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EDITORIAL
18 Janeiro 2020 08:30:00


(Charge: Syssa Scheffer)

Todo tempo é tempo de se cuidar. Seguindo essa linha, esse mês é intitulado como Janeiro Branco, período de prevenção para a saúde mental. As pessoas necessitam entender que, se a caixa preta - que é

o cérebro - não funcionar corretamente, o restante do corpo tende a ficar doente.

   Há várias doenças que se proliferam caso a pessoa não tenha uma mente sã, entre elas, a depressão e a ansiedade. Não pense que você está livre, pois esse tipo de enfermidade atinge qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer local.

   Infelizmente, isso é tão comum quanto parece. A depressão, por exemplo, afeta 322 milhões de pessoas no mundo, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2015. Em dez anos, de 2005 a 2015, esse número cresceu 18,4%. 

   Sabe por que é tão fácil chegar a um ponto de explodir? Por falta de diálogo. É um erro de todos nós não trocarmos aquela "velha" ideia com os outros. É um erro nosso não compartilhar o que sentimos, sejam alegrias ou tristezas. Com o passar do tempo, as pessoas tornaram-se tão egoístas que já não olham para o lado, não observam se quem está ao seu redor precisa de ajuda.

   Com tantos avanços tecnológicos, é preciso ensinar, principalmente as crianças, a cuidar de suas mentes. É comum observar que essa nova geração não consegue controlar as emoções. Elas são excelentes em conhecimento, já nascem sabendo tudo, como dizem, porém, é preciso ter a mente sã para o resto funcionar corretamente. 

   Então, aproveite que o ano ainda está começando, entre nessa "vibe" novos ciclos e tire um tempo para cuidar de sua mente. Faça exercícios físicos, alimente-se bem, converse bastante, leia muito. O principal agente da sua saúde é você mesmo.


OPINIÃO
11 Janeiro 2020 07:00:00


(Charge: Karyssa Scheffer)

Instigadas contrariando seus próprios propósito, a nova Lei de Abuso de Autoridade passou a valer na última sexta-feira (3). Após dois longos anos de discussões sobre as novas normas, o início de 2020 marca uma nova era, em especial, para a relação entre os meios de comunicação e autoridades do meio da segurança.  

Com as mudanças, mais nenhum agente público pode repassar, sequer, as iniciais de pessoas investigadas, com risco de pena de um a quatro anos para o servidor que ousar divulgar as letras. Até então, a prática era comum e publicada em vários jornais brasileiros. Com as normas, diversos órgãos já emitiram notas à imprensa alertando que está suspenso o repasse de algumas informações sobre as ocorrências, inclusive imagens.

Parece que a lei surgiu, entre outros tópicos, com o receio de mostrar à sociedade o que, até então, era aceito. As normas só se aplicam a autoridades que desobedeceram qualquer um dos artigos demonstrando interesse próprio, ou para prejudicar alguém, só que os brasileiros já sacaram que essa mudança surgiu para garantir uma proteção de interesses, muito pessoais, de engravatados com canetas poderosíssimas e que sentiram-se desconfortáveis ao ter provas, iniciais, e imagens divulgando a participação em um dos maiores esquemas corruptos que a história brasileira já registrou: a Lava-Jato.

A lógica é simples, divulgar informações corretas para que a população acompanhe o que está acontecendo na sociedade ficou proibido, pois 'vazar' informações pode-se configurar crime para agente públicos, mas alterar uma lei para garantir o próprio interesse em não ter suas informações estampadas nas páginas policiais é uma prática aceita.

A Lei de Abuso de Autoridade tem o poder de inverter uma investigação e de fazer uma dança das cadeiras entre investigado, e investigador. Entre artigos muito válidos, que garantem a honestidade de investigações, também foram estipulados pequenos atos de censuras que sobre caem aos agentes públicos, mas cegam uma sociedade inteira.


EDITORIAL
04 Janeiro 2020 08:30:00


(Charge: Karissa Ramos Scheffer) /

O ano de 2019 já se despediu e 2020 chega, como sempre acontece no início de novos anos, com a expectativa de que os próximos 12 meses somem, ao final, mais coisas boas que ruins. É esse o momento em que paramos, planejamos e sonhamos com um ano melhor, deixando para trás as tristezas e frustrações; é o momento de começar do zero.

Mas, começar do zero, não significa esquecer as lições que os insucessos de 2019 nos ensinaram. A experiência é uma arma poderosa contra a repetição de erros e fundamental no amadurecimento não só pessoal, mas coletivo. É isso o que se observa ao olhar para trás e avaliar como foi 2019 para a região de Curitibanos.

Conquistas importantes foram alcançadas ao se trabalhar de forma conjunta. Obras e projetos foram iniciados e, ao deixar 2019 no passado, não se pode esquecê-los no fundo da gaveta.

