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OPINIÃO
12 Janeiro 2019 10:20:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


Andar pelas ruas de Curitibanos nos últimos tempos, independente de ser no Centro ou nos bairros, é ter a certeza de que você vai se deparar com dezenas de animais andando sem destino pelas ruas. Isso já representa um problema, mas o atual diferencial , é que o número de pessoas atacadas por animais de rua tem aumentado a cada semana, mostrando que o problema já se tornou, além de saúde, um problema de segurança.

A situação está beirando o caótico e já passou da hora de os órgãos oficiais assumirem sua responsabilidade. Entende-se que não há canil público disponível para fazer o recolhimento destes animais, mas deixá-los largados à própria sorte também não vai resolver o problema. Curitibanos, assim como outros municípios da região, tem sofrido gravemente com a situação, gerando medo aos munícipes de sair às ruas e ser mordido por algum animal.

ONGs, comerciantes e moradores têm feito tudo o que podem para cuidar dos animais, abrigá-los, dar alimentação e proporcionar um pouco de segurança, entendendo que eles não são os culpados de estar nas ruas. Até mesmo campanhas já foram realizadas para conseguir dinheiro suficiente para castrações, mas, enquanto isso, cada vez mais animais estão surgindo e andando sem rumo por todos os cantos. 

A Polícia Ambiental alerta que abandono configura crime, então, antes de decidir comprar ou adotar um animal, a família precisa ter certeza que é isso que quer. Uma vez tomada a decisão, a pessoa não pode simplesmente deixar de querer o animal e abandoná-lo. Porém, se não há mais condições de ficar com o cão, é preciso encontrar uma família que o adote.

Uma das medidas já tomadas foi a formação de um grupo para discussão do problema, que está com reunião marcada para este mês, onde vai discutir alguma solução para os animais de rua. Até lá, os moradores estarão sujeitos a ataques e os cães, em risco de sofrer as consequências por estar em total situação de abandono.



05 Janeiro 2019 07:11:00


(Charge: João Moraes)

Diz uma frase atribuída a Albert Einstein que é insanidade esperar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. A autoria pode ser questionável, mas seu conteúdo, certamente, é bem verdadeiro e expressa bem esse início de ano, quando novos governantes chegam à chefia do Executivo, no Brasil e em Santa Catarina, embalados por uma onda que clamava por mudanças. 

O eleitor deu seu recado nas urnas e, na esperança de melhores administrações, elegeu políticos que representavam algo novo. Agora, eles assumiram seus postos e precisam começar a executar pelo menos parte das transformações que pregaram durante as campanhas.

E não será tarefa fácil. Primeiro, por uma questão financeira, já que os orçamentos, tanto do Estado quanto da União, são bastante restritivos em relação a investimentos, uma vez que dívidas e folhas de pagamento consomem uma boa parte dos recursos. Depois, porque quem acompanhou as promessas e entende o mínimo de governança sabe que os executivos não têm plena autonomia para colocar em prática seus planos de governo. Em alguns casos, precisam do aval dos legislativos; em outros, do Judiciário; e, ainda, há situações em que lobbies e interesses de terceiros acabam por definir o que será e o que não será feito.

"Vontade política, determinação e pulso firme contam pontos, mas não o suficiente"

Como já vimos tantas vezes em outros governos, é só depois que se chega ao poder que até o mais bem intencionado candidato entende como a banda toca. Obviamente, vontade política, determinação e pulso firme contam pontos, mas não são o suficiente para garantir que o brasileiro e o catarinense verão, na prática, o resultado do que ouviram em discursos inflamados e, para alguns, bastante convincentes.

Os novos governos estão apenas engatinhando e é preciso ter maturidade e tolerância para entender que nada será feito em curto prazo - principalmente com dois marinheiros de primeira viagem no comando. Do lado dos governantes, é igualmente necessário ter maturidade e tolerância para entender o que, como e quando mudar, pois a mudança que se espera, seguramente, é uma mudança para melhor. Que 2019 traga uma transformação positiva e que possamos ver, ainda este ano, alguma ação no sentido de corrigir erros e iniciar uma fase mais favorável para todos. Do contrário, a mudança será apenas de números no calendário.


EDITORIAL
28 Dezembro 2018 17:18:00


Mais um ano está findando e, junto dele, a certeza de que fizemos o melhor que poderíamos para concretizar o planejamento feito lá no início de 2018. O ano foi atípico, tivemos muitos eventos, muitos desastres, conquistas, perdas e encerramos o ano com mudança nos governos e uma busca incessante por transformação e melhorias na vida de todos. 

Nunca antes o mundo tinha borbulhado tanto, talvez, porque nunca antes estivesse tão conectado, imediato e posicionado. Vimos avanços nos direitos humanos, mas também acreditamos muitas vezes que não havia mais solução para os problemas do mundo, tudo por causa da intolerância que ainda insiste em marcar presença. Em detrimento das várias tragédias, as acidentais e as, infelizmente, não tão acidentais assim, vimos solidariedade e mãos estendidas para ajudar ao próximo mais do que nunca. 

Mesmo o ano não sendo da forma como desejaríamos, este é um momento reservado à gratidão por conseguirmos chegar vivos ao fim de mais um ciclo, já pensando no próximo. 

Problemas podem incomodar, mas nos deixam mais fortes e, se tem uma coisa que este ano que finda fez, foi deixar-nos mais resistentes às agruras da vida. Se queremos mudança, devemos começar por nós, pois confiar no futuro e mudar atitudes é sempre importante. 

