Curitibanos,
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07 Julho 2018 10:55:00


Ter mais qualidade de vida, envelhecer de forma saudável, ser mais responsável com o meio ambiente e economizar. Essas parecem ser frases comuns para pessoas deste século, mas, assim como se tornaram desejos corriqueiros de boa parte da humanidade, também estão bem longe de virar realidade para grande maioria da população. 

No entanto, para quem está pensando em colocar em prática ações de bem-estar e ambientalmente mais sustentáveis, uma alternativa é aderir às bicicletas. Não gastam combustíveis, colaboram para a redução na emissão de gases na atmosfera, e o hábito de transitar de bike traz inúmeros benefícios físicos e emocionais aos seus adeptos.

Não é à toa, que uma parcela cada vez maior de pessoas está incluindo o ciclismo em suas atividades diárias, seja como meio de transporte, atividade de lazer ou esporte amador e profissional. No entanto, por se tratar de um veículo, os ciclistas também precisam estar atentos às regras de trânsito.

Motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres de Curitibanos travam, diariamente, uma verdadeira batalha de poder nas vias do município. Sem muitas opções de ciclovias, quem anda de bicicleta precisa dividir espaço com os carros. Não raro, observa-se trabalhadores  e desportistas em suas bikes, desafiando-se entre os automóveis de maior porte. Outros mais distraídos podem ser vítimas de acidentes. A verdade é que sem bom senso e educação não se faz um trânsito seguro. 


O TRÂNSITO É LIVRE E PARA TODOS, MAS PRECISA SER HARMÔNICO


Todos os condutores devem se respeitar mutuamente, o trânsito é livre e para todos, mas precisa ser harmônico. Respeitar a mão de condução e sinalizações, ser gentil, paciente e cordial são apenas algumas dicas para manter uma boa convivência no trânsito curitibanense. Quem já é adepto desse meio de transporte sabe das deficiências e vantagens para usuários da bicicleta. 

Acredita-se que como as cidades e trânsito se modernizam, Curitibanos deverá entrar no ritmo e adotar políticas de implantação de ciclovias que contemplem a segurança e estimulem uma nova demanda de usuários, a exemplo de cidades catarinenses, como Blumenau, onde o uso da bike é frequente.

O reflexo certamente é a diminuição nas filas dos postos de saúde com o aumento da qualidade de vida da população em decorrência das pedaladas diárias, redução da poluição local e dos congestionamentos em horários de pico.


29 Junho 2018 09:37:00
Autor: Editorial

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser



Os seres humanos são diferentes. Uns são mais altos, outros mais magros, uns brancos, outros negros, um de cabelo comprido, outro curto, mas todos vivem no mesmo ambiente, frequentam as mesmas cidades e seguem buscando aprimorar conhecimentos e se desenvolver em suas vidas. Se não os marginalizamos por sua estética, por que ainda existe uma parcela que diferencia as pessoas por sua orientação sexual?

Já estamos vivendo em 2018 e é cada vez mais difícil acreditar que ainda existam dificuldades de convivência em sociedade. Seja por ser negro, por ser homossexual, por ser estrangeiro, nós não podemos mais nos submeter à violência para resolver divergência de opiniões. Curitibanos é uma pacata cidade de interior e mesmo assim, a violência ainda é presente e vivida diariamente por quem é diferente do censo comum.

Este mês, duas meninas foram agredidas verbal e fisicamente por sua opção sexual. No início do ano, um jovem gay teve suas roupas arrancadas e deixado nu nas ruas centrais da cidade. Em ambos os casos, os jovens só estavam se divertindo nas boates da cidade e tiveram sua dignidade arrancada pela falta de respeito e impunidade, ressaltando a falta de segurança ainda existente para quem tem orientação sexual diferente da maioria.

