ASemana 36 anos.png
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13 Janeiro 2019 09:45:00
Autor: Rogério de Souza Ortiz - Aposentado


(Foto: Divulgação)


Ao deparar-me com minha velhinha (Olivetti), criando teia de aranha no canto do quarto, senti curiosidade de pautar algumas linhas, embora não seja eu, exímio datilógrafo, para parabenizar e homenagear a cidade de Curitibanos e sua gente.

A cada ano que passa, vemos com nossos próprios olhos a cidade crescendo e ficando mais bonita. Tudo isto, reconhecendo a boa administração da Prefeitura e a cada, desde o engenheiro, arquiteto, pedreiro, carpinteiro e todos que trabalham para o desenvolvimento e progresso.

Homenagear também as famílias tradicionais que conheço e outras que no momento não tenho grande conhecimento, mas que empreenderam e colaboraram, de uma maneira ou outra, para que nosso município se desenvolvesse.

Costumo pensar que tudo começa na família. O empreendedorismo também não é só nas empresas. Revirando as páginas do meu velho mataburrão, fiquei sabendo que empreender significa: arrojar, tentar ativo com pretensão ou tentame. Por isso, merecem parabéns as famílias que aqui empreenderam e investiram, contribuindo, de uma maneira ou outra, para o desenvolvimento com bons olhos no futuro. Pessoas que lutaram com coragem, atravessando várias crises em seus negócios ou empreendimentos.

Nestas que refiro-me, se me permitem, gostaria de ressaltar as famílias Popinhak, na pessoa do Antônio, Pellizzaro, na pessoa do Olímpio, Alcides e Aquiles. Dos Polis, Guidi, na pessoa do Dudão. Dos Gaboardi, através do Ulysses e do Edson. Dos Provesi e Rodrigues, na pessoa do Osnildo e Osmindio. Dos Scapini, Barp, Berlanda, Brocardo e Surdi, nas pessoas de Alcebíades e Davi Surdi. Dos Prand, Marcon, na pessoa de Edi e Dina. Dos Salvadori, Almeidas, Camargos, Ortiz, na pessoa do Dr. Hélio e dos Farias, na pessoa do Dr. Altino. Dos Moraes e Goeten, na pessoa do Dr. Albari, dos Tambosi, Franciosi, Rigues, na pessoa do Protásio e muitas que aqui vivem e trabalham. Ah, quase estava esquecendo da família desse conceituado jornal, que são o Hélio e o Renato Westphal.

Voltando a falar em empreendedorismo, o desenvolvimento de uma cidade depende também de pequenas empresas. Como se diz: pequenas empresas geram grandes negócios. Por um dito popular que muitas delas nasceram de um fundo de quintal.

Como graças benditas, possuímos aqui, espaço para tudo. O pequeno empreendedor deveria ter mais chance para gerar empregos, não fosse a inimiga burocracia e altos impostos.

Temos vias para atrair pequenas, médias e grandes empresas, sendo, ou bem como: fábrica de óleo para aproveitar a produção de soja do município, fábrica de embalagens, frigorífico para o abate do gado criado que vai para fora, aviário para frangos de corte, mais uma fábrica de papelão para utilizar nosso pinus.

Precisamos também atrair o turismo. Para tal, um bom restaurante que atenda aos domingos e feriados maiores. Falando em restaurante, peço desculpa em relatar que neste final de ano não tinha comércio nenhum aberto que pudesse encontrar pelo menos um frango assado.

Para finalizar, existem várias dicas para se formar uma empresa e gerar empregos, usando criatividade de um bom empreendedor.


Rogério de Souza Ortiz - Aposentado



06 Janeiro 2019 08:53:00
Autor: Reinaldo Domingos


Reinaldo Domingos - Doutor em Educação Financeira (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Para quem tem filhos, um dos maiores gastos do início do ano, sem dúvida, é o material escolar. A situação pode ficar ainda mais complicada para aqueles que não se planejaram, isso porque os itens ficarão, em média, 10% mais caros a partir de janeiro, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). 

Devido à falta de educação financeira, diversas despesas se acumulam e as famílias se perdem em meio a tantas contas para pagar, muitas vezes, ultrapassando o limite de seu orçamento financeiro.

Para começar, sempre recomendo que pensem o quanto precisam trabalhar para conseguir o seu salário. A partir daí, fica fácil valorizar esse dinheiro, aprendendo a pesquisar preço e, principalmente, a negociar os valores das compras.

"Sempre recomendo que pensem o quanto precisam trabalhar para conseguir o seu salário"

Então, o primeiro passo é realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar. Elaborei algumas orientações sobre o assunto. São elas:


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

1 - Essa despesa é recorrente, ou seja, precisa fazer parte do planejamento anual. Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos;

2 - Antes ir às compras, a família pode analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo;

3 - No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso;

4 - Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas;

5 - A partir daí, é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total;

6 - Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas, se for fazer, é válido pedir descontos;

7 - No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado;

8- O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas, se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2019 por vários meses.


23 Dezembro 2018 15:03:00

'Ninguém nasce com um cigarro na boca e nem começa fumando duas carteiras por dia


(Foto: Divulgação)/

Apesar de várias campanhas que a Saúde Pública tem feito ou vem fazendo, a maioria dos fumantes e usuários da "erva bravia", não se conscientizam e não conseguem ficar sem o consumo. 

Até nas carteiras de cigarros já vem mostrando as graves doenças que o fumo pode causar. Alguns não querem parar. Outros não têm força de vontade. Ainda há os que dizem que sem o cigarro ou a erva (Ou melhor dizendo de uma vez, maconha mesmo) não conseguem relaxar os nervos. As desculpas são várias. Também há aqueles que tentam parar com o uso de medicamentos, que não dão certo.

