaça" à sociedade mostram: Chegamos ao ponto sem retorno em que eles se repetem até o próximo "passa o arroz".



16 Junho 2018 14:59:00


Danny Braz - Engenheiro civil, consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

Começou um dos maiores espetáculos esportivos do mundo, a Copa do Mundo, que esse ano ocorre na Rússia. O evento, que teve início na quinta (14), reunirá grandes atletas, assim como amantes do esporte, de todo o mundo para jogar, torcer, se emocionar e competir pelo título de melhor do mundo.

Apesar de toda a atenção despendida aos jogadores, e muitas vezes para a beleza das arenas, muitos deixam de lado um dos aspectos mais importantes, tanto da construção quanto em influência para o resultado dos próprios jogos. Falo do gramado. Em princípio, a grama nada mais é do que o pano de fundo onde o espetáculo se desenrola. Mas, a verdade é que ela muda o rumo do jogo, e determina os lances tanto quanto os atletas.

O gramado influencia diversos aspectos da competição. A rolagem da bola é bem diferente em um gramado natural e em um artificial. A grama artificial altera o rendimento, e a consequência é que o atleta precisa de adequar a isso para render bem nos diferentes tipos de situação.

A grama artificial também pode prejudicar o jogador por queimar sua pele em uma eventual queda. Ela retém muito calor, e a irrigação serve para ajudar a resfriá-la. Porém, não dá para irrigar enquanto ocorre um jogo. Ou seja, durante a partida, ela retém calor e pode causar problemas.

Já a grama natural demanda de 3 a 6 litros de água por dia, sendo que a irrigação funciona de 2 a 3 vezes em um mesmo dia. Junte os problemas práticos de jogo e o rendimento alterado dos atletas, temos aí um fator determinante no esporte. Preocupados com isso, houve investimentos pesados em grama e irrigação nas últimas Copas.

Em 2014, arenas como o Estádio Sport Club Corinthians Paulista, a Arena Itaquerão, o Estádio Jornalista Mário Filho, nosso Maracanã, e o Estádio Palestra Itália, assim como mais de 20 outros estádios, receberam uma atenção especial em seus projetos de irrigação do gramado.

Todos esses estádios se utilizaram de tecnologia de irrigação baseado no aproveitamento de água da chuva, para diminuir o impacto nos reservatórios municipais. Tiveram também atenção especial ao tipo de grama usado para favorecer o esportista, e uma preocupação em utilizar os melhores fornecedores.

Na Rússia, nove entre 12 arenas usadas na competição possuem a mesma tecnologia que foi utilizada no Brasil. Quem pratica o esporte ou entende do mesmo em âmbito profissional, nota a diferença. Para os leigos, isso pode passar batido, mas como quase tudo, a beleza que é vista em campo vem de alta tecnologia e de um trabalho de qualidade.

É preciso voltar os olhos a esses detalhes, pois, na maioria dos casos, a grama é essencial e impacta diretamente no resultado dos jogos. O desenrolar de um jogo bonito de se ver no campo depende primordialmente de um gramado bem cuidado, tecnológico e sustentável.


08 Junho 2018 07:55:00
Autor: André Luiz Pellizzaro


A aprovação final do texto base do PLP 441/17 é fundamental para que o Cadastro Positivo funcione efetivamente no Brasil, a exemplo dos Países desenvolvidos onde o crédito é barato e acessível à população.  

Nosso modelo atual ainda se baseia no Cadastro Negativo, onde através da análise do comportamento de inadimplência do consumidor um novo crédito é concedido ou não. Basta uma negativação para o crédito não ser concedido. Ou seja, um consumidor que esqueceu de pagar 1 débito e teve seu nome inscrito no SPC terá a mesma punição do devedor com 10 ou mais registros, o que não é justo.

No Brasil há 60 milhões de pessoas negativadas, não se considerando no modelo atual o histórico de bom pagador, fazendo com que 55% do spread bancário (diferença entre custo de captação dos bancos e o que é cobrado do consumidor) seja devido por esta alta inadimplência.

Com o Cadastro Positivo, passaremos a ter um filme dos últimos anos dos pagamentos do consumidor e não uma fotografia atual como ocorre no Cadastro Negativo. Logo, o bom pagador terá acesso a mais crédito com juros mais baixos.

A alteração na lei faz com que todos tenham direito ao Cadastro Positivo, podendo deixa-lo a qualquer momento.

Somente informações sobre pagamentos serão fornecidas, sem qualquer acesso a dados bancários (saldos, aplicações financeiras etc.), bem como dados sensíveis como origem social e étnica, sexo, convicções políticas e religiosas e produtos adquiridos.

Por sua vez, o Banco Central irá credenciar birôs capacitados para operar o Cadastro Positivo, cuja responsabilidade será objetiva e solidária pelos prejuízos que vierem a causar aos consumidores, além dos danos decorrentes de quebra de sigilo bancário.

Instituições financeiras de menor porte, tais como as cooperativas de crédito e as fintechs, poderão utilizar o Cadastro Positivo para concorrer com os grandes bancos que já possuem cadastro próprio. Ou seja, o PLP 441/17 é, além de tudo, uma medida que estimula a concorrência.

Haverá uma redução na inadimplência, pois o consumidor honrará com mais facilidade seus compromissos financeiros, algo que certamente contraria o interesse daqueles que lucram com o mercado da inadimplência, tais como os Cartórios de Protesto, herança cara e burocrática que insiste em existir no Brasil.

Portanto, o Cadastro Positivo é sim positivo para o consumidor, para a economia e para o País.