Por outro lado, os fatos negativos do ano que terminou não devem ser deixados no passado, abafados pela euforia de um novo ano que começa. Devem, sim, serem lembrados e servir como exemplo para as mudanças que se fazem necessárias nas mais diversas esferas. Vidas perdidas pela violência nas ruas ou pela imprudência no trânsito não serão recuperadas, mas podem ser um alerta para uma nova postura social frente a esses problemas.

Enfim, o que temos à nossa frente é um futuro incerto, por mais que se tente prever o que nos acontecerá nos próximos 12 meses, mas que pode ser guiado pela forma como agimos e pensamos no dia a dia. O ano de 2020 está aí e esta é a nossa chance de fazer melhor. Vamos aprender com nossos sucessos e nossos fracassos e começar a construir um ano que, em 2021, será de mais lembranças boas que ruins e de grandes aprendizados. Vamos fazer um feliz ano novo!



14 Dezembro 2019 08:30:00
Autor: Por AS


(Foto: Reprodução/EPTV) /


"Quando a economia vai bem, tudo vai bem". A frase repetida em diversas palestras e workshops voltados ao empreendedorismo tem alertado a população brasileira sobre a atual situação financeira do mercado nacional. A subida desenfreada no valor da carne bovina e do diesel são reflexos de um período sombrio que o Brasil está enfrentando e que está atingindo a mesa, o bolso e o transporte de famílias de todas as classes sociais.

O interesse individual em enriquecer cada vez mais, custe o que custar, está valendo a economia de um país inteiro. Com o mercado chinês interessado em comprar grande parte do estoque de carne bovina produzido no Brasil, os grandes empresários de carnes do país estão vendendo, inclusive, o estoque nacional para a exportação, sem se preocupar se o prato na mesa do brasileiro ficará apenas no arroz e feijão. Não apenas porque o valor do quilo da carne bovina aumentou muito em poucos dias, mas também porque há a preocupação de não haver produção o suficiente para alimentar o mercado externo e interno. E claramente a prioridade é de quem paga mais.

No prato, o problema até parece ser fácil de ser resolvido. A carne vermelha pode ser substituída por outras proteínas - que também devem ter o valor alterado nos próximos dias em consequência da alta procura. O problema com a solução mais distante está no desequilíbrio econômico; com a alta da carne, restaurantes, mercados, açougues e outros comércios são diretamente afetados, o que vai causando um efeito dominó e, com certeza, balança a economia de forma negativa.

Com a economia cambaleando no mercado interno, um alerta vermelho está sinalizando aos brasileiros que o fim de 2019 é um período de incertezas. Para os mais otimistas, que acreditam no discurso do presidente Jair Bolsonaro, 2020 deverá ser um ano economicamente melhor. Enquanto isso, o brasileiro vai pagando pra ver. 


07 Dezembro 2019 14:05:00


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Muito além de computadores e TVs, a mais recente novidade da Educação curitibanense leva nossos estudantes a um novo patamar de ensino. Inaugurada esta semana, a Sala de Realidade Virtual garantiu a Curitibanos um novo título de pioneirismo, já conquistado com o projeto TechEducação, ao tornar a cidade, a primeira do país a oferecer aos alunos da rede pública um laboratório VR totalmente equipado. 

A iniciativa enche os curitibanenses de orgulho, mas vai bem além disso. Inserida em um contexto onde a evolução do ensino é tão necessária quanto obrigatória, a Sala de Realidade Virtual coloca os alunos onde eles querem estar e os professores, onde precisam estar para atender a essa nova geração. A dupla tecnologia-educação vem andando de mãos dadas já há algum tempo e é incontestável a mudança que essa união provoca na forma de ensinar e aprender.

"Trata-se de uma proposta inovadora e que tem muito a contribuir na área educacional"

Para as crianças, a sala VR é atrativa, lúdica e cheia de possibilidades. Mas não só os pequenos poderão utilizar os recursos para complementar seus estudos de uma forma totalmente diferente. Aberto a outras escolas e a universidades, o laboratório está adaptado a todas as faixas etárias e, no caso de acadêmicos, modificará de uma maneira muito positiva sua qualificação profissional, possibilitando experiências quase reais em um ambiente virtual.

A nova sala está aberta à população para quem quiser agendar um horário para conhecê-la e, a partir do próximo ano, será uma ferramenta constante no ensino curitibanense. Assim como o TechEducação, trata-se de uma proposta inovadora e que tem muito a contribuir na área educacional. Nossos estudantes estão prontos para iniciar uma nova viagem pelo mundo do conhecimento.


EDITORIAL
30 Novembro 2019 11:03:00

A união entre o poder público, as Polícias Militar e Civil e a população formam um forte escudo contra a criminalidade.


(Charge: João Moraes) /

O período de fim de ano é uma época muito aguardada por diversas famílias que planejam durante 11 meses o esperado período de férias para conhecer novos lugares, rever parentes de outros municípios e se divertir viajando. No geral, a temporada de verão, com recessos e dinheiro no bolso significa festa para a maior parte da sociedade.