Não quero ofender o caro leitor fumante, mas acho que o único requisito é a força de vontade em abandonar tais vícios, o que não é fácil. Sei por eu mesmo, que há vinte anos abandonei o cigarro por completo, pois já estava começando com palpitações e falta de fôlego.

Além do mais, se foram aqueles velhos tempos que um senhor coronel com charuto encravado nos dedos, levando à boca, esbanjando charme e elegância, fumava os importados requintados.

Hoje, fumar é cafona, prejudicial à saúde e falta de respeito. Em quase todos os locais fechados está a proibição: "NÃO FUMAR". Deveria ser proibido até nas ruas.

Em tal ocasião, em que me aproximava da porta de um banco, uma senhora com um cigarro na boca, exalando fumaça pelo nariz, me deixou tonto. Outro dia, em uma dessas lombadas, com o vidro aberto do carro que me conduzia, adentrando a fumaça do cigarro de um transeunte que soltou uma baforada. Quem possui fogão a lenha já deve ter observado como fica a fuligem da fumaça no chaminé. Assim ficam as narinas dos fumantes.

Conheço um fulano, cuja esposa ou ex-esposa falou: "ou você deixa o cigarro ou eu te deixo". Ele preferiu ficar com o cigarro. Resultado: ganhou um boné de cabrito e hoje está com câncer no pulmão.

Tanto o cigarro ou a erva são vícios progressivos como tantos, pois ninguém nasce com um cigarro na boca e nem começa fumando duas carteiras por dia. Sempre começa pelo prazer da primeira tragada e aí vai sucessivamente. Se tens vontade de largar o vício, tanto do cigarro como da dita cuja, vou lhes dar uma dica: não fume só por hoje. Amanhã tome a mesma decisão. Dia após dia, repetindo, pode ser que largues sem perceber.

Para encerrar, deixo um lembrete: Queres se matar fumando ou usando droga, o problema é seu. Só não prejudique quem está ao seu redor.



16 Dezembro 2018 09:40:00
Autor: Rodrigo Berté- Diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências,Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter




Após amargar mais de três anos de recessão, agravada, entre outros fatores, pelo desemprego, consumo apertado ou estreitado por contas, dívidas e queda de classes, as pessoas começam a se recompor aos poucos e trazem hábitos novos de brasilidade.

É comum encontrarmos pessoas nas ruas, ou mesmo as que conhecemos, que passaram por muitas dificuldades, ou ainda estão passando. Elas nos contam como viraram o jogo e como estão olhando para o futuro.

Há um comportamento diferente no consumidor, tornando-o mais exigente e mais consciente na hora de comprar. Na mesma sintonia, vieram empresas baixando custos, abarcando novas tecnologias e que têm passado por estratégias de revisão no atendimento ao consumidor, com o objetivo de entender melhor o cliente atual e como ele está se comportando.

Chegamos a mais de 61 milhões de brasileiros inadimplentes,segundo a Serasa Experian, o que vem gradativamente baixando aos poucos. A retomada do consumo vem acontecendo aos poucos, como também a mudança de comportamento do consumidor.

O consumidor das crises anteriores não era tão empoderado como o atual, tendo em vista a grande quantidade de informações.Nas situações de recessão anteriores, para pesquisar preços, ele tinha que ir até a loja ou ao supermercado; agora,tudo está facilitado com a Internet. Outro ponto de destaque é que se deixou de lado a compulsividade, inimiga do consumo consciente, e passou-se a comprar o que realmente é necessário,evitando o desperdício.

Por outro lado, e muito mais importante, é a avaliação do impacto dos produtos sobre o meio ambiente e os aspectos sociais.Os novos hábitos vão além do planejamento das compras:hoje são mais comuns as pesquisas feitas na Internet para comparação de produtos e ofertas, a análise de como são obtidos e até a verificação mais minuciosa da real necessidade  de compra.

A crise atual afetou todas as classes sociais. A mudança de comportamento e os novos hábitos dos consumidores poderão ter efeito positivo na próxima década, com baixa no endividamento e o empoderamento na tomada de decisão para se efetuar a compra.





09 Dezembro 2018 08:30:00


Leonardo Torres - Palestrante, professor e doutorando em Comunicação e Cultura Midiática 


Por que estamos vazios? Por que, se nós interagimos o tempo inteiro nas redes sociais com familiares, amigos e colegas? Hoje, não estamos mais sós, mas estamos inteiramente vazios. Parece que nunca houve no mundo um momento tão conectado e, ao mesmo tempo, tão sem sentido.

Nos últimos 40 anos, a Internet que conhecemos nasceu, cresceu e hoje é praticamente uma necessidade básica. Nesse mesmo tempo, o índice de suicídios no mundo aumentou cerca de 60%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). James Hillman, estudioso da psicologia arquetípica, aponta que o vazio, o "estar sem sentido", é um dos fatores que influenciam no suicídio.

Esse vazio amedronta o mundo. Alguns cientistas já afirmam que, assim como a Idade Média foi marcada pelas doenças biológicas, a atualidade será marcada pelas doenças psicológicas, principalmente a depressão. Dietmar Kamper, estudioso da comunicação, sempre nos falou sobre como o mundo está em um processo de "Ocidentação", ao invés de "Orientação". Ao nos orientar, seguimos a luz do Sol (o oriente é a terra do Sol nascente). Ao nos ocidentar, estamos correndo atrás de um Sol que já se pôs. Estamos na escuridão. Precisamos e buscamos as luzes dos aparelhos, porém, sem sentido, sem direção alguma, já que eles apontam para diversas direções.

"ESQUECER O QUE ESTÁ DENTRO DE NÓS É CAIR NA IMENSIDÃO DO VAZIO OCIDENTAL"

Curiosamente, o "vazio" do mundo oriental é muito diferente do "vazio" ocidental. No oriente, o kanji para "vazio" é a mistura dos kanjis "sol" e "porta". Deixar a porta aberta para o Sol entrar. Deixar o seu "eu" aberto para a luz de dentro brilhar. Permitir-se. É buscar o Sol dentro de si. Isso é orientação. Por isso, o mundo ocidental tem uma dificuldade imensa de entender o "vazio" da meditação oriental. Daí caímos no pensamento "deixe sua mente vazia, não pense em nada, você está pensando" e acabamos por pensar em tudo e concluir que a meditação não está funcionando.