André Luiz Pellizzaro

Advogado, Coordenador de Relações Institucionais e Governamentais do SPC Brasil



02 Junho 2018 07:00:00
Autor: Reinaldo Domingos - Educador financeiro

Um primeiro alerta: nessa hora, é preciso estar centrado


(Foto: Divulgação) 

O desemprego volta a apresentar um rumo de crescimento, sendo um dos maiores medos da população brasileira. Assim, torna-se imprescindível falar sobre como o brasileiro deve agir financeiramente caso esse problema o atinja.

Um primeiro alerta: nessa hora, é preciso estar centrado, por mais que possa parecer impossível. Sempre afirmo que é com os tombos que aprendemos a andar; assim, é hora de buscar uma restruturação financeira, para atravessar esse período e, posteriormente, estar prevenido para imprevisto. Veja algumas orientações:

Pagar dívidas imediatamente - Caso perca o emprego, qual deve ser a primeira ação? Se estiver endividado, por mais que pareça correto querer quitá-las com o dinheiro do fundo de garantia, isso pode ser um erro, pois, se usar muito deste dinheiro, estará sob o risco de ficar sem receitas para cobrir gastos à frente. Então, planeje-se melhor em relação a esses valores antes de qualquer medida.

Congele ferramentas de crédito - Cartões de crédito, cheque especial, cartão de lojas e outras ferramentas de crédito fácil devem ser prioritariamente esquecidas de sua vida; evite mesmo em caso de emergência, pois, caso não consiga pagar esses valores, os juros serão exorbitantes, criando um caminho de difícil volta.

Faça uma faxina financeira - O que realmente é prioridade para a sua vida? Pense muito bem nessa questão, pois chegou a hora de cortar muitos gastos que não agregam à vida. Gastos que devem ser repensados pode ser de TV a cabo, celulares e smartphones, balada e ida a restaurantes, água e energia e outros pequenos gastos. Priorize o que é realmente fundamental nesse período.

Busque fazer bicos - Por mais que não seja em sua área de atuação, busque fontes alternativas de ganhos. Chegou a hora de deixar o orgulho de lado e buscar garantir um mínimo de renda, por mais que não seja em sua área de atuação.

Levanta e sacode a poeira - Agora é hora de buscar o mais rápido possível a recolocação profissional. Use seu network, se posicione como alguém que está à espera de oportunidades no mercado. Lembre-se, as oportunidades geralmente aparecem para quem está atrás dela. Esqueça o desânimo, levante a cabeça e olhe para o futuro.



26 Maio 2018 00:05:00


Antonio Carlos Popinhaki - Economista, professor de Cursos Profissionalizantes e escritor 


Acho louvável a iniciativa dos dirigentes do nosso semanário. Fomentar a arte da escrita! Perfeito! Parabéns! Escrever é sempre um ótimo exercício para a mente. E quanto mais escrevemos, mais nos desenvolvemos.

Lembro-me perfeitamente, quando, lá atrás, no ano de 1971, adentrei nos bancos escolares, eu tinha 08 anos de idade, sabia escrever apenas algumas poucas palavras que me foram ensinadas pela minha mãe. Isso não aconteceu com a maioria dos meus coleguinhas do primeiro ano. Eles entraram na escola sem nada saber sobre leitura e escrita.

Naquele tempo, as crianças começavam a estudar numa escola um pouco mais crescidas. Estou me referindo àquelas que podiam se dar a esse "luxo". Muitos pais analfabetos não faziam questão que seus filhos aprendessem a ler e escrever. Ter filhos, naquele tempo, era uma maneira de aumentar um pouco a renda familiar através do abono pago pelo governo federal, chamado de "salário-família".

Temos muitos escritores que estão apenas esperando a oportunidade de mostrar o seu potencial

Alguns pais também torciam ansiosamente para que seus filhos crescessem logo, para começarem a trabalhar em algum serviço informal, também com o propósito de aumentar a renda familiar. Os filhos nasciam quase que anualmente, sem nenhum controle de natalidade. Eram atribuídos de forma ignorante, à "vontade de Deus". Felizmente esses anos passaram. Hoje temos a oportunidade de nos desenvolver infinitamente mais.

As crianças entram na escola, berçário, maternal e jardim de infância. Que beleza! Que comodidade! Que praticidade para os pais que trabalham. Ainda pequeninas, as crianças conhecem as letras e os números, se socializam umas com as outras, brincam e se divertem. Por isso, ao ver o anúncio na Internet, eu não poderia deixar passar a oportunidade de incentivar os futuros escritores curitibanenses.

Temos muitos escritores que estão apenas esperando a oportunidade de mostrar o seu potencial. Eu mesmo, sou um escritor. Tenho exercitado essa prática há alguns anos. Sei perfeitamente, que esses escritores, hoje anônimos, nos surpreenderão com seus artigos. Prometo ler todos nas edições impressas semanalmente.


19 Maio 2018 09:15:00




  Por: Prof. Dra. Bárbara Schausteck de Almeida (Licenciatura e Bacharelado em Educação Física)







(Foto: Divulgação)


Na prática de atividade física, a sazonalidade é um elemento importante: é muito comum que próximo ao Verão as pessoas busquem "entrar em forma", já que é a estação em que os corpos ficam mais à mostra, enquanto no Inverno ocorre o oposto. Mas é sempre importante lembrar que a estética não é o único sentido da prática esportiva e de atividades físicas. Manter-se em movimento traz inúmeros benefícios para saúde que já são bem conhecidos, mas também é importante lembrar que manter a regularidade nas práticas corporais possibilita a manutenção das conquistas de condicionamento e de saúde por todo o ano.

