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Sem mitos: prevenção se faz com pessoas bem informadas

20 Outubro 2018 08:30:00

'Para quem não está bem informado, torna-se cada vez mais complexo discernir as informações verdadeiras das falsas'


Charge criada pelo artista João Moraes, chargista do Jornal "A Semana", para a edição impressa que circulou na sexta-feira (19)/

Melhor prevenir que remediar. O ditado está sempre na ponta da língua, mas, na prática, o filme não parece seguir esse roteiro. Vivenciamos mais uma Campanha Outubro Rosa e, mesmo que mais tímida este ano, a ação caminha parcimoniosa enfrentando, além da dificuldade em implantação de recursos para ampliar o atendimento gratuito às mulheres, também a disseminação de notícias falsas sobre exames já consolidados, sobretudo os procedimentos envolvendo a investigação de sintomas por meio da análise de imagens.

De outro lado, um índice alarmante de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, gerando um alerta entre as autoridades de saúde. O que se percebe é que tanto se fala em prevenir que a palavra está caindo no esquecimento. O sexo desprotegido, a ida ao médico sempre adiada ou ignorada e, principalmente, a falta de informação e interesse são preocupantes e fatores determinantes para o aumento das doenças.

"Para quem não está bem informado, torna-se

cada vez mais complexo discernir as

informações verdadeiras das falsas"

Até o fim do mês, o foco é a saúde das mulheres, que geralmente são mais engajadas quando o assunto é prevenção, mas ainda precisam estar mais alertas e serem mais assíduas com a saúde própria. Esta é a chamada da Campanha Outubro Rosa, quanto maior o número de pessoas informadas sobre o assunto, mais longe chega a informação, mais fácil é a comunicação entre pacientes e os serviços de saúde, mais gente saudável e de bem com a vida circula por aí. É um círculo que precisa tornar-se vicioso. Dizem os estudiosos que a população mundial vive uma época de transição tecnológica e de evolução em vários âmbitos.

No entanto, nem toda evolução é bem aceita pela sociedade em sua totalidade. Prova disso são as muitas garotas e garotos que ainda não receberam a vacina contra o HPV por recusa espontânea dos pais. Talvez seja falta de conhecimento e, com certeza, falta de conscientização a respeito dos malefícios do Papilomavírus Humano, que pode causar câncer de colo de útero. Boa parte dos atendimentos são de mulheres que apresentam lesões em decorrência do contágio pelo HPV, além do diagnóstico tardio do câncer de mama.

A consequência para os casos que não são diagnosticados precocemente, e não são tratados, infelizmente, é a morte. Em tempos obscuros em que a fake news é temida e disseminada aos milhões de cliques virtuais diários, para quem não está bem informado, torna-se cada vez mais complexo discernir as informações verdadeiras das falsas. Por isso, mulher, lute pela sua saúde todos os dias, busque recursos, proteja-se das doenças.


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