Se estamos na "Ocidentação", estamos procurando as luzes fora de nós, nos aparelhos eletrônicos. Nesse processo, parece que a verdade não está mais dentro, mas fora, na mídia. Interagimos nas redes sociais para tapar buracos sociais; consumimos produtos para tapar buracos emocionais; buscamos o tempo inteiro tapar os buracos de dentro da alma com algo de fora dela. No fim, obviamente, nada funciona. Esquecer o que está dentro de nós é cair na imensidão do vazio ocidental.


ARTIGO DO LEITOR
25 Novembro 2018 15:06:00
Autor: Rogério de Souza Ortiz

'É necessário começarmos urgentemente educar a nova geração quanto aos cuidados e conservação de nossas fontes'


Rogério de Souza Ortiz (Foto: Divulgação)

O maior líquido precioso no planeta Terra, abençoado por natureza. Usado em todos os momentos da vida e em todos os procedimentos de preparos alimentares, desde o nascimento das plantas até o consumo, sem falar da limpeza em todos os setores.

No entanto, ela não tem os devidos cuidados pelos que a usam. Vejamos, os maus tratos dos rios e das nascentes que são jogados lixos, rede de esgoto e tudo mais. É necessário começarmos urgentemente educar a nova geração quanto aos cuidados e conservação de nossas fontes, pois, daqui a alguns anos, poderá faltar água potável até para matar a sede. 

Que tal se as nossas autoridades governamentais, ao invés de gastar fortunas com baboseiras, cuidassem melhor de nossas nascentes, mandando cercá-las até o final de captação de tratamento? Partindo desta ideia, talvez não seria necessário o uso de tanto cloro no tratamento. Mas para tanto, teria que haver uma rígida fiscalização do Meio Ambiente e outros.

Há muito o que se falar sobre a água, sendo que nosso corpo e o globo terrestre são 70% compostos por ela. É meio esquizofrênico pensar que o mundo poderá sobreviver sem o petróleo, mas sem água não. A exemplo, comparamos o automóvel, com a Maria Fumaça ou locomóvel toda tocada a vapor. Existindo água para floresta, existe lenha. Outra comparação é que os cavalos, bois e burros não movem carro ou carroça sem beber água. E, ainda, a vaca não dará leite sem tomá-la. 

Nesse momento, me lembro de um caneco de chopp em que tinha um desenho de sapo na lagoa e logo abaixo: 'Não beba água, só cerveja'. Que pura idiotice se a cerveja é feita de água. Mesmo que se diga que Santa Catarina seja o mais rico em fontes de água, ainda estamos correndo o risco dela ser arruinada pelos vários fatores das indústrias poluidoras, dos agrotóxicos e tudo mais.

Vejamos o exemplo do Nordeste e a calamidade da seca. Nós, os catarinenses, teríamos água até para exportar para o Ocidente e Oriente Médio, mas devemos cuidar dela, antes que acabe. Se for para voltarmos para a idade da pedra lascada, sem o petróleo, pelo menos precisamos de água pura com abundância.


18 Novembro 2018 09:17:00
Autor: Por Sisi Blind


(Foto: Divulgação)


Inaceitável e inadmissível. Assim classificamos a aprovação do aumento de 16% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo Congresso Nacional. Essa é a única forma para traduzir a irresponsabilidade e descaso dos congressistas em aprovar o benefício para as altas camadas do serviço público, enquanto congela em 20 anos o orçamento para políticas públicas. Isso causará um efeito bilionário na economia brasileira, enquanto recursos de convênios em favor dos municípios são cancelados com a alegação de falta de dinheiro. A sociedade brasileira não aguenta mais.

Em nome dos 295 prefeitos e prefeitas de Santa Catarina, enquanto presidente da Fecam, manifestamos desaprovação de decisões unilaterais e equivocadas realizadas no âmbito federal em 2018. Muitas interferem e impactam diretamente na gestão dos municípios e, consequentemente, no atendimento das demandas da sociedade. Entre elas, está a aprovação do reajuste de 16% nos salários dos ministros do STF. Na contramão do enxugamento da máquina pública e da ampliação das políticas de diminuição das vulnerabilidades sociais, o acréscimo desse salário propicia o efeito cascata no teto do funcionalismo público e amplia o déficit primário do governo federal.

A orientação do governo federal aos ministérios pelo cancelamento dos empreendimentos e obras, alegando, especialmente, a necessidade de contingenciamento de despesas. Esses investimentos são o mecanismo estratégico para a indução do desenvolvimento econômico e social de forma sustentável, além de promover a redução dos gargalos estruturais e ampliar a produtividade dos setores econômicos.

Diante da gravidade da situação e da total falta de compromisso adequado do governo federal com os municípios, a Fecam exige o cumprimento do pagamento dos contratos relacionados às obras e garantia da execução do pagamento das já vigentes. Solicita, ainda, que vete a aprovação do ajuste dos salários dos ministros do STF.



Sisi Blind, presidente em exercício da Fecam e prefeita de São Cristóvão do Sul


12 Novembro 2018 09:06:00


Gilmara de Moraes Heusser - Coordenadora pedagógica

É impossível pensar em Educação infantil dissociada de afetividade. Há uma grande responsabilidade por parte dos educadores na construção emocional das crianças, porém, os profissionais que se propõem a educar crianças bem pequenas também precisam estar preparados emocionalmente, afinal, serão eles, os responsáveis pela construção de seres humanos capazes de olhar o mundo com um pouco mais de sensibilidade.

