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10 Novembro 2018 08:35:00


Na última semana, repercutiu na mídia nacional a mensagem de WhatsApp enviada por uma deputada estadual eleita, sugerindo a estudantes que filmassem seus professores em sala de aula, caso algum deles fizesse comentários contra a eleição do novo presidente do país. O objetivo das filmagens seria denunciar uma possível doutrinação política dentro das escolas. 

Como não poderia deixar de ser, houve reação imediata, principalmente, entre órgãos ligados à Educação, questionando a deputada. Além de ser proibido por lei o uso de celulares em sala de aula, a filmagem envolve questões ainda mais complexas, como o próprio papel da escola na atualidade.

Não que caiba ao professor levar seus alunos a esta ou àquela vertente política ou ideológica, mas, há muito tempo, ele deixou de ser um mero repassador de conteúdos curriculares.

"Fazer com que os estudantes pensem e questionem está entre as mais nobres funções das escolas"

Fazer com que os estudantes pensem e questionem está entre as mais nobres funções das escolas. Em um país de analfabetos políticos, onde muitos pais não têm embasamento para discutir o assunto em casa, é na escola que estão sendo formados cidadãos. Quando as informações e opiniões começam a ser difundidas, sem nenhum critério, por correntes de WhatsApp e fake news em redes sociais, onde mais encontrar fontes confiáveis de conhecimento, senão na escola?

Sugerir que alunos usem seus celulares como armas contra seus professores, longe de representar uma solução para posturas inadequadas em sala de aula, reforça uma inversão de valores e papéis que, há muito tempo, vem minando a Educação no Brasil. Esse ato tira do professor o resto de autoridade que, duramente, tenta manter dentro de salas de aulas repletas de crianças e adolescentes cheios de razão e direitos e vazios de respeito e deveres.

Em pleno século 21, a escola não pode apenas despejar na sociedade uma legião de portadores de diplomas. É preciso que saiam por seus portões cidadãos completos, com formação não apenas científica e técnica, mas que saibam pensar por si mesmos, questionar quando necessário e tomar suas próprias decisões com a convicção que só a verdadeira sabedoria pode oferecer. Pensar é o tesouro mais precioso que a Educação pode nos dar.


EDITORIAL
03 Novembro 2018 14:55:00
Autor: Por AS

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(Imagem: João Moraes) /

Postergar. No dicionário quer dizer deixar para trás, não dar importância, protelar, adiar, colocar em segundo plano. É assim que muitos homens estão tratando a própria saúde. Qual o motivo de empurrar com a barriga essa prioridade fundamental à vida humana? 

Boa parte coloca a culpa na falta de tempo. No entanto, independente da desculpa, existem situações nas quais ninguém pode ser substituído, e uma delas, é na hora de realizar os exames preventivos. 

Nesse mantra de protelar as coisas mais importantes e colocar no topo da lista aquelas que não farão o relógio da vida voltar, estão as situações e momentos que não são tão imprescindíveis assim. É costume deixar para depois, mês que vem ou ano que vem, aquele exame que deveria ter sido feito no ano passado. 

Os homens estão deixando para o fim da lista as prioridades da saúde, tudo isso porque, atualmente, é preciso ser invencível, prático, pontual, eficiente, robôs em pele de gente que fazem a grande má- quina do mundo funcionar todos os dias, 24 horas. 

Mas ainda há esperança para os relapsos. Prova disso é o Dia D da Campanha Novembro Azul, que acontecerá no sábado (10), quando alguns postos de saúde de Curitibanos estarão abertos durante todo o dia para exames de rotina e agendamentos importantes voltados especialmente à população masculina. 

Não se pode esquecer que quem paga a conta é o próprio cidadão que esquece de se cuidar. Lem- brando, ainda, que o imposto de não se importar é caro. Com o passar dos anos, os juros vão se acumulando, o corpo judiado, cansado das jornadas estendidas, das horas extras, dos excessos vão se acumulando e somando à nossa dívida com a qualidade de vida. Quando a conta chega, já está no vermelho, a cor é de emergência. 

A verdade é que é bastante difícil manter-se saudável. É preciso um malabarismo gigante para chegar a esta condição. Portanto, muito além do bem-estar físico, a mente e o espírito precisam daquele sonha- do e árduo equilíbrio que muitos buscam diariamente ao acordar. 

Que neste restante de ano, ainda dê tempo de colocar em prática aquelas promessas de se movimentar mais, comer corretamente e fazer um esforço pelo bem-estar, mas, acima de tudo, exercitar a tolerância com o corpo, pois ele também tem data de validade. A dica não vale apenas aos homens, mas também às mulheres que encerraram a Campanha Outubro Rosa na última quarta-feira (31). Cuidem-se. 