Mas para os mal-intencionados de plantão, a temporada de viagens é um prato cheio para ações criminosas. Por isso, a Polícia Militar de Santa Catarina possui o Programa Viagem Segura e disponibiliza para a sociedade uma atenção especial para cidadãos que deixam seus lares durante a temporada de verão.

Apesar das autoridades já conhecerem o perfil das ações criminosas desta época do ano, em Curitibanos, a ousadia dos criminosos em invadirem residências enquanto as vítimas dormem tem preocupado a população. Enquanto as Polícias Militar e Civil seguem investigando os casos, a orientação é que a comunidade se mantenha atenta para prevenir roubos e furtos.

Para evitar dores de cabeça durante o período de descanso longe ou dentro de casa, a dica é sempre ter cautela; é importante verificar trancas de portas e janelas e não deixar luzes externas acesas , ser discreto e não anunciar que está saindo de viagem, e indicar para que amigos ou parentes de confiança cuidem do imóvel.

É natural que os casos de crime aumentem no município em proporção ao desenvolvimento da cidade, com maior fluxo de pessoas é normal que mais casos de furto e roubo sejam registrados. O importante e o que realmente merece destaque é que os setores de segurança pública da cidade têm desempenhado um excelente trabalho e cada vez mais aprimorado os serviços de rondas, policiamento ostensivo e investigações no município. A união entre o poder público, as Polícias Militar e Civil e a população formam um forte escudo contra a criminalidade.



16 Novembro 2019 08:30:00


(Charge: João Moraes)


A difícil tarefa de decifrar  quem digita ou fala do outro lado da tela é um desafio dos tempos modernos que tem favorecido golpistas a aplicarem suas espertezas maléficas contra usuários pouco informados sobre as ferramentas disponíveis ao seu alcance. Usuários mal-intencionados estão usando toda a criatividade para utilizar o número de telefone de terceiros e convencendo seus contatos a depositarem quantias em dinheiro em uma conta bancária de alguém que eles nunca ouviram, sequer, o nome. 

Nada justifica a ação criminosa ou diminui a atitude egoísta e  cruel dos bandidos virtuais, mas a atual situação de vulnerabilidade enfrentada pela população em ambientes online, acende um alerta que vale a pena a reflexão. É preciso cautela para utilizar aplicativos que parecem uma extensão dos próprios dedos. Estar atento a cada mensagem recebida ou contato feito através do telefone é a primeira pequena ação que pode evitar grandes dores de cabeça. E se cada usuário usar um pequeno tempo do período que se dedica às mensagens que pouco contribuem para o seu dia a dia para conhecer a fundo a ferramenta que usa, a criatividade de um golpista já pode ser colocada em xeque. Os próprios aplicativos oferecem funções para tornar o uso o mais seguro possível, mas poucas pessoas sabem disso. 

Jogos à parte, apesar dos golpes deixarem muita gente no  prejuízo, conscientizam a população sobre a importância da educação digital, de estar atento às notícias, e sobre ser um cidadão além dos likes e dos compartilhamentos de fake news. O mundo virtual é tão real e precisa de tanta atenção quanto andar sozinho pela rua carregando uma mala de dinheiro.


EDITORIAL
09 Novembro 2019 08:21:00

O 'sexo forte' também está exposto a fragilidades


(Charge: João Moraes) /

Passada a campanha Outubro Rosa, entramos no Novembro Azul, colocando sob os holofotes a saúde dos homens. Ao contrário do que se viu no mês dedicado às mulheres, no entanto, a resistência quanto aos exames preventivos é bem maior quando se trata da população masculina.

Para médicos e equipes de Saúde, que tentam difundir a cultura preventiva entre os homens, o maior inimigo tem sido a dificuldade em admitir que todos são suscetíveis a doenças, sejam elas quais forem. No caso do Novembro Azul, o destaque é para o câncer de próstata, mas as ações realizadas durante o mês englobam vários exames e informações de prevenção a outras enfermidades - algumas que podem levar à morte. Os homens brasileiros vivem 7,2 anos menos que as mulheres e a principal causa desse quadro é o descuido com a própria saúde.

Tradicionalmente, os homens são reconhecidos por relegarem sua saúde a segundo plano. Sempre há algum compromisso ou necessidade que o impede de tirar um tempo para um exame de rotina ou uma visita ao médico para relatar aquela dor persistente ou algum outro sintoma ao qual prefere não dar atenção. E essa famosa "teimosia" masculina quando o assunto é saúde tem sido o principal obstáculo à prevenção de doenças e, em alguns casos, ao diagnóstico precoce de problemas que poderiam ser resolvidos de forma bem mais simples se constatados mais cedo.