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser. Na ciência, a questão está pacificada: homossexualidade não é patologia, mas um comportamento tão normal quanto a heterossexualidade. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) suprimiu o tema da Classificação Internacional (CID). Cinco anos antes, no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) o havia retirado da lista de transtornos, como o fizeram as associações norte-americanas de Psiquiatria, em 1973, e de Psicologia em 1975.

Se há patologia em todo esse imbróglio, ou demanda por reorientação, ela afeta parcela dos brasileiros tomada pelo preconceito, pela discriminação e propagadora da violência. A sexualidade não é padrão de medida para avaliar a capacidade do indivíduo e não devemos esquecer de deixar o respeito sempre acima de tudo.


22 Junho 2018 14:22:00

O patriotismo ganhou outro sentido muito além de apenas torcer por uma equipe



Os jogos da Copa do Mundo de Futebol iniciaram há mais de uma semana, o Brasil já jogou e ainda não conseguimos perceber o verde e amarelo ganhando as ruas de Curitibanos e região. Na última Copa, em 2014, os jogos aconteceram no Brasil e o país, mesmo com tamanhos problemas sociais, conseguiu entrar no clima e mostrar a receptividade brasileira para o mundo, o que não percebemos este ano. 

A crise financeira, política e moral presente na atualidade brasileira, conseguiu encobrir o que é considerada a maior paixão de sua população que é o futebol. O patriotismo ganhou outro sentido muito além de apenas torcer por uma equipe, ele está sendo percebido quando a população se reúne para discutir um problema, buscar solução, se mobiliza, se une e cobra mudanças sociais.

Este ano, os jogos da Copa não foram capazes de encobrir todos os problemas enfrentados pelos brasileiros, cansados de tamanhos escândalos de corrupção. Mesmo torcendo, os trabalhadores do país não deixam suas funções para assistir aos jogos, fazer mobilização e reuniões para ver as disputas, ficando o futebol em segundo plano, ao contrário das Copas anteriores.

Os problemas não são mais maquiados, uma vez que, mesmo com vitórias em campo, no dia a dia do país a situação permanece a mesma, com dificuldades financeiras, de confiança nas lideranças escolhidas para administrar a nação e necessidades básicas que precisam ser melhoradas.

Que o verde e amarelo esteja cada vez mais presente em nosso dia a dia, torcendo pela seleção, mas, acima de tudo, que os problemas não sejam encobertos por outros temas, que não sejam a necessidade de mudança que a nação 


16 Junho 2018 14:38:00



Com reunião de jornais de todo o Estado, no último sábado (9), foi entregue o 19º Prêmio Adjori de Jornalismo, Troféu Luiz Henrique da Silveira, aos melhores trabalhos apresentados pelos jornais estaduais durante o ano. Em premiação histórica, o Jornal "A Semana" voltou para casa como o jornal de interior mais premiado de Santa Catarina, refletindo o comprometimento de toda a equipe com o município e a região onde circula. 

No total, foram oito troféus conquistados. Na Publicidade: melhor anúncio de equipe e melhor campanha de equipe; No Jornalismo: melhor coluna, melhor fotografia, melhor reportagem livre, resultando em Pena de Bronze no Jornalismo Online, Pena de Prata em Publicidade e, para fechar a premiação, Pena de Ouro no Jornalismo.

Mais que um reconhecimento pelo trabalho prestado durante todo o ano, o Prêmio Adjori de Jornalismo é a valorização dos profissionais que batalham todos os dias para tornar o jornalismo de interior algo cada vez mais sério e profissional.

É um jornalismo de proximidade, que atua diretamente na vida dos munícipes e que, se não for feito por profissionais, pode prejudicar o dia a dia de uma comunidade enganada por falsários da comunicação.

Voltamos para casa com a certeza de que os troféus são do "A Semana", mas quem ganha é toda a região onde circula o semanário, pois, mais uma vez, o reconhecimento estadual prova a qualidade do que é feito pela comunicação regional.

O jornal mais premiado de Santa Catarina é composto por profissionais qualificados e que não medem esforços, em todos os setores, para manter a comunicação regional como a melhor, por entender que é o que a região merece.