No mês de dezembro, é comum avaliarmos a caminhada do ano, seja no lar, na escola, no trabalho, na igreja... Expressamos nossa gratidão, pedimos perdão, firmamos propósitos e sonhamos com um novo ano cheio de esperança e confiança. Mesmo diante de uma imensa crise financeira, moral e até mesmo emocional, estamos próximos de um recomeço e to- das as oportunidades que vêm junto dele. Apesar das dificuldades, somos grandes vencedores. Todas as atividades desenvolvi- das pelo Jornal "A Semana", são feitas com dedicação e amor de toda equipe, que não mede esforços para que você leitor, cliente e amigo, tenha o melhor jornal que Curitibanos e região merecem. Muito obrigado pela parceria e que estejamos todos juntos novamente em 2019. Para a chega- da deste novo ano, façamos nossas promessas e metas possíveis, acreditando que o ano será cheio de conquistas e realizações. 



EDITORIAL
22 Dezembro 2018 09:33:00

Que nesta semana festiva, o carinho seja o único sentimento em todos os lares

(Charge: João Moraes)

Embora o Natal seja uma festa cristã, com cunho religioso para mostrar o nascimento de Jesus, a data também é sinônimo da maior movimentação comercial dentro dos municípios, com lojas cheias e famílias nas ruas buscando por presentes. Em Curitibanos, o movimento tomou as ruas nas últimas semanas, desde que as luzes coloridas enfeitaram as avenidas principais da cidade, animando comunidade e comerciantes, que passaram a festejar a data. 

Mesmo com o consumidor mais cauteloso, esta é uma época do ano onde o comércio mais fatura, encontrando respaldo, ainda, na última parcela do décimo terceiro salário, onde boa parte é destinada para a compra dos presentes. Diferente dos últimos anos, nas ruas de Curitibanos, o clima está diferente, com as famílias passeando, vitrines enfeitadas e movimentação comercial favorável ao desenvolvimento do município, fazendo do Natal um momento mais alegre e de convivência em comunidade.

Sem esquecer os reais valores natalinos, como união, carinho e respeito, o Natal também é momento de confraternização e quando os municípios pequenos mais se enchem dos visitantes que ainda mantêm suas raízes em seu local de origem. Época de visitar os familiares, amigos, rever as pessoas que, hoje, moram em outras localidades e reservam a data para as visitações.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas ao longo do ano que está findando, muito se tem para comemorar e este é o momento de deixar as rusgas de lado e encarar o próximo apenas com afeto. Que nesta semana festiva, o carinho seja o único sentimento em todos os lares, pois prosperidade é o desejo do Jornal "A Semana" para todos os amigos, familiares, leitores, anunciantes e colaboradores, que fazem deste semanário o maior documento histórico da região, estando sempre presente nos lares e no dia a dia de Curitibanos e dos municípios vizinhos. Feliz Natal a todos e que possamos continuar sempre contando nossa história.



15 Dezembro 2018 09:48:00

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(Ilustração: João Moraes)


Dezembro chegou e, com ele, as luzes coloridas nas ruas, decoração diferenciada no comércio local e residências curitibanenses e, acima de tudo, o clima de união e acolhimento tão característico do Natal, para guardar morada em Curitibanos e região.

Este ano, tivemos o diferencial de ter o clima natalino antecipado em Curitibanos, com decoração nas ruas principais e praças centrais ainda em novembro, ganhando as vitrines e empolgando os moradores da cidade, que anteciparam a colocação das luzes coloridas e auxiliaram na transformação do clima de fim de ano.

O último mês geralmente é marcado pelas confraternizações e encerramento de ciclos, tornando vivo o espírito de comunidade e aproximando as pessoas, que, mesmo com tantos afazeres, reservam alguns dias para a família, amigos e momentos de união. Trata-se de uma época de festas, mas sem esquecer o lado espiritual e de planejamento do ano novo que se aproxima.

Com extensa programação até o dia 22 de dezembro, os curitibanenses têm opções de entretenimento para todas as idades, sendo o Natal uma das únicas datas do ano, que consegue unir todos os segmentos da sociedade para a mesma comemoração. É momento de gratidão, perdão e firmar os propósitos de esperança no futuro sempre melhor.

Natal é tempo de expressão de amor em sociedade, de estar próximo e ser feliz. Além disso, representa dias importantes e de significativa movimentação comercial, fazendo refletir as melhorias e investimentos nos meses seguintes.

No mês de dezembro, é comum avaliarmos a caminhada do ano, seja no lar, na escola, no trabalho, na igreja... Expressamos nossa gratidão, pedimos perdão, firmamos propósitos e sonhamos com um novo ano cheio de esperança e confiança.

Que neste novo ano, possamos planejar e assumir propósitos investindo no que pode ser melhor, e mudar o que pode ser mudado, começando conosco. Diante de tudo isso, o único desejo é que a mensagem natalina possa estar viva em nossas casas, comunidades, local de trabalho e lazer, trazendo-nos a paz e o bem a todos.



08 Dezembro 2018 08:30:00


Seis focos de larvas do mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika foram encontrados, este ano, em Curitibanos. O último foco foi encontrado em novembro, no bairro São Luiz, e, mesmo sem nenhum caso confirmado das doenças no município, a situação é preocupante e merece atenção de todos, para que o Aedes aegypti não venha a se procriar na cidade e região. 

Nesse momento, os dedos não devem ser apontados apenas para um lado como o responsável, pois já passou da hora de todos nós assumirmos a responsabilidade em manter nossa cidade e região longe de doenças tão perigosas. O perigo bateu à porta e, agora, cabe a nós decidir o que fazer. Ou fechamos os olhos, acreditando que não é um problema nosso e que outra pessoa ou instituição deve resolver, ou levantamos da cadeira e vamos vistoriar nossas residências e terrenos, atrás de possíveis moradias para larvas deste tão perigoso mosquito.