Por essa razão, o Novembro Azul tem uma importância dupla junto à população masculina. Ao mesmo tempo em que alerta para o câncer de próstata e a necessidade dos exames preventivos, busca conscientizar os homens quanto aos cuidados básicos e diários com sua saúde. Mudar conceitos e implantar novas atitudes, a partir da informação, são metas da campanha. Afinal, o "sexo forte" também está exposto a fragilidades às quais nos sujeitamos quando deixamos de lado nossa saúde.



OPINIÃO
02 Novembro 2019 09:00:00

'Pensar no próximo é uma pequena atitude de cidadania que gera grandes colaborações'


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Chegar ao lugar que se deseja parece uma atitude muito simples e que fazemos automaticamente todos os dias. Mas você já parou para pensar se tivesse alguma deficiência física, como faria? 

A impressão que se tem é que, mais difícil que ir e vir, é se colocar no lugar do outro, principalmente de quem tem alguma necessidade especial, que depende de estrutura diferenciada, cadeira de rodas, muletas ou até de companhias para, simplesmente, conseguir chegar onde quer.

Viver em sociedade não é uma tarefa fácil, mas, se cada cidadão souber respeitar as diferenças de cada um, além de facilitar a vivência em grupo, ainda colabora para simplificar a rotina de pessoas que convivem com alguma dificuldade de locomoção, aquelas que estão passando por período de recuperação ou adaptação e, também, apresentam alguma complicação de movimento.

Pensar no próximo é uma pequena atitude de cidadania que gera grandes colaborações. A verdade é que ninguém sabe quem vai passar pelos caminhos que são construídos; preparar estruturas pensando que cadeirantes, pessoas com amputações, engessadas, que andam com muletas, ou mães com carrinhos de bebês, também podem chegar no lugar que eles desejam sem ter de pedir ajuda de algum estranho que passa pela rua, ou ter de retornar sem conseguir "chegar lá", simplesmente porque o caminho não o suporta, é ser um bom cidadão.

E são de bons cidadãos que a sociedade precisa. Independente de lei, normas ou multas. Saber que pessoas com diferentes características podem chegar até onde você está ou podem caminhar ao seu lado é uma segurança que os governos devem gerar pela sociedade. É preciso pensar em uma cidade cada vez mais movimentada, e com fluxo de pessoas, tanto quanto há preocupações pelos bons fluxos de carros.


EDITORIAL
26 Outubro 2019 11:36:00

Cuidar do próximo é, também, cuidar de si


(Charge: João Moraes) /

Um alerta pela saúde da população provou, mais uma vez, que a união faz a força e que Curitibanos é um município com organizações focadas em evoluir e cuidar da região em que se vive. Depois de alguns focos de raiva bovina confirmados em Curitibanos e região, além da Administração Municipal, grupos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Polícia Militar Ambiental (PMA), ONG Patinhas do Bem e a Rede Curitibanense de Proteção Animal (Recupera), estão em campanha para proteger a região contra a doença, através de vacinação em animais domésticos.  

Neste sábado (26), acontece o Dia D da ação, com pontos de vacinação em diversos locais da cidade. As autoridades estão preocupadas com a situação e, agora, chegou o momento de toda a população se conscientizar e fazer a sua parte. Este fim de semana será marcado pelo exercício de cidadania. Preocupado pelo bem-estar comum, os munícipes devem ter a simples atitude de encaminhar os gatos e cachorros que vivem diretamente em contato com os humanos e, gratuitamente, imunizá-los contra uma doença que pode levar a morte e tornar-se uma epidemia.

A atenção para a imunização dos pets vai além dos cuidados com os animais de estimação, que também merecem atenção, mas zelar pela prevenção de fortalecer uma doença é um simples gesto que demonstra o saber viver em sociedade. Vacinar é praticar a empatia pelos mais velhos e pelas crianças. Cuidar do próximo é, também, cuidar de si.

Apenas levantar as questões de problemas de saúde pública não é o suficiente para encontrar as soluções. Os riscos gerados pelo alto número de população de cachorros pelas ruas da cidade, que tem se tornado pauta em várias conversas pelo município, pode começar a ser solucionado dentro das casas, através da boa informação e conscientização de cada curitibanense. Vacinação é prevenção.



19 Outubro 2019 08:30:00


(Charge: João Moraes) /

A busca pelo corpo perfeito tem ganhado cada vez mais força entre a população que vive empurrada por um padrão que a sociedade insiste em impor na rotina de todos. A cultura de associar o corpo gordo a doenças e o corpo magro a beleza, tem adoecido muitas pessoas. A população tem apelado para conseguir alcançar o corpo "perfeito", sem aplicar qualquer filtro de rede social, sem praticar exercício físico, sem controlar a alimentação ou procurar um médico.

Uma receita simples está ganhando cada vez mais espaço. Através um clique, a sociedade tem alimentado uma indústria farmacêutica clandestina e, sem averiguar o que está ingerindo, está se automedicando com fórmula dita milagrosa, que promete a perda de peso muito rápida através de cápsulas com misturas "naturais", que incentivam a perda de gordura do corpo. O resultado? Pessoas sofrendo graves consequências e desenvolvendo quadros severos de depressão e problemas cardíacos.

