ASemana 36 anos.png
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25 Maio 2019 13:02:00


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Só quem acompanha a rotina de um agricultor consegue medir a dimensão das dificuldades para manter seu trabalho, que inicia ao raiar do Sol e encerra quando ele já está se pondo. Dia após dia, precisa de esforço para não cair a qualidade do que é oferecido aos seus clientes. Além disso, tem de contar com a sorte para que o clima seja favorável a sua produção: em dias, precisando de chuva; em outros, precisando que ela pare para que o plantio não seja prejudicado. 

Depois de tudo isso, ainda precisa travar verdadeira batalha para garantir preço justo e espaço no mercado. Vivendo em meio à crise financeira há alguns anos, produtores de alho estão, novamente, passando por dificuldades para se manter no mercado. Em recente audiência pública, representantes dos agricultores da região foram até Brasília para reivindicar melhores condições de mercado para o alho nacional, valorizando o que é produzido no país e garantindo continuidade ao trabalho aqui realizado.

"Está mais que na hora de o setor ter o reconhecimento e atenção devidos"

De acordo com o Censo Agropecuário, realizado pelo IBGE, Frei Rogério foi o segundo município que mais produziu alho em Santa Catarina, seguido por Curitibanos, que ficou em terceiro lugar. Projeções de associação do setor indicam que, se a crise não for revertida, somente este ano, cerca de 20 mil trabalhadores rurais serão demitidos em razão da crise provocada pela concessão de liminares e pelos altos custos de produção.

Está mais que na hora do setor ter o reconhecimento e atenção devidos, tanto para melhoria e continuidade da produção, quanto para proporcionar estabilidade ao produtor, que, mesmo diante das dificuldades impostas pelo momento desfavorável, não deixou de plantar e segue colocando a região no mapa do alho nacional.


EDITORIAL
18 Maio 2019 11:37:00

Se o consumidor paga, é seu direito ter o retorno garantido por seu investimento


(Charge: João Moraes)

A falta de energia elétrica é algo que já tem se tornado característico e problema crônico em Curitibanos e região, que frequentemente precisa enfrentar as dificuldades resultantes da falta de distribuição. Por um lado, moradores e empresários clamam por uma solução efetiva, uma vez que a consequência tem sido de prejuízos pagos por todos; por outro lado, está a Celesc trabalhando com efetivo restrito e precisando percorrer centenas de quilômetros de fios, para encontrar e solucionar os problemas, restabelecendo a distribuição.

O problema não é de hoje, mas sim, comum em épocas de chuvas acompanhadas de ventos, criando cenário perfeito para interrupção do fornecimento da eletricidade. O homem não manda nas forças da natureza, mas é dever de quem presta o serviço de energia elétrica melhorar sua estrutura e equipe de atendimento aos pontos afetados pela escuridão.

Em recente reunião com a Celesc, a Associação Empresarial de Curitibanos (Acic), cobrou uma solução, uma vez que perdas já estão sendo registradas pelo empresariado local e regional. Por outro lado, a Celesc luta com as armas que tem em mãos, primando pela agilidade no atendimento, com foco em reduzir as perdas da comunidade e empresas.

No ano passado, a Celesc participou de audiência pública na Câmara de Vereadores, onde as aves da espécie João-de-barro, foram apontadas como uma das responsáveis pelas constantes falhas. Investimentos foram feitos, alimentadores trocados, energia ampliada, mas o problema tem perdurado. Assim como em outros setores públicos e privados, se o consumidor paga, é seu direito ter o retorno garantido por seu investimento.

A legislação brasileira garante o ressarcimento financeiro aos clientes lesados pela queda de energia. O consumidor deve cobrar quando eletrodomésticos são queimados pelos cortes breves no fornecimento, ou há prejuízo financeiro como o enfrentado pela indústria e pelo comércio em maior escala, mas também pelo consumidor residencial. Enquanto não há solução, os munícipes seguem convivendo com as falhas e esperando pelo dia em que as quedas de energia elétrica deixem de existir.



11 Maio 2019 09:00:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


O segredo do sucesso pode estar ligado a diversos fatores, mas, definitivamente, a modernização tem muito a ver com a garantia da sobrevivência de qualquer marca ou instituição. Os 184 anos da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) são um aniversário que representa a força e a dedicação com que a classe trabalha. Mas, principalmente, com a inovação com que o trabalho é desenvolvido.

Os crimes se reinventam e os profissionais da segurança jamais ficam para trás. A tecnologia que passou a fazer parte do dia a dia dos policiais facilita e agiliza o trabalho da segurança pública e não substitui o trabalho feito pelo homem, apenas contribui. É assim com a tecnologia embarcada e com as câmeras de videomonitoramento instaladas em Curitibanos e que trazem, cada vez mais, a sensação de segurança para a população.

Há 184 anos, um grupo está sempre presente, acordando cedo e dormindo tarde para garantir a segurança de todos. Há 184 anos, os policias vestem suas fardas e deixam seus lares para enfrentar criminosos e proteger a comunidade. Há 184 anos, a Polícia Militar de Santa Catarina realiza um trabalho nobre: cuida dos catarinenses.