Sempre buscando por atualização, o Jornal "A Semana" tem se reinventado há 35 anos, conquistando degrau a degrau a confiança de seus leitores, seguindo com a certeza da continuidade de um trabalho bem feito e comprometido com o desenvolvimento do meio-Oeste de Santa Catarina. Obrigado a cada colaborador, leitores, anunciantes e parceiros que seguem conosco trilhando este caminho e acreditando neste potencial.



08 Junho 2018 11:20:00




Cento e quarenta e nove vezes, esse é o número de voltas que a terra deu desde que Curitibanos se emancipou, nesse período a história se desenhou em desenvolvimento, progresso e modernização, uma cidade que criou seus símbolos, e ao que dizem os visitantes, é uma terra de povo hospitaleiro.

Como presente para o município que completa seus 149 anos nesta segunda-feira (11), a Prefeitura, através da Secretaria de Educação e parceiros realiza a 5ª edição da Semana Literária, evento que também está ganhando espaço no cenário regional e este ano buscou, através do 1º Concurso de Desenho e Redação, regatar o olhar dos pequenos estudantes sobre a vida e a história dessa cidade que está em pleno desenvolvimento econômico e social.

Os trabalhos encantaram os olhos dos jurados, cada qual em suas qualificações profissionais pode ver e sentir Curitibanos exteriorizado em palavras, formas e cores sob os olhares curiosos e ainda precoces dos estudantes da rede municipal de Ensino.

Alunos estes que aprenderam sobre a sua cidade natal, sobre a doçura e a beleza de morar nessa terra fria, com o pôr do sol mais bonito, mas também ensinaram um novo jeito de olhar e valorizar o que há de melhor em Curitibanos.

"Esse é o maior presente para o município "

Nas palavras do secretário municipal de Educação e Cultura Kleberson Luciano Lima, o maior tesouro que uma Administração pode deixar para as crianças de sua terra, estas que serão o futuro, é o baú de riqueza cultural, incentivo à leitura e à libertação através do conhecimento.

Esse é o maior presente para o município e o legado que as crianças carregam para formar a sociedade curitibanense do futuro, com futuros profissionais, políticos, cidadãos, pessoas... os seres que continuarão contando a história de um município que nasceu pequeno, do caminho das tropas, uma herança de Sorocaba com uma mistura de Paraná e Rio Grande do Sul, tem o jeitinho interiorano, movimento de cidade em crescimento e um povo que se conhece e reconhece na maneira de falar, nos gostos e costumes que só quem é curitibanense sabe.

Curitibanos também conquista e já fisgou pessoas do Brasil inteiro e até do exterior, que escolheram uma pequena cidade no interior de Santa Catarina para chamar de lar e contribuir para o seu desenvolvimento cultural, social, econômico e financeiro.



01 Junho 2018 16:46:00

Fica a incerteza e questionamento sobre o futuro que será seguido pelo Brasil


Desde o dia 21 de maio, a região e o país viveram dias atípicos com a mobilização dos caminhoneiros. Nos últimos anos, a comunidade não havia vivido nada igual, com caminhoneiros de todo o país paralisados nos municípios, comércios sentindo reflexos, fim do combustível e rotina de todos alterada de alguma maneira.

Tamanho movimento serviu para mostrar, além de um descontentamento geral em relação aos impostos e preços abusivos cobrados no país, o quanto ainda somos dependentes quando o assunto é transporte. Sem os caminhões rodando e transportando tudo que é necessário para o dia a dia da população, as cidades sentiram fortemente o efeito, com gôndolas de hortifruti vazias, desabastecimento de carne, leite e itens básicos de alimentação.

Além do questionamento sobre o preço de combustíveis, a mobilização serve de alerta para que o governo tome alguma atitude em relação ao transporte, para que esta função não tenha mais tamanha fragilidade. Que este momento atípico não caia no esquecimento e caso as mudanças não sejam alcançadas em sua totalidade, que pelo menos o governo tenha a consciência de que algo precisa ser melhorado para a população que o elegeu.