EDITORIAL
27 Outubro 2018 12:09:00

Ao fim da votação, vencerá o menos odiado e não o mais apreciado


(Charge: João Moraes / A Semana) 

Neste domingo (28), milhares de brasileiros voltam às urnas para escolher o novo presidente do país e as opções levam a uma reflexão sobre o que queremos para o nosso futuro. De um lado, temos um candidato de extrema direita, que não esconde sua preferência por governos autoritários e chegou ao 2º turno com um discurso baseado em intolerância e propostas vazias; de outro, o representante de uma gangue que causou um dos maiores rombos financeiros na história da nação e que tem seu principal nome atrás das grades. E agora? 

Ao fim da votação, vencerá o menos odiado e não o mais apreciado. Na eleição do ódio, eleitores dividiram-se entre o não ao fascismo e o não ao PT, escolhendo seu candidato por eliminação e não por identificação ou afinidade de propostas. Pouquíssimos eleitores deram-se ao trabalho de ler os planos de governo e saber o que cada um pretende fazer se assumir o governo do país, pois não se trata de uma escolha racional e, sim, visceral.

Ganhe quem ganhar, as pesquisas já apontam que iniciará seu governo com uma média de 40% de rejeição. Mas, além do povo nas ruas, o novo presidente terá de lidar com a rejeição dentro do Congresso Nacional, o que pode influenciar, diretamente, sua capacidade de governar. No 1º turno, o PT elegeu 56 deputados federais e seis senadores, enquanto o PSL terá 52 deputados federais e quatro senadores, demonstrando que será necessário conquistar aliados para garantir a governabilidade e aprovação de projetos. E isso não será uma tarefa fácil. Ao fim do 1º turno, 13 partidos declararam que não apoiariam nem um dos dois candidatos no 2º turno; seis manifestaram-se favoráveis a Haddad e apenas um, a Bolsonaro.

Dessa forma, levando em conta que nenhum dos dois representa realmente uma postura nova na política e que o governo - seja quem for o presidente - será marcado por verdadeiras batalhas para aprovação de qualquer projeto no Congresso, chega-se à preocupante e lamentável conclusão de que as chances de mudança são poucas. No fim, vença quem vencer, uma retomada de crescimento parece uma meta longe de ser alcançada pelo novo governo. Que vença o menos pior.



20 Outubro 2018 08:30:00

'Para quem não está bem informado, torna-se cada vez mais complexo discernir as informações verdadeiras das falsas'


Charge criada pelo artista João Moraes, chargista do Jornal "A Semana", para a edição impressa que circulou na sexta-feira (19)/

Melhor prevenir que remediar. O ditado está sempre na ponta da língua, mas, na prática, o filme não parece seguir esse roteiro. Vivenciamos mais uma Campanha Outubro Rosa e, mesmo que mais tímida este ano, a ação caminha parcimoniosa enfrentando, além da dificuldade em implantação de recursos para ampliar o atendimento gratuito às mulheres, também a disseminação de notícias falsas sobre exames já consolidados, sobretudo os procedimentos envolvendo a investigação de sintomas por meio da análise de imagens.

De outro lado, um índice alarmante de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis, gerando um alerta entre as autoridades de saúde. O que se percebe é que tanto se fala em prevenir que a palavra está caindo no esquecimento. O sexo desprotegido, a ida ao médico sempre adiada ou ignorada e, principalmente, a falta de informação e interesse são preocupantes e fatores determinantes para o aumento das doenças.

"Para quem não está bem informado, torna-se

cada vez mais complexo discernir as

informações verdadeiras das falsas"

Até o fim do mês, o foco é a saúde das mulheres, que geralmente são mais engajadas quando o assunto é prevenção, mas ainda precisam estar mais alertas e serem mais assíduas com a saúde própria. Esta é a chamada da Campanha Outubro Rosa, quanto maior o número de pessoas informadas sobre o assunto, mais longe chega a informação, mais fácil é a comunicação entre pacientes e os serviços de saúde, mais gente saudável e de bem com a vida circula por aí. É um círculo que precisa tornar-se vicioso. Dizem os estudiosos que a população mundial vive uma época de transição tecnológica e de evolução em vários âmbitos.

