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22 Setembro 2018 10:00:00

'Com um salário mais próximo da realidade do trabalhador comum brasileiro, o cargo de vereador atrairia tantos candidatos?'


(Charge: João Moraes)

Notícia que causou polêmica e muita discussão em Curitibanos, esta semana, foi a proposta de redução dos salários dos vereadores para a próxima legislatura. Com participação da comunidade à sessão da última segunda-feira (17), a Câmara engavetou o requerimento de urgência para votação do projeto, que segue em trâmite, mas, agora, sem data para ser votado. 

Caso seja aprovado, os vereadores eleitos em 2020 passarão a receber salários, em média, 76% inferiores aos atuais: os valores propostos são de R$ 1.400 para vereadores e R$ 1.820 para o presidente da Câmara.

Viável? Justo? Compatível com a função? As respostas virão com a discussão do projeto e com os votos dos vereadores, mas, pela justificativa do autor, a redução seria necessária para garantir aos cofres públicos, uma economia anual de aproximadamente R$ 1 milhão.

Atualmente, um vereador de Curitibanos tem um subsídio mensal de R$ 5.942,10 e o presidente da Câmara, de R$ 7.596,67. Os valores não chegam a ser astronômicos, mas, quando comparados a um salário mínimo de R$ 954, a disparidade é óbvia. E essa disparidade pode ser um dos grandes atrativos do cargo para muitas pessoas que, sem uma consciência política básica, olham para a função de vereador e veem apenas cifrões. Nas últimas eleições municipais, em 2016, 103 candidatos disputaram uma vaga no Legislativo Municipal de Curitibanos - muitos sem nenhuma condição técnica, ideológica e até moral para assumir um cargo tão importante.

O questionamento que se levanta é: com um salário mais próximo da realidade do trabalhador comum brasileiro, o cargo de vereador atrairia tantos candidatos? O interesse em compor a Câmara, legislar, fiscalizar, representar o povo curitibanense seria o mesmo? Para sabermos, precisaremos, primeiro, esperar a votação e possível aprovação dos novos subsídios; depois, aguardar a eleição de 2020 e observarmos os números. Além de trazer economia, com certeza, um salário mais baixo funcionaria como uma peneira que dividiria pessoas comprometidas com a cidade e oportunistas.



OPINIÃO
15 Setembro 2018 09:00:00


(Charge/ilustração: João Moraes)/

As eleições estão chegando e, com elas, os discursos e promessas de sempre. Em um momento de descrédito geral da classe política, tem sido uma verdadeira batalha conquistar a confiança e o voto do eleitor, que já não se convence mais tão facilmente com palavras e quer, além de novos nomes e rostos na política, pessoas de mais ação.

Insatisfeito com os rumos que a política nacional tomou, o cidadão tem olhado de forma desconfiada para quem se aproxima dele em busca de votos. No entanto, ao mesmo tempo em que quer renovação, o eleitor demonstra uma desconfiança ainda maior quando o candidato é um desconhecido, alguém sem um histórico e um currículo que o ampare. Mais crítico e preocupado, o eleitor quer conhecer a trajetória, as ideias e as propostas de quem pretende representá-lo e, nesse sentido, um nome já conhecido tem sido a opção mais viável.

"Quem não está representado acaba ficando de fora da divisão

de um bolo com fatias já escassas"

Mas não basta ter visto um candidato pela TV nem reconhecê-lo de eleições anteriores. Alguém próximo, que faz parte do dia a dia das pessoas, de quem se sabe a origem e a forma de trabalho, é visto com melhores olhos pelo eleitor. Por outro lado, os tais paraquedistas que aterrissam em terras desconhecidas de quatro em quatro anos, dividindo espaço e eleitorado com candidatos mais familiares, tendem a ser descartados da lista de opções, uma vez que não se sabe, ao certo, se já realizaram ou pretendem realmente realizar algum trabalho voltado àquela região.

Aqui, em Curitibanos, já se percebeu a falta que faz ter um representante junto às esferas de governo estadual e federal. A política tornou-se, nesses dois âmbitos, regionalizada, cada um puxando a sardinha para a sua brasa, com projetos e recursos direcionados a seu berço eleitoral. Sempre foi assim e assim continuará sendo, já que aqueles que se elegem precisam, de alguma forma, mostrar a seus apoiadores algum retorno. Nesse contexto, quem não está representado acaba ficando de fora da divisão de um bolo com fatias já escassas e disputadas. Por isso, na hora de escolher um candidato, é tão importante que se leve em conta sua relação com a região, seu comprometimento com o povo dali e com os governantes municipais, que, mais cedo ou mais tarde, acabarão batendo à porta de seu gabinete em busca de alguma ajuda. Se perdermos a oportunidade, agora, pagaremos a conta por mais quatro anos.



08 Setembro 2018 11:00:00
Autor: Por AS

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos


(Arte: João Moraes)


Suicídio, um ato definitivo para um problema que poderia ter sido temporário. Essa é uma das tantas definições dessa ação tão polêmica e que divide opiniões ao redor do planeta. Inicia-se mais uma Campanha Setembro Amarelo, e como a cor mesmo pede, o momento é de alerta e conscientização para um tema que causa espante e estranheza em qualquer roda de conversa.

No entanto, em meio aos olhares estranhos e aos inúmeros questionamentos sobre as motivações que levam uma pessoa a cometer um ato tão extremo contra si, é preciso quebrar o tabu, abrir olhos e reforçar a audição.