"O perigo bateu à porta e, agora, cabe a nós decidir o que fazer"

Não há outra saída que não seja a prevenção e, para isso, toda a comunidade deve estar unida contra o Aedes. O aumento do número de focos significa que a prevenção relaxou ou não surtiu o efeito planejado, e este controle não funciona sem o apoio da população. Com a aproximação do Verão e dos períodos de chuva frequente, o perigo fica ainda maior. 

Os principais focos de criação do Aedes aegypti estão nas casas, desde caixas d'água mal tampadas e pneus velhos que guardam água das chuvas até potes de flores. Por mais que os agentes sanitários se esforcem, tanto para destruir os criadouros existentes como para prevenir o surgimento de outros, sem a cooperação dos moradores, seu trabalho não produzirá grandes resultados.

Conquistar a colaboração ativa da população não é fácil, como a experiência já mostrou, mas é indispensável. Esse é o grande desafio. A tarefa pode ser facilitada pelo ponto dramático a que chegou a situação, e o poder público deve utilizar esse argumento. A guerra precisa ser intensificada para combater o mosquito. Por enquanto, continuamos vendo o avanço da doença em todo o Estado e é preciso, urgentemente, reverter este resultado.


EDITORIAL
01 Dezembro 2018 09:26:00

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(Charge: João Moraes)/

O clima natalino já tomou conta das ruas de Curitibanos que está vestida com luzes coloridas e enfeites remetendo à data, um dos momentos mais especiais e aguar- dados do ano. Para deixar este momento ainda mais especial, a União das Associações de Bairros (UAB) de Curitibanos está, desde outubro, trabalhando com a Campanha Natal Solidário, que tem por objetivo arrecadar brinquedos para presentear crianças carentes do município. 

O Natal é marcado pelas reuniões familiares e entre amigos, que fazem troca de presentes e confraternizações, mas nem todas as famílias têm condições financeiras para presentear a todos, vendo nesta campanha, a oportunidade de ver o sorriso das crianças e uma data mais alegre e comemorativa. 

Vivemos numa cidade acolhedora e onde, na maioria das vezes, as pessoas são preocupadas com o bem do seu semelhante. Prova disso está em mais essa campanha promovida pela União e que tem recebido centenas de adeptos, que estão depositando suas doações nos pontos de coleta. 

Não temos mais desculpa para não participar. Se não temos como doar um brinquedo, papel de presente ou fita adesiva, temos a oportunidade de dedicar um tempo para espalhar o bem e auxiliar na separação, feitio dos pacotes e até na entrega dos presentes que vão alegrar o lar de centenas de famílias de Curitibanos. 

Chegou a hora de deixar os problemas cotidianos de lado e entrar no clima natalino de confraternização, carinho e afeto, fazendo do voluntariado uma oportunidade de demonstrar a preocupação que temos com o bem do nosso semelhante. As famílias agradecem e, principalmente, as crianças, que são as verdadeiras protagonistas do espírito natalino, com sorrisos e demonstrações de carinho sinceras. 


EDITORIAL
25 Novembro 2018 09:37:00
Autor: Por AS

'A hora é de preparar a casa, a cabeça e o coração para as festas'


(Charge: João Moraes)/

As luzes de Natal foram acesas em Curitibanos e trouxeram, oficialmente, o clima de fim de ano para a cidade. Ruas decoradas e símbolos natalinos podem ser vistos em vários pontos e não nos deixam esquecer que o ano está chegando ao fim. A hora é de preparar a casa, a cabeça e o coração para as festas que se aproximam. 

Com as principais ruas da cidade iluminadas e decoradas, sair com a família e amigos, durante a noite, apenas para passear e olhar vitrines é um hábito entre os curitibanenses. Em breve, o horário comercial será estendido ao período noturno, dando ao consumidor a chance de evitar as lojas lotadas, filas e correria de última hora em busca de presentes. Para incentivar ainda mais o passeio pela cidade e as compras no comércio local, a primeira parcela do 13º logo estará na mão dos trabalhadores.

No entanto, é importante lembrar que, para atender a essa demanda crescente, os comerciantes devem estar preparados, não só com estoques reforçados para a data, mas com a garantia de bons preços e condições facilitadas de pagamento. Tudo isso, é claro, emoldurado por um bom atendimento.

O momento, então, é de antecipar-se, escolher com calma e aproveitando a disponibilidade de produtos, uma vez que as quantidades são limitadas e deixar para o último dia pode significar sair da loja sem a peça desejada. Aos mais afoitos, a dica, também, é não se deixar levar por impulsos e comprar dentro da medida de seu orçamento, para não começar o ano com dívidas a lhe tirar o sono. Em meio a tantas opções e apelos comerciais, sempre é possível encontrar alguma que se encaixe em sua renda e, além disso, muitas vezes, o presente mais simples pode ser o que garantirá o melhor sorriso da pessoa presenteada.


17 Novembro 2018 09:00:00
Autor: Por AS


(Ilustração: João Moraes)


Produção lá em cima, preço lá embaixo. Essa tem sido a triste rotina dos produtores de alho, que, na última semana, reuniram-se em Frei Rogério para discutir, novamente, formas de amenizar a crise que afeta o setor já há algum tempo. E as conversações acenderam um sinal de alerta para a próxima safra.