No entanto, nem toda evolução é bem aceita pela sociedade em sua totalidade. Prova disso são as muitas garotas e garotos que ainda não receberam a vacina contra o HPV por recusa espontânea dos pais. Talvez seja falta de conhecimento e, com certeza, falta de conscientização a respeito dos malefícios do Papilomavírus Humano, que pode causar câncer de colo de útero. Boa parte dos atendimentos são de mulheres que apresentam lesões em decorrência do contágio pelo HPV, além do diagnóstico tardio do câncer de mama.

A consequência para os casos que não são diagnosticados precocemente, e não são tratados, infelizmente, é a morte. Em tempos obscuros em que a fake news é temida e disseminada aos milhões de cliques virtuais diários, para quem não está bem informado, torna-se cada vez mais complexo discernir as informações verdadeiras das falsas. Por isso, mulher, lute pela sua saúde todos os dias, busque recursos, proteja-se das doenças.


OPINIÃO
13 Outubro 2018 09:55:00
Autor: Por AS

Novo momento para refletir, analisar propostas e apertar o confirma


(Charge: João Moraes)


Comprovado. O brado forte do brasileiro através das redes sociais, que pedia renovação dos nomes para a política nacional, teve seu efeito nas urnas no último domingo (7). Dia de escolhas para eleitores que contam com um dos plenários mais corruptos do planeta.

Os números surpreenderam os estudiosos mais ferrenhos afinados com as legendas partidárias, e até algumas pesquisas eleitorais que ditavam outros rumos para o elenco de governantes. Apesar da disputa acirrada entre candidatos à presidência, com foco nos presidenciáveis que representam PSL e PT, os eleitores viverão o segundo turno, fase que se repetirá no âmbito estadual, com PSD e PSL.

O que se percebeu na região de Curitibanos também foram ares de renovação. Velhos conhecidos da política estadual e regional não emplacaram os costumeiros votos, confirmando o desejo de perceber novas faces e novos ideais para o cenário político e, consequentemente, econômico, social e cultural.

Em contrapartida, o regionalismo mostrou sua força, Curitibanos conta, agora, com o apoio do deputado estadual Nilso José Berlanda, empresário local, que conhece as necessidades da região Meio-Oeste e certamente será a vez e voz da população que vive no coração de Santa Catarina.

Assim como Berlanda, outros candidatos destacaram-se pelo apoio e proximidade com a região de Curitibanos, como na saúde e infraestrutura, mostrando a força e pujança do eleitorado local, que também evidencia sua importância e relevância no cenário total e sua maturidade política nas urnas.

O que surpreendeu foi a quantidade de jovens e idosos que deixaram suas residências para consagrar seu direito à cidadania. Após exercer seu ato de direito e dever com a democracia nacional, acredita-se que, a partir dessa renovação política os eleitores também estarão de ânimos renovados, mais atentos e exigentes com seus candidatos, cobrando atenção, mas, principalmente, ação e atitudes que mudem a vida da coletividade. Assim se faz democracia.

Um novo momento de decisão se aproxima com o 2º turno das eleições no dia 28. Novo momento para refletir, analisar propostas e apertar o confirma. Vale ressaltar que a decisão tomada este mês terá repercussão por pelo menos quatro anos da vida do cidadão, comerciantes e empresários. Que vença o melhor para Brasil e para Estado.



OPINIÃO
06 Outubro 2018 10:26:00

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(Charge: João Moraes) 


"Vou melhorar a saúde, a educação, a infraestrutura e a segurança". Quem nunca ouviu essas promessas de um candidato a qualquer cargo eletivo? É claro que todos concordam que essas são prioridades em qualquer esfera e, exatamente por isso, soaria meio estranho - para dizer o mínimo - que um candidato não demonstrasse preocupação com esses setores. Então, o que ele está nos dizendo nada mais é do que o óbvio. Mas, saindo do óbvio, quais são realmente suas propostas? De que forma ele pretende realizar o que está prometendo ao eleitor? 

Neste domingo (7), estaremos em frente à urna com uma importantíssima missão: escolher quem vai governar nosso país e nosso estado nos próximos quatro anos. A campanha política foi mais curta e mais econômica e isso, por vezes, pode ter dificultado o acesso às propostas de alguns candidatos, no entanto, não deve ser motivo para que se escolha alguém sem seguir critérios. 

Mais do que nunca, é preciso investigar o candidato, checar informações que chegam de todos os lados, descobrir o que há de verdade e de falácia nos discursos. Em uma eleição que se projeta para ser definida mais pelo fígado do que pelo cérebro, é preciso deixar de lado preconceitos e opiniões e analisar o que há de concreto e viável nas promessas.