Apesar dos problemas e incertezas enfrentadas, na última semana a comunidade de Curitibanos e região demonstrou seu apoio aos manifestantes, não deixando que eles sofressem com falta de alimentação ou com o frio intenso que castigou a região. Os últimos dias mostraram claramente a força da população brasileira, que se uniu e mostrou o descontentamento geral da nação.

No dia 30 a greve chegou ao fim, mas não os seus reflexos, que ainda serão sentidos pelas próximas semanas, até que a rotina de abastecimento volte ao normal. Postos, supermercados e serviços básicos seguem sem abastecimento em sua totalidade e o dia a dia ainda vai levar um tempo para ser retomado. Além disso, fica a incerteza e questionamento sobre o futuro que será seguido pelo Brasil, que mostrou descontentamento e que precisa de atenção de seus governantes, antes que chegue a um colapso.



26 Maio 2018 00:05:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

A luta pelos direitos continua. Os preços flutuantes do petróleo fez com que, na última segunda-feira (21), iniciasse uma mobilização por parte dos caminhoneiros para a redução no valor dos combustíveis. A união de toda a classe mostra, mais uma vez, que, para agitar o país, é preciso parar. Parar não somente suspendendo atividades, mas sim, parar de deixar que a corrupção tome conta, que impostos abusivos sejam cobrados diariamente. 

Como aquele ditado "a união faz a força", pudemos ver, na região curitibanense, todos de mãos dadas com a causa. As pessoas da comunidade tomaram atitudes, como a preparação de alimentos, arrecadação de cobertores e roupas, para auxiliar os caminhoneiros nessa semana tão gelada em que passamos.

O Brasil não precisa apenas de mudanças e, sim, de uma revolução. O primeiro ponto para ser um país de primeiro mundo é pensar nas pessoas que vivem neste espaço.

O fato de estar frio não diminuiu nenhum pouco a sede de justiça por melhorias. E isso, estava estampado em muitos rostos e marcas de expressões dos trabalhadores.

A pacificidade da mobilização, até o momento, é digna de elogios. As estradas continuaram em funcionamento, apenas aqueles que tinham produtos em transporte eram barrados.

A parada dos caminhoneiros começa a refletir no país todo. O Brasil depende deles para o transporte dos bens e produtos, inclusive matérias-primas e insumos como os combustíveis. As pessoas, até então, não tinham se dado conta da gravidade da situação, até que os postos de gasolina da cidade começaram a ter filas e filas.

O Brasil não precisa apenas de mudanças e, sim, de uma revolução. O primeiro ponto para ser um país de primeiro mundo é pensar nas pessoas que vivem neste espaço. A particularização de muitos afasta povos, gera pobreza e elimina a esperança. Não somente os caminhoneiros, mas todas as classes necessitam se unir cada vez mais para haver resultados. Caso contrário a penumbra só aumentará.


18 Maio 2018 00:00:00

Não somente quando se é criança que as pessoas devem ser imunizadas



A vacinação existe para que as pessoas possam se prevenir de alguns males que podem atingir o organismo humano, mas algumas vezes a importância de precaver é deixada de lado. No último fim de semana, aconteceu o Dia D da campanha de vacinação contra a Gripe e a procura foi baixa por parte da população, o que preocupou os responsáveis pela saúde municipal. 

São criados alguns grupos de riscos para deixar um alerta de quem está mais suscetível a ter contato com doenças e dá-se aí, a importância de ir regularmente ao médico para fazer exames de rotina. Diariamente e, em todos os lugares, estamos expostos a diversas bactérias e por mais resistentes que pensamos que sejamos, nosso corpo pode ser facilmente atingido por uma pequena gripe, que caso não cuidado, se tornará algo pior.

