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Seja o ombro amigo de quem mais precisa

08 Setembro 2018 11:00:00

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos

Por AS


(Arte: João Moraes)


Suicídio, um ato definitivo para um problema que poderia ter sido temporário. Essa é uma das tantas definições dessa ação tão polêmica e que divide opiniões ao redor do planeta. Inicia-se mais uma Campanha Setembro Amarelo, e como a cor mesmo pede, o momento é de alerta e conscientização para um tema que causa espante e estranheza em qualquer roda de conversa.

No entanto, em meio aos olhares estranhos e aos inúmeros questionamentos sobre as motivações que levam uma pessoa a cometer um ato tão extremo contra si, é preciso quebrar o tabu, abrir olhos e reforçar a audição.

Vive-se uma era plástica, e como ela, as relações também estão plastificadas. Pouco se houve, há pouco tempo, gasta-se energia vagando pelos perfis das redes sociais, onde todos os sorrisos parecem perfeitos, e as vidas parecem saídas de um conto de fadas.

No entanto, enquanto se ostenta a existência perfeita atrás das câmeras de smartphones, os corações doem, a angústia toma conta, o medo é presente, mas ninguém está disposto a abrir o coração e falar sobre suas dores, não é mesmo?

Importante refletir que se é considerado feio, grotesco e inadequado expor as feridas, os surtos e os problemas na internet, imagina aqueles que não encontram apoio na roda de amigos, na família ou em suas comunidades?

Na tentativa de aliviar as dores emocionais nossos jovens estão mutilando-se. Buscam amenizar as angústias interiores machucando a carne, sangrando a pele enquanto os sentimentos mais obscuros tomam conta de seus corações.

Não é drama, não é frescura, não é falta de Deus, não é brincadeira, é preciso compreender os fatores e os sinais que levam alguém a cometer suicídio, mas mais do que isso é urgente a necessidade de estender a mão, estar disponível, ouvir e praticar a empatia como hábito diário de vida.

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos, as pessoas que pensam em suicídio vivem uma ambivalência entre querer viver e morrer, conversar abertamente pode fazer com que a pessoa se sinta acolhida e tenha oportunidade de obter ajuda.

É preciso ficar atento aos mitos e verdades, pois a maioria das pessoas que fala sobre suicídio chega ao ato, e a maioria dos casos é precedido por sinais discretos de comportamento ou verbais.

Pessoas com transtornos mentais são mais propensas ao ato, mas isso não quer dizer que pessoas sem essas condições não possam cometê-lo. Abra os olhos e o coração.



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