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Idosos buscam preencher vazios emocionais

20 Julho 2018 09:18:00



Mesmo tendo sido criado há 15 anos, o Estatuto do Idoso ainda é desconhecido por uma grande parcela da população brasileira. E o percentual que conhece seus dispositivos nem sempre o coloca em prática. 

É importante frisar que o Estatuto do Idoso vai muito além de assegurar os direitos das pessoas idosas, justamente em uma fase especial da vida, quando sua autonomia e independência podem estar comprometidas. Trata-se de uma garantia de dignidade mínima para quem, muitas vezes, passa por situações de abandono, negligência, violência ou má-fé por parte de curadores.

No entanto, ainda que a legislação brasileira garanta esses direitos no papel, na prática, o número de pessoas idosas passando por situações precárias, e com uma série de direitos violados pela sociedade que um dia ele ajudou a construir, é grande.

Entre as dificuldades para coibir esses crimes está o baixo número de denúncias e situações que expõem os idosos, uma vez que se veem em uma verdadeira encruzilhada entre denunciar algum membro da família, na maioria dos casos, seus filhos, e expor casos de exploração.

Faltam remédios, em alguns casos, comida,

mas a maior lacuna é a emocional

Os danos são certeiros, e estão muito acima de dores físicas ou de ver seus benefícios se esvaindo. Faltam remédios, em alguns casos, comida, mas a maior lacuna é a emocional. Sem atenção e sem voz, os idosos costumam ficar à sombra da vida de suas famílias, como vozes que se calam em meio à multidão.

Patriarcas e matriarcas que foram o esteio da família durante décadas perdem sua autoridade e autonomia perante aos mais jovens. Os filhos acabam se tornando seus porta-vozes, mas não conseguem transmitir sua mensagem.

Resignados, os idosos não têm mais aquela agilidade da juventude ou mesmo a vitalidade para bradar por seus direitos. É aí que entra a justiça e a segurança. Projetos dos mais variados tentam resgatar o bem-estar das pessoas da terceira idade com atividades físicas, danças, conversas, rodas de chimarrão, assim como na Associação Beneficente Frei Rogério, onde a equipe promove cuidados essenciais para a vivência de seus internos, mas mais do que isso, busca replicar o ambiente de uma casa comum dentro do Asilo, oferecendo muito mais que assistência em saúde: oferecem alimento para a alma.

A verdade é que a velhice atinge o ser humano de maneiras diferentes, e como todos chegarão lá um dia é preciso debater nos lares quais os cuidados que os idosos merecem e precisam, a fim de evitar casos de exploração na terceira idade.



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