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EDITORIAL
23 Março 2019 11:17:00

'Grades, portões, câmeras são capazes de frear ímpetos assassinos?'


(Charge: João Moraes)

O ataque que resultou em dez mortes, em uma escola de Suzano, no interior de São Paulo, chocou a todos na última semana. A brutalidade da ação também atingiu quem não estava diretamente envolvido, porque coloca em xeque qualquer confiança que tenhamos de que, em espaços como a escola, nós, nossos filhos, familiares, amigos, enfim, todos estejamos seguros.

Ao sairmos de casa para estudar, trabalhar, ir ao supermercado, temos, inconscientemente, a certeza da volta. Ninguém espera por uma fatalidade e nem se prepara para ela. Por isso, casos como o de Suzano são tão chocantes.

Após o ataque, muitas pessoas questionaram o sistema de segurança das escolas, cobrando que medidas mais rígidas fossem adotadas para evitar o acesso de criminosos ao ambiente escolar. Mas como fazer isso? Grades, portões, câmeras são capazes de frear ímpetos assassinos?

Nas escolas, como em qualquer outro lugar, há uma série de estruturas implantadas para nos dar pelo menos uma sensação de segurança, mas a verdade é que esse tipo de ataque não pode ser previsto ou contido. Trata-se de pessoas que não se intimidam com qualquer tentativa de bloqueio e, sem o discernimento que só o equilíbrio emocional e psicológico nos garante, agem de forma impulsiva e violenta. Mesmo com todos os recursos de segurança disponíveis atualmente, não há como garantir, com 100% de certeza, que estaremos a salvo. O que se pode analisar e questionar, em situações como a de Suzano, é como essas pessoas - incluindo um menor - tiveram acesso a armas com tanta facilidade. Não, não se pode prever esse tipo de ação. Mas impedir que instintos violentos sejam equipados com armas letais é, com certeza, o primeiro passo para evitar tragédias.



16 Março 2019 08:30:00
Autor: A Semana


(Charge: João Moraes)


Estamos vivendo a Quaresma, período que, para os cristãos, representa um momento de reflexão e conversão. A tradição da data pede que todos façam algo que possa ser caracterizado como penitência, numa demonstração de fé e respeito. Mas encontrar algo de que gostamos e que estejamos dispostos a abrir mão durante 40 dias pode ser uma tarefa mais complicada do que parece.

Para alguns, a decisão é certa: nada de carne vermelha. Outros decidem abolir festas, bebidas alcoólicas, deixam a barba crescer... Há muitos hábitos que se enraizaram na cultura católica e que, hoje, são reproduzidos através das gerações, embora muitas pessoas desconheçam sua real motivação. E redescobrir essa motivação deve ser a meta daquele cristão que realmente quer dar significado a sua penitência.

Para isso, é preciso olhar para dentro de nós. A verdadeira transformação deve ser feita de dentro para fora, começando por avaliar e repensar nossas falhas, onde precisamos agir para nos tornarmos pessoas melhores. Em um momento em que todos estão empenhados em demonstrar e renovar sua fé, estar disposto a corrigir-se de fato deve ser a primeira decisão a ser tomada. Mais que uma decisão, deve ser um compromisso assumido internamente e que transpareça externamente, na forma como nos relacionamos com o mundo, incluindo tudo e todos que estão a nossa volta.

Respeito pelos outros, tolerância às diferenças, caridade, compaixão, fraternidade... Esses são sentimentos que devem ser companheiros inseparáveis de quem se diz um cristão, mas que, por muitas vezes, ficam esquecidos no dia a dia. Talvez, nesse período de Quaresma, retomá-los em nosso cotidiano seja a penitência mais dura que possamos fazer, porque a bondade e a generosidade são sentimentos nobres, mas que exigem prática e uma vigilância constante de nossos pensamentos e ações.



OPINIÃO
08 Março 2019 16:13:00


(Charge: João Moraes) /

Parece clichê, mas o que as mulheres realmente querem é ser valorizadas nos outros 364 dias do ano tanto quanto são parabenizadas no dia 8 de março. É importante ter uma data só para elas. Na verdade, ter 24 horas em memória do gênero que mais habita a Terra é um bom pretexto para se levantar discussões tão importantes na sociedade. 

Por que elas têm tanto medo de andar sozinhas na rua? Por que cuidam do tamanho do decote e da altura da saia? Por que ganham menos? Por que ocupam cargos inferiores? Por que assumem responsabilidades que não escolheram? Por que se tornam vítimas do "amor" de suas vidas? Por que são tão pouco representadas nas mesas de autoridades? 

Em meio a tantos porquês, nos últimos tempos, as mulheres têm percebido que suas melhores amigas são a atitude e a coragem e que, em parceria com uma boa companheira chamada união, dá para transformar esse trio em uma força que só as mulheres têm, simplesmente porque todas essas características são femininas. É tão natural a garra com que as mulheres têm lutado pelo espaço e poder de escolha, direitos reprimidos por tantos anos, que as indagações sobre a desigualdade têm incomodado os machistas de plantão. 