Quanto as pessoas estão dispostas a pagar pela busca do corpo "perfeito"? A moeda está valendo tempo de vida e parece que é pequena a parcela da população que está preocupada com isso, já que a obsessão pela magreza tem cegado quanto aos riscos. Recentemente, o Instituo Geral de Perícias detectou que um dos rótulos com a fórmula "mágica" matou uma mulher em Lages, desde então, as autoridades estão monitorando as vendas destas drogas no Estado.

A polícia está monitorando as vendas de rótulos com fórmulas que misturam Sibutramina e Diazepan, apreendendo a droga e as pessoas que estão comercializando o produto ilegal, incluindo as vendas por meio das redes sociais, onde a procura é ainda mais comum.

O assunto vai além dos quesitos de irregularidades fiscais, responsabilidades médicas e psicológicas. O alto consumo de drogas para emagrecer, promove reflexão do quão bem informada a sociedade está, a ponto de insistir em uma fórmula que mata e ainda ganha espaço pelo simples fato de garantir uma imagem semelhante ao corpo perfeito, desenhado há tantos anos pelas revistas, depois pela televisão e agora pelas redes sociais.



OPINIÃO
12 Outubro 2019 10:56:00

Os 296 chamados para a PM controlar o som de alguém é o reflexo da sociedade atual


(CHARGE: JOÃO MORAES)

É uma questão de respeito perceber que uma ação pode estar atrapalhando a rotina de um vizinho ou outra pessoa próxima. É conseguir praticar uma atitude que está muito falada, mas pouco interpretada, a empatia.  

Os 296 chamados para a Polícia Militar de Curitibanos controlar o som de alguém que está incomodando uma criança, um enfermo ou um trabalhador é o reflexo da sociedade atual, em que cada um se preocupa com seus próprios ouvidos e não consegue se colocar no lugar do outro. Entre as ocorrências policiais registradas no município, a perturbação do sossego está entre as mais recorrentes.

O assunto discute fatores de consciência. Saber respeitar o volume do som, controlar os próprios cachorros e perceber que um trabalho pode estar atrapalhando o trabalho de outro alguém, é, além de empatia com a pessoa que está ouvindo o som, um gesto de cidadão consciente, que não espera a polícia parar de combater a criminalidade para pedir que a ordem seja mantida entre a vizinhança.

A discussão inclui, além de empatia, boas informações. Pessoas bem informadas já sabem que barulho incômodo é perturbação do sossego em qualquer hora do dia. Não existe um horário estipulado que permite carro com sons altos, ou buzinas exageradas. O que é regulamentado é que o espaço sonoro precisa ser respeitado a qualquer momento. Ninguém é obrigado a aguentar um barulho que está além do seu espaço.

Respeito. Esse princípio tão básico consegue evitar dores de cabeça desnecessárias para resolver assuntos tão simples. Não precisaria de multa ou penalidades para uma sociedade que sabe que sua liberdade acaba onde começa a do outro.

Entender que uma música pode ser apreciada em um volume mediano, que as buzinas são feitas para apenas alertar no trânsito, que escapamentos fazem parte de motocicletas apenas por um motivo mecânico e que festas são aproveitadas por pessoas que fazem parte do evento, é um bom início para que essas ocorrências passem a ficar cada vez mais raras.


04 Outubro 2019 08:30:00


(Charge: João Moraes) /

Neste domingo (6), todos os eleitores do país têm um compromisso com a cidadania e, mais do que isso, com o bem-estar de nossas crianças e adolescentes. Não é novidade que muitos deles, ainda pequenos e indefesos, tornam-se vítimas de violências e abusos de todo tipo e, sim, isso ocorre, às vezes, bem perto de nós. Esta semana mesmo, aqui em Curitibanos, a Polícia flagrou um caso de ciberpedofilia, apreendendo um grande número de materiais de pornografia infantil.

Infelizmente, esse tipo de situação é mais frequente do que se imagina e, igualmente frequente, é o fechar de olhos e ouvidos para os casos. Nem todos estão dispostos a se envolver, denunciar, entrar em combate para proteger crianças e jovens que, muitas vezes, nem mesmo conhecemos. Mas há um grupo de pessoas que aceita o desafio e quer assumir esse compromisso. E são essas pessoas que devem ser eleitas, neste fim de semana, para compor o Conselho Tutelar, um órgão oficial de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Sim, temos polícias, promotorias, Judiciário, governos e toda uma rede de proteção quando se trata de violação ao direito dos menores, mas quem tem a missão exclusiva de zelar por esse público é o conselheiro tutelar. Diferente do que se convencionou, o Conselho não existe para "passar a mão na cabeça de bandido" nem para substituir os pais na tarefa de educar os filhos. O Conselho existe para ser a voz de vítimas que se calam perante as violências.