O que acontece é que a maioria dos profissionais não estão emocionalmente preparada para assumir esse papel de estruturar bases psicológicas tão fundamentais inerentes às crianças.

Os profissionais de educação infantil buscam o interesse das crianças, em atividades mirabolantes, cheias de cores e opções, texturas, formas e tamanhos e esquecem que o essencial para criança é a confiança e afeto.

"A GRANDE PAIXÃO DA MINHA VIDA É EDUCAR ASSOCIADO A MUITO AFETO"

Se a criança não confia e não tem afeto por quem a educa ou ensina, as demais funções elementares, cognitivas, não se desenvolverão harmonicamente, ficaram presas ao medo, ao receio ou o mecanicismo, que a evolução histórica da educação tenta superar ao longo dos anos.

O que te faz sair todos os dias da sua casa, para um ambiente barulhento? Que provavelmente não será recebido com aroma de rosas? Sim, há muitos educadores de almas azedas, que ali estão porque querem garantir seu ganha pão. Mas não os culpo de maneira generalizada, a parte da culpa também do sistema decadente.

Os profissionais da Educação Infantil deixaram marcas profundas na alma, marcas que o tempo vem amargurando, marcas que as vezes nem um olhar fraterno de uma criança é capaz de mudar.

Um apelo aos que escolhem a Pedagogia: sejam amáveis, sejam gentis. As crianças, famílias e a sociedade agradecem.


ARTIGO DO LEITOR
04 Novembro 2018 10:47:00


Angela Cristina Cabral Kloppel/Estudante universitária.

Quem nunca se desesperou em algum momento da vida achando que era o fim? Na verdade, era apenas um começo. Às vezes, a revolta e a depressão tomam conta e junto delas, uma vontade enorme de tirar a própria vida. Quem nunca pensou que Deus havia o abandonado? Se estamos regredindo, às vezes, é para um bem maior. Para lá na frente, vermos os atos maravilhosos e inexplicáveis Dele. 

Está certo que todos sofremos em algum momento, principalmente, na morte de um amigo, parente, amante. Mas essa dor não é eterna. Ela acaba por virar uma força na qual devemos nos apoiar para vencermos na vida. Não podemos parar nossas vidas por nada, nem morte, nem traição, nem nada. 

Ninguém merece que nosso dia seja estragado. A vida é um presente de Deus e uma nova chance para cada um de nós. Ela é preciosa. 

Como diz o título, "o que não mata nos torna mais fortes". Se a experiência foi ruim, ainda assim, é uma experiência. Cada vez que você cai, deve levantar mais e mais forte. 

E, quando não houver consolo, converse com Deus. Certamente, Ele irá lhe ouvir. 

Aquelas palavras "Não consigo!", "Não sei!" e "É impossível!" não devem existir. Vamos substituí-las por: "Vou tentar!", "Vou conseguir!". Ninguém nasce sabendo, assim como nem o maior dos gênios sabe tudo. 

Ninguém pode te derrubar, a menos que você se autossabote, se deprecie, se faça de vítima. Está com a mente cheia? Medite, tome um chá. Certamente, irá fazê-lo sentir-se melhor. 

Ame a vida e, acima de tudo, ame a si mesmo. Leia livros, pas- se momentos com quem você ama, faça o que você mais gosta. Somente você é o responsável por sua vida e seus caminhos é você quem faz. Há coisas que ninguém pode fazer por você. E se você pensa que a morte é o fim, enganou-se. É apenas um novo começo. 


ARTIGO DO LEITOR
28 Outubro 2018 11:20:00
Autor: Rodrigo Rosa - Agrônomo

Independentemente do que nos aconteceu ou aconteça, não deixemos nunca de acreditar


Rodrigo Rosa - Agrônomo /

É normal escutar hoje em dia coisas do tipo: o amor não existe, não entra nessa, é cilada, não vale apena, é uma perda de tempo. Agora temos até aquela tal prática, a prática do desapego. 

Eu imagino como a gente chegou a tais conclusões. Os dias cada vez mais corridos, as pressões em outras linhas, tudo isso acaba se misturando com o que a gente sente e faz por quem passa em nossas vidas. Magoamos sem perceber e somos magoados sem perceber.

Quem magoamos sente-se incapaz e com medo de amar novamente. Magoados, nos sentimos da mesma forma ou até pior. O amor então fica para trás, desacreditado, como se fosse sua própria culpa tudo isso.

Sentir nem sempre é fácil, é claro, desde pequeno senti muito as coisas e a palavra amor sempre me chamou muita atenção, afinal, é uma coisa que todo mundo sempre procurou, ou procurava. Nunca escutei muito um eu te amo, mas sempre tive muita vontade de falar.

O que nos faz acordar todos os dias, sem dúvida, é a nossa vontade de sermos importantes para alguém, afinal, a gente sabe já a algum tempo, que as coisas físicas não podem nos abraçar quando precisamos.

Faço aqui a alusão de um barco a vela e o vento: para ganhar sentido, o barco precisa do vento que o impulsiona. Talvez o amor seja um pouco isto, o vento que dá sentido ao nosso coração e nos impulsiona para frente.

O amor ainda permanece vivo no coração de muita gente. Guardo comigo uma frase de 1 Coríntios 13 que diz: o amor jamais acabará. Independentemente do que nos aconteceu ou aconteça, não deixemos nunca de acreditar. O amor sempre foi a essência de tudo, nossa maneira de lutar, uma maneira até mesmo de o mundo girar com mais sentido.



21 Outubro 2018 11:00:00

No mundo real a urna eletrônica é segura


Por Samuel Andreis - Juiz da 90ª Zona Eleitoral (Concórdia). (Foto: Divulgação)/

As urnas eletrônicas são seguras? Sim. As auditorias, as audiências públicas, as chaves de segurança e os mais de 20 anos de uso sem qualquer suspeita fundada garantem que sim, elas são confiáveis. Por que, então, pessoas acreditam em vídeos grosseiramente montados e em estórias fantasiosas de fraudes?