Segundo profissionais e especialistas, a tendência é de que, novamente, a oferta de alho no país seja grande, o que afeta, diretamente, o preço. A concorrência, muitas vezes desleal, de produtos importados é outra dor de cabeça constante para o agricultor e não deve ser diferente para a safra 2018/2019. Sem priorizar a produção nacional, o Brasil abre as portas para mercadorias externas que chegam com preços muito abaixo do que seria necessário para compensar o custo do produtor com as lavouras.

Além de tudo isso, há, ainda, a incerteza com o clima. Haverá chuva suficiente, temperaturas adequadas, geada tardia, granizo? As condições climáticas influenciam diretamente a produção, tanto em quantidade quanto em qualidade, e deixam o agricultor sempre suscetíveis às forças e caprichos da natureza.

Em nossa região, essa realidade é bem conhecida. Na última safra, os obstinados agricultores de Frei Rogério enfrentaram uma crise que levou muitos ao endividamento e outros a dificuldades em uma proporção pela qual nunca haviam passado. O momento mais crítico foi superado, mas restam os reflexos de tanta luta e de tanta insegurança, como a rejeição dos mais jovens a seguirem o caminhos dos pais na lida do campo, em busca de mais estabilidade.

Para quem decide manter-se na atividade rural, a tarefa é árdua e, cada vez mais, exige investimentos não só em maquinário como em conhecimento, para que se torne competitivo. Atender às exigências do mercado e apresentar produtos em condições de concorrer com os importados devem estar na linha frente do produtor rural para esta e para as próximas safras.



10 Novembro 2018 08:35:00


Na última semana, repercutiu na mídia nacional a mensagem de WhatsApp enviada por uma deputada estadual eleita, sugerindo a estudantes que filmassem seus professores em sala de aula, caso algum deles fizesse comentários contra a eleição do novo presidente do país. O objetivo das filmagens seria denunciar uma possível doutrinação política dentro das escolas. 

Como não poderia deixar de ser, houve reação imediata, principalmente, entre órgãos ligados à Educação, questionando a deputada. Além de ser proibido por lei o uso de celulares em sala de aula, a filmagem envolve questões ainda mais complexas, como o próprio papel da escola na atualidade.

Não que caiba ao professor levar seus alunos a esta ou àquela vertente política ou ideológica, mas, há muito tempo, ele deixou de ser um mero repassador de conteúdos curriculares.

"Fazer com que os estudantes pensem e questionem está entre as mais nobres funções das escolas"

Fazer com que os estudantes pensem e questionem está entre as mais nobres funções das escolas. Em um país de analfabetos políticos, onde muitos pais não têm embasamento para discutir o assunto em casa, é na escola que estão sendo formados cidadãos. Quando as informações e opiniões começam a ser difundidas, sem nenhum critério, por correntes de WhatsApp e fake news em redes sociais, onde mais encontrar fontes confiáveis de conhecimento, senão na escola?

Sugerir que alunos usem seus celulares como armas contra seus professores, longe de representar uma solução para posturas inadequadas em sala de aula, reforça uma inversão de valores e papéis que, há muito tempo, vem minando a Educação no Brasil. Esse ato tira do professor o resto de autoridade que, duramente, tenta manter dentro de salas de aulas repletas de crianças e adolescentes cheios de razão e direitos e vazios de respeito e deveres.

Em pleno século 21, a escola não pode apenas despejar na sociedade uma legião de portadores de diplomas. É preciso que saiam por seus portões cidadãos completos, com formação não apenas científica e técnica, mas que saibam pensar por si mesmos, questionar quando necessário e tomar suas próprias decisões com a convicção que só a verdadeira sabedoria pode oferecer. Pensar é o tesouro mais precioso que a Educação pode nos dar.


EDITORIAL
03 Novembro 2018 14:55:00
Autor: Por AS

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(Imagem: João Moraes) /

Postergar. No dicionário quer dizer deixar para trás, não dar importância, protelar, adiar, colocar em segundo plano. É assim que muitos homens estão tratando a própria saúde. Qual o motivo de empurrar com a barriga essa prioridade fundamental à vida humana? 

Boa parte coloca a culpa na falta de tempo. No entanto, independente da desculpa, existem situações nas quais ninguém pode ser substituído, e uma delas, é na hora de realizar os exames preventivos. 

Nesse mantra de protelar as coisas mais importantes e colocar no topo da lista aquelas que não farão o relógio da vida voltar, estão as situações e momentos que não são tão imprescindíveis assim. É costume deixar para depois, mês que vem ou ano que vem, aquele exame que deveria ter sido feito no ano passado. 

Os homens estão deixando para o fim da lista as prioridades da saúde, tudo isso porque, atualmente, é preciso ser invencível, prático, pontual, eficiente, robôs em pele de gente que fazem a grande má- quina do mundo funcionar todos os dias, 24 horas. 

Mas ainda há esperança para os relapsos. Prova disso é o Dia D da Campanha Novembro Azul, que acontecerá no sábado (10), quando alguns postos de saúde de Curitibanos estarão abertos durante todo o dia para exames de rotina e agendamentos importantes voltados especialmente à população masculina. 

Não se pode esquecer que quem paga a conta é o próprio cidadão que esquece de se cuidar. Lem- brando, ainda, que o imposto de não se importar é caro. Com o passar dos anos, os juros vão se acumulando, o corpo judiado, cansado das jornadas estendidas, das horas extras, dos excessos vão se acumulando e somando à nossa dívida com a qualidade de vida. Quando a conta chega, já está no vermelho, a cor é de emergência. 

A verdade é que é bastante difícil manter-se saudável. É preciso um malabarismo gigante para chegar a esta condição. Portanto, muito além do bem-estar físico, a mente e o espírito precisam daquele sonha- do e árduo equilíbrio que muitos buscam diariamente ao acordar. 