O conselheiro tutelar está em serviço para fazer o que muitos negligenciam: ajudar quem sofre em silêncio, por ingenuidade, medo e vergonha, sem saber como se defender sozinho. Você não é obrigado a se envolver, há pessoas corajosas e altruístas o bastante para esse papel. Mas você pode ajudar, basta eleger um conselheiro. O voto não é obrigatório, mas é a forma mais simples de contribuir com o bem-estar de nossas crianças.



28 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por AS

O momento de luto de alguns transforma-se na esperança de vida de outros


(Charge: João Moraes)


Com tantas cores marcando o mês de setembro, o verde também ganha destaque como referência à conscientização sobre a importância da doação de órgãos. Em Santa Catarina, a média de captações superior a de países desenvolvidos é motivo de comemoração, mas é importante lembrar que ainda temos quase 600 pessoas à espera de um transplante, à espera da chance de ter uma vida mais saudável e mais normal.

É lógico que, quando se fala em captação de órgãos, está subentendido que alguém precisa morrer para que a doação efetive-se. Assim, o momento de luto de alguns transforma-se na esperança de vida de outros. É através da doação que a vida tem continuidade e, em muitos casos, pode ser também um alento para a família de quem doou. Em um momento de perda e tristeza, é reconfortante saber que aquele corpo, agora inerte, está agindo para salvar outras pessoas e, dessa forma, mantendo-se um pouco vivo também.

Mas para que isso aconteça, o "sim" da família deve ser unânime e, de acordo com os profissionais de Saúde, o meio mais seguro para isso é o diálogo. Quando o coração ou o cérebro param, não temos mais como manifestar nossa vontade, por isso, o desejo de ser doador precisa ser explicitado em vida. Dizer claramente aos familiares que, após a morte, autoriza a captação de seus órgãos para ajudar outras pessoas é a forma mais eficiente de garantir que o desejo se realize. Em meio ao turbilhão de sentimentos e emoções que toca uma família no momento de uma perda, fica difícil decidir por conta própria, especialmente porque a decisão precisa ser rápida, já que os órgãos têm um "prazo de validade" para serem captados com segurança.

Se é difícil falar sobre a morte, falemos então sobre a vida. Quem aguarda um transplante tem pressa e urgência e cada paciente que encerra seu ciclo é visto como uma centelha de esperança para que outros sigam em frente. Não vamos deixar que desinformação e preconceito sobreponham-se à vida. Um corpo pode morrer, mas a solidariedade não deve morrer com ele.



21 Setembro 2019 08:00:00

A pior deficiência humana ainda é a ignorância


(CHARGE: JOÃO MORAES)

Setembro chegou e, com ele, além do amarelo, o azul é mais uma cor utilizada para chamar a atenção para tema importante. Neste mês, os surdos estão em evidência, mostrando as necessidades de inclusão ainda existentes. O azul foi escolhido porque, no período de guerra, os surdos eram identificados pela cor azul e executados devido a sua deficiência. 

Os anos passaram, as civilizações evoluíram, mas a rejeição e as dificuldades não acompanharam a mesma velocidade de evolução. Curitibanos conta com instituições que oferecem atendimento gratuito para as mais variadas deficiências, como a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apadac), que luta para que os surdos conquistem seu espaço no mercado de trabalho e na vida em sociedade, estimulando o ensino de Libras, segunda língua oficial do País, uma ponte para este acesso.

Mesmo com toda forma de dificuldades financeiras, as instituições permanecem ativas e apesar da destinação insuficiente de recursos pelo poder público, a comunidade se mobiliza para ajudar em campanhas de arrecadação e festividades, dando continuidade ao trabalho oferecido, mostrando que apesar de pequeno, o município é organizado e adepto à empatia.

Historicamente o mercado de trabalho vem se modificando e quem antes não era visto com bons olhos, hoje faz parte do dia a dia de empresas de todos os ramos. Os deficientes, sejam físicos ou intelectuais, estão conquistando cada vez mais o seu espaço de direito, lutando para ter uma vida normal como todas as pessoas, mas muito ainda tem que ser feito.

Partindo do princípio de que a pior deficiência humana ainda é a ignorância, já passou da hora de eliminar os olhares contrários e aceitar que no mundo existem diferenças, diminuindo a carência de políticas educacionais visando à inclusão no mercado de trabalho e a conscientização dos cidadãos acerca das necessidades dos portadores de algum tipo de deficiência.


EDITORIAL
14 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes) /

Universidades em risco de fechar as portas, pesquisas sendo interrompidas, serviços comprometidos. A realidade atual do ensino superior no Brasil tem se mostrado preocupante. Com a justificativa de reduzir custos, o governo federal tem cortado, moeda a moeda, recursos destinados às universidades e com os quais as instituições contam para se manter.