Em 1938, em uma transmissão de rádio, a dramatização do livro de ficção científica A Guerra dos Mundos feita por Orson Welles levou pânico aos Estados Unidos, pois muitos ouvintes acreditaram que, de fato, a Terra estava sendo invadida por alienígenas. Na ocasião, houve até testemunhas que juravam ter sentido o cheiro do gás venenoso usado pelos extraterrestres. Outra testemunha disse ter achado plausível que os marcianos fossem aliados de Hitler em seu plano de dominar o mundo. Trata-se do mais célebre caso de histeria coletiva.

Aqui, a histeria coletiva começou nas Eleições 2014, na disputa presidencial. Na época, pipocaram na internet "notícias" de fraudes, todas comprovadamente falsas. Posteriormente, feita auditoria, nada de irregular foi encontrado. Agora, o país já testemunhou significativa alternância de poder: muitos vencedores em 2014 não conseguiram êxito em 2018. Mas as pessoas, paranoicas, continuam com medo dos ET's.

 "No mundo real a urna eletrônica é segura"

Acreditam que "a urna autocompleta o voto para Presidente", que "um ex-deputado recebeu asilo por denunciar fraude" ou que "o Exército exige perícia nas urnas", assim como os ouvintes da transmissão de Orson Welles acreditaram que a descarga do banheiro da rádio era o som do foguete dos alienígenas chegando.

E, por mais que a Justiça Eleitoral e a imprensa séria forneçam toda informação necessária para garantir a tranquilidade da eleição, estes eleitores preferem consumir com voracidade as fake news, alimentando doentiamente seu viés de confirmação e, com isso, deturpam sua percepção da realidade.

No dia 28 de outubro, vamos deixar estes aliens para o mundo da imaginação, porque no mundo real a urna eletrônica é segura, confiável e mais uma vez servirá de instrumento para a manifestação da vontade popular.



30 Setembro 2018 13:48:00


Luiz Henrique Zart - Jornalista e professor universitário 

"QUE A UNIVERSIDADE SEJA ESPAÇO DE PENSAR E APRENDER, NÃO MAIS DE SOFRER."

Um aperto no peito. A respiração sufocada. A sensação de que não vai dar tempo. São situações recorrentes para quem está na universidade, esse espaço que deveria ser de discussão, mas se torna uma máquina trituradora da nossa saúde mental. É necessário falar sobre isso, aproveitando o mês de prevenção do suicídio. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, 15% dos estudantes de nível superior apresentam algum quadro depressivo. A média geral de quem não frequenta a universidade é de 4%. Isso é um indício de que há algo de errado.

Cobranças inesgotáveis, prazos apertados, disciplinas, competitividade, estresse, tudo isso junto a outras pressões pode nos levar a um estado de quase-colapso. Hoje, como professor, sigo sentindo os reflexos dessa postura, que por vezes é encoberta por brincadeiras e terrorismo psicológico: "você não vai passar", "não vai dar conta", repetidas à exaustão por antiprofessores que, em vez de estimular, têm na docência um instrumento torpe de vingança. Isso faz você se sentir menor, menos capaz, inadequado. Te mina por dentro.

Falar de sentimentos na universidade importa, sim. Procurar ajuda, tanto de pessoas próximas quanto de especialistas, também. Porque romantizamos o sofrimento, normalizamos a dor como algo aceitável, "parte do processo". Pelo contrário, precisamos dizer "chega".

A vida acadêmica é cheia dessas armadilhas: ou estudar ou dormir. Sofrer com estresse, falta de ar. Pensar em desistir, não ir à aula porque é uma tortura. Se sentir sobrecarregado, culpado por não estar estudando quando tira um tempo para si. Abrir mão do lazer e do descanso. Se alimentar mal. Sofrer com assédio e abuso de poder.

Não ter apoio de professores. Ouvir que isso é frescura. E se sentir um impostor, convencido de que tudo que você faz é insuficiente. Sou prova viva disso, e essa é uma confissão. Nessa guerra de egos dentro do ambiente universitário, quem sai perdendo, muitas vezes, é justamente quem deveria ganhar: o estudante, massacrado pela lógica da produtividade, posto em isolamento. Fica a pergunta: até que ponto vamos sustentar esse sistema predatório, que inibe em vez de instigar? Que a universidade seja espaço de pensar e aprender, não mais de sofrer.


23 Setembro 2018 10:35:00
Autor: Martin Avenatti - Educador e gestor esportivo

'Você tem que fazer as pessoas felizes, mas entender que vencer não é a única coisa importante'


(Foto: Daniel Scherer) 

Se um de cada cem jogadores foi bem sucedido, vale dizer também que: de cada cem atletas, 99 falharam. Temos que inverter isto! Precisamos mudar a meta do futebol.

Invertemos explicando às pessoas que as luzes de Hollywood, do Santiago Bernabeú e do Camp Nou são apenas luzes. A realidade é diferente.

Você tem que fazer as pessoas felizes, mas entender que vencer não é a única coisa importante. As pessoas têm que saber que não ganham todos os domingos. Se fosse apenas isso, o futebol seria um esporte de pessoas frustradas.

O clube precisa do resultado imediato, sim. O empresário, a família também. Muitas pessoas terminam se aproveitando do jovem jogador, não esperam o processo de amadurecimento natural do menino. Tampouco entendem que o sucesso do atleta vai além das quadras.

Hoje em dia, o Ministério Público fica em cima dos clubes pressionando que os jovens estudem, mas realmente é um negócio maquiado, não funciona em sua totalidade. Divulga-se apenas o garoto que subiu na vida, que foi em busca do sonho e deu certo. E aquele garoto que não conseguiu e não foi preparado para o futuro? Quem o prepara para os estudos e para o mercado de trabalho? Ou seja, quem o prepara para o sucesso como ser humano, fora das quadras?