Em resumo: vamos ser racionais na hora do voto. E ser racional significa questionar - não só candidato quanto suas próprias convicções. Eu conheço esse candidato? O que ele já fez pelo país, estado, minha cidade? Ele está preparado para governar? Eu concordo com seus pensamentos e o que ele defende? Que consequências seu plano de governo trará para minha vida e para a coletividade? Essas são perguntas que o eleitor deve se fazer antes de apertar a tecla Confirma, que dará sinal verde para o candidato realizar aquilo a que se propôs. Isso é, realmente, um voto consciente, um voto que deixará em paz a sua consciência. 

Antes de entregar a alguém as chaves de nossos governos, vamos analisar não só a pessoa, mas principalmente seu discurso. Acabar com a corrupção e melhorar o país pode ser algo muito fácil de prometer, mas como os candidatos pretendem executar esse plano? O fato é que cabe mais a nós, eleitores, do que a eles, candidatos, essa tarefa. É através do nosso voto que podemos promover uma faxina de verdade e não apenas varrer a sujeira para baixo do tapete. Pense e vote de forma racional. 



29 Setembro 2018 08:30:00

"O eleitor deve analisar propostas e não se deixar levar por discursos"


(Charge: João Moraes) 

No próximo domingo (7), brasileiros vão às urnas para escolher seus novos representantes nas esferas estadual e federal. Embora todos os holofotes estejam voltados ao presidente da República, é importante que o eleitor esteja atento também a quem vai atuar com ele nas tomadas de decisões para o país, dentro do Congresso Nacional. Da mesma forma, ao optar por um governador para o Estado, é preciso pensar com cuidado na escolha dos novos nomes para a Assembleia Legislativa. 

Muitas vezes tratados como coadjuvantes nas eleições, deputados e senadores têm um papel importantíssimo na vida de cada um de nós, uma vez que cabe a eles a responsabilidade de criar as leis que vão nortear e disciplinar nossas ações. Portanto, na hora de escolher um nome para essas funções, deve-se conhecer bem o candidato, seu histórico e, se já for um político de carreira, sua atuação nos mandatos anteriores.

Num momento em que o país vive uma crise tão grande de valores e que a credibilidade dos políticos está sendo tão questionada, o eleitor, muitas vezes, pode sentir-se num beco sem saída e sem opções confiáveis para dar seu voto. E aí, o caminho mais fácil pode parecer votar em quem já se conhece, o que explicaria o grande índice de reeleições, contradizendo o grito popular por renovação.

Nesse contexto, o eleitor deve analisar propostas e não se deixar levar por discursos cheios de retórica e vazios de projetos. Melhorias em saúde, educação e segurança são, ao mesmo tempo, carros-chefes e clichês em tempos de eleição. Ninguém questiona sua importância, mas é preciso saber de que forma o candidato pretende promover essas melhorias caso seja eleito. Seu projeto é viável? O que promete fazer está sob sua alçada ou dependerá de outros poderes para ser executado?

Em resumo, ele conseguirá cumprir o que se propõe a fazer? Responder a essas perguntas pode ajudar o eleitor na hora de decidir seu voto, dando a ele mais garantias de colocar em cargos tão importantes pessoas que podem fazer alguma diferença positiva. Claro que, mesmo após essas avaliações, restam os indecisos e aqueles que decidiram pelo voto nulo ou branco, o que, para o bem da democracia e exercício pleno da cidadania, é lamentável.

Nessa decisão, cada um tem seus argumentos e ideologias, que precisam ser respeitados. O que não pode haver, de forma alguma, é a omissão. Por isso, é tão importante o voto válido e consciente. A decisão é individual e sigilosa, mas o resultado é coletivo e afetará a vida de cada um de nós.


22 Setembro 2018 10:00:00

'Com um salário mais próximo da realidade do trabalhador comum brasileiro, o cargo de vereador atrairia tantos candidatos?'


(Charge: João Moraes)

Notícia que causou polêmica e muita discussão em Curitibanos, esta semana, foi a proposta de redução dos salários dos vereadores para a próxima legislatura. Com participação da comunidade à sessão da última segunda-feira (17), a Câmara engavetou o requerimento de urgência para votação do projeto, que segue em trâmite, mas, agora, sem data para ser votado. 

Caso seja aprovado, os vereadores eleitos em 2020 passarão a receber salários, em média, 76% inferiores aos atuais: os valores propostos são de R$ 1.400 para vereadores e R$ 1.820 para o presidente da Câmara.

