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De quem é a responsabilidade?

17 Agosto 2018 11:04:00



É o questionamento que ecoou nos últimos dias, depois de um crime hediondo no início do mês acendeu uma luz de alerta na população curitibanense e nas autoridades de segurança pública e justiça do município. Dois adolescentes envolveram-se em um assassinato com arma branca. Nove facadas desferidas por um jovem de 15 anos, contra outro de 16, tiraram a vida do mais velho, após desentendimento e agressões na saída de uma casa noturna de Curitibanos.

Não é a primeira vez que esse cenário volta a preocupar, há algum tempo, outro jovem foi morto nas proximidades, também por arma branca. O corpo dele foi localizado em uma construção inacabada. O resultado? Famílias destruídas, abaladas e marcadas para sempre por uma morte precoce, crianças vítimas da violência.

Colocada em xeque, está a fiscalização de do ingresso de menores de 16 anos ou maiores com autorização, em estabelecimentos noturnos, consumindo álcool e outras drogas. Situação que está inquietando o Ministério Público, e motivando ações constantes de fiscalização em bares, boates, danceterias e similares, a fim de coibir o ato proibido por lei, regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e fiscalizado pelos órgãos competentes.

Quer parecer que a solução mágica está na lei, e que, com base nisso, os jovens estarão a salvo, mas o problema vai muito além disso. Infelizmente aquilo que se põe no papel raramente surte um efeito geral na prática. E é aí que ingressa a família, esse grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns e que herdam o dever de vigiarem-se entre si, compromisso maior dos pais sobre os filhos.

No entanto, entre o mundo real e o das ideias e virtudes, prevalece a selva de pedra.

Acabar com o problema está fora de questão, no máximo reduzir o impasse com mais rigidez na fiscalização e maior rigor na aplicação e multas a estabelecimentos que costumam fazer vista grossa para o ingresso de menores, e, por consequência, o consumo de bebidas alcoólicas, dentro e fora desses ambientes. 

Proibido não é, maiores de 16 anos podem ingressar desde que autorizados, mas menores, apenas acompanhados.

Enquanto a juventude busca deleitar-se nos prazeres e curiosidades dessa época, a Justiça segue com o incansável serviço de enxugar gelo, exaustivamente buscam meios de imputar na sociedade valores e responsabilidades há muito esquecidos, e frisar aos pais e responsáveis que famílias estruturadas, harmônicas e unidas podem resultar em uma vida benéfica para si e à toda a comunidade.


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