Em Curitibanos, a solenidade para comemorar a data aconteceu na sexta-feira (3). Aqui, a Guarnição Especial de Curitibanos (GECt) aproveitou a reunião para promover e homenagear oficiais e inaugurar a Transitolândia, o novo espaço disponibilizado para as crianças aprenderem sobre as leis de trânsito. A Transitolândia também é inovação. Aproximar crianças e autoridades é uma modernização de ensino. Parabéns para a PMSC, parabéns para todos os integrantes da GECt.



04 Maio 2019 07:00:00


(Charge: João Moraes) /

Ter a oportunidade de viajar para qualquer lugar ou universo sem sair de casa, é um dos benefícios da leitura, que te proporciona conhecimento deste e de outros mundos. Seja de ficção ou histórias reais, a literatura representa grande passo para a aquisição de conhecimento. Em Curitibanos, diversas pessoas estão realizando o sonho de escrever seu próprio livro, como a colunista Natália Sartor de Moraes e o sargento Márcio Pedrão, mostrando ser um sonho possível de realizar e oportunizando que os conterrâneos ampliem seu leque de conhecimento.

Desde já, estamos nos preparando para mais uma Semana Literária, que, este ano, trará nomes nacionais para discussão sobre literatura, cotidiano, dando acesso ao mundo dos livros para todas as pessoas. A leitura oferece, também, contribuição no funcionamento e desenvolvimento do pensamento crítico, levando o leitor a questionar e a avaliar a vida, sob todos os aspectos.

Como um verdadeiro nascimento, o lançamento de um livro exige entrega e coragem de um escritor, sendo reflexo de sua capacidade. Através da Semana Literária, eles terão a chance de mostrar sua obra, pois além de escrever, o que vem depois são muitos livros que precisam ser distribuídos para que as pessoas leiam, com trabalho de divulgação e muito empenho.

Vivemos numa era em que para nos inserir na sociedade, devemos possuir boa formação cultural e muita informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, pois quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.

A leitura tem a capacidade de influenciar nossa maneira de agir, de pensar e até mesmo de falar, além de ser grande agente transformador no país. Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar, enriquecer culturalmente e socialmente o ser humano. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável à intimidade com a leitura. Cabe a nós, incentivar a leitura, escrita e valorizar os escritores locais. 


27 Abril 2019 10:27:00


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

Esta quarta-feira (1) marca o Dia do Trabalhador, mas muitos não poderão comemorar a data. Só no último mês, os dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) apontam que 2.976 pessoas deixaram de ter a carteira assinada em Santa Catarina. Os setores que mais fecharam vagas, foram serviços industriais de utilidade pública, comércio, serviços e agropecuária. O momento é de incertezas. 

Entre os trabalhadores que ainda estão fichados, o receio de perder o emprego é cochichado para fora dos balcões. O atual momento financeiro e a instabilidade política, prejudicam o desenvolvimento do país, o giro econômico e a consequência é essa, um presente indesejado para os trabalhadores brasileiros.

"O ciclo do mercado de trabalho está movediço demais"

Não apenas se manter no mercado de trabalho está complicado, mas entrar e sair dele, também tem sido desafio no Brasil. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 12,7 milhões de desempregados e a maioria tem entre 18 e 24 anos.

A faixa etária aponta que ingressar no mercado de trabalho tem sido tarefa complicada. O malabarismo que os jovens têm que fazer entre apresentar experiência, formação profissional, conhecimentos básicos e conseguir se manter com os salários oferecidos, provavelmente contribui para o dado.

Já a aposentadoria é outra incerteza do brasileiro, pois muita é a discussão sobre reforma da previdência. A aposentadoria, assim como o emprego, é parte essencial do mercado interno e contribui para o giro de dinheiro dentro do país. O ciclo do mercado de trabalho está movediço demais e essa fase só deve melhorar com a mudança do cenário político-econômico, neste 1º de maio, talvez, os trabalhadores tenham mais o que refletir do que comemorar.


EDITORIAL
20 Abril 2019 11:05:00

Use esse domingo para renovar seus votos com a vida


(Charge: João Moraes) 

Qual é o verdadeiro significado da Páscoa? Para alguns não passa de um feriado, um dia para não trabalhar, um dia de "folga". Mas o que todo esse ritual, toda essa semana, influencia na vida cristã? É uma semana de reflexão, entrega e renovação. Há alguns anos a inversão de valores vem refletindo nessas datas comemorativas do calendário religioso, mas nem tudo se perdeu.   

Depois que o consumismo tomou conta da mente humana, muito se resume em cifrões. Em qual brinquedo combina mais com o chocolate ou em qual coelho entrega a melhor surpresa no domingo de Páscoa. As crianças estão crescendo em um meio tão competitivo que os próprios pais não tem controle e não sabem repassar a essência de ser.