Que neste restante de ano, ainda dê tempo de colocar em prática aquelas promessas de se movimentar mais, comer corretamente e fazer um esforço pelo bem-estar, mas, acima de tudo, exercitar a tolerância com o corpo, pois ele também tem data de validade. A dica não vale apenas aos homens, mas também às mulheres que encerraram a Campanha Outubro Rosa na última quarta-feira (31). Cuidem-se. 



EDITORIAL
27 Outubro 2018 12:09:00

Ao fim da votação, vencerá o menos odiado e não o mais apreciado


(Charge: João Moraes / A Semana) 

Neste domingo (28), milhares de brasileiros voltam às urnas para escolher o novo presidente do país e as opções levam a uma reflexão sobre o que queremos para o nosso futuro. De um lado, temos um candidato de extrema direita, que não esconde sua preferência por governos autoritários e chegou ao 2º turno com um discurso baseado em intolerância e propostas vazias; de outro, o representante de uma gangue que causou um dos maiores rombos financeiros na história da nação e que tem seu principal nome atrás das grades. E agora? 

Ao fim da votação, vencerá o menos odiado e não o mais apreciado. Na eleição do ódio, eleitores dividiram-se entre o não ao fascismo e o não ao PT, escolhendo seu candidato por eliminação e não por identificação ou afinidade de propostas. Pouquíssimos eleitores deram-se ao trabalho de ler os planos de governo e saber o que cada um pretende fazer se assumir o governo do país, pois não se trata de uma escolha racional e, sim, visceral.

Ganhe quem ganhar, as pesquisas já apontam que iniciará seu governo com uma média de 40% de rejeição. Mas, além do povo nas ruas, o novo presidente terá de lidar com a rejeição dentro do Congresso Nacional, o que pode influenciar, diretamente, sua capacidade de governar. No 1º turno, o PT elegeu 56 deputados federais e seis senadores, enquanto o PSL terá 52 deputados federais e quatro senadores, demonstrando que será necessário conquistar aliados para garantir a governabilidade e aprovação de projetos. E isso não será uma tarefa fácil. Ao fim do 1º turno, 13 partidos declararam que não apoiariam nem um dos dois candidatos no 2º turno; seis manifestaram-se favoráveis a Haddad e apenas um, a Bolsonaro.

Dessa forma, levando em conta que nenhum dos dois representa realmente uma postura nova na política e que o governo - seja quem for o presidente - será marcado por verdadeiras batalhas para aprovação de qualquer projeto no Congresso, chega-se à preocupante e lamentável conclusão de que as chances de mudança são poucas. No fim, vença quem vencer, uma retomada de crescimento parece uma meta longe de ser alcançada pelo novo governo. Que vença o menos pior.



20 Outubro 2018 08:30:00

'Para quem não está bem informado, torna-se cada vez mais complexo discernir as informações verdadeiras das falsas'


Charge criada pelo artista João Moraes, chargista do Jornal "A Semana", para a edição impressa que circulou na sexta-feira (19)/

Melhor prevenir que remediar. O ditado está sempre na ponta da língua, mas, na prática, o filme não parece seguir esse roteiro. Vivenciamos mais uma Campanha Outubro Rosa e, mesmo que mais tímida este ano, a ação caminha parcimoniosa enfrentando, além da dificuldade em implantação de recursos para ampliar o atendimento gratuito às mulheres, também a disseminação de notícias falsas sobre exames já consolidados, sobretudo os procedimentos envolvendo a investigação de sintomas por meio da análise de imagens.

De outro lado, um índice alarmante de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, gerando um alerta entre as autoridades de saúde. O que se percebe é que tanto se fala em prevenir que a palavra está caindo no esquecimento. O sexo desprotegido, a ida ao médico sempre adiada ou ignorada e, principalmente, a falta de informação e interesse são preocupantes e fatores determinantes para o aumento das doenças.

"Para quem não está bem informado, torna-se

cada vez mais complexo discernir as

informações verdadeiras das falsas"

Até o fim do mês, o foco é a saúde das mulheres, que geralmente são mais engajadas quando o assunto é prevenção, mas ainda precisam estar mais alertas e serem mais assíduas com a saúde própria. Esta é a chamada da Campanha Outubro Rosa, quanto maior o número de pessoas informadas sobre o assunto, mais longe chega a informação, mais fácil é a comunicação entre pacientes e os serviços de saúde, mais gente saudável e de bem com a vida circula por aí. É um círculo que precisa tornar-se vicioso. Dizem os estudiosos que a população mundial vive uma época de transição tecnológica e de evolução em vários âmbitos.

No entanto, nem toda evolução é bem aceita pela sociedade em sua totalidade. Prova disso são as muitas garotas e garotos que ainda não receberam a vacina contra o HPV por recusa espontânea dos pais. Talvez seja falta de conhecimento e, com certeza, falta de conscientização a respeito dos malefícios do Papilomavírus Humano, que pode causar câncer de colo de útero. Boa parte dos atendimentos são de mulheres que apresentam lesões em decorrência do contágio pelo HPV, além do diagnóstico tardio do câncer de mama.

A consequência para os casos que não são diagnosticados precocemente, e não são tratados, infelizmente, é a morte. Em tempos obscuros em que a fake news é temida e disseminada aos milhões de cliques virtuais diários, para quem não está bem informado, torna-se cada vez mais complexo discernir as informações verdadeiras das falsas. Por isso, mulher, lute pela sua saúde todos os dias, busque recursos, proteja-se das doenças.


