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EDITORIAL

Ou este ou aquele

27 Outubro 2018 12:09:00

Ao fim da votação, vencerá o menos odiado e não o mais apreciado


(Charge: João Moraes / A Semana) 

Neste domingo (28), milhares de brasileiros voltam às urnas para escolher o novo presidente do país e as opções levam a uma reflexão sobre o que queremos para o nosso futuro. De um lado, temos um candidato de extrema direita, que não esconde sua preferência por governos autoritários e chegou ao 2º turno com um discurso baseado em intolerância e propostas vazias; de outro, o representante de uma gangue que causou um dos maiores rombos financeiros na história da nação e que tem seu principal nome atrás das grades. E agora? 

Ao fim da votação, vencerá o menos odiado e não o mais apreciado. Na eleição do ódio, eleitores dividiram-se entre o não ao fascismo e o não ao PT, escolhendo seu candidato por eliminação e não por identificação ou afinidade de propostas. Pouquíssimos eleitores deram-se ao trabalho de ler os planos de governo e saber o que cada um pretende fazer se assumir o governo do país, pois não se trata de uma escolha racional e, sim, visceral.

Ganhe quem ganhar, as pesquisas já apontam que iniciará seu governo com uma média de 40% de rejeição. Mas, além do povo nas ruas, o novo presidente terá de lidar com a rejeição dentro do Congresso Nacional, o que pode influenciar, diretamente, sua capacidade de governar. No 1º turno, o PT elegeu 56 deputados federais e seis senadores, enquanto o PSL terá 52 deputados federais e quatro senadores, demonstrando que será necessário conquistar aliados para garantir a governabilidade e aprovação de projetos. E isso não será uma tarefa fácil. Ao fim do 1º turno, 13 partidos declararam que não apoiariam nem um dos dois candidatos no 2º turno; seis manifestaram-se favoráveis a Haddad e apenas um, a Bolsonaro.

Dessa forma, levando em conta que nenhum dos dois representa realmente uma postura nova na política e que o governo - seja quem for o presidente - será marcado por verdadeiras batalhas para aprovação de qualquer projeto no Congresso, chega-se à preocupante e lamentável conclusão de que as chances de mudança são poucas. No fim, vença quem vencer, uma retomada de crescimento parece uma meta longe de ser alcançada pelo novo governo. Que vença o menos pior.



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