No Inverno, vale a pena considerar a prática de atividades em ambiente fechado, ou ainda o investimento em roupas que permitam a proteção ao frio.

Caso sua opção seja por atividades ao ar livre nas baixas temperaturas, é importante cobrir e proteger o corpo do frio, mesmo que a atividade seja intensa e cause suor.

Nesse sentido, roupas compridas, luvas e toucas são recomendadas. Caso o frio esteja muito extremo, é fundamental cobrir o nariz e a boca, para que o ar inspirado não esteja tão frio que exponha as vias aéreas às infecções.

Outro cuidado fundamental é com a hidratação: embora no Inverno não sintamos tanta sede quanto no Verão, o consumo de água deve sempre acontecer, mesmo que não haja sede. O cuidado deve ser maior se as atividades físicas estão sendo realizadas com proteção térmica e gerando uma sudorese maior.

No caso da alimentação, tende a existir um gasto calórico maior, pois o corpo gasta mais energia para manter sua temperatura ideal. Entretanto, isso não significa que a alimentação balanceada deva ser descartada. Assim, de forma semelhante ao consumo de líquidos, devemos manter o consumo de frutas e verduras, sem exagerar no consumo de alimentos ricos em gordura, mesmo que eles pareçam ainda mais irresistíveis nos dias frios.



12 Maio 2018 07:00:00
Autor: Mário Rodrigues - Diretor do Instituto Brasileiro de Vendas

Nunca repita essas práticas e tenha as portas de seu estabelecimento sempre abertas


Mário Rodrigues - Diretor do Instituto Brasileiro de Vendas

Considerada por muitos uma "arte", a venda quase sempre exige o uso de técnicas, desde o momento da aproximação ao cliente até o acompanhamento da satisfação com o produto ou serviço adquirido. Da mesma forma que a presença de técnicas pode garantir a fidelidade do comprador, a ausência delas também pode não apenas prejudicar a negociação, mas também fazer com que esse mesmo comprador nunca mais retorne à loja ou ao site, já que o e-commerce é cada vez mais crescente.

Como aprender a vender não é algo que se faça do dia para a noite, abaixo listo quatro erros que jamais devem ser cometidos durante a venda. Nunca repita essas práticas e tenha as portas de seu estabelecimento sempre abertas para novos e, principalmente, antigos clientes.

Antipatia é um problema grave. Tão importante quanto estar com a aparência bem cuidada é criar a identificação com o comprador logo de cara, já que o tempo para se vender é cada vez menor. Agir de acordo com o perfil de cada cliente é fundamental para que a confiança seja gerada. Ganhar a confiança já é um grande passo para que o negócio seja fechado!

Clichê atrás de clichê já deixou de ser algo agradável. O cliente não suporta mais o vendedor com discurso pronto. Um profissional bem preparado, com informações sobre o produto e capaz de entender a real necessidade do comprador recebe muito mais atenção que o "vendedor charlatão".

 Falta de conhecimento sobre o produto ou serviço é fatal. Numa época em que a internet está ao alcance de todos e as informações são cada vez menos confidenciais, o comprador pode muito bem obter detalhes sobre o que procura sem mesmo sair de casa. Portanto, um vendedor superficial já não tem mais espaço. Prepare-se, estude e passe algo de diferente a quem está procurando por você.

Invadir o espaço do cliente é, no mínimo, inconveniente. Aborde, pergunte e fique sempre à disposição. Mas também saiba ouvir, espere pelo diálogo e lembre-se: o vendedor é um solucionador de problemas, que está ali para ajudar quem o procura a suprir as necessidades, e não um adivinha, com perguntas e sugestões no momento errado.



05 Maio 2018 07:00:00


Por José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor 


Meu filho mais novo, hoje um adolescente, desde pequenino, ao proferir com nossos familiares e amigos uma breve oração à mesa antes das refeições, sensibiliza a todos com um simples mantra, que poderia resumir grandes compêndios de sabedoria, aquela que compartilha Solidariedade sem fronteiras de qualquer espécie. Exclama o jovenzinho: "Deus, peço-Te que não falte a comida no prato de ninguém nem no nosso!".

Nos desafiantes momentos por que passa o planeta, considero de muita valia invocar aos Poderes Celestiais análoga súplica: que não falte o decente meio de ganhar o próprio sustento a nenhuma batalhadora mulher, a nenhum dedicado trabalhador nem aos nossos familiares! Amém!


"SERES HUMANOS BEM EMPREGADOS E DEVIDAMENTE VALORIZADOS EM SEUS ESFORÇOS SÃO GARANTIA DE PAZ E DE SUSTENTÁVEL PROGRESSO PARA TODOS."


Façamos juntos essa rogativa, mas na atuante esperança de que esse "assim seja" encontre, nos planos de governos do mundo, acertadas providências que atendam às urgentes necessidades das populações. Seres humanos bem empregados e devidamente valorizados em seus esforços são garantia de Paz e de sustentável progresso para todos. Jesus, o Administrador Celeste de seres espirituais e humanos, foi pragmático ao afirmar em Seu Evangelho, segundo Lucas, 10:7: "Digno é o trabalhador do seu salário".



28 Abril 2018 10:37:00


(Foto: Divulgação)


Por Luis Antonio Namura Poblacion  

Engenheiro Eletrônico pelo ITA e atua na área de educação há mais de 35 anos 


Educar tem sido missão cada vez mais difícil nos dias atuais. Não só pelos muitos recursos digitais e tecnológicos que parecem 'roubar' a infância das crianças, como pelos comportamentos expostos na mídia e em redes sociais que as hipnotizam com conteúdos que estimulam o consumismo, o desperdício e as 'trolagens' entre as pessoas.