Conforme dados do Portal Brasil, atualmente, nosso país é um dos que oferece o maior número de vacinas à população, disponibilizando mais de 300 milhões de doses anuais de imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas. Além de que, 96% das vacinas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são produzidas aqui no Brasil.

Acredita-se, que a erradicação de muitas doenças no Brasil, veio somente através das vacinas, como a poliomielite e varíola, e a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Então, pode-se observar que não somente quando se é criança que as pessoas devem ser imunizadas, mas, também, após adultos, precisam renovar as doses, como a do tétano, gripe e rubéola, por exemplo, para evitar o contato com esses vírus e bactérias.

Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, maior será a proteção da comunidade como um todo. O Ministério da Saúde disponibiliza vacinas gratuitas para muitas finalidades, basta acompanhar o calendário dos postos de saúde mais próximos de sua residência.



11 Maio 2018 11:20:00
Autor: Editorial / Jornal A Semana

'Tanta movimentação em torno da festa demonstra a importância que têm para o município'



Este fim de semana, curitibanenses têm programação pronta e destino certo. Como todos os anos, o Parque Pouso do Tropeiro será o ponto de encontro de famílias e amigos, atraídos não só pelos shows da Expocentro, mas por todo o clima que envolve a festa.

Durante três dias, Curitibanos muda sua cara e recebe pessoas de todos os lugares. Muitos visitantes vêm à cidade pela primeira vez; outros são filhos da terra, que se ausentaram, por diferentes razões, e retornam para prestigiar a maior festa da região e reencontrar amigos e familiares. Para quem mora em Curitibanos, a Expocentro é o assunto mais comentado e, em muitos casos, o mais esperado - principalmente depois que o evento tornou-se bienal.

Tanta movimentação em torno da festa demonstra a importância que têm para o município. Comerciantes, empresários e comunidade veem, na Expocentro, mais do que apresentações culturais e shows musicais. Além das opções de divertimento e confraternizações que a festa proporciona, o comércio local é aquecido pelo expressivo volume de vendas, uma vez que a participação em um evento tão especial exige, da mesma forma, um investimento em roupas, calçados e acessórios. Como anfitriões que são, os curitibanenses querem estar bem em sua festa maior, para bem representar a cidade para os visitantes.

Além disso, com uma programação de lazer ainda tímida, Curitibanos oferece, com a Expocentro, um período diferente de tudo o que os curitibanenses vivem em seu dia a dia. E o efeito que a festa produz faz questionar se não seria possível pensar-se em um calendário anual de eventos, diversificado e que movimentasse a cidade. Nada de grandes proporções, sabendo-se do custo que uma grande festa exige dos cofres públicos, mas ideias simples, pequenas atrações que sirvam para entreter, integrar e, mais do que isso, movimentar a economia local.

Para gestores públicos, investidores, comerciantes e comunidade, a Expocentro tem atrativos diferentes. Cada um encontra, na maior festa curitibanense, suas razões para apreciá-la e para participar. Por isso, neste fim de semana, é ela a grande estrela da cidade.



04 Maio 2018 00:00:00

'O que faz a diferença no 'A Semana' são as pessoas'



A Redação do "A Semana" está em clima de nostalgia e comemoração, com a circulação do caderno especial que marca dos 35 anos do jornal em Curitibanos e região. Das antigas máquinas de escrever, fotografias analógicas e montagem manual das edição, passamos para uma produção totalmente tecnológica, que contribuiu não só para a agilidade em transmitir as informações, mas principalmente com a qualidade do material que levamos, semanalmente, a nossos leitores. 

No entanto, em meio a tantas opções e tecnologias, o que faz a diferença no "A Semana" são as pessoas. E não só as pessoas que trabalham diariamente para produzir um jornal informativo e profissional; mas todas as pessoas que incentivam nosso trabalho com sua confiança, demonstrada no ato de comprar a edição, assinar, ler, anunciar, compartilhar suas experiências conosco.