Viável? Justo? Compatível com a função? As respostas virão com a discussão do projeto e com os votos dos vereadores, mas, pela justificativa do autor, a redução seria necessária para garantir aos cofres públicos, uma economia anual de aproximadamente R$ 1 milhão.

Atualmente, um vereador de Curitibanos tem um subsídio mensal de R$ 5.942,10 e o presidente da Câmara, de R$ 7.596,67. Os valores não chegam a ser astronômicos, mas, quando comparados a um salário mínimo de R$ 954, a disparidade é óbvia. E essa disparidade pode ser um dos grandes atrativos do cargo para muitas pessoas que, sem uma consciência política básica, olham para a função de vereador e veem apenas cifrões. Nas últimas eleições municipais, em 2016, 103 candidatos disputaram uma vaga no Legislativo Municipal de Curitibanos - muitos sem nenhuma condição técnica, ideológica e até moral para assumir um cargo tão importante.

O questionamento que se levanta é: com um salário mais próximo da realidade do trabalhador comum brasileiro, o cargo de vereador atrairia tantos candidatos? O interesse em compor a Câmara, legislar, fiscalizar, representar o povo curitibanense seria o mesmo? Para sabermos, precisaremos, primeiro, esperar a votação e possível aprovação dos novos subsídios; depois, aguardar a eleição de 2020 e observarmos os números. Além de trazer economia, com certeza, um salário mais baixo funcionaria como uma peneira que dividiria pessoas comprometidas com a cidade e oportunistas.



OPINIÃO
15 Setembro 2018 09:00:00


(Charge/ilustração: João Moraes)/

As eleições estão chegando e, com elas, os discursos e promessas de sempre. Em um momento de descrédito geral da classe política, tem sido uma verdadeira batalha conquistar a confiança e o voto do eleitor, que já não se convence mais tão facilmente com palavras e quer, além de novos nomes e rostos na política, pessoas de mais ação.

Insatisfeito com os rumos que a política nacional tomou, o cidadão tem olhado de forma desconfiada para quem se aproxima dele em busca de votos. No entanto, ao mesmo tempo em que quer renovação, o eleitor demonstra uma desconfiança ainda maior quando o candidato é um desconhecido, alguém sem um histórico e um currículo que o ampare. Mais crítico e preocupado, o eleitor quer conhecer a trajetória, as ideias e as propostas de quem pretende representá-lo e, nesse sentido, um nome já conhecido tem sido a opção mais viável.

"Quem não está representado acaba ficando de fora da divisão

de um bolo com fatias já escassas"

Mas não basta ter visto um candidato pela TV nem reconhecê-lo de eleições anteriores. Alguém próximo, que faz parte do dia a dia das pessoas, de quem se sabe a origem e a forma de trabalho, é visto com melhores olhos pelo eleitor. Por outro lado, os tais paraquedistas que aterrissam em terras desconhecidas de quatro em quatro anos, dividindo espaço e eleitorado com candidatos mais familiares, tendem a ser descartados da lista de opções, uma vez que não se sabe, ao certo, se já realizaram ou pretendem realmente realizar algum trabalho voltado àquela região.

Aqui, em Curitibanos, já se percebeu a falta que faz ter um representante junto às esferas de governo estadual e federal. A política tornou-se, nesses dois âmbitos, regionalizada, cada um puxando a sardinha para a sua brasa, com projetos e recursos direcionados a seu berço eleitoral. Sempre foi assim e assim continuará sendo, já que aqueles que se elegem precisam, de alguma forma, mostrar a seus apoiadores algum retorno. Nesse contexto, quem não está representado acaba ficando de fora da divisão de um bolo com fatias já escassas e disputadas. Por isso, na hora de escolher um candidato, é tão importante que se leve em conta sua relação com a região, seu comprometimento com o povo dali e com os governantes municipais, que, mais cedo ou mais tarde, acabarão batendo à porta de seu gabinete em busca de alguma ajuda. Se perdermos a oportunidade, agora, pagaremos a conta por mais quatro anos.



08 Setembro 2018 11:00:00
Autor: Por AS

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos


(Arte: João Moraes)


Suicídio, um ato definitivo para um problema que poderia ter sido temporário. Essa é uma das tantas definições dessa ação tão polêmica e que divide opiniões ao redor do planeta. Inicia-se mais uma Campanha Setembro Amarelo, e como a cor mesmo pede, o momento é de alerta e conscientização para um tema que causa espante e estranheza em qualquer roda de conversa.

No entanto, em meio aos olhares estranhos e aos inúmeros questionamentos sobre as motivações que levam uma pessoa a cometer um ato tão extremo contra si, é preciso quebrar o tabu, abrir olhos e reforçar a audição.