Vive-se uma era plástica, e como ela, as relações também estão plastificadas. Pouco se houve, há pouco tempo, gasta-se energia vagando pelos perfis das redes sociais, onde todos os sorrisos parecem perfeitos, e as vidas parecem saídas de um conto de fadas.

No entanto, enquanto se ostenta a existência perfeita atrás das câmeras de smartphones, os corações doem, a angústia toma conta, o medo é presente, mas ninguém está disposto a abrir o coração e falar sobre suas dores, não é mesmo?

Importante refletir que se é considerado feio, grotesco e inadequado expor as feridas, os surtos e os problemas na internet, imagina aqueles que não encontram apoio na roda de amigos, na família ou em suas comunidades?

Na tentativa de aliviar as dores emocionais nossos jovens estão mutilando-se. Buscam amenizar as angústias interiores machucando a carne, sangrando a pele enquanto os sentimentos mais obscuros tomam conta de seus corações.

Não é drama, não é frescura, não é falta de Deus, não é brincadeira, é preciso compreender os fatores e os sinais que levam alguém a cometer suicídio, mas mais do que isso é urgente a necessidade de estender a mão, estar disponível, ouvir e praticar a empatia como hábito diário de vida.

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos, as pessoas que pensam em suicídio vivem uma ambivalência entre querer viver e morrer, conversar abertamente pode fazer com que a pessoa se sinta acolhida e tenha oportunidade de obter ajuda.

É preciso ficar atento aos mitos e verdades, pois a maioria das pessoas que fala sobre suicídio chega ao ato, e a maioria dos casos é precedido por sinais discretos de comportamento ou verbais.

Pessoas com transtornos mentais são mais propensas ao ato, mas isso não quer dizer que pessoas sem essas condições não possam cometê-lo. Abra os olhos e o coração.



25 Agosto 2018 08:30:00

Professores são mestres da lapidação e vão até as salas de aula honrar seus salários com uma missão muito mais importante que repassar conhecimento


É o questionamento que certamente percorreu as comunidades escolares de Curitibanos, famílias, profissionais da educação e boa parte da população regional e catarinense, depois que manchetes de jornais de circulação local e estadual noticiaram a agressão física sofrida pelo professor de matemática Johnny Tessari da Cunha, em uma escola da rede municipal de ensino de Curitibanos, e que deixou marcas muito mais profundas que apenas hematomas e inchaços, gerando sentimentos de revolta, repulsa e indignação sobre quis os rumos da educação brasileira, do respeito aos professores e dos limites impostos aos jovens pelos pais e pela sociedade.

Apesar de ser considerado um fato isolado no município, não é raro quando ocorrem situações envolvendo desrespeito à autoridade do professor e agressões verbais entre alunos e professores, acendendo uma luz de alerta para casos semelhantes ao do professor Johnny, e que muitas vezes não ganham destaque por medo, receio ou mesmo vergonha da exposição.

Voltamos à premissa de que uma boa educação vem de berço, e é dentro do seio familiar que se formam os cidadãos que frequentarão escolas, empregos e demais instituições, deixando diversas impressões, sejam elas boas e ruins. Por isso, a necessidade de formar personas positivas, responsáveis pelo meio em vivem e de boa índole.

Professores são os mestres da lapidação da sociedade e vão até as salas de aula honrar seus salários, com uma missão muito mais importante que apenas repassar conhecimento; eles são responsáveis pela construção do caráter da juventude que será a classe economicamente e socialmente ativa do futuro.

É importante esclarecer que situações como esta são o divisor de águas entre a justiça e a impunidade. Entende-se pela comoção popular, que o ato configura o crime e deve ser punido como tal. Sabe-se da importância do acompanhamento psicológico e de apoio ao jovem para que possa superar essa atitude agressiva, mas é preciso impor mais rigor a fim de reduzir essa sensação de impunidade que se tem atualmente, em relação a menores infratores no Brasil.

Vale ressaltar a atitude positiva adotada por estudantes e professores da EEB Casimiro de Abreu que se manifestaram em apoio ao professor, repudiando atos de violência na sociedade.



17 Agosto 2018 11:04:00



É o questionamento que ecoou nos últimos dias, depois de um crime hediondo no início do mês acendeu uma luz de alerta na população curitibanense e nas autoridades de segurança pública e justiça do município. Dois adolescentes envolveram-se em um assassinato com arma branca. Nove facadas desferidas por um jovem de 15 anos, contra outro de 16, tiraram a vida do mais velho, após desentendimento e agressões na saída de uma casa noturna de Curitibanos.

Não é a primeira vez que esse cenário volta a preocupar, há algum tempo, outro jovem foi morto nas proximidades, também por arma branca. O corpo dele foi localizado em uma construção inacabada. O resultado? Famílias destruídas, abaladas e marcadas para sempre por uma morte precoce, crianças vítimas da violência.

Colocada em xeque, está a fiscalização de do ingresso de menores de 16 anos ou maiores com autorização, em estabelecimentos noturnos, consumindo álcool e outras drogas. Situação que está inquietando o Ministério Público, e motivando ações constantes de fiscalização em bares, boates, danceterias e similares, a fim de coibir o ato proibido por lei, regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e fiscalizado pelos órgãos competentes.

Quer parecer que a solução mágica está na lei, e que, com base nisso, os jovens estarão a salvo, mas o problema vai muito além disso. Infelizmente aquilo que se põe no papel raramente surte um efeito geral na prática. E é aí que ingressa a família, esse grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns e que herdam o dever de vigiarem-se entre si, compromisso maior dos pais sobre os filhos.