A preocupação deve ser a formação do atleta como um ser humano para o futuro. A realidade, entretanto, é de que os jovens atletas cada vez mais precisam abandonar seus estudos cedo para poder dedicar-se ao futebol, e nem todos chegam a brilhar e viver do futebol. Então, mesmo sendo atletas de alto rendimento a nível profissional, devem estar preparados para a vida.



16 Setembro 2018 09:15:00


Marcos Vinícius de Oliveira Neves - Médico Veterinário e Presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC)


       No mês em que os Médicos Veterinários comemoram seu dia, os profissionais também celebram o cinquentenário da regulamentação da atividade. Nos últimos 50 anos cresceu de forma exponencial a relevância do trabalho que desenvolvemos e o reconhecimento pelos serviços prestados à sociedade no cuidado com a saúde e o bem-estar dos animais, na preservação da saúde pública, na produção de alimentos saudáveis e em atividades voltadas para garantir a sustentabilidade ambiental do planeta. Atualmente são mais de 80 áreas de atuação, o que vem atraindo um número cada vez maior de jovens que sonham com uma carreira promissora.

       No Brasil, onde o setor agropecuário é o motor da economia, a atuação dos Médicos Veterinários ganhou uma proporção ainda maior. Nossas atividades estão diretamente ligadas à produção dos alimentos de origem animal que chegam à mesa do consumidor. Em Santa Catarina, a competência de nossos colegas foi fundamental para que nosso Estado se tornasse uma referência na avicultura e suinocultura. Somos também o único Estado brasileiro reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação, temos um status sanitário diferenciado e privilegiado em relação ao restante do país.

"A Medicina Veterinária nunca se fez tão

presente nos lares brasileiros como hoje "

Há 20 anos nossa categoria foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) como profissão da área de saúde. E, em 2011 o Ministério da Saúde incluiu a Medicina Veterinária junto às equipes multiprofissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, conhecido como NASF. Ou seja, temos a chancela do Governo Federal para atuar ao lado de outros profissionais que trabalham pela qualidade da atenção básica à saúde nos municípios brasileiros.

A Medicina Veterinária nunca se fez tão presente nos lares brasileiros como hoje. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase metade dos lares brasileiros possui pelo menos um pet. E o universo dos cuidados com os animais pode ser comparado ao dos seres humanos, tamanha tecnologia e conhecimentos atuais. Conforme o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) o Brasil conta com aproximadamente 110 mil Médicos Veterinários atuantes, sendo seis mil deles registrados em Santa Catarina. A todos estes profissionais nossa saudação e reconhecimento pela escolha desta linda carreira.



09 Setembro 2018 11:20:00
Autor: Por Luiz Pladevall - Presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente)


(Arte: Divulgação)


Constituição de 1988 trouxe importantes avanços para o cidadão brasileiro, mas permitiu a rápida expansão do número de municípios brasileiros. Para barrar a farra, foi preciso uma emenda à Constituição, em 1996, para limitar a criação de novas cidades. Além disso, a Nova Carta Magna impôs novas responsabilidades à municipalidade, mas não indicou as fontes de recursos e não estruturou o apoio técnico necessário para o cumprimento destas obrigações.

Entre os novos deveres, as cidades devem elaborar o Plano Urbanístico, o Plano de Saneamento, o Plano de Resíduos Sólidos. Mas, após 30 anos da promulgação da Constituição, um levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) aponta que 1.872 municípios ainda dependem das transferências de Estados e da União para garantir o funcionamento da máquina pública.

A expansão do número de novos municípios avançou nas últimas três décadas. São 1.578 novas cidades e a maioria sequer consegue gerar receita suficiente para pagar o salário de prefeito, vereadores e secretários. Apesar da emenda limitadora, está em tramitação no Congresso um projeto de lei que poderá permitir a criação de 400 novos municípios.

Por isso, precisamos repensar o papel dos municípios e as condições mínimas para sua criação.

Devemos, inclusive, reavaliar as atuais condições dessas localidades. Caso necessário, defendemos a possibilidade de fusões para reduzir custos e melhorar as finanças. Assim, haverá possibilidade de novos investimentos na melhoria da infraestrutura e ampliação de serviços à população.

Outro ponto importante é a criação de parâmetros técnicos para a criação de novos municípios, com indicadores mínimos que não dependam apenas da vontade política. Caso contrário, continuaremos a conviver com as precárias condições atuais. Para se ter uma ideia, em 2016, 2.091 municípios descumpriram várias obrigações legais simplesmente por registrar restos a pagar superiores aos recursos em caixa, ultrapassando o limite de 60% das receitas com despesas de pessoas.

A penúria das cidades precisa ainda de uma atuação urgente de Estados e da União, não apenas na oferta de recursos financeiros. A maioria dos municípios padece da falta de mão de obra qualificada capaz de produzir planos e também elaborar documentos para a solicitação de verbas federais.

O resultado nesses 30 anos de Constituição mostra que uma boa parcela dessas cidades continua enfrentando as mesmas condições de precariedade. Avançar é rever e propor mudanças.



26 Agosto 2018 11:00:00
Autor: Tereza Conceição de Souza

O homem destruiu e continua destruindo a natureza


Tereza Conceição de Souza - Professora Aposentada 

Estava fazendo meus trabalhos diários e me veio na memória o que está acontecendo com nosso mundo. 

As paisagens modificadas... Onde estão as árvores, os animais, as águas?

Quando de repente, escutei várias espécies de aves voando sobre a cidade. Lembrei-me de uma melodia cantada por uma dupla caipira e humorista. Assim:

"Paraná, que bicho é aquele,

Que cantou lá no sertão,

É a linda gralha azul,

Na hora de plantar o pinhão".

Aí me preocupei mais: onde está o Pinheiro Araucária? E a Gralha Azul?