Elas são livres para escolher quem querem ser; podem se tornar engenheiras, jornalistas, médicas, esportistas... Assim como têm o direito de engravidar ou não, parir e criar, ou não. A luta das mulheres é pelo direito de escolha e nada disso interfere na vida dos homens que cuidam de suas próprias vidas e lavam suas próprias roupas. Ora, cada um cuida de si. O homem escolhe se quer cozinhar e lavar para sua esposa, assim como a mulher escolhe se cozinha e lava para seu marido. Isso não é inversão de valores. O que estamos vivendo é só a quebra de uma cultura machista que se consolidou por anos. 

Mudanças assustam, mas não é justo que as mulheres paguem o preço de continuar vivendo em uma sociedade que fecha os olhos para o machismo impregnado nas pequenas atitudes. Para acordar, o despertador tem de fazer barulho. Não dá mais para agradar mulheres só com chocolates e buquê de flores no dia 8 de março. Elas querem respeito e igualdade, o ano inteiro. 


02 Março 2019 12:54:00


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

A tão comentada Reforma da Previdência chegou ao Congresso Nacional e provocou o barulho esperado. No entanto, antes mesmo que se conheça todos os seus pontos, a promessa já é de alteração. Ou seja, enquanto a população discute idades, alíquotas e benefícios, a Câmara já se debruça sobre o documento com ideias de mudança. 

Especialistas, órgãos de classe, trabalhadores, sindicatos, juristas, políticos... Todos têm uma opinião sobre a reforma e, até que ela seja aprovada, haverá muitos palpites. Se eles serão incluídos no novo documento, vai depender de quanta articulação e força cada segmento tem junto aos parlamentares, mas o certo é que a reforma aprovada deve ser bem diferente da proposta inicial do governo.


"O jogo político será intenso e exigirá habilidade do governo e seus aliados" 


Para o Executivo, um novo formato de Previdência é apontado como urgente e indispensável para todas as outras medidas planejadas pela equipe, mas se sabe que o caminho será longo e cheio de obstáculos até a aprovação. No trâmite pela Câmara dos Deputados e, depois, pelo Senado, o jogo político será intenso e exigirá habilidade do governo e seus aliados para garantir que a essência da proposta que apresentaram seja mantida. Além de atuar junto a bancadas, partidos e lideranças, será necessário lidar com a pressão de categorias com grande poder e que não vão abrir mão facilmente dos privilégios que conquistaram ao longo dos anos.

No meio dessa batalha, está o principal interessado e a quem as alterações da Previdência mais afetarão: o trabalhador comum. Para esse, o maior inimigo é a generalização, sem levar em conta as particularidades de cada função para entender de que há profissões que permitem o trabalho até 65 anos sem grandes comprometimentos, mas há outras que se tornariam verdadeiras torturas após os 60. Que haja, entre os responsáveis por aprovar a nova Previdência, o entendimento de que expectativa de vida não significa, em muitos casos, qualidade de vida.


EDITORIAL
23 Fevereiro 2019 14:55:00

Uma boa logística na cidade começa com moradores conscientes


(Charge: João Moraes) /

O ano iniciou com mudanças em Curitibanos. A partir de agora, centenas de casas terão sua numeração modificada. A novidade é fruto de extenso estudo de organização urbana, com objetivo de organizar a sequência numérica em todas as ruas do município. Quem teve seu número modificado, vai descobrir através do carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano, onde vai constar o número correto da edificação. Caso não corresponda com a numeração atual, o morador é o responsável por fazer a troca.

É preciso que os munícipes se conscientizem da importância de contribuir com a mudança, pois não são somente os números que serão mudados, mas a identificação de seu real endereço. Mais que apenas o número em frente a residência, essa identificação é a responsável pelo recebimento de correspondências, entregas de revistas e jornais, lanches e toda forma de entrega feita através dos Correios e transportadoras.

A partir do ano que vem, os carnês do IPTU serão entregues através dos Correios, precisando que cada um faça sua parte para que a cobrança chegue à residência e evite transtornos, como multas e atrasos. Não há custo para fazer a mudança do número em lugares como Celesc, Casan e bancos, precisando somente que o morador vá até o local e peça a modificação.

É inegável que toda mudança gera transtornos, mas a maioria é feita para melhorar a vivência e aspecto de organização da cidade. Esta troca nas residências de Curitibanos deve facilitar o dia a dia de entregadores, carteiros, motoboys e moradores de vários bairros da cidade, porém, só funcionará se cada morador fizer sua parte e, de fato, mudar a numeração que identifica a casa na fachada da sua construção. Uma boa logística na cidade começa com moradores conscientes de suas responsabilidades.



16 Fevereiro 2019 09:30:00
Autor: Por AS


(Ilustração: João Moraes) /


Com essa meta, o grupo de Alcoólicos Anônimos (AA) trabalha no afastamento das pessoas das bebidas alcoólicas. Nem sempre a correria habitual do dia a dia possibilita que problemas sociais sejam reconhecidos e analisados. Em Curitibanos, percebe-se o aumento, próximo a bares em toda cidade, de pessoas em situação de alcoolismo, sem controle das próprias vidas, sujeitos a toda forma de violências e críticas.