No entanto, entre o mundo real e o das ideias e virtudes, prevalece a selva de pedra.

Acabar com o problema está fora de questão, no máximo reduzir o impasse com mais rigidez na fiscalização e maior rigor na aplicação e multas a estabelecimentos que costumam fazer vista grossa para o ingresso de menores, e, por consequência, o consumo de bebidas alcoólicas, dentro e fora desses ambientes. 

Proibido não é, maiores de 16 anos podem ingressar desde que autorizados, mas menores, apenas acompanhados.

Enquanto a juventude busca deleitar-se nos prazeres e curiosidades dessa época, a Justiça segue com o incansável serviço de enxugar gelo, exaustivamente buscam meios de imputar na sociedade valores e responsabilidades há muito esquecidos, e frisar aos pais e responsáveis que famílias estruturadas, harmônicas e unidas podem resultar em uma vida benéfica para si e à toda a comunidade.


14 Agosto 2018 17:23:00

O setor rural, apesar da pujança do agronegócio, não oferece segurança de renda



Não chega a ser uma novidade que os trabalhadores do campo estão envelhecendo sem que os mais jovens deem continuidade à função. Cada vez mais, os filhos e netos estão saindo das propriedades rurais para seguir por outros caminhos profissionais, sendo preocupante para a continuidade da atividade. 

Em recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realizou o Censo Agropecuário 2017, descobriu-se que, na região de Curitibanos, somente 4,2% dos trabalhadores rurais estão abaixo dos 30 anos, acendendo uma luz amarela no campo regional. Os resultados são preliminares, mas já alertam para a necessidade de incentivo para que os jovens permaneçam trabalhando nas propriedades de suas famílias, dando continuidade a trabalho tão fundamental quanto as produções realizadas no campo, responsáveis por boa parte dos alimentos consumidos todos os dias.

Por muito tempo, a região foi exclusivamente agrícola e é recente o despertar para outras áreas, mas não esquecer suas raízes é o segredo de sucesso tanto para economia, quanto para que o setor agropecuário não seja defasado com o passar dos anos.

Ainda segundo o Censo, 36,4% dos produtores estão acima dos 60 anos e 59,3% estão entre 30 e 60 anos, sendo a grande maioria, 87%, composto por homens no trabalho rural, também alertando para necessidade de criar alternativas para que as mulheres também sigam por este caminho de trabalho.

O setor rural, apesar da pujança do agronegócio, não oferece segurança de renda, uma vez que todos os anos, as condições climáticas são diferentes e o mercado nem sempre segue favorável, com preços instáveis e oscilantes a cada safra. É um setor de muito trabalho e retorno incerto, mas sempre com mercado disponível. Graças à tecnologia, que avança a cada ano, o trabalho que antes era braçal está ficando mais fácil, mas alternativas ainda devem ser pensadas, para que o envelhecimento dos trabalhadores do campo tenha números mais favoráveis a continuidade da função.



03 Agosto 2018 10:30:00

Pais e familiares devem munir-se das carteirinhas de vacinação dos filhos e buscar uma unidade de Saúde mais próxima



Vivemos em um mundo conectado. Não nos referimos apenas àquela conexão virtual, mas as conexões culturais, pessoais e de cunho comercial. Avião transitam pelos céus do planeta a todo momento, fronteiras já não são barreiras intransponíveis e os povos se misturam, aglomeram-se, formando uma única nação. 

Ao mesmo tempo em que as distâncias são encurtadas pela velocidade das informações, pelo avanço tecnológico e cultural, surgem também algumas problemáticas relacionadas à saúde. A medicina avança na mesma proporção, mas como controlar certas doenças se o controle populacional também se torna difícil? A resposta está no controle vacinal.

Há décadas que o Brasil tem mantido suas fronteiras livres de doenças bastante conhecidas como Sarampo e a Poliomielite, não é raro observarmos alguns adultos que tiveram sequelas em decorrência da polio, isso porque viviam em uma época em que as vacinas não alcançavam o todo.

Muito diferente da atualidade, em que o Ministério da Saúde, preocupado e antecipando-se a surtos de Sarampo que começam a surgir em algumas regiões do país, reforça a importância de crianças entre 1 ano até 5 incompletos, receberem pelo menos duas doses de imunização.

Para isso, foi escolhido o mês de agosto como período de vacinação contra essas duas doenças.

Unidades de Saúde de Curitibanos estarão abertas no dia 18, das 8 às 17 horas, Dia D, sem fechar para o almoço recebendo as 1.832 crianças curitibanenses que deverão ser vacinadas nesta campanha. Além disso, as unidades receberão equipes itinerantes durante os demais dias para garantir que todos recebam as imunizações. Após esse período, a possibilidade é que a vacinação contra o Sarampo seja ampliada para outros grupos, incluindo adultos até 49.

Nada confirmado pelo governo federal, mas, acredita-se que possa ocorrer. Enquanto isso, pais e familiares devem munir-se das carteirinhas de vacinação dos filhos e buscar uma unidade de Saúde mais próxima para garantir as doses.

As equipes de Saúde têm realizado um intenso trabalho de divulgação sobre a essencialidade em manter o calendário vacinal das crianças em dia, justamente para evitar que novos surtos de doenças como estas ocorram no país, deixando sequelas graves ou até levando à morte. É papel da sociedade difundir a informação e dos pais e responsáveis garantir que as crianças sejam imunizadas.