O mundo virtual vem progressivamente confundindo seus limites com os do mundo real no cotidiano de crianças e adolescentes. O celular e a Internet têm mudado a forma de se relacionar com a família, os amigos e os professores. Como convencer uma criança de 5, 6 anos, por exemplo, de que determinado comportamento é errado quando ela assiste na Internet adultos adotando o mesmo comportamento como se fosse algo legal? E, pior, o tal 'adulto' ainda é idolatrado e, muitas vezes, detém boa posição social 

Essa inversão de valores chega às escolas, interfere diretamente no comportamento das crianças em sala de aula e, consequentemente, na relação que esse aluno tem com os demais colegas e com seus educadores.

O professor, que detém autoridade, vem enfrentando cada vez mais dificuldades para impor disciplina e respeito e começa a lidar com sérios problemas, como o aumento da agressividade infantil, a transgressão de regras e a violação dos direitos alheios, entre outras questões. 

Diante de tal situação, como o professor deve agir para evitar a disseminação de atitudes agressivas e sem limites, passando do âmbito individual de cada aluno para o coletivo? 

É preciso entender o porquê de tais comportamentos. A mídia e as redes sociais são parte do problema, mas eles podem ter origem também na falta ou fragilidade de referências morais e afeto, transtornos familiares como violência doméstica ou dificuldade dos cuidadores em estabelecer limites e regras; além de conflitos emocionais, barreiras socioeconômicas ou até distúrbios cognitivos ou mentais. 

Mas, diante da multiplicidade de causas e consequências, é insensato buscar receitas mágicas. O que deve ser buscado gradualmente é a construção e o fortalecimento da confiança e do respeito por meio do diálogo. 


21 Abril 2018 08:00:00
Autor: Reinaldo Domingos

Se a mesada for oferecida de forma errônea, pode causar impactos negativos


Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.

A mesada é uma ótima ferramenta para inserir as crianças e jovens no universo financeiro. No entanto, há alguns erros cometidos pelos pais/responsáveis nessa hora que podem fazer com que tenha o efeito contrário, dando maus exemplos à nova geração.

Se bem aplicada, ao invés de ser um incentivo ao consumo, se torna um meio de educar financeiramente os jovens, que, em um futuro próximo, fará esses jovens mais consciente e sustentável. Porém, se a mesada for oferecida de forma errônea, pode causar impactos negativos. Listo abaixo os cinco principais erros na implementação da mesada, que retirei do livro "Mesada não é só dinheiro - Conheça os 8 tipos e construa um novo futuro" (Editora DSOP):

1. Desequilíbrio

A criança não deve guardar todo o seu dinheiro para os sonhos. Ela precisa separar 50% de sua mesada para o consumo cotidiano e se dar o direito de comprar algo que deseja - sem excessos.

2. Violação

Os pais não podem, de forma alguma, usar o dinheiro que a criança vem guardando para os seus sonhos como empréstimo. Essa recomendação pode parecer absurda, mas existem muitos casos, no âmbito familiar, em que os pais ou responsáveis mexem no cofrinho do filho ou retiram algum valor da caderneta de poupança da criança para pagamento de uma conta da casa ou mesmo para uso particular.

3. Ruptura

Nunca atravesse as etapas de esforço e crescimento de seu filho. Jamais compre o objeto de sonho dele antes que a criança consiga juntar o dinheiro para conquistá-lo.

4. Permissão

Aprenda a dizer não, é para o bem da criança. Durante a implementação da mesada, você vai se deparar com a seguinte situação: a criança vai gastar todo o dinheiro antes de o mês terminar. É natural, ela está aprendendo, e vai pedir mais quando isso acontecer. Mas ela deve vivenciar as consequências de seus atos.

5. Desmedida

A mesada não pode ser usada nem como prêmio, nem como castigo. Há pais que, por impulso, decidem não dar mesada por um período de tempo ao filho, por mau comportamento ou notas baixas, por exemplo. A mesada deve ser respeitada e jamais virar uma moeda de troca ou "barganha" entre pais e filhos.



14 Abril 2018 08:45:00


Maurício Trezub , diretor de e-commerce 


Muito se fala em "loja do futuro" e na grande cobrança por uma adaptação do mercado aos novos comportamentos do consumidor. Mas será que entendemos e estamos prontos para colocarmos este conceito em prática hoje? Antes de responder a essa questão, precisamos voltar alguns passos.

A busca por alternativas para efetuar compras pela Internet, obrigou as empresas a iniciarem uma corrida para consolidar um e-commerce. Missão cumprida, parecia que o problema estava solucionado. Porém, o consumidor mostrou que não está preso a um só meio. Não podemos identificá-lo somente como online ou físico e pensar em uma estratégia única de negócios - hoje os clientes são multicanais. Isto é, buscam a melhor experiência possível em qualquer ambiente que escolham para interagir com a marca. É essa percepção que as empresas precisam ter na hora de planejar o seu relacionamento com esse novo público.

A primeira lição é entender que não basta, apenas, ter diferentes canais - a marca precisa colocar o seu DNA, igualmente, em todos eles - na loja física, no e-commerce via desktop, smartphone ou tablet. E, mais importante, deve existir conexão entre todos esses pontos de contato com o cliente. A regra é: são vários canais, mas uma única marca. Não adianta ter uma loja conceito showrooming e um e-commerce pouco intuitivo ou oferecer uma ótima experiência online e o cliente ter um atendimento ruim pessoalmente. Resumindo, a integração dos dados, identidade visual, produtos, ofertas e comunicação é que te encaixarão no mundo omnichannel e, consequentemente, nas expectativas deste consumidor.