Aprender a respeitar e entender que se trata de uma doença talvez seja a parte mais difícil, seja para os alcoólatras, suas famílias, amigos ou para a comunidade que o cerca. Mas algo, além do julgamento e crítica, precisa ser feito, pois alcoolismo é uma doença, precisa de tratamento, força de vontade e, principalmente, de apoio. O primeiro passo, talvez, seja apagar o mito de que problemas com álcool são sinal de fraqueza moral. Não são: o alcoolismo, deve-se reforçar, é doença grave e quem dela é acometido necessita de suporte médico, familiar e de amigos para superá-la.

No AA, as histórias são semelhantes, onde todos precisaram chegar ao fundo do poço, em total solidão, para se conscientizar de que precisavam de ajuda. Sem família, amigos, trabalho e dignidade, os alcoólatras vivem à margem de uma sociedade que não mede a consequência dos julgamentos ditos morais, sem perceber que se trata de vidas que precisam de ajuda.

Além da falta de controle representar perigo para eles, o álcool tira o controle das faculdades mentais e pode resultar em pessoas agressivas, colocando em perigo todos que o cercam, sejam conhecidos ou não, uma vez que a quantidade de gente que padece do sofrimento mental em razão da bebida mantém-se alta e em crescimento.

Um dos motivos é que cidadãos cada vez mais jovens fazem uso de álcool, o que aumenta as chances de desenvolvimento do vício e de seus efeitos. Outro é que questões circunstanciais, como a crise econômica e o desemprego, e as próprias vicissitudes da vida moderna, fazem, infelizmente, com que mais e mais pessoas procurem na bebida, saídas ilusórias para suas dificuldades.



09 Fevereiro 2019 07:00:00


As cenas da lama furiosa arrastando pessoas, trem, vegetação, trabalhadores, animais, vidas, e tudo o que estava próximo a barragem do Feijão, em Brumadinho (MG), impressionou os olhos do mundo todo, na última semana. 

Depois da tragédia anunciada, e da divulgação do número de mortos, que só aumentou a cada dia, a esperança de amenizar a dor das famílias com pessoas soterradas na lama foi toda depositada no trabalho dos heróis da vida real, que vestem farda e capacete e buscam vítimas na lama, como quem procuraria um ente querido em situação de perigo. 

O trabalho dos bombeiros emocionou. O helicóptero que chegou ao solo, mas não encostou a lama, a sensibilidade na passagem das informações, a força para se movimentar na terra pesada, o vencimento do cansaço, o trabalho em equipe, o profissionalismo e a especialização. Bombeiros de todo o Brasil, exemplificaram a responsabilidade e dedicação com que trabalham dia a dia em uma situação em que o mundo todo esteve com os holofotes voltados para eles.

Em situação tão triste e que comoveu tantos corações, ter representantes de Curitibanos trabalhando na ação, fez com que cada morador da região se sentisse parte do resgate. Cabo Fumagalli e o cão Hunter são orgulho para Santa Catarina, são referências de dedicação, trabalho sério, coragem, empatia, sensibilidade e lealdade. A fala e o olhar entre o bombeiro e o cão em ação só demonstram que ali teve treino, mas que, acima de tudo, o trabalho é feito com amor.

A doação com que os bombeiros trabalham é emocionante. A coragem de toda a equipe que trabalhou nos últimos dias em Minas Gerais tocou o coração do mundo todo. O rastro de pé e pata deixado na lama, marca a trajetória do belo trabalho feito em equipe pelos bombeiros e o melhor amigo do homem. 

O bilhete deixado pela população de Brumadinho para os bombeiros traduz o mesmo sentimento de toda a população curitibanense: "Obrigada por não desistirem, parabéns pela profissão!".


02 Fevereiro 2019 10:07:00
Autor: Por AS


(ILUSTRAÇÃO: JOÃO MORAES)

Curitibanos está situada em região onde a agricultura comanda grande parte da movimentação financeira. Somente relacionado às frutas locais, um relatório de atividades anual da Epagri, mostrou que o município contava, na safra 2017/2018, com 45 hectares de terra dedicados à fruticultura, com produção em torno de 365 toneladas, movimentando uma renda de R$ 1.116.762. 

Os grandes responsáveis por esta quantia são os trabalhadores que levantam cedo, dormem tarde e não desistem, mesmo diante do Sol forte e adversidades climáticas, de cuidar e investir em sua produção. Para quem não conhece, vale o passeio pelo interior do município, onde, cada vez mais, os produtores estão aprimorando suas atividades e ampliando as opções do que é produzido em suas terras. São famílias inteiras que se dedicam ao trabalho no campo, que, muitas vezes, mostra-se ingrato com desvalorização e falta de mercado para venda do fruto de seu exaustivo trabalho.

A falta de mercado é apontada como um dos principais desafios da agricultura familiar, que precisa de maior incentivo para que a produção chegue até o consumidor final. Das frutas colhidas nas terras curitibanenses, destacam-se a uva, morango, pera, mirtilo e, em quantidades menores, figo, ameixa e amora, que estão sendo testados e já apontam bons resultados de colheita.