31 Julho 2018 14:02:00

No entanto, é preciso refletir que a responsabilidade é de todos, não apenas do poder público



Um abaixo-assinado organizado pela comunidade curitibanense trouxe à tona um tema bastante difundido e discutidos nas rodas de conversa, nas ONGs, em instituições públicas e privadas; a castração de animais, entre eles cães e gatos, para controle populacional das espécies nos lares e nas ruas. 

É fato que em Curitibanos o tema tem vários ângulos. Há os animais puramente de rua, aqueles que perambulam sem eira nem beira, sem casa, sem cuidados, sem comida. Há aqueles que querem parecer de rua, vivem nas vias públicas, mas recebem cuidados especiais da comunidade que fornece água, comida, e em alguns casos, cuidados médico-veterinários.

Também existe aquele caso típico do animal doméstico que tem dono, casa, todos os cuidados necessários, mas vive na rua, está à mercê da violência, do trânsito e quaisquer adversidades. E há quem realmente execute os termos da posse responsável. Casos mais raros e esporádicos.

Como tudo Brasil, é necessário criar leis para tudo. Assim como para os cuidados com os animais e até para um tema mais complexo, como a castração, sobretudo para a população carente do município. No entanto, é preciso refletir que a responsabilidade é de todos, não apenas do poder público.

Sem dúvida de que adotar políticas de controle de zoonoses é fundamental para a saúde das comunidades, tanto humana, quanto animal, mas é preciso reforçar aquela premissa de que a sociedade é responsável pelo bem-estar de todos, incluindo os animais domésticos, evitando a proliferação desnecessária de cães e gatos, e por consequência, os diversos problemas que decorrem da superpopulação, incluindo a proliferação e doenças transmitidas pelos animais aos humanos e entre eles mesmos.

A solução parece simples, mas está longe de culminar em uma resolução. É preciso que todo o sistema colabore, a começar pelos cidadãos fazendo sua parte como proprietários dos animais, colaborando com as organizações não governamentais que promovem ações pelo bem-estar dos animais e pela saúde pública e o poder público, investindo em iniciativas educativas e ações imediatas para o controle da situação.

Um lugar melhor para se viver com condições dignas e salubres só é possível se cada pessoa fizer a sua parte pelo bem comum. Sozinho ninguém faz nada, nem muda o mundo.



20 Julho 2018 09:18:00



Mesmo tendo sido criado há 15 anos, o Estatuto do Idoso ainda é desconhecido por uma grande parcela da população brasileira. E o percentual que conhece seus dispositivos nem sempre o coloca em prática. 

É importante frisar que o Estatuto do Idoso vai muito além de assegurar os direitos das pessoas idosas, justamente em uma fase especial da vida, quando sua autonomia e independência podem estar comprometidas. Trata-se de uma garantia de dignidade mínima para quem, muitas vezes, passa por situações de abandono, negligência, violência ou má-fé por parte de curadores.

No entanto, ainda que a legislação brasileira garanta esses direitos no papel, na prática, o número de pessoas idosas passando por situações precárias, e com uma série de direitos violados pela sociedade que um dia ele ajudou a construir, é grande.

Entre as dificuldades para coibir esses crimes está o baixo número de denúncias e situações que expõem os idosos, uma vez que se veem em uma verdadeira encruzilhada entre denunciar algum membro da família, na maioria dos casos, seus filhos, e expor casos de exploração.

Faltam remédios, em alguns casos, comida,

mas a maior lacuna é a emocional

Os danos são certeiros, e estão muito acima de dores físicas ou de ver seus benefícios se esvaindo. Faltam remédios, em alguns casos, comida, mas a maior lacuna é a emocional. Sem atenção e sem voz, os idosos costumam ficar à sombra da vida de suas famílias, como vozes que se calam em meio à multidão.

Patriarcas e matriarcas que foram o esteio da família durante décadas perdem sua autoridade e autonomia perante aos mais jovens. Os filhos acabam se tornando seus porta-vozes, mas não conseguem transmitir sua mensagem.

Resignados, os idosos não têm mais aquela agilidade da juventude ou mesmo a vitalidade para bradar por seus direitos. É aí que entra a justiça e a segurança. Projetos dos mais variados tentam resgatar o bem-estar das pessoas da terceira idade com atividades físicas, danças, conversas, rodas de chimarrão, assim como na Associação Beneficente Frei Rogério, onde a equipe promove cuidados essenciais para a vivência de seus internos, mas mais do que isso, busca replicar o ambiente de uma casa comum dentro do Asilo, oferecendo muito mais que assistência em saúde: oferecem alimento para a alma.

A verdade é que a velhice atinge o ser humano de maneiras diferentes, e como todos chegarão lá um dia é preciso debater nos lares quais os cuidados que os idosos merecem e precisam, a fim de evitar casos de exploração na terceira idade.



07 Julho 2018 10:55:00


Ter mais qualidade de vida, envelhecer de forma saudável, ser mais responsável com o meio ambiente e economizar. Essas parecem ser frases comuns para pessoas deste século, mas, assim como se tornaram desejos corriqueiros de boa parte da humanidade, também estão bem longe de virar realidade para grande maioria da população. 

No entanto, para quem está pensando em colocar em prática ações de bem-estar e ambientalmente mais sustentáveis, uma alternativa é aderir às bicicletas. Não gastam combustíveis, colaboram para a redução na emissão de gases na atmosfera, e o hábito de transitar de bike traz inúmeros benefícios físicos e emocionais aos seus adeptos.