Há desperdício, gastos desnecessários, gente se beneficiando indevidamente dos repasses? Não há como afirmar sem antes realizar uma auditoria para saber o que está fazendo o dinheiro escoar pelo ralo - e se isso realmente está acontecendo. Mas, na era em que o discurso supera os fatos, apenas a afirmação do MEC é suficiente para justificar os cortes.

Em uma análise mais objetiva, no entanto, retornando à campanha eleitoral, o presidente já anunciava sua intenção de "aparar" as universidades, segundo ele, locais de doutrinação de esquerda e de baixa produtividade. Ao assumir, seu ministro da Educação reforçou o discurso de "balbúrdia" e desempenho abaixo da média, cortando verbas da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), redução que acabou se estendendo a todas as universidades federais.

Pode ser que, realmente, haja algum repasse desnecessário e exista alguma forma de diminuir os gastos nas instituições de ensino superior, mas isso precisaria de uma análise criteriosa e um planejamento de onde cortar sem comprometer os serviços. Fiscalize-se e, onde for observada alguma irregularidade, corrija-se.

Mas, obviamente, a questão é bem mais ideológica do que financeira. O governo vê nas universidades locais de resistência e oposição, características que sempre fizeram parte do conceito universitário. E, para interromper e reverter o "marxismo cultural" que o governo Bolsonaro vê nas universidades, vale tudo... Até prejudicar estudantes que, muito além de ideologias, buscam no ensino superior gratuito a chance de uma vida melhor.



EDITORIAL
07 Setembro 2019 08:30:00
Autor: Por AS


(Foto: João Moraes) /

Mais um 7 de setembro aproxima- se e, em Curitibanos, como já aconteceu no ano passado, não haverá desfile cívico. Para celebrar a Independência do Brasil, desde 2018, a Prefeitura, através da Secretaria de Educação, investe em outras formas de comemoração, com programação diferenciada nas escolas, durante a 

Semana Cívica. A mudança agrada a alguns e desagrada a outros. Há quem entenda o desfile como uma tradição a ser mantida, uma demonstração de patriotismo e soberania. Para outros, trata-se de uma herança a ser esquecida, devido a uma lembrança nada positiva do período de ditadura militar. 

Independente de ideologias, é fato que o desfile cívico, ao longo do tempo, foi perdendo sua significação. Primeiro, a marcha - outro resquício do governo militar - foi substituída por uma caminhada, considerada mais adequada à democracia atual; depois, as fanfarras foram se modificando, incluindo, entre toques tradicionais, outros mais modernos, mas nem sempre interligados com o motivo do desfile; por fim, os desfiles ganharam temas, personagens, passaram a contar histórias que tiraram todo o enfoque do mote principal: a Independência.

Sem nenhum interesse ou motivação pelo contexto histórico que levou aos desfiles, a maior parte dos estudantes participava apenas por obrigação ou com a perspectiva do famoso "ponto na média". Por esse ponto de vista, a ideia da Semana Cívica parece mais eficiente, uma vez que se estuda, durante todo um período, sobre os fatos históricos que levaram à Independência e suas consequências, possibilitando que o estudante realmente assimile os conhecimentos e informações.

Apenas estar na rua, uniformizado, levando um cartaz ou uma bandeira, não faz de ninguém um cidadão - muito menos um cidadão patriota. O conceito de civismo vai bem além de datas e solenidades e deve ser vivido no dia a dia, através de ações concretas, positivas para a coletividade e que ajudem a transformar a realidade em algo melhor. Antes de defender desfile ou qualquer outro ato cívico, é preciso dar a ele um sentido. Discursos vazios e gestos ensaiados não convencem mais ninguém.


31 Agosto 2019 08:30:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


O país está vivendo um momento de alerta contra uma doença que já estava quase erradicada. Com o avanço rápido de casos de Sarampo, é necessária, também, uma ação rápida de controle da doença.

Nessa tarefa, há inimigos difíceis de serem superados. Um deles é o alto índice de contágio, uma vez que o Sarampo pode ser transmitido a 90% das pessoas que tiverem contato com o doente. Outro é a forma de transmissão, pois o vírus pode ser repassado até seis dias antes de o infectado manifestar os primeiros sintomas. Isso quer dizer que, antes mesmo de saber que está doente, a pessoa já está passando a doença para outros. Isso explica, também, porque o Brasil já vive uma epidemia de Sarampo e justifica a preocupação dos órgãos de Saúde brasileiros.

A doença é grave, pode levar à morte e causar problemas sérios como malformação fetal e abortos. Por isso, exige atenção e cuidado especiais. Segundo os profissionais de Saúde, a única forma de proteger-se contra o Sarampo é a vacinação. Não há outra garantia de imunização a não ser tomando as doses recomendadas pelo Ministério da Saúde, que, agora, inclui uma "dose zero" para bebês, na tentativa de prevenir a doença até que completem 1 ano e tomem, então, a primeira dose oficial no Calendário Nacional de Vacinação.