"O alimento que comemos é fruto do trabalho de inúmeras famílias"


O alimento que comemos é fruto do trabalho de inúmeras famílias, que, muitas vezes, passam despercebidas em um mundo acelerado e desatento, que, por vezes, não tem ideia de que os alimentos são frutos de um trabalho diário que vai muito além das gôndolas dos supermercados. Assim, o grande desafio da sociedade atual vai além de aumentar a produção de alimentos de forma a atender à demanda de uma população ainda crescente. Mas, também, está na valorização daqueles que fazem da terra seu sustento e que nos agraciam, diariamente, com nosso alimento.

Em Curitibanos, ainda há a possibilidade de compra direta com os produtores, com oportunidade de conversar sobre como o alimento é produzido e conhecer as diferentes realidades existentes em uma única cidade. A esperança permanece na construção, inauguração e divisão de espaços como o Mercado Público, onde há o objetivo de valorização do produto da terra. A nós, resta aguardar o empreendimento e a chance de valorizar o trabalho feito pelos nossos conterrâneos.


EDITORIAL
26 Janeiro 2019 07:00:00

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(Charge: João Moraes) 

Responsabilidade e empatia. Essas são as palavras que faltam no dicionário de quem compartilha imagens de pessoas acidentadas, machucadas e em outras situações de vulnerabilidade. 

As redes sociais e aplicativos de conversação têm confirmado cada vez mais uma constatação que profissionais da comunicação já fizeram há tempos: a população, no geral, adora acompanhar notícias policiais, principalmente se tratando de grandes desastres. A principal diferença de acompanhar informações produzidas por uma equipe focada em gerar conteúdo relevante e uma pessoa que apenas quer compartilhar o pior ângulo de um acidente é a responsabilidade. Algumas imagens não mudam em nada a gravidade de um fato, apenas agradam aos olhos daqueles que não conseguem praticar a empatia e perceber que, um dia, pode ser algum amigo ou familiar em uma situação parecida. 

Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia, até a Justiça teve de se adequar para conseguir mostrar que a Internet não é "terra de ninguém" e que os dedinhos ágeis que compartilham o que dá na telha também devem responder por seus atos. 

Os celulares que são puxados do bolso assim que algum acidente acontece captam tudo a sua volta e logo as imagens estão no grupo de amigos. Mas essas imagens podem ser as mesmas que ajudarão a Polícia nas investigações de uma ocorrência. É uma questão de consciência: como sua atitude está contribuindo com o mundo? 

Mais do que crueldade, a divulgação de imagens de pessoas feridas ou mortas em acidentes ou em ações criminosas configura crime e pode resultar em prisão. De acordo com o artigo 212 do Código Penal, a prática é considerada vilipêndio (desrespeito) de cadáver e quem comete tal crime pode responder a uma ação com pena de até três anos de detenção. 

É importante se discutir sobre essas atitudes em casa, com os pais e com os filhos. Não há idade para se criar pensamentos que podem inibir ações que prejudiquem alguém, ou que machuquem uma família. Compartilhamento de imagem e conteúdo também faz parte da nossa educação. 


EDITORIAL
19 Janeiro 2019 15:50:00

'A dor da perda mistura-se à revolta pela impunidade'


(Charge: João Moraes) 

Quem poderia imaginar? Quem estaria preparado? A perda precoce de nossa eterna jornalista Franciele Gasparini atingiu como um raio toda a equipe do "A Semana", onde ela atuou por mais de dez anos. Mais do que isso, atingiu a todos que conheceram, mesmo que rapidamente, a menina doce, a mulher guerreira, a jornalista competente, a fotógrafa sensível que ela foi. 

Depois de tanto escrever sobre mortes em nossas estradas, quem imaginaria que ela se tornaria a notícia? Após cada matéria redigida sobre o assunto, a Fran sempre falava de sua tristeza pelas famílias destruídas e de sua revolta pela imprudência no trânsito. Hoje, ela não pode expressar esses sentimentos, mas nós a conhecíamos o suficiente para falar por ela: quantos mais precisarão morrer? Quantas vidas mais serão tiradas até que as pessoas tomem consciência de sua responsabilidade ao colocar um veículo em movimento?

O caminhão que causou o acidente no qual, além da Fran, morreram mais cinco pessoas, tinha no volante um motorista embriagado. Um homem sem nenhuma noção do risco que causava a sua própria vida e às vidas dos outros. Uma pessoa que, só por isso, não deveria estar apta a conduzir um veículo, que, em suas mãos irresponsáveis, transformou-se em uma arma. Mas ele está livre. A Justiça entendeu que uma fiança de R$ 4.900 era suficiente para colocá-lo em liberdade.

No meio disso, a dor da perda mistura-se à revolta pela impunidade. A Fran se foi. Muitas outras vidas se foram e se vão, todos os dias, em fatalidades no trânsito. Até quando? O que é necessário para tirar da condução de veículos pessoas completamente desqualificadas para dividir espaço com inocentes nas rodovias?

Nossa colega, funcionária, amiga, filha, irmã não pode retornar. Mas para nós que ficamos, assistir a uma punição adequada ao responsável por sua morte trará um pouco de alívio, por saber que ele não mais colocará outras pessoas em risco. Com sua empatia e generosidade, a Fran pensava sempre nos outros. Então, se não há mais esperanças para ela, que haja para outras pessoas. Que este não seja mais um crime a ficar impune. É a esperança que nos resta.