Várias atividades aconteceram na cidade durante esses últimos dias, como Páscoa Encantada. Esse tipo de evento ajuda a manter a magia que essa época do ano deveria representar para todas as crianças. Algumas pessoas também se uniram para presentear os pequenos dos bairros mais carentes. Isso nos remete ao verdadeiro sentido da Semana Santa. Ver o próximo como se fosse a si mesmo.

Além da vida, da ressureição, essa data marca um novo sentido a morte. As pessoas costumam ter medo do final e, na verdade, a morte chega todos os dias. Ela é indispensável. Porém, a morte não acontece quando paramos de respirar. Ela acontece quando esquecemos de sorrir, olhamos torto para alguém, falamos mal dos outros ou simplesmente não ajudamos quando podemos.

Essa semana representa um gesto de amor. E qual foi o gesto de amor que você fez hoje? Use esses próximos dias para deixar para trás aquilo que não acrescenta bondade nesse mundo. Sacrifique-se. Use esse domingo para renovar seus votos com a vida. Para lhe dar uma chance de ser novo. É apenas uma decisão. Seja diferente!



13 Abril 2019 09:25:00


(Charge: João Moraes)


Hospitais de Santa Catarina estão comemorando a derrubada de um veto do governador Moisés pela Assembleia Legislativa que pode representar um fôlego a instituições filantrópicas do Estado. Com a decisão quase unânime dos deputados estaduais, o governo fica comprometido a repassar mais recursos para hospitais como o Hélio Anjos Ortiz, em Curitibanos. 

Essa garantia de repasses chega em um momento de turbulência, em que unidades hospitalares como a nossa lutam para manter os serviços prestados à população, em meio a uma crise que atinge todos os setores. Sabe-se que muitas áreas são importantes ao desenvolvimento e à qualidade de vida de uma comunidade, mas a saúde tem uma prioridade inquestionável, uma vez que é por ela que se traça uma linha tênue entre vida e morte.

Já passamos, em Curitibanos, por uma situação crítica de falta de recursos, quando nosso hospital esteve muito próximo de fechar as portas. Na prática, isso significa dizer que milhares de pessoas ficariam sem atendimento, incluindo casos de urgência, dependendo de deslocamento a outras cidades em busca de apoio médico.

Na próxima semana, uma comitiva curitibanense estará em Florianópolis para negociar com a Secretaria de Saúde a renovação do convênio com o Hospital Hélio Anjos Ortiz. Espera-se que voltem de lá com boas notícias e que o governo do Estado mostre-se sensível às necessidades da instituição para garantir o atendimento de quase 40 mil pessoas por ano.

Os recursos que, agora, o Estado será obrigado a repassar aos hospitais são essenciais à prestação de um serviço de qualidade, mas não são suficientes para atingir esse objetivo. Atendimentos médicos são caros, equipamentos são caros e a manutenção de uma estrutura tão complexa custa caro. Mas cuidar da saúde dos catarinenses não pode ser visto como uma despesa comum, porque salvar vidas não tem preço.



06 Abril 2019 07:00:00


(Charge: João Moraes) /

Cuidar da alimentação, não fumar, deixar a cervejinha para o fim de semana, praticar atividades físicas, fazer terapia... Tudo isso pode estar na agenda de quem quer uma vida mais saudável, mas, muitas vezes, em meio a tantas preocupações, o principal é esquecido. 

Na última semana, o Estado foi surpreendido com a confirmação da morte de um homem de 36 anos, em Joinville, por Febre Amarela. Desde 1966, Santa Catarina não registrava casos da doença em seres humanos e a morte levou muitas pessoas aos postos de Saúde em busca de imunização. Mas por que, só depois de uma fatalidade, é que se procurou pela prevenção? 

Culturalmente, muitas pessoas levam em conta apenas a vacinação de crianças, negligenciando sua própria saúde. Em muitas famílias, adultos sequer têm uma carteira de vacinação e a maior parte não acompanha o calendário de campanhas voltadas a públicos de todas as idades. 

Estamos vivendo um momento contraditório, em que quanto mais se fala em cuidados com a saúde menos se faz para preservá-la. Há movimentos antivacinas e fake news criadas para confundir as pessoas, pelos mais diversos motivos, e é preciso ter cautela com o que se lê e o que se ouve. Não, vacinas não matam; não causam autismo; não são parte de uma conspiração do governo para beneficiar laboratórios. Vacinas são formas eficazes e seguras de proteger não só nossa saúde, mas nossa vida. 

Houve um tempo em que o acesso a esse tipo de prevenção era escasso e conseguir doses gratuitas era uma tarefa árdua. Hoje em dia, as vacinas estão em todos os postos, de graça, disponíveis para todos os que precisarem delas. 

É fundamental que a população, de todas as idades, esteja comprometida com a saúde coletiva, pois muitas doenças contagiosas podem espalhar-se facilmente a partir de um único transmissor. 