OPINIÃO
13 Outubro 2018 09:55:00
Autor: Por AS

Novo momento para refletir, analisar propostas e apertar o confirma


(Charge: João Moraes)


Comprovado. O brado forte do brasileiro através das redes sociais, que pedia renovação dos nomes para a política nacional, teve seu efeito nas urnas no último domingo (7). Dia de escolhas para eleitores que contam com um dos plenários mais corruptos do planeta.

Os números surpreenderam os estudiosos mais ferrenhos afinados com as legendas partidárias, e até algumas pesquisas eleitorais que ditavam outros rumos para o elenco de governantes. Apesar da disputa acirrada entre candidatos à presidência, com foco nos presidenciáveis que representam PSL e PT, os eleitores viverão o segundo turno, fase que se repetirá no âmbito estadual, com PSD e PSL.

O que se percebeu na região de Curitibanos também foram ares de renovação. Velhos conhecidos da política estadual e regional não emplacaram os costumeiros votos, confirmando o desejo de perceber novas faces e novos ideais para o cenário político e, consequentemente, econômico, social e cultural.

Em contrapartida, o regionalismo mostrou sua força, Curitibanos conta, agora, com o apoio do deputado estadual Nilso José Berlanda, empresário local, que conhece as necessidades da região Meio-Oeste e certamente será a vez e voz da população que vive no coração de Santa Catarina.

Assim como Berlanda, outros candidatos destacaram-se pelo apoio e proximidade com a região de Curitibanos, como na saúde e infraestrutura, mostrando a força e pujança do eleitorado local, que também evidencia sua importância e relevância no cenário total e sua maturidade política nas urnas.

O que surpreendeu foi a quantidade de jovens e idosos que deixaram suas residências para consagrar seu direito à cidadania. Após exercer seu ato de direito e dever com a democracia nacional, acredita-se que, a partir dessa renovação política os eleitores também estarão de ânimos renovados, mais atentos e exigentes com seus candidatos, cobrando atenção, mas, principalmente, ação e atitudes que mudem a vida da coletividade. Assim se faz democracia.

Um novo momento de decisão se aproxima com o 2º turno das eleições no dia 28. Novo momento para refletir, analisar propostas e apertar o confirma. Vale ressaltar que a decisão tomada este mês terá repercussão por pelo menos quatro anos da vida do cidadão, comerciantes e empresários. Que vença o melhor para Brasil e para Estado.



OPINIÃO
06 Outubro 2018 10:26:00

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(Charge: João Moraes) 


"Vou melhorar a saúde, a educação, a infraestrutura e a segurança". Quem nunca ouviu essas promessas de um candidato a qualquer cargo eletivo? É claro que todos concordam que essas são prioridades em qualquer esfera e, exatamente por isso, soaria meio estranho - para dizer o mínimo - que um candidato não demonstrasse preocupação com esses setores. Então, o que ele está nos dizendo nada mais é do que o óbvio. Mas, saindo do óbvio, quais são realmente suas propostas? De que forma ele pretende realizar o que está prometendo ao eleitor? 

Neste domingo (7), estaremos em frente à urna com uma importantíssima missão: escolher quem vai governar nosso país e nosso estado nos próximos quatro anos. A campanha política foi mais curta e mais econômica e isso, por vezes, pode ter dificultado o acesso às propostas de alguns candidatos, no entanto, não deve ser motivo para que se escolha alguém sem seguir critérios. 

Mais do que nunca, é preciso investigar o candidato, checar informações que chegam de todos os lados, descobrir o que há de verdade e de falácia nos discursos. Em uma eleição que se projeta para ser definida mais pelo fígado do que pelo cérebro, é preciso deixar de lado preconceitos e opiniões e analisar o que há de concreto e viável nas promessas.

Em resumo: vamos ser racionais na hora do voto. E ser racional significa questionar - não só candidato quanto suas próprias convicções. Eu conheço esse candidato? O que ele já fez pelo país, estado, minha cidade? Ele está preparado para governar? Eu concordo com seus pensamentos e o que ele defende? Que consequências seu plano de governo trará para minha vida e para a coletividade? Essas são perguntas que o eleitor deve se fazer antes de apertar a tecla Confirma, que dará sinal verde para o candidato realizar aquilo a que se propôs. Isso é, realmente, um voto consciente, um voto que deixará em paz a sua consciência. 

Antes de entregar a alguém as chaves de nossos governos, vamos analisar não só a pessoa, mas principalmente seu discurso. Acabar com a corrupção e melhorar o país pode ser algo muito fácil de prometer, mas como os candidatos pretendem executar esse plano? O fato é que cabe mais a nós, eleitores, do que a eles, candidatos, essa tarefa. É através do nosso voto que podemos promover uma faxina de verdade e não apenas varrer a sujeira para baixo do tapete. Pense e vote de forma racional. 



29 Setembro 2018 08:30:00

"O eleitor deve analisar propostas e não se deixar levar por discursos"


(Charge: João Moraes) 

No próximo domingo (7), brasileiros vão às urnas para escolher seus novos representantes nas esferas estadual e federal. Embora todos os holofotes estejam voltados ao presidente da República, é importante que o eleitor esteja atento também a quem vai atuar com ele nas tomadas de decisões para o país, dentro do Congresso Nacional. Da mesma forma, ao optar por um governador para o Estado, é preciso pensar com cuidado na escolha dos novos nomes para a Assembleia Legislativa. 

Muitas vezes tratados como coadjuvantes nas eleições, deputados e senadores têm um papel importantíssimo na vida de cada um de nós, uma vez que cabe a eles a responsabilidade de criar as leis que vão nortear e disciplinar nossas ações. Portanto, na hora de escolher um nome para essas funções, deve-se conhecer bem o candidato, seu histórico e, se já for um político de carreira, sua atuação nos mandatos anteriores.