OPINIÃO
12 Janeiro 2019 10:20:00
Autor: Por AS


(Charge: João Moraes)


Andar pelas ruas de Curitibanos nos últimos tempos, independente de ser no Centro ou nos bairros, é ter a certeza de que você vai se deparar com dezenas de animais andando sem destino pelas ruas. Isso já representa um problema, mas o atual diferencial , é que o número de pessoas atacadas por animais de rua tem aumentado a cada semana, mostrando que o problema já se tornou, além de saúde, um problema de segurança.

A situação está beirando o caótico e já passou da hora de os órgãos oficiais assumirem sua responsabilidade. Entende-se que não há canil público disponível para fazer o recolhimento destes animais, mas deixá-los largados à própria sorte também não vai resolver o problema. Curitibanos, assim como outros municípios da região, tem sofrido gravemente com a situação, gerando medo aos munícipes de sair às ruas e ser mordido por algum animal.

ONGs, comerciantes e moradores têm feito tudo o que podem para cuidar dos animais, abrigá-los, dar alimentação e proporcionar um pouco de segurança, entendendo que eles não são os culpados de estar nas ruas. Até mesmo campanhas já foram realizadas para conseguir dinheiro suficiente para castrações, mas, enquanto isso, cada vez mais animais estão surgindo e andando sem rumo por todos os cantos. 

A Polícia Ambiental alerta que abandono configura crime, então, antes de decidir comprar ou adotar um animal, a família precisa ter certeza que é isso que quer. Uma vez tomada a decisão, a pessoa não pode simplesmente deixar de querer o animal e abandoná-lo. Porém, se não há mais condições de ficar com o cão, é preciso encontrar uma família que o adote.

Uma das medidas já tomadas foi a formação de um grupo para discussão do problema, que está com reunião marcada para este mês, onde vai discutir alguma solução para os animais de rua. Até lá, os moradores estarão sujeitos a ataques e os cães, em risco de sofrer as consequências por estar em total situação de abandono.



05 Janeiro 2019 07:11:00


(Charge: João Moraes)

Diz uma frase atribuída a Albert Einstein que é insanidade esperar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. A autoria pode ser questionável, mas seu conteúdo, certamente, é bem verdadeiro e expressa bem esse início de ano, quando novos governantes chegam à chefia do Executivo, no Brasil e em Santa Catarina, embalados por uma onda que clamava por mudanças. 

O eleitor deu seu recado nas urnas e, na esperança de melhores administrações, elegeu políticos que representavam algo novo. Agora, eles assumiram seus postos e precisam começar a executar pelo menos parte das transformações que pregaram durante as campanhas.

E não será tarefa fácil. Primeiro, por uma questão financeira, já que os orçamentos, tanto do Estado quanto da União, são bastante restritivos em relação a investimentos, uma vez que dívidas e folhas de pagamento consomem uma boa parte dos recursos. Depois, porque quem acompanhou as promessas e entende o mínimo de governança sabe que os executivos não têm plena autonomia para colocar em prática seus planos de governo. Em alguns casos, precisam do aval dos legislativos; em outros, do Judiciário; e, ainda, há situações em que lobbies e interesses de terceiros acabam por definir o que será e o que não será feito.

"Vontade política, determinação e pulso firme contam pontos, mas não o suficiente"

Como já vimos tantas vezes em outros governos, é só depois que se chega ao poder que até o mais bem intencionado candidato entende como a banda toca. Obviamente, vontade política, determinação e pulso firme contam pontos, mas não são o suficiente para garantir que o brasileiro e o catarinense verão, na prática, o resultado do que ouviram em discursos inflamados e, para alguns, bastante convincentes.

Os novos governos estão apenas engatinhando e é preciso ter maturidade e tolerância para entender que nada será feito em curto prazo - principalmente com dois marinheiros de primeira viagem no comando. Do lado dos governantes, é igualmente necessário ter maturidade e tolerância para entender o que, como e quando mudar, pois a mudança que se espera, seguramente, é uma mudança para melhor. Que 2019 traga uma transformação positiva e que possamos ver, ainda este ano, alguma ação no sentido de corrigir erros e iniciar uma fase mais favorável para todos. Do contrário, a mudança será apenas de números no calendário.


EDITORIAL
28 Dezembro 2018 17:18:00


Mais um ano está findando e, junto dele, a certeza de que fizemos o melhor que poderíamos para concretizar o planejamento feito lá no início de 2018. O ano foi atípico, tivemos muitos eventos, muitos desastres, conquistas, perdas e encerramos o ano com mudança nos governos e uma busca incessante por transformação e melhorias na vida de todos. 

Nunca antes o mundo tinha borbulhado tanto, talvez, porque nunca antes estivesse tão conectado, imediato e posicionado. Vimos avanços nos direitos humanos, mas também acreditamos muitas vezes que não havia mais solução para os problemas do mundo, tudo por causa da intolerância que ainda insiste em marcar presença. Em detrimento das várias tragédias, as acidentais e as, infelizmente, não tão acidentais assim, vimos solidariedade e mãos estendidas para ajudar ao próximo mais do que nunca. 

