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Qual o futuro da Educação?

25 Agosto 2018 08:30:00

Professores são mestres da lapidação e vão até as salas de aula honrar seus salários com uma missão muito mais importante que repassar conhecimento


É o questionamento que certamente percorreu as comunidades escolares de Curitibanos, famílias, profissionais da educação e boa parte da população regional e catarinense, depois que manchetes de jornais de circulação local e estadual noticiaram a agressão física sofrida pelo professor de matemática Johnny Tessari da Cunha, em uma escola da rede municipal de ensino de Curitibanos, e que deixou marcas muito mais profundas que apenas hematomas e inchaços, gerando sentimentos de revolta, repulsa e indignação sobre quis os rumos da educação brasileira, do respeito aos professores e dos limites impostos aos jovens pelos pais e pela sociedade.

Apesar de ser considerado um fato isolado no município, não é raro quando ocorrem situações envolvendo desrespeito à autoridade do professor e agressões verbais entre alunos e professores, acendendo uma luz de alerta para casos semelhantes ao do professor Johnny, e que muitas vezes não ganham destaque por medo, receio ou mesmo vergonha da exposição.

Voltamos à premissa de que uma boa educação vem de berço, e é dentro do seio familiar que se formam os cidadãos que frequentarão escolas, empregos e demais instituições, deixando diversas impressões, sejam elas boas e ruins. Por isso, a necessidade de formar personas positivas, responsáveis pelo meio em vivem e de boa índole.

Professores são os mestres da lapidação da sociedade e vão até as salas de aula honrar seus salários, com uma missão muito mais importante que apenas repassar conhecimento; eles são responsáveis pela construção do caráter da juventude que será a classe economicamente e socialmente ativa do futuro.

É importante esclarecer que situações como esta são o divisor de águas entre a justiça e a impunidade. Entende-se pela comoção popular, que o ato configura o crime e deve ser punido como tal. Sabe-se da importância do acompanhamento psicológico e de apoio ao jovem para que possa superar essa atitude agressiva, mas é preciso impor mais rigor a fim de reduzir essa sensação de impunidade que se tem atualmente, em relação a menores infratores no Brasil.

Vale ressaltar a atitude positiva adotada por estudantes e professores da EEB Casimiro de Abreu que se manifestaram em apoio ao professor, repudiando atos de violência na sociedade.



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