Para quem viu o "A Semana" nascer e dar seus primeiros passos, fica evidente que, aos 35 anos, o jornal atingiu maturidade e ganhou em qualidade técnica, gráfica e editorial, tornando-se um meio de comunicação essencial para registrar a história da região onde circula. E esse, talvez, seja um dos principais compromissos do jornalismo de interior. As nossas histórias, a nossa cultura e os nossos desafios, muitas vezes, não chegam à imprensa dos grandes centros, mas, através dos jornais locais e regionais, é possível garantir que não se percam e possam ser conhecidos pelas gerações futuras.

É pensando nisso que, a cada edição de sexta-feira, projetamos melhorias, mudanças e aperfeiçoamos um produto curitibanense feito para quem é do município e da região. Cada edição é cuidadosamente pensada e produzida com paixão por quem aprendeu a amar a notícia e levá-la da melhor maneira à comunidade local.

O compromisso do "A Semana" com a idoneidade e credibilidade da informação que imprime em suas páginas - e mais recentemente posta em sua versão online - tem sido a mola propulsora desses 35 anos. Um compromisso reconhecido pela população que nos acompanha e que, a cada nova edição, nos motiva a fazer ainda mais e melhor, para fazer da história da nossa gente, também a nossa história.



27 Abril 2018 00:00:00

Vítima das próprias escolhas, a pessoa se vê sem saída



Seja num ponto de ônibus, na sinaleira, se escondendo do Sol ou da chuva em pontos marginalizados das cidades, moradores de rua estão cada vez mais presentes em toda sociedade e essa, é uma realidade que já chegou em Curitibanos e região. 

Partindo da ideia de que ninguém quer viver à margem ou abandonado, é importante parar e pensar em como um morador de rua chegou até aquela situação. Muitas vezes, vítima das próprias escolhas, a pessoa se vê sem saída e se entrega para vícios difíceis de ser superados. Mas acima de qualquer problema que ele possa vir a causar, ele é um ser humano, que tem uma história para ser investigada e, na maioria das vezes, tudo o que precisa é de ajuda para sair da situação em que se colocou ou em que foi colocado quando jogado a margem de uma sociedade imersa em regras comportamentais.

Nós, enquanto sociedade, devemos ver além das roupas sujas, rasgadas e da falta de higiene pessoal, pois atrás de todo este aspecto deplorável, existe uma pessoa e ela precisa de encaminhamento, seja para Assistência Social ou Saúde. Mais que um problema social, de Saúde e de segurança pública, a mendicância nos alerta para uma realidade de abandono que cresce na mesma velocidade que o desenvolvimento das cidades.

Não alimentar a mendicância pode ser uma alternativa para diminuir o problema, pois não se sabe o destino que terá o dinheiro entregue a esses desconhecidos, que pode ser usado para alimentar vícios e aumentar, ainda mais, o problema. Talvez, se começarmos pelo respeito, chamar as instituições responsáveis pelo atendimento e lembrar que estamos tratando de seres humanos, seja um pequeno passo para a resolução e melhoria da vida em sociedade como um todo. Até lá, o que veremos são vidros de veículos fechados, transparecendo a barreira que ainda diferencia as pessoas entre boas ou ruins, comuns em todas as comunidades.



20 Abril 2018 11:16:00

O esporte é capaz de unir pessoas de todas as tribos



Ginásio lotado e torcida apaixonada são características dos curitibanenses e visitantes da região, que no último sábado (14), mostraram mais uma vez que o esporte é capaz de unir pessoas de todas as tribos para momentos únicos de vida em comunidade. Neste dia, iniciou mais um Campeonato Municipal de Futsal Indústria e Comércio, com desfile das equipes e atração cultural no Ginásio Onofrão. 

Conhecida no Estado por acompanhar o time do município, a torcida apaixonada por futsal fez bonito mais uma vez. Independente do time pelo qual estão torcendo, a verdade é que o futsal une os curitibanenses e até visitantes de cidades vizinhas. Os ginásios ficam lotados em todos os jogos e, observando a torcida, percebe-se que, nas arquibancadas, pessoas de todas as idades estão reunidas com o único propósito de apoiar o esporte amador local.

