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Hora de decisão

29 Setembro 2018 08:30:00

"O eleitor deve analisar propostas e não se deixar levar por discursos"


(Charge: João Moraes) 

No próximo domingo (7), brasileiros vão às urnas para escolher seus novos representantes nas esferas estadual e federal. Embora todos os holofotes estejam voltados ao presidente da República, é importante que o eleitor esteja atento também a quem vai atuar com ele nas tomadas de decisões para o país, dentro do Congresso Nacional. Da mesma forma, ao optar por um governador para o Estado, é preciso pensar com cuidado na escolha dos novos nomes para a Assembleia Legislativa. 

Muitas vezes tratados como coadjuvantes nas eleições, deputados e senadores têm um papel importantíssimo na vida de cada um de nós, uma vez que cabe a eles a responsabilidade de criar as leis que vão nortear e disciplinar nossas ações. Portanto, na hora de escolher um nome para essas funções, deve-se conhecer bem o candidato, seu histórico e, se já for um político de carreira, sua atuação nos mandatos anteriores.

Num momento em que o país vive uma crise tão grande de valores e que a credibilidade dos políticos está sendo tão questionada, o eleitor, muitas vezes, pode sentir-se num beco sem saída e sem opções confiáveis para dar seu voto. E aí, o caminho mais fácil pode parecer votar em quem já se conhece, o que explicaria o grande índice de reeleições, contradizendo o grito popular por renovação.

Nesse contexto, o eleitor deve analisar propostas e não se deixar levar por discursos cheios de retórica e vazios de projetos. Melhorias em saúde, educação e segurança são, ao mesmo tempo, carros-chefes e clichês em tempos de eleição. Ninguém questiona sua importância, mas é preciso saber de que forma o candidato pretende promover essas melhorias caso seja eleito. Seu projeto é viável? O que promete fazer está sob sua alçada ou dependerá de outros poderes para ser executado?

Em resumo, ele conseguirá cumprir o que se propõe a fazer? Responder a essas perguntas pode ajudar o eleitor na hora de decidir seu voto, dando a ele mais garantias de colocar em cargos tão importantes pessoas que podem fazer alguma diferença positiva. Claro que, mesmo após essas avaliações, restam os indecisos e aqueles que decidiram pelo voto nulo ou branco, o que, para o bem da democracia e exercício pleno da cidadania, é lamentável.

Nessa decisão, cada um tem seus argumentos e ideologias, que precisam ser respeitados. O que não pode haver, de forma alguma, é a omissão. Por isso, é tão importante o voto válido e consciente. A decisão é individual e sigilosa, mas o resultado é coletivo e afetará a vida de cada um de nós.


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