"O MERCADO PRECISA ENTENDER QUE O COMPORTAMENTO DE CONSUMO É LIVRE "

Agora, voltando à pergunta inicial sobre como ser a loja do futuro hoje, a resposta está nos seus clientes. O "varejo futurístico" é aquele que se relaciona de maneira cross e consistente com o seu público, que permite interação por diferentes meios e que transforma cada um deles em uma experiência exclusiva, sem atritos e, de preferência, agradável. Para colocar isso em prática, não é necessário ter acesso a softwares que ainda não foram inventados, mas sim, dos diversos que já estão disponíveis no mercado. A inovação não está na tecnologia em si, mas no exercício de olhar para dentro de casa e entender como melhor se adaptar a essa nova realidade de negócios.

Neste mundo totalmente digital, somos todos consumidores millennials. Não importa a idade, todo mundo tem um smartphone e faz uso dele para comprar - pode ser via aplicativo, e-commerce ou apenas para consultar informações sobre um produto antes de adquiri-lo. O consumidor não tem uma jornada fixa. Hoje, ele pode iniciar a busca via e-commerce, no desktop, fazer outras pesquisas online, pelo celular, e finalizar na loja física - ou, mesmo, tudo ao contrário! O mercado precisa entender que o comportamento de consumo é livre e, por isso, preparar ambientes diferenciados e funcionais são a verdadeira resposta na busca pela conversão de vendas e fidelização do público.

Ou seja, nada aqui é do futuro - nem o seu cliente, nem as tecnologias e nem os comportamentos. E o quanto você está pronto para isso hoje?



07 Abril 2018 13:16:00
Autor: Luiza Fregapani - Jornalista e tenente do Corpo de Bombeiros


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Estes dias, conversando com uma amiga, discutíamos o que é ser bem sucedido. Quando somos mais novos, temos tipo uma linha do tempo em que vamos fazendo marcas e estipulando metas: "primeiro vou estudar em tal universidade, depois vou trabalhar em tal lugar, depois vou viajar para vários lugares, depois eu vou casar e ter a casa dos sonhos, e ter filhos", e assim vai. E, preferencialmente, antes dos 30 anos! Mas ai, o que acontece quando as coisas não acontecem nesta ordem? 

As pessoas se frustram e não se sentem bem sucedidas. Por quê? Por não ter seguido um modelo que o mundo aprova como correto? E se a faculdade que você fez foi uma perda de tempo e na verdade, você quer estudar outra coisa, ou nem estudar? Ou se o emprego dos sonhos se revelou algo que só traz cobranças e nenhuma satisfação pessoal? Só por que você pede demissão e vai fazer outra coisa (leia-se aqui qualquer coisa que te faça feliz, mesmo que seja estranho aos olhos do mundo?) como ter uma horta comunitária, criar ovelhas, mudar totalmente de carreira, isso quer dizer que você não é bem sucedido?

"A nossa linha do tempo quem faz somos nós mesmos"

E quem disse que o mundo pode rotular quem é bem sucedido e quem não é? Às vezes aquela empresária "bem sucedida", que trabalha 24 horas por dia, com viagens internacionais e milhares de compromissos gostaria de morar em um sítio no interior, e, de pé descalço, ter os filhos correndo soltos pela grama. E por que uma coisa "vale" mais aos olhos do mundo do que outra? Por que há tantas críticas para mulheres que abrem mão de suas carreiras para cuidar dos filhos? Quem disse que não é aquilo que vai fazer com que ela se sinta bem sucedida?

Uma outra amiga, que casou e teve filhos para depois se formar na faculdade. Por que ela optou por esta ordem e não por esperar terminar o curso? Por que, para ela, aquela seria a felicidade. Não há motivo para abrir mão dos nossos planos para tentar encaixá-los nos planos que o mundo, ou melhor, outras pessoas, dizem ser o melhor para nós mesmos. A nossa linha do tempo quem faz somos nós mesmos. E nós vamos desenhando-a aos poucos, tomando decisões com nossa maturidade e percepção de mundo. Pois, entre expectativas e cobranças, escolho a minha felicidade.



31 Março 2018 00:00:00
Autor: Luiz Henrique Zart - Jornalista e professor




Tempo. Às vezes só precisamos de um pouco de tempo. O problema é que, hoje, o que menos sobra são aqueles segundos que parecem, cada dia mais, escorrer pelos dedos. Esperar faz com que a ansiedade bata à porta com toda a força. E quando atendemos ou deixamos ela se acumular, pronto: lá vem o monstrinho das expectativas. Falar disso e fazer um autodiagnóstico é uma tarefa realmente difícil quando você é jovem. Porque muitas vezes é mais simples se proteger preenchendo-se de certezas do que reconhecer que está - ou é - difícil. Crises existenciais, quem nunca?

Quando você assina o contrato da vida, as letras miúdas são bem traiçoeiras. Não alertam para a lógica da pressa em um sistema que cria em nós a pressão para tomar decisões determinantes, porque assim precisa ser. Para já. Aliás, para ontem. Pode ser que o mundo, acelerado, caótico, onde a informação circula como nunca antes, e onde estamos cada vez mais cercados, gere reflexos e outros questionamentos sobre a visão que temos de nós mesmos. Porque decidir logo quais caminhos seguir é algo desafiador. Então, você pensa um milhão de vezes se realmente não sabe o que quer ou se só está tentando descobrir. Nem adulto, nem adolescente: você é jovem. É quando o tempo te sufoca.