Mesmo o ano não sendo da forma como desejaríamos, este é um momento reservado à gratidão por conseguirmos chegar vivos ao fim de mais um ciclo, já pensando no próximo. 

Problemas podem incomodar, mas nos deixam mais fortes e, se tem uma coisa que este ano que finda fez, foi deixar-nos mais resistentes às agruras da vida. Se queremos mudança, devemos começar por nós, pois confiar no futuro e mudar atitudes é sempre importante. 

No mês de dezembro, é comum avaliarmos a caminhada do ano, seja no lar, na escola, no trabalho, na igreja... Expressamos nossa gratidão, pedimos perdão, firmamos propósitos e sonhamos com um novo ano cheio de esperança e confiança. Mesmo diante de uma imensa crise financeira, moral e até mesmo emocional, estamos próximos de um recomeço e to- das as oportunidades que vêm junto dele. Apesar das dificuldades, somos grandes vencedores. Todas as atividades desenvolvi- das pelo Jornal "A Semana", são feitas com dedicação e amor de toda equipe, que não mede esforços para que você leitor, cliente e amigo, tenha o melhor jornal que Curitibanos e região merecem. Muito obrigado pela parceria e que estejamos todos juntos novamente em 2019. Para a chega- da deste novo ano, façamos nossas promessas e metas possíveis, acreditando que o ano será cheio de conquistas e realizações. 



EDITORIAL
22 Dezembro 2018 09:33:00

Que nesta semana festiva, o carinho seja o único sentimento em todos os lares

(Charge: João Moraes)

Embora o Natal seja uma festa cristã, com cunho religioso para mostrar o nascimento de Jesus, a data também é sinônimo da maior movimentação comercial dentro dos municípios, com lojas cheias e famílias nas ruas buscando por presentes. Em Curitibanos, o movimento tomou as ruas nas últimas semanas, desde que as luzes coloridas enfeitaram as avenidas principais da cidade, animando comunidade e comerciantes, que passaram a festejar a data. 

Mesmo com o consumidor mais cauteloso, esta é uma época do ano onde o comércio mais fatura, encontrando respaldo, ainda, na última parcela do décimo terceiro salário, onde boa parte é destinada para a compra dos presentes. Diferente dos últimos anos, nas ruas de Curitibanos, o clima está diferente, com as famílias passeando, vitrines enfeitadas e movimentação comercial favorável ao desenvolvimento do município, fazendo do Natal um momento mais alegre e de convivência em comunidade.

Sem esquecer os reais valores natalinos, como união, carinho e respeito, o Natal também é momento de confraternização e quando os municípios pequenos mais se enchem dos visitantes que ainda mantêm suas raízes em seu local de origem. Época de visitar os familiares, amigos, rever as pessoas que, hoje, moram em outras localidades e reservam a data para as visitações.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas ao longo do ano que está findando, muito se tem para comemorar e este é o momento de deixar as rusgas de lado e encarar o próximo apenas com afeto. Que nesta semana festiva, o carinho seja o único sentimento em todos os lares, pois prosperidade é o desejo do Jornal "A Semana" para todos os amigos, familiares, leitores, anunciantes e colaboradores, que fazem deste semanário o maior documento histórico da região, estando sempre presente nos lares e no dia a dia de Curitibanos e dos municípios vizinhos. Feliz Natal a todos e que possamos continuar sempre contando nossa história.



15 Dezembro 2018 09:48:00

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(Ilustração: João Moraes)


Dezembro chegou e, com ele, as luzes coloridas nas ruas, decoração diferenciada no comércio local e residências curitibanenses e, acima de tudo, o clima de união e acolhimento tão característico do Natal, para guardar morada em Curitibanos e região.

Este ano, tivemos o diferencial de ter o clima natalino antecipado em Curitibanos, com decoração nas ruas principais e praças centrais ainda em novembro, ganhando as vitrines e empolgando os moradores da cidade, que anteciparam a colocação das luzes coloridas e auxiliaram na transformação do clima de fim de ano.

O último mês geralmente é marcado pelas confraternizações e encerramento de ciclos, tornando vivo o espírito de comunidade e aproximando as pessoas, que, mesmo com tantos afazeres, reservam alguns dias para a família, amigos e momentos de união. Trata-se de uma época de festas, mas sem esquecer o lado espiritual e de planejamento do ano novo que se aproxima.

Com extensa programação até o dia 22 de dezembro, os curitibanenses têm opções de entretenimento para todas as idades, sendo o Natal uma das únicas datas do ano, que consegue unir todos os segmentos da sociedade para a mesma comemoração. É momento de gratidão, perdão e firmar os propósitos de esperança no futuro sempre melhor.

Natal é tempo de expressão de amor em sociedade, de estar próximo e ser feliz. Além disso, representa dias importantes e de significativa movimentação comercial, fazendo refletir as melhorias e investimentos nos meses seguintes.

No mês de dezembro, é comum avaliarmos a caminhada do ano, seja no lar, na escola, no trabalho, na igreja... Expressamos nossa gratidão, pedimos perdão, firmamos propósitos e sonhamos com um novo ano cheio de esperança e confiança.