Não é à toa, que uma parcela cada vez maior de pessoas está incluindo o ciclismo em suas atividades diárias, seja como meio de transporte, atividade de lazer ou esporte amador e profissional. No entanto, por se tratar de um veículo, os ciclistas também precisam estar atentos às regras de trânsito.

Motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres de Curitibanos travam, diariamente, uma verdadeira batalha de poder nas vias do município. Sem muitas opções de ciclovias, quem anda de bicicleta precisa dividir espaço com os carros. Não raro, observa-se trabalhadores  e desportistas em suas bikes, desafiando-se entre os automóveis de maior porte. Outros mais distraídos podem ser vítimas de acidentes. A verdade é que sem bom senso e educação não se faz um trânsito seguro. 


O TRÂNSITO É LIVRE E PARA TODOS, MAS PRECISA SER HARMÔNICO


Todos os condutores devem se respeitar mutuamente, o trânsito é livre e para todos, mas precisa ser harmônico. Respeitar a mão de condução e sinalizações, ser gentil, paciente e cordial são apenas algumas dicas para manter uma boa convivência no trânsito curitibanense. Quem já é adepto desse meio de transporte sabe das deficiências e vantagens para usuários da bicicleta. 

Acredita-se que como as cidades e trânsito se modernizam, Curitibanos deverá entrar no ritmo e adotar políticas de implantação de ciclovias que contemplem a segurança e estimulem uma nova demanda de usuários, a exemplo de cidades catarinenses, como Blumenau, onde o uso da bike é frequente.

O reflexo certamente é a diminuição nas filas dos postos de saúde com o aumento da qualidade de vida da população em decorrência das pedaladas diárias, redução da poluição local e dos congestionamentos em horários de pico.


29 Junho 2018 09:37:00
Autor: Editorial

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser



Os seres humanos são diferentes. Uns são mais altos, outros mais magros, uns brancos, outros negros, um de cabelo comprido, outro curto, mas todos vivem no mesmo ambiente, frequentam as mesmas cidades e seguem buscando aprimorar conhecimentos e se desenvolver em suas vidas. Se não os marginalizamos por sua estética, por que ainda existe uma parcela que diferencia as pessoas por sua orientação sexual?

Já estamos vivendo em 2018 e é cada vez mais difícil acreditar que ainda existam dificuldades de convivência em sociedade. Seja por ser negro, por ser homossexual, por ser estrangeiro, nós não podemos mais nos submeter à violência para resolver divergência de opiniões. Curitibanos é uma pacata cidade de interior e mesmo assim, a violência ainda é presente e vivida diariamente por quem é diferente do censo comum.

Este mês, duas meninas foram agredidas verbal e fisicamente por sua opção sexual. No início do ano, um jovem gay teve suas roupas arrancadas e deixado nu nas ruas centrais da cidade. Em ambos os casos, os jovens só estavam se divertindo nas boates da cidade e tiveram sua dignidade arrancada pela falta de respeito e impunidade, ressaltando a falta de segurança ainda existente para quem tem orientação sexual diferente da maioria.

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser. Na ciência, a questão está pacificada: homossexualidade não é patologia, mas um comportamento tão normal quanto a heterossexualidade. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) suprimiu o tema da Classificação Internacional (CID). Cinco anos antes, no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) o havia retirado da lista de transtornos, como o fizeram as associações norte-americanas de Psiquiatria, em 1973, e de Psicologia em 1975.

Se há patologia em todo esse imbróglio, ou demanda por reorientação, ela afeta parcela dos brasileiros tomada pelo preconceito, pela discriminação e propagadora da violência. A sexualidade não é padrão de medida para avaliar a capacidade do indivíduo e não devemos esquecer de deixar o respeito sempre acima de tudo.


22 Junho 2018 14:22:00

O patriotismo ganhou outro sentido muito além de apenas torcer por uma equipe



Os jogos da Copa do Mundo de Futebol iniciaram há mais de uma semana, o Brasil já jogou e ainda não conseguimos perceber o verde e amarelo ganhando as ruas de Curitibanos e região. Na última Copa, em 2014, os jogos aconteceram no Brasil e o país, mesmo com tamanhos problemas sociais, conseguiu entrar no clima e mostrar a receptividade brasileira para o mundo, o que não percebemos este ano. 

A crise financeira, política e moral presente na atualidade brasileira, conseguiu encobrir o que é considerada a maior paixão de sua população que é o futebol. O patriotismo ganhou outro sentido muito além de apenas torcer por uma equipe, ele está sendo percebido quando a população se reúne para discutir um problema, buscar solução, se mobiliza, se une e cobra mudanças sociais.

Este ano, os jogos da Copa não foram capazes de encobrir todos os problemas enfrentados pelos brasileiros, cansados de tamanhos escândalos de corrupção. Mesmo torcendo, os trabalhadores do país não deixam suas funções para assistir aos jogos, fazer mobilização e reuniões para ver as disputas, ficando o futebol em segundo plano, ao contrário das Copas anteriores.

Os problemas não são mais maquiados, uma vez que, mesmo com vitórias em campo, no dia a dia do país a situação permanece a mesma, com dificuldades financeiras, de confiança nas lideranças escolhidas para administrar a nação e necessidades básicas que precisam ser melhoradas.

