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O Aedes aegypti está aí

08 Dezembro 2018 08:30:00


Seis focos de larvas do mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika foram encontrados, este ano, em Curitibanos. O último foco foi encontrado em novembro, no bairro São Luiz, e, mesmo sem nenhum caso confirmado das doenças no município, a situação é preocupante e merece atenção de todos, para que o Aedes aegypti não venha a se procriar na cidade e região. 

Nesse momento, os dedos não devem ser apontados apenas para um lado como o responsável, pois já passou da hora de todos nós assumirmos a responsabilidade em manter nossa cidade e região longe de doenças tão perigosas. O perigo bateu à porta e, agora, cabe a nós decidir o que fazer. Ou fechamos os olhos, acreditando que não é um problema nosso e que outra pessoa ou instituição deve resolver, ou levantamos da cadeira e vamos vistoriar nossas residências e terrenos, atrás de possíveis moradias para larvas deste tão perigoso mosquito.

"O perigo bateu à porta e, agora, cabe a nós decidir o que fazer"

Não há outra saída que não seja a prevenção e, para isso, toda a comunidade deve estar unida contra o Aedes. O aumento do número de focos significa que a prevenção relaxou ou não surtiu o efeito planejado, e este controle não funciona sem o apoio da população. Com a aproximação do Verão e dos períodos de chuva frequente, o perigo fica ainda maior. 

Os principais focos de criação do Aedes aegypti estão nas casas, desde caixas d'água mal tampadas e pneus velhos que guardam água das chuvas até potes de flores. Por mais que os agentes sanitários se esforcem, tanto para destruir os criadouros existentes como para prevenir o surgimento de outros, sem a cooperação dos moradores, seu trabalho não produzirá grandes resultados.

Conquistar a colaboração ativa da população não é fácil, como a experiência já mostrou, mas é indispensável. Esse é o grande desafio. A tarefa pode ser facilitada pelo ponto dramático a que chegou a situação, e o poder público deve utilizar esse argumento. A guerra precisa ser intensificada para combater o mosquito. Por enquanto, continuamos vendo o avanço da doença em todo o Estado e é preciso, urgentemente, reverter este resultado.


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