Que neste novo ano, possamos planejar e assumir propósitos investindo no que pode ser melhor, e mudar o que pode ser mudado, começando conosco. Diante de tudo isso, o único desejo é que a mensagem natalina possa estar viva em nossas casas, comunidades, local de trabalho e lazer, trazendo-nos a paz e o bem a todos.



08 Dezembro 2018 08:30:00


Seis focos de larvas do mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika foram encontrados, este ano, em Curitibanos. O último foco foi encontrado em novembro, no bairro São Luiz, e, mesmo sem nenhum caso confirmado das doenças no município, a situação é preocupante e merece atenção de todos, para que o Aedes aegypti não venha a se procriar na cidade e região. 

Nesse momento, os dedos não devem ser apontados apenas para um lado como o responsável, pois já passou da hora de todos nós assumirmos a responsabilidade em manter nossa cidade e região longe de doenças tão perigosas. O perigo bateu à porta e, agora, cabe a nós decidir o que fazer. Ou fechamos os olhos, acreditando que não é um problema nosso e que outra pessoa ou instituição deve resolver, ou levantamos da cadeira e vamos vistoriar nossas residências e terrenos, atrás de possíveis moradias para larvas deste tão perigoso mosquito.

"O perigo bateu à porta e, agora, cabe a nós decidir o que fazer"

Não há outra saída que não seja a prevenção e, para isso, toda a comunidade deve estar unida contra o Aedes. O aumento do número de focos significa que a prevenção relaxou ou não surtiu o efeito planejado, e este controle não funciona sem o apoio da população. Com a aproximação do Verão e dos períodos de chuva frequente, o perigo fica ainda maior. 

Os principais focos de criação do Aedes aegypti estão nas casas, desde caixas d'água mal tampadas e pneus velhos que guardam água das chuvas até potes de flores. Por mais que os agentes sanitários se esforcem, tanto para destruir os criadouros existentes como para prevenir o surgimento de outros, sem a cooperação dos moradores, seu trabalho não produzirá grandes resultados.

Conquistar a colaboração ativa da população não é fácil, como a experiência já mostrou, mas é indispensável. Esse é o grande desafio. A tarefa pode ser facilitada pelo ponto dramático a que chegou a situação, e o poder público deve utilizar esse argumento. A guerra precisa ser intensificada para combater o mosquito. Por enquanto, continuamos vendo o avanço da doença em todo o Estado e é preciso, urgentemente, reverter este resultado.


EDITORIAL
01 Dezembro 2018 09:26:00

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(Charge: João Moraes)/

O clima natalino já tomou conta das ruas de Curitibanos que está vestida com luzes coloridas e enfeites remetendo à data, um dos momentos mais especiais e aguar- dados do ano. Para deixar este momento ainda mais especial, a União das Associações de Bairros (UAB) de Curitibanos está, desde outubro, trabalhando com a Campanha Natal Solidário, que tem por objetivo arrecadar brinquedos para presentear crianças carentes do município. 

O Natal é marcado pelas reuniões familiares e entre amigos, que fazem troca de presentes e confraternizações, mas nem todas as famílias têm condições financeiras para presentear a todos, vendo nesta campanha, a oportunidade de ver o sorriso das crianças e uma data mais alegre e comemorativa. 

Vivemos numa cidade acolhedora e onde, na maioria das vezes, as pessoas são preocupadas com o bem do seu semelhante. Prova disso está em mais essa campanha promovida pela União e que tem recebido centenas de adeptos, que estão depositando suas doações nos pontos de coleta. 

Não temos mais desculpa para não participar. Se não temos como doar um brinquedo, papel de presente ou fita adesiva, temos a oportunidade de dedicar um tempo para espalhar o bem e auxiliar na separação, feitio dos pacotes e até na entrega dos presentes que vão alegrar o lar de centenas de famílias de Curitibanos. 

Chegou a hora de deixar os problemas cotidianos de lado e entrar no clima natalino de confraternização, carinho e afeto, fazendo do voluntariado uma oportunidade de demonstrar a preocupação que temos com o bem do nosso semelhante. As famílias agradecem e, principalmente, as crianças, que são as verdadeiras protagonistas do espírito natalino, com sorrisos e demonstrações de carinho sinceras. 


EDITORIAL
25 Novembro 2018 09:37:00
Autor: Por AS

'A hora é de preparar a casa, a cabeça e o coração para as festas'


(Charge: João Moraes)/

As luzes de Natal foram acesas em Curitibanos e trouxeram, oficialmente, o clima de fim de ano para a cidade. Ruas decoradas e símbolos natalinos podem ser vistos em vários pontos e não nos deixam esquecer que o ano está chegando ao fim. A hora é de preparar a casa, a cabeça e o coração para as festas que se aproximam. 

Com as principais ruas da cidade iluminadas e decoradas, sair com a família e amigos, durante a noite, apenas para passear e olhar vitrines é um hábito entre os curitibanenses. Em breve, o horário comercial será estendido ao período noturno, dando ao consumidor a chance de evitar as lojas lotadas, filas e correria de última hora em busca de presentes. Para incentivar ainda mais o passeio pela cidade e as compras no comércio local, a primeira parcela do 13º logo estará na mão dos trabalhadores.