Que o verde e amarelo esteja cada vez mais presente em nosso dia a dia, torcendo pela seleção, mas, acima de tudo, que os problemas não sejam encobertos por outros temas, que não sejam a necessidade de mudança que a nação 


16 Junho 2018 14:38:00



Com reunião de jornais de todo o Estado, no último sábado (9), foi entregue o 19º Prêmio Adjori de Jornalismo, Troféu Luiz Henrique da Silveira, aos melhores trabalhos apresentados pelos jornais estaduais durante o ano. Em premiação histórica, o Jornal "A Semana" voltou para casa como o jornal de interior mais premiado de Santa Catarina, refletindo o comprometimento de toda a equipe com o município e a região onde circula. 

No total, foram oito troféus conquistados. Na Publicidade: melhor anúncio de equipe e melhor campanha de equipe; No Jornalismo: melhor coluna, melhor fotografia, melhor reportagem livre, resultando em Pena de Bronze no Jornalismo Online, Pena de Prata em Publicidade e, para fechar a premiação, Pena de Ouro no Jornalismo.

Mais que um reconhecimento pelo trabalho prestado durante todo o ano, o Prêmio Adjori de Jornalismo é a valorização dos profissionais que batalham todos os dias para tornar o jornalismo de interior algo cada vez mais sério e profissional.

É um jornalismo de proximidade, que atua diretamente na vida dos munícipes e que, se não for feito por profissionais, pode prejudicar o dia a dia de uma comunidade enganada por falsários da comunicação.

Voltamos para casa com a certeza de que os troféus são do "A Semana", mas quem ganha é toda a região onde circula o semanário, pois, mais uma vez, o reconhecimento estadual prova a qualidade do que é feito pela comunicação regional.

O jornal mais premiado de Santa Catarina é composto por profissionais qualificados e que não medem esforços, em todos os setores, para manter a comunicação regional como a melhor, por entender que é o que a região merece.

Sempre buscando por atualização, o Jornal "A Semana" tem se reinventado há 35 anos, conquistando degrau a degrau a confiança de seus leitores, seguindo com a certeza da continuidade de um trabalho bem feito e comprometido com o desenvolvimento do meio-Oeste de Santa Catarina. Obrigado a cada colaborador, leitores, anunciantes e parceiros que seguem conosco trilhando este caminho e acreditando neste potencial.



08 Junho 2018 11:20:00




Cento e quarenta e nove vezes, esse é o número de voltas que a terra deu desde que Curitibanos se emancipou, nesse período a história se desenhou em desenvolvimento, progresso e modernização, uma cidade que criou seus símbolos, e ao que dizem os visitantes, é uma terra de povo hospitaleiro.

Como presente para o município que completa seus 149 anos nesta segunda-feira (11), a Prefeitura, através da Secretaria de Educação e parceiros realiza a 5ª edição da Semana Literária, evento que também está ganhando espaço no cenário regional e este ano buscou, através do 1º Concurso de Desenho e Redação, regatar o olhar dos pequenos estudantes sobre a vida e a história dessa cidade que está em pleno desenvolvimento econômico e social.

Os trabalhos encantaram os olhos dos jurados, cada qual em suas qualificações profissionais pode ver e sentir Curitibanos exteriorizado em palavras, formas e cores sob os olhares curiosos e ainda precoces dos estudantes da rede municipal de Ensino.

Alunos estes que aprenderam sobre a sua cidade natal, sobre a doçura e a beleza de morar nessa terra fria, com o pôr do sol mais bonito, mas também ensinaram um novo jeito de olhar e valorizar o que há de melhor em Curitibanos.

"Esse é o maior presente para o município "

Nas palavras do secretário municipal de Educação e Cultura Kleberson Luciano Lima, o maior tesouro que uma Administração pode deixar para as crianças de sua terra, estas que serão o futuro, é o baú de riqueza cultural, incentivo à leitura e à libertação através do conhecimento.

Esse é o maior presente para o município e o legado que as crianças carregam para formar a sociedade curitibanense do futuro, com futuros profissionais, políticos, cidadãos, pessoas... os seres que continuarão contando a história de um município que nasceu pequeno, do caminho das tropas, uma herança de Sorocaba com uma mistura de Paraná e Rio Grande do Sul, tem o jeitinho interiorano, movimento de cidade em crescimento e um povo que se conhece e reconhece na maneira de falar, nos gostos e costumes que só quem é curitibanense sabe.

Curitibanos também conquista e já fisgou pessoas do Brasil inteiro e até do exterior, que escolheram uma pequena cidade no interior de Santa Catarina para chamar de lar e contribuir para o seu desenvolvimento cultural, social, econômico e financeiro.



01 Junho 2018 16:46:00

Fica a incerteza e questionamento sobre o futuro que será seguido pelo Brasil


Desde o dia 21 de maio, a região e o país viveram dias atípicos com a mobilização dos caminhoneiros. Nos últimos anos, a comunidade não havia vivido nada igual, com caminhoneiros de todo o país paralisados nos municípios, comércios sentindo reflexos, fim do combustível e rotina de todos alterada de alguma maneira.

Tamanho movimento serviu para mostrar, além de um descontentamento geral em relação aos impostos e preços abusivos cobrados no país, o quanto ainda somos dependentes quando o assunto é transporte. Sem os caminhões rodando e transportando tudo que é necessário para o dia a dia da população, as cidades sentiram fortemente o efeito, com gôndolas de hortifruti vazias, desabastecimento de carne, leite e itens básicos de alimentação.

Além do questionamento sobre o preço de combustíveis, a mobilização serve de alerta para que o governo tome alguma atitude em relação ao transporte, para que esta função não tenha mais tamanha fragilidade. Que este momento atípico não caia no esquecimento e caso as mudanças não sejam alcançadas em sua totalidade, que pelo menos o governo tenha a consciência de que algo precisa ser melhorado para a população que o elegeu.