Como responsáveis pela segurança de seus filhos, os pais devem procurar os postos de saúde e garantir que as crianças recebam essa dose extra. Além disso, caso eles mesmos não tenham sido imunizados, devem também vacinar-se, evitando que contraiam a doença e acabem repassando o vírus aos bebês.

Medo de agulhas e pena das crianças não são argumentos válidos para fugir da vacinação, principalmente, quando se trata de uma doença tão séria quanto o Sarampo. Aderir às vacinas é a única forma de combater um inimigo que coloca em risco não só nossas saúdes, mas nossas vidas.



24 Agosto 2019 08:08:00

Hora de preparar o solo para a próxima colheita

(Charge: João Moraes) 

Diz um antigo ditado que cada um colhe aquilo que planta. Depois de um ano inteiro plantando dedicação e profissionalismo, o jornal "A Semana" sentiu na pele a força desse ditado e colheu, no último fim de semana, o resultado: seis troféus no 20° Prêmio Adjori/SC de Jornalismo, incluindo o 1º lugar no Jornalismo Impresso e 3° lugares em Publicidade e Jornalismo Online, em uma disputa com outros 35 jornais do Estado.

Mas qual a importância dessa conquista? Para quem tem dificuldade em avaliar, podemos tentar explicar com números: 250 trabalhos inscritos e apenas 16 premiados; desses 16, três produzidos pelo "A Semana". Eram 36 jornais disputando nove troféus - Penas de Ouro, Prata e Bronze em Jornalismo Impresso, Jornalismo Online e Publicidade - e, desses nove, três estão na estante do semanário curitibanense.

Dessa forma, podemos tentar repassar a nossos leitores a importância dessa conquista. O que não se pode descrever é a emoção da equipe ao ver seu nome citado, por nove vezes, entre os finalistas de 16 categorias disputadas. Mais do que isso, por nove vezes, o nome de Curitibanos esteve em destaque em uma premiação estadual, onde estavam presentes autoridades como a vice-governadora do Estado Daniela Reinehr.

No entanto, a equipe sabe que sua responsabilidade só aumenta após esse resultado. Ainda há muito a ser feito para levar, não só à disputa estadual, mas à casa dos leitores, um jornal melhor. É esse o desafio do "A Semana". Passada a euforia das conquistas, a hora é de avaliação e planejamento. Hora de preparar o solo para a próxima colheita. Como fazer isso será motivo para reuniões e discussões na Redação, mas, o principal - a vontade de fazer - já está embutido em toda a equipe.

Fazer o que se gosta, segundo especialistas em carreira, é o segredo para um trabalho bem feito e dedicar-se exige um estímulo, um "algo a mais" que não se limita a um bom salário. No "A Semana", o incentivo vem através de prêmios, como os conquistados recentemente, mas também dos leitores, que avaliam semanalmente nosso trabalho e contribuem, de forma essencial, com as histórias registradas em nossas páginas. É o que inspira a equipe a manter o foco e a vontade de fazer um "jornalismo de gente grande" e, por isso, essa é uma conquista não só do "A Semana", mas de todos os seus leitores.



EDITORIAL
17 Agosto 2019 08:30:00


(Charge: João Moraes)

Trabalhar em meio à natureza, sem chefe e sem horários fixos a cumprir parece o emprego dos sonhos para muita gente. Mas a realidade é bem diferente quando observamos a rotina do pequeno agricultor, que enfrenta todo tipo de dificuldade para garantir que os esforços de seu trabalho sejam compensados com uma colheita farta.

Ali, em suas lavouras, está exposto a Sol intenso, chuva, frio e aos riscos constantes de contaminação pelo uso de defensivos agrícolas, que, ao mesmo tempo que favorecem suas plantações, vão minando sua saúde. Além disso, sofre todo tipo de consequência de um trabalho desgastante física e mentalmente, convivendo todos os dias com a incerteza sobre o futuro.

Em meio a um cenário estressante, muitas vezes, o agricultor esquece do cuidado com sua saúde, deixando em segundo - ou até em último - plano exames que são poderosos aliados para prevenir doenças ou evitar seu agravamento. Para chamar a atenção do homem do campo para essa necessidade e facilitar seu acesso a cuidados médicos, neste sábado (17), a Secretaria de Saúde de Curitibanos realiza o Dia D dedicado à saúde do trabalhador rural, concentrando serviços no Parque Pouso do Tropeiro e oferecendo exames rápidos e gratuitos.

A iniciativa é louvável e importante, mas quem determinará seu sucesso é o próprio agricultor, a partir de sua participação. Mais do que isso, cabe a ele que a ação não seja temporária, mas que mantenha seus resultados através da mudança de hábitos para uma vida mais saudável, colocando em dia seus exames e vacinas e seguindo os encaminhamentos dos profissionais de Saúde.




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