Sim, precisamos cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos, mas algumas doenças são evitadas apenas com vacinas, que não podem ser substituídas por nenhuma outra forma de prevenção. Vacinar-se é uma forma eficiente de contribuir para manter longe de todos ameaças sérias à saúde pública. 


30 Março 2019 07:48:00


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Segurança? Esse tema é discutido, diariamente, na maioria dos lares brasileiros. Basta ver uma notícia de tragédia que todos pensam em como se salvariam caso acontecesse aquilo próximo de si. Instintivamente, cada ser procura proteger aqueles que estão próximos, porém, com o passar do tempo, surgem novos medos e inseguranças. Se não bastasse o físico, que é, por exemplo, não deixar crianças sozinhas nas ruas, não deixar a porta da casa destrancada, não falar com estranhos, agora, temos de lidar com o mundo virtual. 

Se pararmos para pensar em todas as situações ruins que podem acontecer tanto física quanto virtualmente, não teremos um minuto de tranquilidade. Então, temos de nos apegar a formas de evitar que esse tipo de coisa aconteça.

"O mundo virtual anda tão avançado que não se tem domínio algum"

Nos últimos tempos, a Internet tem tomado conta dos lares, a relação interpessoal já não faz mais parte, na grande maioria. Os pais preferem entregar uma "telinha eletrônica" para dominar os filhos. Educação que se preze não funciona assim. Apesar de achar ter controle sobre o conteúdo que seu filho assiste ou utiliza na Internet, o mundo virtual anda tão avançado que não se tem domínio algum. Na última semana, aquela tal de "boneca Momo" apavorou muitas famílias. E aí vem o questionamento: é preciso acontecer as coisas para se precaver?

Como algum tempo atrás, quando surgiram aqueles desafios da "Baleia Azul", vemos que as crianças e adolescentes estão tão suscetíveis que aceitam qualquer coisa para ter um pouco de atenção. Mas tenha calma, ainda há tempo. Se sua decisão for de, a partir de hoje, conversar mais, passar mais tempo ao lado de seu filho, levá-lo passear ou convidá-lo para preparar um lanche contigo, você começará a trilhar o caminho certo. Agora, se acha que está bom do jeito que está, prepare-se para um futuro incerto e inseguro.


EDITORIAL
23 Março 2019 11:17:00

'Grades, portões, câmeras são capazes de frear ímpetos assassinos?'


(Charge: João Moraes)

O ataque que resultou em dez mortes, em uma escola de Suzano, no interior de São Paulo, chocou a todos na última semana. A brutalidade da ação também atingiu quem não estava diretamente envolvido, porque coloca em xeque qualquer confiança que tenhamos de que, em espaços como a escola, nós, nossos filhos, familiares, amigos, enfim, todos estejamos seguros.

Ao sairmos de casa para estudar, trabalhar, ir ao supermercado, temos, inconscientemente, a certeza da volta. Ninguém espera por uma fatalidade e nem se prepara para ela. Por isso, casos como o de Suzano são tão chocantes.

Após o ataque, muitas pessoas questionaram o sistema de segurança das escolas, cobrando que medidas mais rígidas fossem adotadas para evitar o acesso de criminosos ao ambiente escolar. Mas como fazer isso? Grades, portões, câmeras são capazes de frear ímpetos assassinos?

Nas escolas, como em qualquer outro lugar, há uma série de estruturas implantadas para nos dar pelo menos uma sensação de segurança, mas a verdade é que esse tipo de ataque não pode ser previsto ou contido. Trata-se de pessoas que não se intimidam com qualquer tentativa de bloqueio e, sem o discernimento que só o equilíbrio emocional e psicológico nos garante, agem de forma impulsiva e violenta. Mesmo com todos os recursos de segurança disponíveis atualmente, não há como garantir, com 100% de certeza, que estaremos a salvo. O que se pode analisar e questionar, em situações como a de Suzano, é como essas pessoas - incluindo um menor - tiveram acesso a armas com tanta facilidade. Não, não se pode prever esse tipo de ação. Mas impedir que instintos violentos sejam equipados com armas letais é, com certeza, o primeiro passo para evitar tragédias.



16 Março 2019 08:30:00
Autor: A Semana


(Charge: João Moraes)


Estamos vivendo a Quaresma, período que, para os cristãos, representa um momento de reflexão e conversão. A tradição da data pede que todos façam algo que possa ser caracterizado como penitência, numa demonstração de fé e respeito. Mas encontrar algo de que gostamos e que estejamos dispostos a abrir mão durante 40 dias pode ser uma tarefa mais complicada do que parece.

Para alguns, a decisão é certa: nada de carne vermelha. Outros decidem abolir festas, bebidas alcoólicas, deixam a barba crescer... Há muitos hábitos que se enraizaram na cultura católica e que, hoje, são reproduzidos através das gerações, embora muitas pessoas desconheçam sua real motivação. E redescobrir essa motivação deve ser a meta daquele cristão que realmente quer dar significado a sua penitência.