Num tempo não-tão-distante, a maior preocupação era quanto tempo faltava pra aula acabar e você poder ir para casa assistir desenho.

Depois de algumas experiências, você se vê com dúvidas até para escolher o seu sorvete no buffet. Isso parece mesmo ser um sinal de que você está fora do eixo, perdeu o bonde da vida. Ainda mais em uma sociedade que normaliza e romantiza sacrifícios em nome de uma suposta busca por objetivos pessoais. Vale a pena se matar de trabalhar. De estudar. Por estabilidade. Pelo futuro. Em qualquer coisa. Com metas cada vez mais altas. Para ser "alguém" na vida. Desde que você siga, adiante, mesmo que não saiba para onde, e mesmo que esse alguém não seja necessariamente você. Até que ponto?

Pensar nisso é tentar - e ainda não consegui - desapegar, abrir mão das expectativas e das projeções de como o futuro deve ser. Excesso de futuro faz a gente esquecer do presente - e talvez perceber isso seja tão complicado quanto parar de fazer. Você se formou aos 22, alguém aos 40, outros nem fizeram isso. Levou dois anos para conseguir um emprego, que alguém conseguiu de imediato. Alguém é solteiro, outros têm filhos enquanto você lembra de brincar com eles no parquinho tempos atrás. Alguns amigos foram embora, e outros estão casados. Alguém tem uma empresa aos 27, outro passou num concurso, outro é feliz vendendo frutas na feira. Alguns começam a carreira aos 17, outros aos 60.

Sempre parece que alguém está à sua frente, outros atrás. Ninguém atrasado nem adiantado, cada um em seu ritmo.

Somos tão jovens, mas caímos na armadilha: a ilusão da vida bem-sucedida aos 20 e poucos anos. Talvez precisemos mesmo voltar três casas para lidar com a própria saúde mental, e entender que, como diz a música, temos nosso próprio tempo. Se alguém descobrir, me conte como é.



24 Março 2018 08:00:00
Autor: Rennan Eduardo dos Santos

Buscamos a paz e, acima de tudo, a liberdade

A morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista, no Rio de Janeiro, na última semana, está sendo visivelmente hipertrofiada pela imprensa, especialmente pelos canais de notícias na Internet, que, como todos sabem, são totalmente parciais.

Ora, se há diariamente tantos assassinatos, alguns até mais brutais que o de Marielle, por que não são amplamente divulgados também? Comoção geral com apenas um caso, que é só mais um entre tantos, é realmente irritante. Estão o quê? De olhos fechados para a realidade? Estão a dormir e o despertador é acionado somente quando morre uma pessoa pública?

Pois bem, graças a isso, metade dos brasileiros acéfalos não tem sequer ideia do que se passa no Rio e em outros lugares do país e, por essa razão, juntamente com seus governantes corruptos, não colocam a segurança como a principal prioridade do país hoje. O Rio de Janeiro é a amostra mais clara do alastro da violência e do descaso político com o assunto.

Sabe por que não bastaria pesados investimentos em segurança e educação? Porque essas duas áreas são completamente diferentes das demais. Educação envolve conhecimento, pessoas muito bem instruídas em formação, povo pensando e analisando e pessoas se conscientizando diariamente sobre os assuntos de nossa sociedade. Enfim, investir em Educação é deixar o povo inteligente, tudo o que um corrupto menos deseja.

E a segurança? Simples, envolve repressão, ordem, não poder badernar, impor limites, regras e, infelizmente, muitos brasileiros, há anos, estão "desacostumados" com isso.

Um outro tipo de personalidade é necessária no comando de um país que precisa de ordem. O camarada tem que pôr obrigatoriedade, ser "marrento", duro na queda, exigente, sistemático, buscar a ordem e o progresso. Sobre segurança pública, hoje, digo que não será com bandeiras e estrelas vermelhas que resolveremos, mas com estrelas douradas e bandeiras do nosso Brasil. Buscamos a paz e, acima de tudo, a liberdade!



17 Março 2018 08:20:00

Quem me lê de vez em quando sabe que tudo que escrevo é basicamente aquilo que aprendo empiricamente. Eu sou o tipo de pessoa que observa muito, que vai além, que faz dos tombos lições e que carrega um sorriso mesmo num dia daqueles que amanheceu chovendo e precisei trocar de calça, porque me estabaquei na calçada molhada. Eu sorri, acreditem! Para uma cachorra do vizinho que veio toda brincalhona ao me ver ali, estatelado e com a bunda molhada. Mas senta aí que eu tenho outra história pra te contar, dessas que te põem um sorriso no rosto e enchem o peito de cheiro de pudim de vó, sabe?

Já faz alguns meses que mudei de cidade e uma das coisas que me fazem sentir em casa é a comida do lugar. Duas esquinas antes de onde moro tem uma Kombi 89 e um casal simpático que trabalha ali "Desde 1991" (está escrito em um adesivo na porta). Nasci em 91, quer dizer, só a história de trabalho desse casal já tem a minha idade, e eu aqui preocupado com as marcas de expressão que estão ali todos os dias me dizendo "Oi". Por alguns dias apenas passei, sempre vi muita gente ao redor e pensei: Deve ser bom e barato! É claro que é muito difícil manter uma alimentação regrada trabalhando muito, qualquer miojo é um baita empenho, mas, mais perto dos 30 do que dos 20, hoje, o preço faz diferença em minhas escolhas gastronômicas.