Apesar dos problemas e incertezas enfrentadas, na última semana a comunidade de Curitibanos e região demonstrou seu apoio aos manifestantes, não deixando que eles sofressem com falta de alimentação ou com o frio intenso que castigou a região. Os últimos dias mostraram claramente a força da população brasileira, que se uniu e mostrou o descontentamento geral da nação.

No dia 30 a greve chegou ao fim, mas não os seus reflexos, que ainda serão sentidos pelas próximas semanas, até que a rotina de abastecimento volte ao normal. Postos, supermercados e serviços básicos seguem sem abastecimento em sua totalidade e o dia a dia ainda vai levar um tempo para ser retomado. Além disso, fica a incerteza e questionamento sobre o futuro que será seguido pelo Brasil, que mostrou descontentamento e que precisa de atenção de seus governantes, antes que chegue a um colapso.



26 Maio 2018 00:05:00


(FOTO: DIVULGAÇÃO)

A luta pelos direitos continua. Os preços flutuantes do petróleo fez com que, na última segunda-feira (21), iniciasse uma mobilização por parte dos caminhoneiros para a redução no valor dos combustíveis. A união de toda a classe mostra, mais uma vez, que, para agitar o país, é preciso parar. Parar não somente suspendendo atividades, mas sim, parar de deixar que a corrupção tome conta, que impostos abusivos sejam cobrados diariamente. 

Como aquele ditado "a união faz a força", pudemos ver, na região curitibanense, todos de mãos dadas com a causa. As pessoas da comunidade tomaram atitudes, como a preparação de alimentos, arrecadação de cobertores e roupas, para auxiliar os caminhoneiros nessa semana tão gelada em que passamos.

O Brasil não precisa apenas de mudanças e, sim, de uma revolução. O primeiro ponto para ser um país de primeiro mundo é pensar nas pessoas que vivem neste espaço.

O fato de estar frio não diminuiu nenhum pouco a sede de justiça por melhorias. E isso, estava estampado em muitos rostos e marcas de expressões dos trabalhadores.

A pacificidade da mobilização, até o momento, é digna de elogios. As estradas continuaram em funcionamento, apenas aqueles que tinham produtos em transporte eram barrados.

A parada dos caminhoneiros começa a refletir no país todo. O Brasil depende deles para o transporte dos bens e produtos, inclusive matérias-primas e insumos como os combustíveis. As pessoas, até então, não tinham se dado conta da gravidade da situação, até que os postos de gasolina da cidade começaram a ter filas e filas.

O Brasil não precisa apenas de mudanças e, sim, de uma revolução. O primeiro ponto para ser um país de primeiro mundo é pensar nas pessoas que vivem neste espaço. A particularização de muitos afasta povos, gera pobreza e elimina a esperança. Não somente os caminhoneiros, mas todas as classes necessitam se unir cada vez mais para haver resultados. Caso contrário a penumbra só aumentará.


18 Maio 2018 00:00:00

Não somente quando se é criança que as pessoas devem ser imunizadas



A vacinação existe para que as pessoas possam se prevenir de alguns males que podem atingir o organismo humano, mas algumas vezes a importância de precaver é deixada de lado. No último fim de semana, aconteceu o Dia D da campanha de vacinação contra a Gripe e a procura foi baixa por parte da população, o que preocupou os responsáveis pela saúde municipal. 

São criados alguns grupos de riscos para deixar um alerta de quem está mais suscetível a ter contato com doenças e dá-se aí, a importância de ir regularmente ao médico para fazer exames de rotina. Diariamente e, em todos os lugares, estamos expostos a diversas bactérias e por mais resistentes que pensamos que sejamos, nosso corpo pode ser facilmente atingido por uma pequena gripe, que caso não cuidado, se tornará algo pior.

Conforme dados do Portal Brasil, atualmente, nosso país é um dos que oferece o maior número de vacinas à população, disponibilizando mais de 300 milhões de doses anuais de imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas. Além de que, 96% das vacinas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são produzidas aqui no Brasil.

Acredita-se, que a erradicação de muitas doenças no Brasil, veio somente através das vacinas, como a poliomielite e varíola, e a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Então, pode-se observar que não somente quando se é criança que as pessoas devem ser imunizadas, mas, também, após adultos, precisam renovar as doses, como a do tétano, gripe e rubéola, por exemplo, para evitar o contato com esses vírus e bactérias.

Quanto mais pessoas estiverem vacinadas, maior será a proteção da comunidade como um todo. O Ministério da Saúde disponibiliza vacinas gratuitas para muitas finalidades, basta acompanhar o calendário dos postos de saúde mais próximos de sua residência.



11 Maio 2018 11:20:00
Autor: Editorial / Jornal A Semana

'Tanta movimentação em torno da festa demonstra a importância que têm para o município'



Este fim de semana, curitibanenses têm programação pronta e destino certo. Como todos os anos, o Parque Pouso do Tropeiro será o ponto de encontro de famílias e amigos, atraídos não só pelos shows da Expocentro, mas por todo o clima que envolve a festa.

Durante três dias, Curitibanos muda sua cara e recebe pessoas de todos os lugares. Muitos visitantes vêm à cidade pela primeira vez; outros são filhos da terra, que se ausentaram, por diferentes razões, e retornam para prestigiar a maior festa da região e reencontrar amigos e familiares. Para quem mora em Curitibanos, a Expocentro é o assunto mais comentado e, em muitos casos, o mais esperado - principalmente depois que o evento tornou-se bienal.