Vive-se uma era plástica, e como ela, as relações também estão plastificadas. Pouco se houve, há pouco tempo, gasta-se energia vagando pelos perfis das redes sociais, onde todos os sorrisos parecem perfeitos, e as vidas parecem saídas de um conto de fadas.

No entanto, enquanto se ostenta a existência perfeita atrás das câmeras de smartphones, os corações doem, a angústia toma conta, o medo é presente, mas ninguém está disposto a abrir o coração e falar sobre suas dores, não é mesmo?

Importante refletir que se é considerado feio, grotesco e inadequado expor as feridas, os surtos e os problemas na internet, imagina aqueles que não encontram apoio na roda de amigos, na família ou em suas comunidades?

Na tentativa de aliviar as dores emocionais nossos jovens estão mutilando-se. Buscam amenizar as angústias interiores machucando a carne, sangrando a pele enquanto os sentimentos mais obscuros tomam conta de seus corações.

Não é drama, não é frescura, não é falta de Deus, não é brincadeira, é preciso compreender os fatores e os sinais que levam alguém a cometer suicídio, mas mais do que isso é urgente a necessidade de estender a mão, estar disponível, ouvir e praticar a empatia como hábito diário de vida.

O suicida não quer tirar a própria vida, ele busca aliviar uma dor que atormenta sua vida, seus dias e seus pensamentos, as pessoas que pensam em suicídio vivem uma ambivalência entre querer viver e morrer, conversar abertamente pode fazer com que a pessoa se sinta acolhida e tenha oportunidade de obter ajuda.

É preciso ficar atento aos mitos e verdades, pois a maioria das pessoas que fala sobre suicídio chega ao ato, e a maioria dos casos é precedido por sinais discretos de comportamento ou verbais.

Pessoas com transtornos mentais são mais propensas ao ato, mas isso não quer dizer que pessoas sem essas condições não possam cometê-lo. Abra os olhos e o coração.



25 Agosto 2018 08:30:00

Professores são mestres da lapidação e vão até as salas de aula honrar seus salários com uma missão muito mais importante que repassar conhecimento


É o questionamento que certamente percorreu as comunidades escolares de Curitibanos, famílias, profissionais da educação e boa parte da população regional e catarinense, depois que manchetes de jornais de circulação local e estadual noticiaram a agressão física sofrida pelo professor de matemática Johnny Tessari da Cunha, em uma escola da rede municipal de ensino de Curitibanos, e que deixou marcas muito mais profundas que apenas hematomas e inchaços, gerando sentimentos de revolta, repulsa e indignação sobre quis os rumos da educação brasileira, do respeito aos professores e dos limites impostos aos jovens pelos pais e pela sociedade.

Apesar de ser considerado um fato isolado no município, não é raro quando ocorrem situações envolvendo desrespeito à autoridade do professor e agressões verbais entre alunos e professores, acendendo uma luz de alerta para casos semelhantes ao do professor Johnny, e que muitas vezes não ganham destaque por medo, receio ou mesmo vergonha da exposição.

Voltamos à premissa de que uma boa educação vem de berço, e é dentro do seio familiar que se formam os cidadãos que frequentarão escolas, empregos e demais instituições, deixando diversas impressões, sejam elas boas e ruins. Por isso, a necessidade de formar personas positivas, responsáveis pelo meio em vivem e de boa índole.

Professores são os mestres da lapidação da sociedade e vão até as salas de aula honrar seus salários, com uma missão muito mais importante que apenas repassar conhecimento; eles são responsáveis pela construção do caráter da juventude que será a classe economicamente e socialmente ativa do futuro.

É importante esclarecer que situações como esta são o divisor de águas entre a justiça e a impunidade. Entende-se pela comoção popular, que o ato configura o crime e deve ser punido como tal. Sabe-se da importância do acompanhamento psicológico e de apoio ao jovem para que possa superar essa atitude agressiva, mas é preciso impor mais rigor a fim de reduzir essa sensação de impunidade que se tem atualmente, em relação a menores infratores no Brasil.

Vale ressaltar a atitude positiva adotada por estudantes e professores da EEB Casimiro de Abreu que se manifestaram em apoio ao professor, repudiando atos de violência na sociedade.



17 Agosto 2018 11:04:00



É o questionamento que ecoou nos últimos dias, depois de um crime hediondo no início do mês acendeu uma luz de alerta na população curitibanense e nas autoridades de segurança pública e justiça do município. Dois adolescentes envolveram-se em um assassinato com arma branca. Nove facadas desferidas por um jovem de 15 anos, contra outro de 16, tiraram a vida do mais velho, após desentendimento e agressões na saída de uma casa noturna de Curitibanos.