Dia destes, fome bateu e o cheirinho da esquina me sequestrou. Pedi um lanche daqueles que tem tudo e custa dez reais. Enquanto esperava, vi um senhor sem paciência ir embora e o "Irmão", como se auto intitula, me pedindo desculpas pelo impaciente que havia saído dali sem comer. Fiquei no celular, troquei algumas palavras, peguei meu lanche com vontade de abrir ali na rua mesmo, andei uma quadra, cheguei em casa e, estava maravilhoso. É só um lanche de esquina temperado com a fome de um dia todo, mas, dá pra notar o carinho e o amor com que é feito. O senhor um pouco perdido e esquecido, sua esposa que leva o jeitinho desengonçado do marido na brincadeira e solta uma daquelas frases: Imagine quando ele passar dos 50, não vai mais lembrar de nada. E os dois sorriem.

Não deu outra, na semana seguinte passei novamente, pedi o já "de sempre", fiz umas perguntas, pois dentro de mim ainda vive o repórter da cidade pequena. Eu apenas disse: Quero o de sempre, virei fã. Quem me conhece sabe o quanto eu prego isso de elogiar as pessoas e nos esforçarmos pra sermos cada vez mais gentis, mas, há tempos eu não recebia uma gargalhada de volta. Ele agradeceu, falou ali no meio de meia dúzia de pessoas o quanto um elogio fazia bem, voltou a se desculpar pelo senhor impaciente da semana anterior que sequer deu a chance de explicar. Sorrindo preparou meu lanche, me disse um "Fique com Deus", daqueles que só a família da gente diz de verdade.

Esse texto não é sobre gentileza ainda que ser gentil seja um tipo de adubo que faz o amor crescer. É sobre a fé no amor. É sobre um casal que trabalha juntos há mais de 26 anos, (Já faz oito alvarás só naquela esquina, diz ele). É sobre depois de tanto tempo juntos ainda rir da piada um do outro, rir do defeito, dos esquecimentos, dar as mãos pra ver a idade chegando. É sobre chamar de amor, chamar de "meu bem", dividir o trabalho nos dias frios e quentes. É sobre juntar todas as coisas pra escapar da chuva. É falar sobre Deus. As coisas maravilhosas são as mais simples e estão escondidas lá num lugarzinho onde a gente não costuma olhar com o coração. É meio como jogar Pokemon GO! É preciso ter um aplicativo no coração pra caçar essas lições incríveis escondidas no cotidiano. O amor não requer mansões ou fortunas. O amor só pede reciprocidade. Saí dali reabastecido de fé no amor, saí querendo contar pra todo mundo. Ninguém é obrigado a ter fé em um deus ou pregar o que acredita, mas, no amor, todo mundo deveria ter fé, todo mundo deveria espalhar. Dar amor não te faz mais pobre, ele se reproduz a medida que você dá! Dê amor e tenha fé!



10 Março 2018 13:31:00
Autor: Luíza Fregapani - Jornalista e Tenente do Corpo de Bombeiros

Que vivamos mais os momentos reais e menos os virtuais


Luíza Fregapani - Jornalista e Tenente do Corpo de Bombeiros (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Às vezes eu passo muito tempo nas redes sociais. E isso, na verdade, não é bom. Não só por empregar tempo e energia em algo que não é produtivo, e que pouco me acrescenta, mas, pela frustração.

Há perfis e mais perfis, principalmente no instagram, que mostram a vida dos sonhos: em um, trocentas viagens ao redor do mundo para os mais diversos lugares (sempre lindos e mesmo que você já tenha estado lá, as fotos sempre mostram um ângulo que deixam tudo muito melhor e mais bonito). Em outro, corpos perfeitos, fotos sempre profissionais de barrigas chapadas, pernas torneadas, pratos saudáveis? e assim por diante. O lifestyle das redes sociais é muito injusto e exigente. Faz com que nos sintamos menos.

Esses perfis me fazem valorizar as viagens que não fiz, o corpo que não tenho e tudo aquilo que eu "ainda tenho que fazer" ao invés de investir energia na minha própria vida, que, aliás, é maravilhosa e acima de todas as minhas expectativas. Posso não ter ido pra Indonésia, que parece ser um novo point da galera, mas só este ano já zanzei bastante por ai, seguindo meus sonhos e minhas possibilidades.

Posso não ter o corpo mega malhado, mas hoje acordei cedo e fui nadar. Ontem, escolhi não tomar Coca-cola: minhas pequenas vitórias de vida saudável. Sinceramente, elas valem muito para mim, mesmo que não rendam uma curtida no Facebook.

Mas, eles são irreais.

Sei que aquela pessoa tem aquele corpo por que ela vive disso. Aquela pessoa do blog de viagens também. Ou você conhece alguém próximo que não seja assim? Todos temos nossos compromissos, trabalho, vida social, amigos, dias de preguiça? Aliás, esta questão de curtidas também é perigosa: pode fazer com que valorizemos aquilo que os outros "gostam, curtem, reagem" e que não necessariamente é como nos sentimos - ou até mesmo pode fazer com que nos sintamos menos valorizados por causa da reação dos outros.

Assim, é necessário que reflitamos sobre aquilo que é importante para nós mesmos, que valorizemos aquilo que nos faz feliz, estes pequenos (ou grandes) momentos que nos fazem sentir realizados. E que vivamos mais os momentos reais e menos os virtuais, afinal, a vida não é ideal, ela é real.

