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Respeitando a diversidade

29 Junho 2018 09:37:00

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser

Editorial



Os seres humanos são diferentes. Uns são mais altos, outros mais magros, uns brancos, outros negros, um de cabelo comprido, outro curto, mas todos vivem no mesmo ambiente, frequentam as mesmas cidades e seguem buscando aprimorar conhecimentos e se desenvolver em suas vidas. Se não os marginalizamos por sua estética, por que ainda existe uma parcela que diferencia as pessoas por sua orientação sexual?

Já estamos vivendo em 2018 e é cada vez mais difícil acreditar que ainda existam dificuldades de convivência em sociedade. Seja por ser negro, por ser homossexual, por ser estrangeiro, nós não podemos mais nos submeter à violência para resolver divergência de opiniões. Curitibanos é uma pacata cidade de interior e mesmo assim, a violência ainda é presente e vivida diariamente por quem é diferente do censo comum.

Este mês, duas meninas foram agredidas verbal e fisicamente por sua opção sexual. No início do ano, um jovem gay teve suas roupas arrancadas e deixado nu nas ruas centrais da cidade. Em ambos os casos, os jovens só estavam se divertindo nas boates da cidade e tiveram sua dignidade arrancada pela falta de respeito e impunidade, ressaltando a falta de segurança ainda existente para quem tem orientação sexual diferente da maioria.

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser. Na ciência, a questão está pacificada: homossexualidade não é patologia, mas um comportamento tão normal quanto a heterossexualidade. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) suprimiu o tema da Classificação Internacional (CID). Cinco anos antes, no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) o havia retirado da lista de transtornos, como o fizeram as associações norte-americanas de Psiquiatria, em 1973, e de Psicologia em 1975.

Se há patologia em todo esse imbróglio, ou demanda por reorientação, ela afeta parcela dos brasileiros tomada pelo preconceito, pela discriminação e propagadora da violência. A sexualidade não é padrão de medida para avaliar a capacidade do indivíduo e não devemos esquecer de deixar o respeito sempre acima de tudo.

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