O que fizeram e o que estão fazendo com a nossa paisagem? Árvores frondosas e as madeiras de lei, como são chamadas.

E aí vem outro problema: para onde foram os animais que dependem das árvores para sobreviver, os animais quadrúpedes, aves aquáticas, insetos, para onde foram? Com certeza, morreram de fome, de sede ou até mesmo queimados nas grandes queimadas de campos feitas pelos homens, ou desmatamento também feita pelos homens.

Deus criou tudo e Ele mesmo gostou do que fez, mas quem iria cuidar destas belezas naturais? Então, Deus quis criar alguém para cuidar de tudo isso, mas esse alguém teria de ser muito inteligente, porque tudo era tão lindo. Então, criou o homem, a sua imagem e semelhança, que pode cuidar da sua criação. Deus deu inteligência e liberdade para o homem cuidar com carinho. Mas o que aconteceu? O homem destruiu e continua destruindo a natureza.

O nosso país já mudou, porque o homem modificou a paisagem, a água acabando, socorro...socorro. Meu receio é que o mar continue se vingando e volte pegar de volta o que é seu. Meu Deus, para onde foram as belas paisagens do nosso Brasil que o Senhor criou?



18 Agosto 2018 08:30:00


Luiz Henrique Zart - Jornalista e professor universitário 

Caminhar. Era o que eu fazia numa noite qualquer, indo dar aula na universidade. Me deparei com um sentimento ao qual já deveria estar acostumado, mas não estou. Algo que não me atingiu uma, duas, dez vezes; muitas mais: a sensação de que os olhos do outro que cruza o caminho te revistam, desconcertam, até desumanizam. Pois bem: tenho mobilidade reduzida, uma alteração na marcha que me faz andar com dificuldade, de um jeito, digamos, diferente. Apenas. E, como muitas pessoas com deficiência, causo estranheza. Por isso, falar de capacitismo importa.

Essa atitude discriminatória naturaliza as capacidades corporais e percebe como incapaz qualquer pessoa que não enxergue, ouça, fale, pense ou ande, e dita como tudo deve funcionar. Assim, segrega, hierarquiza, dificulta a inclusão e a acessibilidade aos espaços em sociedade, considerando certos corpos como inferiores ou incompletos se comparados a padrões tidos como "normais". Pare para pensar o que é ser normal.

"DEFICIÊNCIA NÃO SIGNIFICA INEFICIÊNCIA"

E esqueça. Pessoa com deficiência é o termo. Não é especial - isso somos para quem nos ama -, não é deficiente - uma pessoa reduzida à sua condição -, nem portador de necessidades especiais - essas todos temos, e só "porta" algo quem pode deixar de portar. É fundamental combater preconceitos e o senso comum, e dizer: este é apenas mais um modo de vida. Com sujeitos não menos capazes - condenados à dependência e à eterna necessidade de ajuda. Não são heróis nem coitados. Precisam, sim, de condições para serem e estarem no mundo de acordo com suas condições e capacidades. De trabalhar, estudar, amar, viver. Nada "apesar" da deficiência, que é parte integrante da identidade desse alguém.

Deficiência não significa ineficiência. Essa distinção vem da invisibilidade social e política à qual essas pessoas são submetidas em um mundo que não dá autonomia a todos. Então, se cada um tem o próprio corpo, respeitar e ter empatia é o mínimo a se fazer. Sem compaixão ou pena; piadas, olhares tortos ou qualquer coisa do gênero. Lute contra o capacitismo já. Afinal, que dane-se a normalidade. Vivamos nossos corpos como eles são, aceitando que somos, todos, diferentes.


11 Agosto 2018 09:00:00


No dia 25 de agosto é celebrado o dia do soldado, data em que temos diversos

atos nas Organizações Militares, em homenagem àquele que ocupa

a base da hierarquia militar.


Todavia, equivoca-se quem compreende o termo soldado apenas como

o executor do sistema militar. Devemos conceber o soldado como alguém

que se dedica a alguma causa compenetrado e sabedor que dele depende o

sucesso daquilo que se propôs.


É bem verdade que se torna mais fácil falar do soldado como militar, mas

não devemos restringir nosso entendimento limitando-o aos que usam fardas.

Todo aquele que se dispõe a cumprir seu ofício pode ser visto como um

soldado: o coletor que recolhe os resíduos sólidos para tornar a cidade mais

limpa, o pedreiro que edifica uma parede com a missão de construir uma casa,

o enfermeiro que sutura visando curar um ferimento. Não é preciso ser militar

para ser um soldado, basta cumprir a missão da melhor forma possível.


"MESMO DIANTE DAS

ADVERSIDADES, O SOLDADO

É AQUELE QUE CONTINUA,

SEGUINDO DA MELHOR FORMA

POSSÍVEL EM SUA MISSÃO"



Apesar deste conceito abrangente, o dia 25 de agosto é dedicado exclusivamente

ao soldado militar, e não poderia ser diferente. Sem hierarquizar as funções,

e muito menos as pessoas pelas profissões escolhidas, os militares são sujeitos

a condições diferenciadas que os tornam merecedores de ressalvas.


Mesmo diante das adversidades, o soldado é aquele que continua, seguindo

da melhor forma possível em sua missão. Mesmo que não consiga ficar

alheio às dificuldades e obstáculos do caminho, o bom soldado segue com

seu projeto.


Infelizmente, muitos bons soldados são abatidos pelo caminho das suas

carreiras, perdendo o vigor e o entusiasmo que tinham quando da incorporação.

Coisas da natureza humana.


Um verdadeiro soldado não pode ser representado por nenhuma cor, sexo,

raça, porte físico, idade ou insígnia. Nem por todos. A essência do soldado

só pode ser captada em seu interior, em sua capacidade de sobrepor os

inúmeros obstáculos que a vida impõe a todos, e a vontade insuperável de

cumprir sua missão, seja ela qual for.  