Mais aqui.


17 Fevereiro 2018 09:10:00



Luiz Henrique Zart

Jornalista


O dia todo, todo dia é preenchido de mensagens, desde quando acordamos. Com a informação, decidimos. Ao mesmo tempo, nunca antes houve tanto conteúdo sem qualquer filtro, porque é muito fácil publicar, compartilhar e comentar. Com isso, a forma pela qual nos informamos mudou e hoje, se temos recursos para confrontar mentiras, convivemos com muita, mas muita notícia falsa. Aí está a questão. 

Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pelo Governo Federal em 2016, a TV segue sendo a principal fonte de informação para os brasileiros. No entanto, as redes sociais ganham espaço: em 2013, eram a principal forma de receber conteúdo para 47%. Três anos mais tarde, o número foi de 72%. As redes sociais são espaço de discussão por onde cada vez mais pessoas se informam. Mais que isso, se torna o ambiente ideal da polarização política, da rapidez da propagação de conteúdo e do interesse ideológico: a fórmula para a desinformação, perfeito para fake news. Isso acontece há séculos na própria imprensa. O que muda é o desafio à nossa capacidade de discernimento. 

Ao dividir espaço com grandes empresas de comunicação, a informação distorcida dá espaço ao que se conhece como pós-verdade, definida pela Universidade de Oxford como um termo que "se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais".

Temos o apocalipse a uma tela de distância, onde impressões se sobrepõem aos fatos. Tudo com cara de conteúdo jornalístico, mas que oferece um banquete de soluções simples para problemas complexos, que expõem a bolha na qual a internet nos isolou: cercados só pelo que agrada, pelo que concordamos e nos identificamos, tudo que reafirma nossas convicções. 

A estrutura da notícia falsa tem certas características. Em busca de cliques e faturamento, apela à dicotomia tão saturada nas redes sociais: estimula emoções como tristeza, repulsa ou revolta a determinado acontecimento, usando, por vezes, personalidades notáveis, ou mesmo usando fontes confiáveis para dar credibilidade a um factóide. 

Distorce, inventa, confunde. Quase sempre com temas polêmicos, muitas letras maiúsculas, exclamações e adjetivos, a notícia falsa também peca na formatação e na redação: "tal pessoa 'detona' adversário", e outros artifícios chamativos nas manchetes. Por isso, cheque o site, quem escreveu, de quando é a notícia (que pode ser velha). Veja se é bombástica demais. Se repercutiu em outros veículos. Leia a matéria completa. Não replique. Sobretudo, não seja um pinóquio. Desconfie sempre. 



02 Fevereiro 2018 10:47:00

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Stefani Cavalheiro Silva

Escrevente notarial e graduanda em Pedagogia

 

Uma das sensações mais gostosas da vida é quando conseguimos ter o entendimento de que somos seres inacabados e em constante transformação. A percepção de que nenhuma situação, estado ou circunstância são definitivos, de um modo especial, conforta nossa alma. Passamos a ver os erros como necessários para nossa evolução e parte integrante da nossa curta e breve experiência. Aos poucos vamos nos desobrigando a ser super-heróis, passamos a aceitar nossas imperfeições e aprendemos a lidar melhor com os desconfortos ácidos que compõem a vida. 

Entendemos que a vida é simples e que nossas escolhas determinam o rumo que as coisas irão tomar. Todas as manhãs recebemos a oportunidade de escolher, escolhemos a roupa que vamos usar, a bebida que vamos tomar, os caminhos pelos quais desfilaremos, os pensamentos que florescerão ou perturbarão nossa mente, por quais motivos ficaremos satisfeitos e pelos quais vamos sofrer. 

Quem fomos já não somos mais, estamos no mundo, tão somente, de passagem. Talvez o segredo para toda e qualquer transformação seja por a vida em movimento. Em um exercício contínuo de transbordar para fora o que somos dentro e então transcender em todos os sentidos.  Desfrutando ao máximo tudo que possuímos a nossa disposição no tempo presente. 

 

"A escolha que você faz agora te liberta ou aprisiona"

 

Limpar o rall de entrada, por a alma para quarar no varal, fazer detox nos pensamentos, reconstruir pontes, reaprender a andar, começar a correr, atar e desatar nós, aprender algo novo, provar um sabor ainda desconhecido. Ousar ver a vida de um novo ponto de vista, afinal, tudo que vivemos até o momento é uma gota no oceano das possibilidades. 

Estamos verdadeiramente dispostos a nadar em outros mares? A sair da zona de conforto para agregar mais cor e vida?  Há aqueles que preferem apegar-se ao passado para justificar o presente ao invés de fazer novas escolhas.  

De tudo nossa única certeza é a morte e durante o percurso vamos nos virando como podemos para estarmos em sintonia com aquilo que nos faz bem. A escolha que você faz agora te liberta ou aprisiona e a decisão será sempre sua. 

A resposta está em você. O caminho em sua frente. Apenas dê o primeiro passo que a vida tende a fluir. Faça sua escolha, assuma os riscos e as possibilidades. E se algo sair errado, reconstrua, resinifique. "Tudo muda, tudo passa e tudo se transforma". 

A plenitude pode ser alcançada por cada um de nós de um modo particular e singular. É um estado da alma quando procura e encontra a paz. Que a gente se encontre, trilhe com leveza e prudência o caminho, tenha saúde suficiente para desfrutá-lo, coragem para suportar as intempéries da vida e muita calma na alma para seguir adiante. Desejar mais que isso é sem dúvida ostentar.   


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