Homens e mulheres gritam um só hino, o do respeito, que impera mesmo nas disputas mais ferrenhas. Além deles, as crianças são responsáveis por verdadeiros shows no intervalo, com todos em quadra aprendendo desde cedo os valores ensinados pelo esporte, como companheirismo, respeito e união.

É através do conjunto entre organização e torcidas que os campeonatos organizados no município estão resultando em cada vez mais sucesso. Em nossa terra, o esporte une, agrega e traz benefícios para toda a comunidade, que pode confiar nos organizadores para momentos de lazer entre familiares e amigos. Mais que apenas disputas nas quatro linhas da quadra, o futsal é sinônimo de união.

Este ano, o Jornal "A Semana" entrega a taça do campeonato, em comemoração aos 35 anos de circulação ininterrupta na região. Envolvidos desde o início com o esporte local, é motivo de grande honra fazer a entrega de premiação tão importante, que este ano atingiu recorde de inscrições e se transformou na maior competição de futsal amador de Santa Catarina. O Jornal "A Semana" acredita na modificação de vidas através do esporte e, a partir disso, quer comemorar, com as torcidas, todos os lances de mais este campeonato, que já está movimentando todo o futsal regional.



13 Abril 2018 10:13:00

Lula perdeu a luta ao se tornar o que combateu durante tantos anos



O inesperado aconteceu. Quando ninguém mais acreditava na prisão do ex-presidente Lula, o juiz Sérgio Moro pegou a todos de surpresa com um mandado de prisão em toque de caixa. Concedeu, em respeito ao cargo que Lula exerceu, a oportunidade de apresentar-se espontaneamente à Polícia Federal, sem o constrangimento de ser conduzido, como um criminoso comum, ao local onde iria começar a cumprir sua pena. 

Mas não foi isso o que vimos. Durante quase 48 horas, o que os canais de notícia da TV mostraram foi Lula aquartelando-se no Sindicato dos Metalúrgicos, cercado por militantes que mais pareciam cães de guarda raivosos, num desafio declarado à Polícia Federal: "Vocês sabem onde eu estou, então, venham me prender".

Na iminência de ser preso, Lula retornou a seu local de origem, ao sindicato que o lançou na vida pública. Mas quem estava ali não era mais o Lula de então, um ícone da política nacional, um líder disposto a lutar por seus ideais e, independente de ideologias políticas, uma voz que não deixava de ser ouvida. Tinha tudo para ser um vencedor, mas Lula perdeu a luta ao se tornar o que combateu durante tantos anos.

Ao chegar ao poder, descobriu que a banda de Brasília toca movida a propinas, fraudes, conchavos e negociações nem sempre lícitas. Cedeu e entrou na dança. E foi aí que começou sua derrocada.

Perdeu seus ideais, perdeu respeito e, por fim, perdeu a queda de braço que vinha travando com Sério Moro. Agora, enquanto aguarda que seus advogados consigam uma forma de tirá-lo da "República de Curitiba", assistindo a uma derrota atrás da outra no Supremo Tribunal Federal, Lula deve estar estranhando o silêncio que o rodeia. Onde estão os defensores que ameaçavam "pegar em armas" se ele fosse preso? Onde estão aqueles que iriam parar o país se seu líder fosse condenado? O que vimos foi um protesto que beira o patético, com deputados acrescentando "Lula" a seus nomes parlamentares. Nada que possa ser levado a sério foi feito em sua defesa.

Em seu discurso de "despedida", em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, Lula incitou os militantes a atos - inclusive de vandalismo - para demonstrar seu descontentamento e afirmou que deixou de ser um ser humano para se tornar uma ideia. Mas esqueceu o mais importante: as pessoas mudam de ideia com o tempo.



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JORNAL "A SEMANA"
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