Parabéns a todos os soldados, independentemente do seu lugar na hierarquia 

militar.


Willian Leal Nunes

Capitão do 2º BBM de

Santa Catarina


04 Agosto 2018 09:48:00


O Inverno chegou e, com ele, sempre surgem as populares doenças da estação, como bronquite, rinite, gripes, resfriados, conjuntivite e outros problemas de ordem alérgica e respiratória. Com baixas temperaturas, as pessoas tendem a fechar portas e janelas, mantendo-se em ambientes com pouca ou nenhuma ventilação. Em locais assim, é comum que uma pessoa doente logo contamine as demais.

O que pouca gente sabe é que é possível evitar alguns destes problemas usando o aparelho mais amado do Verão, o ar condicionado. Grande parte das pessoas acredita que esse equipamento deve ser utilizado apenas em dias quentes, como forma de resfriar o ambiente. Mas, os seus benefícios vão muito além disso. Um bom aparelho de ar condicionado tem a função não apenas de tornar a temperatura mais agradável, mas também de filtrar o ar.

Muitos aparelhos disponíveis no mercado possuem a função de aquecimento. Nesse caso, ele pode, inclusive, ajustar a temperatura para um clima mais ameno. As normas vigentes sobre o equipamento definem a temperatura ideal para cada época do ano, sendo entre 20 e 22ºC no Inverno e entre 23 e 26ºC no Verão, visando minimizar os choques térmicos ao entrar ou sair de ambientes climatizados.

Contudo, além de ajustar a temperatura, o ar condicionado é um poderoso aliado no controle da qualidade do ar.

Em muitas regiões, o Inverno é um período marcado por secas. Segundo autoridades médicas, devemos ficar em atenção quando a umidade relativa do ar estiver entre 20% e 30%. Entre 12 e 20% é decretado estado de alerta. Abaixo destes níveis, o caso é de estado de emergência. A situação pode afetar a saúde de todos, especialmente dos idosos e crianças. A umidade ideal é acima de 35%.

Embora atue no controle da umidade, o ar condicionado possui ainda outro grande benefício: a purificação. O aparelho filtra o ar, eliminado sujeiras e partículas poluentes. Essa atuação evita a propagação de germes, que são os maiores causadores das doenças de Inverno.

Assim, é possível ter maior controle sobre a qualidade do ar que respiramos, controlando a temperatura, a umidade e a pureza.

Estando com tudo em dia, o ar condicionado é a garantia de um Inverno mais saudável e prazeroso. Vale a pena investir em um equipamento de qualidade. Os benefícios são muitos. A saúde precisa ser tratada com muito cuidado e atenção, afinal, ela é o bem maior de todos.


Por: Mário Sérgio Almeida - Presidente do Departamento Nacional de Empresas Projetistas e Consultores, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento




28 Julho 2018 08:30:00


Rui Braun - Diretor executivo da Fecam 

A cartografia política catarinense registra a força da articulação municipalista desde os anos 60, ainda no século passado. Na década de 80, a pujança municipalista catarinense articulou o escopo de uma entidade federativa estadual e a Federação Catarinense de Municípios, a Fecam, passa a existir em 3 de julho de 1980.

Ao completar 38 anos de existência, adensada por 21 associações regionais de municípios, com papel consolidado na condição de voz de representação, a Fecam se defronta com a complexidade da política nacional, em cenário desafiante: o pacto federativo brasileiro ineficaz na repartição de receitas, a imputação de competências e serviços que sufoca os entes municipais e o tímido crescimento econômico que oferece poucos sinais de expectativa.

Os efeitos do teto constitucional de gastos começam a demonstrar que, sem a presença forte do Estado nos processos de alavancagem econômica, a infraestrutura e capacidade de serviços aumentam o abismo entre a expectativa social por serviços públicos de qualidade e a fragilizada capacidade de resposta dos entes governamentais.

Após trinta anos de vigência da Constituição, de um cenário ético desafiador é inadiável circunscrever novos conceitos sobre a organização do Estado, a revisão do pacto federativo e distribuição de receitas, tamanho do Estado, eficiência governamental e a efetividade das políticas públicas.

Os cenários precisam de análise mais crítica e compreendidos nesse tempo de ressignificação do espaço político. As próprias instituições de representação, dentre elas a Federação dos Municípios, deverão reposicionar seu papel institucional. A Fecam caminha nesse horizonte: no mês de junho, o Congresso de Prefeitos reuniu mais de três mil pessoas no maior evento municipalista de Santa Catarina. Mais de 200 prefeitos e prefeitas participaram de debates e reflexões sobre dois eixos estratégicos: gestão eficiente e cidades inteligentes, temas motrizes dos novos tempos que desafiarão a administração municipal.

Em tempos que a sociedade exige diálogo e interação, a Federação se reposiciona. Dentre as tarefas, ouvir prefeitos e prefeitas, assegurar o debate permanente, construir parcerias, planejar os próximos anos. Para aperfeiçoar seu papel institucional, recente deliberação de mandatários fixou quatro eixos estratégicos de ação: força político institucional, cidades inteligentes e inovação, gestão eficiente e políticas públicas e desenvolvimento sustentável.

A moldagem à qual a Fecam se propõe está em sintonia com uma sociedade dinâmica que exigirá do ambiente público a reinvenção e eficiência. Em tempos de redes tecnológicas e de modelos sociais em constante reinvenção, a matriz municipalista catarinense ensaia seu papel estratégico que combina o planejamento político e a necessária força institucional como condições essenciais à representação organizada dos municípios e da sociedade catarinense.

Aos 38 anos, amadurecendo pela luta, a Federação assume a função associativa que lhe é atribuída: pensar qualidade para a gestão pública municipal e organizar os espaços de inovação que conduzirão as cidades catarinenses à era digital, com selo de qualidade e eficiência na prestação de serviços públicos à população.



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