Não é a primeira vez que esse cenário volta a preocupar, há algum tempo, outro jovem foi morto nas proximidades, também por arma branca. O corpo dele foi localizado em uma construção inacabada. O resultado? Famílias destruídas, abaladas e marcadas para sempre por uma morte precoce, crianças vítimas da violência.

Colocada em xeque, está a fiscalização de do ingresso de menores de 16 anos ou maiores com autorização, em estabelecimentos noturnos, consumindo álcool e outras drogas. Situação que está inquietando o Ministério Público, e motivando ações constantes de fiscalização em bares, boates, danceterias e similares, a fim de coibir o ato proibido por lei, regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e fiscalizado pelos órgãos competentes.

Quer parecer que a solução mágica está na lei, e que, com base nisso, os jovens estarão a salvo, mas o problema vai muito além disso. Infelizmente aquilo que se põe no papel raramente surte um efeito geral na prática. E é aí que ingressa a família, esse grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns e que herdam o dever de vigiarem-se entre si, compromisso maior dos pais sobre os filhos.

No entanto, entre o mundo real e o das ideias e virtudes, prevalece a selva de pedra.

Acabar com o problema está fora de questão, no máximo reduzir o impasse com mais rigidez na fiscalização e maior rigor na aplicação e multas a estabelecimentos que costumam fazer vista grossa para o ingresso de menores, e, por consequência, o consumo de bebidas alcoólicas, dentro e fora desses ambientes. 

Proibido não é, maiores de 16 anos podem ingressar desde que autorizados, mas menores, apenas acompanhados.

Enquanto a juventude busca deleitar-se nos prazeres e curiosidades dessa época, a Justiça segue com o incansável serviço de enxugar gelo, exaustivamente buscam meios de imputar na sociedade valores e responsabilidades há muito esquecidos, e frisar aos pais e responsáveis que famílias estruturadas, harmônicas e unidas podem resultar em uma vida benéfica para si e à toda a comunidade.


14 Agosto 2018 17:23:00

O setor rural, apesar da pujança do agronegócio, não oferece segurança de renda



Não chega a ser uma novidade que os trabalhadores do campo estão envelhecendo sem que os mais jovens deem continuidade à função. Cada vez mais, os filhos e netos estão saindo das propriedades rurais para seguir por outros caminhos profissionais, sendo preocupante para a continuidade da atividade. 

Em recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realizou o Censo Agropecuário 2017, descobriu-se que, na região de Curitibanos, somente 4,2% dos trabalhadores rurais estão abaixo dos 30 anos, acendendo uma luz amarela no campo regional. Os resultados são preliminares, mas já alertam para a necessidade de incentivo para que os jovens permaneçam trabalhando nas propriedades de suas famílias, dando continuidade a trabalho tão fundamental quanto as produções realizadas no campo, responsáveis por boa parte dos alimentos consumidos todos os dias.

Por muito tempo, a região foi exclusivamente agrícola e é recente o despertar para outras áreas, mas não esquecer suas raízes é o segredo de sucesso tanto para economia, quanto para que o setor agropecuário não seja defasado com o passar dos anos.

Ainda segundo o Censo, 36,4% dos produtores estão acima dos 60 anos e 59,3% estão entre 30 e 60 anos, sendo a grande maioria, 87%, composto por homens no trabalho rural, também alertando para necessidade de criar alternativas para que as mulheres também sigam por este caminho de trabalho.

O setor rural, apesar da pujança do agronegócio, não oferece segurança de renda, uma vez que todos os anos, as condições climáticas são diferentes e o mercado nem sempre segue favorável, com preços instáveis e oscilantes a cada safra. É um setor de muito trabalho e retorno incerto, mas sempre com mercado disponível. Graças à tecnologia, que avança a cada ano, o trabalho que antes era braçal está ficando mais fácil, mas alternativas ainda devem ser pensadas, para que o envelhecimento dos trabalhadores do campo tenha números mais favoráveis a continuidade da função.



03 Agosto 2018 10:30:00

Pais e familiares devem munir-se das carteirinhas de vacinação dos filhos e buscar uma unidade de Saúde mais próxima



Vivemos em um mundo conectado. Não nos referimos apenas àquela conexão virtual, mas as conexões culturais, pessoais e de cunho comercial. Avião transitam pelos céus do planeta a todo momento, fronteiras já não são barreiras intransponíveis e os povos se misturam, aglomeram-se, formando uma única nação. 