Para isso, é preciso olhar para dentro de nós. A verdadeira transformação deve ser feita de dentro para fora, começando por avaliar e repensar nossas falhas, onde precisamos agir para nos tornarmos pessoas melhores. Em um momento em que todos estão empenhados em demonstrar e renovar sua fé, estar disposto a corrigir-se de fato deve ser a primeira decisão a ser tomada. Mais que uma decisão, deve ser um compromisso assumido internamente e que transpareça externamente, na forma como nos relacionamos com o mundo, incluindo tudo e todos que estão a nossa volta.

Respeito pelos outros, tolerância às diferenças, caridade, compaixão, fraternidade... Esses são sentimentos que devem ser companheiros inseparáveis de quem se diz um cristão, mas que, por muitas vezes, ficam esquecidos no dia a dia. Talvez, nesse período de Quaresma, retomá-los em nosso cotidiano seja a penitência mais dura que possamos fazer, porque a bondade e a generosidade são sentimentos nobres, mas que exigem prática e uma vigilância constante de nossos pensamentos e ações.



OPINIÃO
08 Março 2019 16:13:00


(Charge: João Moraes) /

Parece clichê, mas o que as mulheres realmente querem é ser valorizadas nos outros 364 dias do ano tanto quanto são parabenizadas no dia 8 de março. É importante ter uma data só para elas. Na verdade, ter 24 horas em memória do gênero que mais habita a Terra é um bom pretexto para se levantar discussões tão importantes na sociedade. 

Por que elas têm tanto medo de andar sozinhas na rua? Por que cuidam do tamanho do decote e da altura da saia? Por que ganham menos? Por que ocupam cargos inferiores? Por que assumem responsabilidades que não escolheram? Por que se tornam vítimas do "amor" de suas vidas? Por que são tão pouco representadas nas mesas de autoridades? 

Em meio a tantos porquês, nos últimos tempos, as mulheres têm percebido que suas melhores amigas são a atitude e a coragem e que, em parceria com uma boa companheira chamada união, dá para transformar esse trio em uma força que só as mulheres têm, simplesmente porque todas essas características são femininas. É tão natural a garra com que as mulheres têm lutado pelo espaço e poder de escolha, direitos reprimidos por tantos anos, que as indagações sobre a desigualdade têm incomodado os machistas de plantão. 

Elas são livres para escolher quem querem ser; podem se tornar engenheiras, jornalistas, médicas, esportistas... Assim como têm o direito de engravidar ou não, parir e criar, ou não. A luta das mulheres é pelo direito de escolha e nada disso interfere na vida dos homens que cuidam de suas próprias vidas e lavam suas próprias roupas. Ora, cada um cuida de si. O homem escolhe se quer cozinhar e lavar para sua esposa, assim como a mulher escolhe se cozinha e lava para seu marido. Isso não é inversão de valores. O que estamos vivendo é só a quebra de uma cultura machista que se consolidou por anos. 

Mudanças assustam, mas não é justo que as mulheres paguem o preço de continuar vivendo em uma sociedade que fecha os olhos para o machismo impregnado nas pequenas atitudes. Para acordar, o despertador tem de fazer barulho. Não dá mais para agradar mulheres só com chocolates e buquê de flores no dia 8 de março. Elas querem respeito e igualdade, o ano inteiro. 


02 Março 2019 12:54:00


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

A tão comentada Reforma da Previdência chegou ao Congresso Nacional e provocou o barulho esperado. No entanto, antes mesmo que se conheça todos os seus pontos, a promessa já é de alteração. Ou seja, enquanto a população discute idades, alíquotas e benefícios, a Câmara já se debruça sobre o documento com ideias de mudança. 

Especialistas, órgãos de classe, trabalhadores, sindicatos, juristas, políticos... Todos têm uma opinião sobre a reforma e, até que ela seja aprovada, haverá muitos palpites. Se eles serão incluídos no novo documento, vai depender de quanta articulação e força cada segmento tem junto aos parlamentares, mas o certo é que a reforma aprovada deve ser bem diferente da proposta inicial do governo.


"O jogo político será intenso e exigirá habilidade do governo e seus aliados" 


Para o Executivo, um novo formato de Previdência é apontado como urgente e indispensável para todas as outras medidas planejadas pela equipe, mas se sabe que o caminho será longo e cheio de obstáculos até a aprovação. No trâmite pela Câmara dos Deputados e, depois, pelo Senado, o jogo político será intenso e exigirá habilidade do governo e seus aliados para garantir que a essência da proposta que apresentaram seja mantida. Além de atuar junto a bancadas, partidos e lideranças, será necessário lidar com a pressão de categorias com grande poder e que não vão abrir mão facilmente dos privilégios que conquistaram ao longo dos anos.

No meio dessa batalha, está o principal interessado e a quem as alterações da Previdência mais afetarão: o trabalhador comum. Para esse, o maior inimigo é a generalização, sem levar em conta as particularidades de cada função para entender de que há profissões que permitem o trabalho até 65 anos sem grandes comprometimentos, mas há outras que se tornariam verdadeiras torturas após os 60. Que haja, entre os responsáveis por aprovar a nova Previdência, o entendimento de que expectativa de vida não significa, em muitos casos, qualidade de vida.