Tanta movimentação em torno da festa demonstra a importância que têm para o município. Comerciantes, empresários e comunidade veem, na Expocentro, mais do que apresentações culturais e shows musicais. Além das opções de divertimento e confraternizações que a festa proporciona, o comércio local é aquecido pelo expressivo volume de vendas, uma vez que a participação em um evento tão especial exige, da mesma forma, um investimento em roupas, calçados e acessórios. Como anfitriões que são, os curitibanenses querem estar bem em sua festa maior, para bem representar a cidade para os visitantes.

Além disso, com uma programação de lazer ainda tímida, Curitibanos oferece, com a Expocentro, um período diferente de tudo o que os curitibanenses vivem em seu dia a dia. E o efeito que a festa produz faz questionar se não seria possível pensar-se em um calendário anual de eventos, diversificado e que movimentasse a cidade. Nada de grandes proporções, sabendo-se do custo que uma grande festa exige dos cofres públicos, mas ideias simples, pequenas atrações que sirvam para entreter, integrar e, mais do que isso, movimentar a economia local.

Para gestores públicos, investidores, comerciantes e comunidade, a Expocentro tem atrativos diferentes. Cada um encontra, na maior festa curitibanense, suas razões para apreciá-la e para participar. Por isso, neste fim de semana, é ela a grande estrela da cidade.



04 Maio 2018 00:00:00

'O que faz a diferença no 'A Semana' são as pessoas'



A Redação do "A Semana" está em clima de nostalgia e comemoração, com a circulação do caderno especial que marca dos 35 anos do jornal em Curitibanos e região. Das antigas máquinas de escrever, fotografias analógicas e montagem manual das edição, passamos para uma produção totalmente tecnológica, que contribuiu não só para a agilidade em transmitir as informações, mas principalmente com a qualidade do material que levamos, semanalmente, a nossos leitores. 

No entanto, em meio a tantas opções e tecnologias, o que faz a diferença no "A Semana" são as pessoas. E não só as pessoas que trabalham diariamente para produzir um jornal informativo e profissional; mas todas as pessoas que incentivam nosso trabalho com sua confiança, demonstrada no ato de comprar a edição, assinar, ler, anunciar, compartilhar suas experiências conosco.

Para quem viu o "A Semana" nascer e dar seus primeiros passos, fica evidente que, aos 35 anos, o jornal atingiu maturidade e ganhou em qualidade técnica, gráfica e editorial, tornando-se um meio de comunicação essencial para registrar a história da região onde circula. E esse, talvez, seja um dos principais compromissos do jornalismo de interior. As nossas histórias, a nossa cultura e os nossos desafios, muitas vezes, não chegam à imprensa dos grandes centros, mas, através dos jornais locais e regionais, é possível garantir que não se percam e possam ser conhecidos pelas gerações futuras.

É pensando nisso que, a cada edição de sexta-feira, projetamos melhorias, mudanças e aperfeiçoamos um produto curitibanense feito para quem é do município e da região. Cada edição é cuidadosamente pensada e produzida com paixão por quem aprendeu a amar a notícia e levá-la da melhor maneira à comunidade local.

O compromisso do "A Semana" com a idoneidade e credibilidade da informação que imprime em suas páginas - e mais recentemente posta em sua versão online - tem sido a mola propulsora desses 35 anos. Um compromisso reconhecido pela população que nos acompanha e que, a cada nova edição, nos motiva a fazer ainda mais e melhor, para fazer da história da nossa gente, também a nossa história.



27 Abril 2018 00:00:00

Vítima das próprias escolhas, a pessoa se vê sem saída



Seja num ponto de ônibus, na sinaleira, se escondendo do Sol ou da chuva em pontos marginalizados das cidades, moradores de rua estão cada vez mais presentes em toda sociedade e essa, é uma realidade que já chegou em Curitibanos e região. 

Partindo da ideia de que ninguém quer viver à margem ou abandonado, é importante parar e pensar em como um morador de rua chegou até aquela situação. Muitas vezes, vítima das próprias escolhas, a pessoa se vê sem saída e se entrega para vícios difíceis de ser superados. Mas acima de qualquer problema que ele possa vir a causar, ele é um ser humano, que tem uma história para ser investigada e, na maioria das vezes, tudo o que precisa é de ajuda para sair da situação em que se colocou ou em que foi colocado quando jogado a margem de uma sociedade imersa em regras comportamentais.

Nós, enquanto sociedade, devemos ver além das roupas sujas, rasgadas e da falta de higiene pessoal, pois atrás de todo este aspecto deplorável, existe uma pessoa e ela precisa de encaminhamento, seja para Assistência Social ou Saúde. Mais que um problema social, de Saúde e de segurança pública, a mendicância nos alerta para uma realidade de abandono que cresce na mesma velocidade que o desenvolvimento das cidades.

Não alimentar a mendicância pode ser uma alternativa para diminuir o problema, pois não se sabe o destino que terá o dinheiro entregue a esses desconhecidos, que pode ser usado para alimentar vícios e aumentar, ainda mais, o problema. Talvez, se começarmos pelo respeito, chamar as instituições responsáveis pelo atendimento e lembrar que estamos tratando de seres humanos, seja um pequeno passo para a resolução e melhoria da vida em sociedade como um todo. Até lá, o que veremos são vidros de veículos fechados, transparecendo a barreira que ainda diferencia as pessoas entre boas ou ruins, comuns em todas as comunidades.



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