No entanto, é importante lembrar que, para atender a essa demanda crescente, os comerciantes devem estar preparados, não só com estoques reforçados para a data, mas com a garantia de bons preços e condições facilitadas de pagamento. Tudo isso, é claro, emoldurado por um bom atendimento.

O momento, então, é de antecipar-se, escolher com calma e aproveitando a disponibilidade de produtos, uma vez que as quantidades são limitadas e deixar para o último dia pode significar sair da loja sem a peça desejada. Aos mais afoitos, a dica, também, é não se deixar levar por impulsos e comprar dentro da medida de seu orçamento, para não começar o ano com dívidas a lhe tirar o sono. Em meio a tantas opções e apelos comerciais, sempre é possível encontrar alguma que se encaixe em sua renda e, além disso, muitas vezes, o presente mais simples pode ser o que garantirá o melhor sorriso da pessoa presenteada.


17 Novembro 2018 09:00:00
Autor: Por AS


(Ilustração: João Moraes)


Produção lá em cima, preço lá embaixo. Essa tem sido a triste rotina dos produtores de alho, que, na última semana, reuniram-se em Frei Rogério para discutir, novamente, formas de amenizar a crise que afeta o setor já há algum tempo. E as conversações acenderam um sinal de alerta para a próxima safra.

Segundo profissionais e especialistas, a tendência é de que, novamente, a oferta de alho no país seja grande, o que afeta, diretamente, o preço. A concorrência, muitas vezes desleal, de produtos importados é outra dor de cabeça constante para o agricultor e não deve ser diferente para a safra 2018/2019. Sem priorizar a produção nacional, o Brasil abre as portas para mercadorias externas que chegam com preços muito abaixo do que seria necessário para compensar o custo do produtor com as lavouras.

Além de tudo isso, há, ainda, a incerteza com o clima. Haverá chuva suficiente, temperaturas adequadas, geada tardia, granizo? As condições climáticas influenciam diretamente a produção, tanto em quantidade quanto em qualidade, e deixam o agricultor sempre suscetíveis às forças e caprichos da natureza.

Em nossa região, essa realidade é bem conhecida. Na última safra, os obstinados agricultores de Frei Rogério enfrentaram uma crise que levou muitos ao endividamento e outros a dificuldades em uma proporção pela qual nunca haviam passado. O momento mais crítico foi superado, mas restam os reflexos de tanta luta e de tanta insegurança, como a rejeição dos mais jovens a seguirem o caminhos dos pais na lida do campo, em busca de mais estabilidade.

Para quem decide manter-se na atividade rural, a tarefa é árdua e, cada vez mais, exige investimentos não só em maquinário como em conhecimento, para que se torne competitivo. Atender às exigências do mercado e apresentar produtos em condições de concorrer com os importados devem estar na linha frente do produtor rural para esta e para as próximas safras.



10 Novembro 2018 08:35:00


Na última semana, repercutiu na mídia nacional a mensagem de WhatsApp enviada por uma deputada estadual eleita, sugerindo a estudantes que filmassem seus professores em sala de aula, caso algum deles fizesse comentários contra a eleição do novo presidente do país. O objetivo das filmagens seria denunciar uma possível doutrinação política dentro das escolas. 

Como não poderia deixar de ser, houve reação imediata, principalmente, entre órgãos ligados à Educação, questionando a deputada. Além de ser proibido por lei o uso de celulares em sala de aula, a filmagem envolve questões ainda mais complexas, como o próprio papel da escola na atualidade.

Não que caiba ao professor levar seus alunos a esta ou àquela vertente política ou ideológica, mas, há muito tempo, ele deixou de ser um mero repassador de conteúdos curriculares.

"Fazer com que os estudantes pensem e questionem está entre as mais nobres funções das escolas"

Fazer com que os estudantes pensem e questionem está entre as mais nobres funções das escolas. Em um país de analfabetos políticos, onde muitos pais não têm embasamento para discutir o assunto em casa, é na escola que estão sendo formados cidadãos. Quando as informações e opiniões começam a ser difundidas, sem nenhum critério, por correntes de WhatsApp e fake news em redes sociais, onde mais encontrar fontes confiáveis de conhecimento, senão na escola?

Sugerir que alunos usem seus celulares como armas contra seus professores, longe de representar uma solução para posturas inadequadas em sala de aula, reforça uma inversão de valores e papéis que, há muito tempo, vem minando a Educação no Brasil. Esse ato tira do professor o resto de autoridade que, duramente, tenta manter dentro de salas de aulas repletas de crianças e adolescentes cheios de razão e direitos e vazios de respeito e deveres.

Em pleno século 21, a escola não pode apenas despejar na sociedade uma legião de portadores de diplomas. É preciso que saiam por seus portões cidadãos completos, com formação não apenas científica e técnica, mas que saibam pensar por si mesmos, questionar quando necessário e tomar suas próprias decisões com a convicção que só a verdadeira sabedoria pode oferecer. Pensar é o tesouro mais precioso que a Educação pode nos dar.



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