EDITORIAL
23 Fevereiro 2019 14:55:00

Uma boa logística na cidade começa com moradores conscientes


(Charge: João Moraes) /

O ano iniciou com mudanças em Curitibanos. A partir de agora, centenas de casas terão sua numeração modificada. A novidade é fruto de extenso estudo de organização urbana, com objetivo de organizar a sequência numérica em todas as ruas do município. Quem teve seu número modificado, vai descobrir através do carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano, onde vai constar o número correto da edificação. Caso não corresponda com a numeração atual, o morador é o responsável por fazer a troca.

É preciso que os munícipes se conscientizem da importância de contribuir com a mudança, pois não são somente os números que serão mudados, mas a identificação de seu real endereço. Mais que apenas o número em frente a residência, essa identificação é a responsável pelo recebimento de correspondências, entregas de revistas e jornais, lanches e toda forma de entrega feita através dos Correios e transportadoras.

A partir do ano que vem, os carnês do IPTU serão entregues através dos Correios, precisando que cada um faça sua parte para que a cobrança chegue à residência e evite transtornos, como multas e atrasos. Não há custo para fazer a mudança do número em lugares como Celesc, Casan e bancos, precisando somente que o morador vá até o local e peça a modificação.

É inegável que toda mudança gera transtornos, mas a maioria é feita para melhorar a vivência e aspecto de organização da cidade. Esta troca nas residências de Curitibanos deve facilitar o dia a dia de entregadores, carteiros, motoboys e moradores de vários bairros da cidade, porém, só funcionará se cada morador fizer sua parte e, de fato, mudar a numeração que identifica a casa na fachada da sua construção. Uma boa logística na cidade começa com moradores conscientes de suas responsabilidades.



16 Fevereiro 2019 09:30:00
Autor: Por AS


(Ilustração: João Moraes) /


Com essa meta, o grupo de Alcoólicos Anônimos (AA) trabalha no afastamento das pessoas das bebidas alcoólicas. Nem sempre a correria habitual do dia a dia possibilita que problemas sociais sejam reconhecidos e analisados. Em Curitibanos, percebe-se o aumento, próximo a bares em toda cidade, de pessoas em situação de alcoolismo, sem controle das próprias vidas, sujeitos a toda forma de violências e críticas.

Aprender a respeitar e entender que se trata de uma doença talvez seja a parte mais difícil, seja para os alcoólatras, suas famílias, amigos ou para a comunidade que o cerca. Mas algo, além do julgamento e crítica, precisa ser feito, pois alcoolismo é uma doença, precisa de tratamento, força de vontade e, principalmente, de apoio. O primeiro passo, talvez, seja apagar o mito de que problemas com álcool são sinal de fraqueza moral. Não são: o alcoolismo, deve-se reforçar, é doença grave e quem dela é acometido necessita de suporte médico, familiar e de amigos para superá-la.

No AA, as histórias são semelhantes, onde todos precisaram chegar ao fundo do poço, em total solidão, para se conscientizar de que precisavam de ajuda. Sem família, amigos, trabalho e dignidade, os alcoólatras vivem à margem de uma sociedade que não mede a consequência dos julgamentos ditos morais, sem perceber que se trata de vidas que precisam de ajuda.

Além da falta de controle representar perigo para eles, o álcool tira o controle das faculdades mentais e pode resultar em pessoas agressivas, colocando em perigo todos que o cercam, sejam conhecidos ou não, uma vez que a quantidade de gente que padece do sofrimento mental em razão da bebida mantém-se alta e em crescimento.

Um dos motivos é que cidadãos cada vez mais jovens fazem uso de álcool, o que aumenta as chances de desenvolvimento do vício e de seus efeitos. Outro é que questões circunstanciais, como a crise econômica e o desemprego, e as próprias vicissitudes da vida moderna, fazem, infelizmente, com que mais e mais pessoas procurem na bebida, saídas ilusórias para suas dificuldades.



09 Fevereiro 2019 07:00:00


As cenas da lama furiosa arrastando pessoas, trem, vegetação, trabalhadores, animais, vidas, e tudo o que estava próximo a barragem do Feijão, em Brumadinho (MG), impressionou os olhos do mundo todo, na última semana. 

Depois da tragédia anunciada, e da divulgação do número de mortos, que só aumentou a cada dia, a esperança de amenizar a dor das famílias com pessoas soterradas na lama foi toda depositada no trabalho dos heróis da vida real, que vestem farda e capacete e buscam vítimas na lama, como quem procuraria um ente querido em situação de perigo. 