Num momento em que o país vive uma crise tão grande de valores e que a credibilidade dos políticos está sendo tão questionada, o eleitor, muitas vezes, pode sentir-se num beco sem saída e sem opções confiáveis para dar seu voto. E aí, o caminho mais fácil pode parecer votar em quem já se conhece, o que explicaria o grande índice de reeleições, contradizendo o grito popular por renovação.

Nesse contexto, o eleitor deve analisar propostas e não se deixar levar por discursos cheios de retórica e vazios de projetos. Melhorias em saúde, educação e segurança são, ao mesmo tempo, carros-chefes e clichês em tempos de eleição. Ninguém questiona sua importância, mas é preciso saber de que forma o candidato pretende promover essas melhorias caso seja eleito. Seu projeto é viável? O que promete fazer está sob sua alçada ou dependerá de outros poderes para ser executado?

Em resumo, ele conseguirá cumprir o que se propõe a fazer? Responder a essas perguntas pode ajudar o eleitor na hora de decidir seu voto, dando a ele mais garantias de colocar em cargos tão importantes pessoas que podem fazer alguma diferença positiva. Claro que, mesmo após essas avaliações, restam os indecisos e aqueles que decidiram pelo voto nulo ou branco, o que, para o bem da democracia e exercício pleno da cidadania, é lamentável.

Nessa decisão, cada um tem seus argumentos e ideologias, que precisam ser respeitados. O que não pode haver, de forma alguma, é a omissão. Por isso, é tão importante o voto válido e consciente. A decisão é individual e sigilosa, mas o resultado é coletivo e afetará a vida de cada um de nós.


22 Setembro 2018 10:00:00

'Com um salário mais próximo da realidade do trabalhador comum brasileiro, o cargo de vereador atrairia tantos candidatos?'


(Charge: João Moraes)

Notícia que causou polêmica e muita discussão em Curitibanos, esta semana, foi a proposta de redução dos salários dos vereadores para a próxima legislatura. Com participação da comunidade à sessão da última segunda-feira (17), a Câmara engavetou o requerimento de urgência para votação do projeto, que segue em trâmite, mas, agora, sem data para ser votado. 

Caso seja aprovado, os vereadores eleitos em 2020 passarão a receber salários, em média, 76% inferiores aos atuais: os valores propostos são de R$ 1.400 para vereadores e R$ 1.820 para o presidente da Câmara.

Viável? Justo? Compatível com a função? As respostas virão com a discussão do projeto e com os votos dos vereadores, mas, pela justificativa do autor, a redução seria necessária para garantir aos cofres públicos, uma economia anual de aproximadamente R$ 1 milhão.

Atualmente, um vereador de Curitibanos tem um subsídio mensal de R$ 5.942,10 e o presidente da Câmara, de R$ 7.596,67. Os valores não chegam a ser astronômicos, mas, quando comparados a um salário mínimo de R$ 954, a disparidade é óbvia. E essa disparidade pode ser um dos grandes atrativos do cargo para muitas pessoas que, sem uma consciência política básica, olham para a função de vereador e veem apenas cifrões. Nas últimas eleições municipais, em 2016, 103 candidatos disputaram uma vaga no Legislativo Municipal de Curitibanos - muitos sem nenhuma condição técnica, ideológica e até moral para assumir um cargo tão importante.

O questionamento que se levanta é: com um salário mais próximo da realidade do trabalhador comum brasileiro, o cargo de vereador atrairia tantos candidatos? O interesse em compor a Câmara, legislar, fiscalizar, representar o povo curitibanense seria o mesmo? Para sabermos, precisaremos, primeiro, esperar a votação e possível aprovação dos novos subsídios; depois, aguardar a eleição de 2020 e observarmos os números. Além de trazer economia, com certeza, um salário mais baixo funcionaria como uma peneira que dividiria pessoas comprometidas com a cidade e oportunistas.



OPINIÃO
15 Setembro 2018 09:00:00


(Charge/ilustração: João Moraes)/

As eleições estão chegando e, com elas, os discursos e promessas de sempre. Em um momento de descrédito geral da classe política, tem sido uma verdadeira batalha conquistar a confiança e o voto do eleitor, que já não se convence mais tão facilmente com palavras e quer, além de novos nomes e rostos na política, pessoas de mais ação.

Insatisfeito com os rumos que a política nacional tomou, o cidadão tem olhado de forma desconfiada para quem se aproxima dele em busca de votos. No entanto, ao mesmo tempo em que quer renovação, o eleitor demonstra uma desconfiança ainda maior quando o candidato é um desconhecido, alguém sem um histórico e um currículo que o ampare. Mais crítico e preocupado, o eleitor quer conhecer a trajetória, as ideias e as propostas de quem pretende representá-lo e, nesse sentido, um nome já conhecido tem sido a opção mais viável.

"Quem não está representado acaba ficando de fora da divisão

de um bolo com fatias já escassas"

Mas não basta ter visto um candidato pela TV nem reconhecê-lo de eleições anteriores. Alguém próximo, que faz parte do dia a dia das pessoas, de quem se sabe a origem e a forma de trabalho, é visto com melhores olhos pelo eleitor. Por outro lado, os tais paraquedistas que aterrissam em terras desconhecidas de quatro em quatro anos, dividindo espaço e eleitorado com candidatos mais familiares, tendem a ser descartados da lista de opções, uma vez que não se sabe, ao certo, se já realizaram ou pretendem realmente realizar algum trabalho voltado àquela região.