O trabalho dos bombeiros emocionou. O helicóptero que chegou ao solo, mas não encostou a lama, a sensibilidade na passagem das informações, a força para se movimentar na terra pesada, o vencimento do cansaço, o trabalho em equipe, o profissionalismo e a especialização. Bombeiros de todo o Brasil, exemplificaram a responsabilidade e dedicação com que trabalham dia a dia em uma situação em que o mundo todo esteve com os holofotes voltados para eles.

Em situação tão triste e que comoveu tantos corações, ter representantes de Curitibanos trabalhando na ação, fez com que cada morador da região se sentisse parte do resgate. Cabo Fumagalli e o cão Hunter são orgulho para Santa Catarina, são referências de dedicação, trabalho sério, coragem, empatia, sensibilidade e lealdade. A fala e o olhar entre o bombeiro e o cão em ação só demonstram que ali teve treino, mas que, acima de tudo, o trabalho é feito com amor.

A doação com que os bombeiros trabalham é emocionante. A coragem de toda a equipe que trabalhou nos últimos dias em Minas Gerais tocou o coração do mundo todo. O rastro de pé e pata deixado na lama, marca a trajetória do belo trabalho feito em equipe pelos bombeiros e o melhor amigo do homem. 

O bilhete deixado pela população de Brumadinho para os bombeiros traduz o mesmo sentimento de toda a população curitibanense: "Obrigada por não desistirem, parabéns pela profissão!".


02 Fevereiro 2019 10:07:00
Autor: Por AS


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

Curitibanos está situada em região onde a agricultura comanda grande parte da movimentação financeira. Somente relacionado às frutas locais, um relatório de atividades anual da Epagri, mostrou que o município contava, na safra 2017/2018, com 45 hectares de terra dedicados à fruticultura, com produção em torno de 365 toneladas, movimentando uma renda de R$ 1.116.762. 

Os grandes responsáveis por esta quantia são os trabalhadores que levantam cedo, dormem tarde e não desistem, mesmo diante do Sol forte e adversidades climáticas, de cuidar e investir em sua produção. Para quem não conhece, vale o passeio pelo interior do município, onde, cada vez mais, os produtores estão aprimorando suas atividades e ampliando as opções do que é produzido em suas terras. São famílias inteiras que se dedicam ao trabalho no campo, que, muitas vezes, mostra-se ingrato com desvalorização e falta de mercado para venda do fruto de seu exaustivo trabalho.

A falta de mercado é apontada como um dos principais desafios da agricultura familiar, que precisa de maior incentivo para que a produção chegue até o consumidor final. Das frutas colhidas nas terras curitibanenses, destacam-se a uva, morango, pera, mirtilo e, em quantidades menores, figo, ameixa e amora, que estão sendo testados e já apontam bons resultados de colheita.


"O alimento que comemos é fruto do trabalho de inúmeras famílias"


O alimento que comemos é fruto do trabalho de inúmeras famílias, que, muitas vezes, passam despercebidas em um mundo acelerado e desatento, que, por vezes, não tem ideia de que os alimentos são frutos de um trabalho diário que vai muito além das gôndolas dos supermercados. Assim, o grande desafio da sociedade atual vai além de aumentar a produção de alimentos de forma a atender à demanda de uma população ainda crescente. Mas, também, está na valorização daqueles que fazem da terra seu sustento e que nos agraciam, diariamente, com nosso alimento.

Em Curitibanos, ainda há a possibilidade de compra direta com os produtores, com oportunidade de conversar sobre como o alimento é produzido e conhecer as diferentes realidades existentes em uma única cidade. A esperança permanece na construção, inauguração e divisão de espaços como o Mercado Público, onde há o objetivo de valorização do produto da terra. A nós, resta aguardar o empreendimento e a chance de valorizar o trabalho feito pelos nossos conterrâneos.


EDITORIAL
26 Janeiro 2019 07:00:00

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(Charge: João Moraes) 

Responsabilidade e empatia. Essas são as palavras que faltam no dicionário de quem compartilha imagens de pessoas acidentadas, machucadas e em outras situações de vulnerabilidade. 

As redes sociais e aplicativos de conversação têm confirmado cada vez mais uma constatação que profissionais da comunicação já fizeram há tempos: a população, no geral, adora acompanhar notícias policiais, principalmente se tratando de grandes desastres. A principal diferença de acompanhar informações produzidas por uma equipe focada em gerar conteúdo relevante e uma pessoa que apenas quer compartilhar o pior ângulo de um acidente é a responsabilidade. Algumas imagens não mudam em nada a gravidade de um fato, apenas agradam aos olhos daqueles que não conseguem praticar a empatia e perceber que, um dia, pode ser algum amigo ou familiar em uma situação parecida. 

Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, até a Justiça teve de se adequar para conseguir mostrar que a Internet não é "terra de ninguém" e que os dedinhos ágeis que compartilham o que dá na telha também devem responder por seus atos. 

Os celulares que são puxados do bolso assim que algum acidente acontece captam tudo a sua volta e logo as imagens estão no grupo de amigos. Mas essas imagens podem ser as mesmas que ajudarão a Polícia nas investigações de uma ocorrência. É uma questão de consciência: como sua atitude está contribuindo com o mundo? 

Mais do que crueldade, a divulgação de imagens de pessoas feridas ou mortas em acidentes ou em ações criminosas configura crime e pode resultar em prisão. De acordo com o artigo 212 do Código Penal, a prática é considerada vilipêndio (desrespeito) de cadáver e quem comete tal crime pode responder a uma ação com pena de até três anos de detenção. 

É importante se discutir sobre essas atitudes em casa, com os pais e com os filhos. Não há idade para se criar pensamentos que podem inibir ações que prejudiquem alguém, ou que machuquem uma família. Compartilhamento de imagem e conteúdo também faz parte da nossa educação. 


EDITORIAL
19 Janeiro 2019 15:50:00

'A dor da perda mistura-se à revolta pela impunidade'


(Charge: João Moraes) 

Quem poderia imaginar? Quem estaria preparado? A perda precoce de nossa eterna jornalista Franciele Gasparini atingiu como um raio toda a equipe do "A Semana", onde ela atuou por mais de dez anos. Mais do que isso, atingiu a todos que conheceram, mesmo que rapidamente, a menina doce, a mulher guerreira, a jornalista competente, a fotógrafa sensível que ela foi. 

Depois de tanto escrever sobre mortes em nossas estradas, quem imaginaria que ela se tornaria a notícia? Após cada matéria redigida sobre o assunto, a Fran sempre falava de sua tristeza pelas famílias destruídas e de sua revolta pela imprudência no trânsito. Hoje, ela não pode expressar esses sentimentos, mas nós a conhecíamos o suficiente para falar por ela: quantos mais precisarão morrer? Quantas vidas mais serão tiradas até que as pessoas tomem consciência de sua responsabilidade ao colocar um veículo em movimento?

O caminhão que causou o acidente no qual, além da Fran, morreram mais cinco pessoas, tinha no volante um motorista embriagado. Um homem sem nenhuma noção do risco que causava a sua própria vida e às vidas dos outros. Uma pessoa que, só por isso, não deveria estar apta a conduzir um veículo, que, em suas mãos irresponsáveis, transformou-se em uma arma. Mas ele está livre. A Justiça entendeu que uma fiança de R$ 4.900 era suficiente para colocá-lo em liberdade.

No meio disso, a dor da perda mistura-se à revolta pela impunidade. A Fran se foi. Muitas outras vidas se foram e se vão, todos os dias, em fatalidades no trânsito. Até quando? O que é necessário para tirar da condução de veículos pessoas completamente desqualificadas para dividir espaço com inocentes nas rodovias?

Nossa colega, funcionária, amiga, filha, irmã não pode retornar. Mas para nós que ficamos, assistir a uma punição adequada ao responsável por sua morte trará um pouco de alívio, por saber que ele não mais colocará outras pessoas em risco. Com sua empatia e generosidade, a Fran pensava sempre nos outros. Então, se não há mais esperanças para ela, que haja para outras pessoas. Que este não seja mais um crime a ficar impune. É a esperança que nos resta.



OPINIÃO
12 Janeiro 2019 10:20:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


Andar pelas ruas de Curitibanos nos últimos tempos, independente de ser no Centro ou nos bairros, é ter a certeza de que você vai se deparar com dezenas de animais andando sem destino pelas ruas. Isso já representa um problema, mas o atual diferencial , é que o número de pessoas atacadas por animais de rua tem aumentado a cada semana, mostrando que o problema já se tornou, além de saúde, um problema de segurança.

A situação está beirando o caótico e já passou da hora de os órgãos oficiais assumirem sua responsabilidade. Entende-se que não há canil público disponível para fazer o recolhimento destes animais, mas deixá-los largados à própria sorte também não vai resolver o problema. Curitibanos, assim como outros municípios da região, tem sofrido gravemente com a situação, gerando medo aos munícipes de sair às ruas e ser mordido por algum animal.

ONGs, comerciantes e moradores têm feito tudo o que podem para cuidar dos animais, abrigá-los, dar alimentação e proporcionar um pouco de segurança, entendendo que eles não são os culpados de estar nas ruas. Até mesmo campanhas já foram realizadas para conseguir dinheiro suficiente para castrações, mas, enquanto isso, cada vez mais animais estão surgindo e andando sem rumo por todos os cantos. 

A Polícia Ambiental alerta que abandono configura crime, então, antes de decidir comprar ou adotar um animal, a família precisa ter certeza que é isso que quer. Uma vez tomada a decisão, a pessoa não pode simplesmente deixar de querer o animal e abandoná-lo. Porém, se não há mais condições de ficar com o cão, é preciso encontrar uma família que o adote.

Uma das medidas já tomadas foi a formação de um grupo para discussão do problema, que está com reunião marcada para este mês, onde vai discutir alguma solução para os animais de rua. Até lá, os moradores estarão sujeitos a ataques e os cães, em risco de sofrer as consequências por estar em total situação de abandono.





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