Aqui, em Curitibanos, já se percebeu a falta que faz ter um representante junto às esferas de governo estadual e federal. A política tornou-se, nesses dois âmbitos, regionalizada, cada um puxando a sardinha para a sua brasa, com projetos e recursos direcionados a seu berço eleitoral. Sempre foi assim e assim continuará sendo, já que aqueles que se elegem precisam, de alguma forma, mostrar a seus apoiadores algum retorno. Nesse contexto, quem não está representado acaba ficando de fora da divisão de um bolo com fatias já escassas e disputadas. Por isso, na hora de escolher um candidato, é tão importante que se leve em conta sua relação com a região, seu comprometimento com o povo dali e com os governantes municipais, que, mais cedo ou mais tarde, acabarão batendo à porta de seu gabinete em busca de alguma ajuda. Se perdermos a oportunidade, agora, pagaremos a conta por mais quatro anos.



08 Setembro 2018 11:00:00
Autor: Por AS

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos


(Arte: João Moraes)


Suicídio, um ato definitivo para um problema que poderia ter sido temporário. Essa é uma das tantas definições dessa ação tão polêmica e que divide opiniões ao redor do planeta. Inicia-se mais uma Campanha Setembro Amarelo, e como a cor mesmo pede, o momento é de alerta e conscientização para um tema que causa espante e estranheza em qualquer roda de conversa.

No entanto, em meio aos olhares estranhos e aos inúmeros questionamentos sobre as motivações que levam uma pessoa a cometer um ato tão extremo contra si, é preciso quebrar o tabu, abrir olhos e reforçar a audição.

Vive-se uma era plástica, e como ela, as relações também estão plastificadas. Pouco se houve, há pouco tempo, gasta-se energia vagando pelos perfis das redes sociais, onde todos os sorrisos parecem perfeitos, e as vidas parecem saídas de um conto de fadas.

No entanto, enquanto se ostenta a existência perfeita atrás das câmeras de smartphones, os corações doem, a angústia toma conta, o medo é presente, mas ninguém está disposto a abrir o coração e falar sobre suas dores, não é mesmo?

Importante refletir que se é considerado feio, grotesco e inadequado expor as feridas, os surtos e os problemas na internet, imagina aqueles que não encontram apoio na roda de amigos, na família ou em suas comunidades?

Na tentativa de aliviar as dores emocionais nossos jovens estão mutilando-se. Buscam amenizar as angústias interiores machucando a carne, sangrando a pele enquanto os sentimentos mais obscuros tomam conta de seus corações.

Não é drama, não é frescura, não é falta de Deus, não é brincadeira, é preciso compreender os fatores e os sinais que levam alguém a cometer suicídio, mas mais do que isso é urgente a necessidade de estender a mão, estar disponível, ouvir e praticar a empatia como hábito diário de vida.

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos, as pessoas que pensam em suicídio vivem uma ambivalência entre querer viver e morrer, conversar abertamente pode fazer com que a pessoa se sinta acolhida e tenha oportunidade de obter ajuda.

É preciso ficar atento aos mitos e verdades, pois a maioria das pessoas que fala sobre suicídio chega ao ato, e a maioria dos casos é precedido por sinais discretos de comportamento ou verbais.

Pessoas com transtornos mentais são mais propensas ao ato, mas isso não quer dizer que pessoas sem essas condições não possam cometê-lo. Abra os olhos e o coração.



25 Agosto 2018 08:30:00

Professores são mestres da lapidação e vão até as salas de aula honrar seus salários com uma missão muito mais importante que repassar conhecimento


É o questionamento que certamente percorreu as comunidades escolares de Curitibanos, famílias, profissionais da educação e boa parte da população regional e catarinense, depois que manchetes de jornais de circulação local e estadual noticiaram a agressão física sofrida pelo professor de matemática Johnny Tessari da Cunha, em uma escola da rede municipal de ensino de Curitibanos, e que deixou marcas muito mais profundas que apenas hematomas e inchaços, gerando sentimentos de revolta, repulsa e indignação sobre quis os rumos da educação brasileira, do respeito aos professores e dos limites impostos aos jovens pelos pais e pela sociedade.

Apesar de ser considerado um fato isolado no município, não é raro quando ocorrem situações envolvendo desrespeito à autoridade do professor e agressões verbais entre alunos e professores, acendendo uma luz de alerta para casos semelhantes ao do professor Johnny, e que muitas vezes não ganham destaque por medo, receio ou mesmo vergonha da exposição.

Voltamos à premissa de que uma boa educação vem de berço, e é dentro do seio familiar que se formam os cidadãos que frequentarão escolas, empregos e demais instituições, deixando diversas impressões, sejam elas boas e ruins. Por isso, a necessidade de formar personas positivas, responsáveis pelo meio em vivem e de boa índole.

Professores são os mestres da lapidação da sociedade e vão até as salas de aula honrar seus salários, com uma missão muito mais importante que apenas repassar conhecimento; eles são responsáveis pela construção do caráter da juventude que será a classe economicamente e socialmente ativa do futuro.

É importante esclarecer que situações como esta são o divisor de águas entre a justiça e a impunidade. Entende-se pela comoção popular, que o ato configura o crime e deve ser punido como tal. Sabe-se da importância do acompanhamento psicológico e de apoio ao jovem para que possa superar essa atitude agressiva, mas é preciso impor mais rigor a fim de reduzir essa sensação de impunidade que se tem atualmente, em relação a menores infratores no Brasil.

Vale ressaltar a atitude positiva adotada por estudantes e professores da EEB Casimiro de Abreu que se manifestaram em apoio ao professor, repudiando atos de violência na sociedade.




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