Ao mesmo tempo em que as distâncias são encurtadas pela velocidade das informações, pelo avanço tecnológico e cultural, surgem também algumas problemáticas relacionadas à saúde. A medicina avança na mesma proporção, mas como controlar certas doenças se o controle populacional também se torna difícil? A resposta está no controle vacinal.

Há décadas que o Brasil tem mantido suas fronteiras livres de doenças bastante conhecidas como Sarampo e a Poliomielite, não é raro observarmos alguns adultos que tiveram sequelas em decorrência da polio, isso porque viviam em uma época em que as vacinas não alcançavam o todo.

Muito diferente da atualidade, em que o Ministério da Saúde, preocupado e antecipando-se a surtos de Sarampo que começam a surgir em algumas regiões do país, reforça a importância de crianças entre 1 ano até 5 incompletos, receberem pelo menos duas doses de imunização.

Para isso, foi escolhido o mês de agosto como período de vacinação contra essas duas doenças.

Unidades de Saúde de Curitibanos estarão abertas no dia 18, das 8 às 17 horas, Dia D, sem fechar para o almoço recebendo as 1.832 crianças curitibanenses que deverão ser vacinadas nesta campanha. Além disso, as unidades receberão equipes itinerantes durante os demais dias para garantir que todos recebam as imunizações. Após esse período, a possibilidade é que a vacinação contra o Sarampo seja ampliada para outros grupos, incluindo adultos até 49.

Nada confirmado pelo governo federal, mas, acredita-se que possa ocorrer. Enquanto isso, pais e familiares devem munir-se das carteirinhas de vacinação dos filhos e buscar uma unidade de Saúde mais próxima para garantir as doses.

As equipes de Saúde têm realizado um intenso trabalho de divulgação sobre a essencialidade em manter o calendário vacinal das crianças em dia, justamente para evitar que novos surtos de doenças como estas ocorram no país, deixando sequelas graves ou até levando à morte. É papel da sociedade difundir a informação e dos pais e responsáveis garantir que as crianças sejam imunizadas.



31 Julho 2018 14:02:00

No entanto, é preciso refletir que a responsabilidade é de todos, não apenas do poder público



Um abaixo-assinado organizado pela comunidade curitibanense trouxe à tona um tema bastante difundido e discutidos nas rodas de conversa, nas ONGs, em instituições públicas e privadas; a castração de animais, entre eles cães e gatos, para controle populacional das espécies nos lares e nas ruas. 

É fato que em Curitibanos o tema tem vários ângulos. Há os animais puramente de rua, aqueles que perambulam sem eira nem beira, sem casa, sem cuidados, sem comida. Há aqueles que querem parecer de rua, vivem nas vias públicas, mas recebem cuidados especiais da comunidade que fornece água, comida, e em alguns casos, cuidados médico-veterinários.

Também existe aquele caso típico do animal doméstico que tem dono, casa, todos os cuidados necessários, mas vive na rua, está à mercê da violência, do trânsito e quaisquer adversidades. E há quem realmente execute os termos da posse responsável. Casos mais raros e esporádicos.

Como tudo Brasil, é necessário criar leis para tudo. Assim como para os cuidados com os animais e até para um tema mais complexo, como a castração, sobretudo para a população carente do município. No entanto, é preciso refletir que a responsabilidade é de todos, não apenas do poder público.

Sem dúvida de que adotar políticas de controle de zoonoses é fundamental para a saúde das comunidades, tanto humana, quanto animal, mas é preciso reforçar aquela premissa de que a sociedade é responsável pelo bem-estar de todos, incluindo os animais domésticos, evitando a proliferação desnecessária de cães e gatos, e por consequência, os diversos problemas que decorrem da superpopulação, incluindo a proliferação e doenças transmitidas pelos animais aos humanos e entre eles mesmos.

A solução parece simples, mas está longe de culminar em uma resolução. É preciso que todo o sistema colabore, a começar pelos cidadãos fazendo sua parte como proprietários dos animais, colaborando com as organizações não governamentais que promovem ações pelo bem-estar dos animais e pela saúde pública e o poder público, investindo em iniciativas educativas e ações imediatas para o controle da situação.

Um lugar melhor para se viver com condições dignas e salubres só é possível se cada pessoa fizer a sua parte pelo bem comum. Sozinho ninguém faz nada, nem muda o mundo.



20 Julho 2018 09:18:00



Mesmo tendo sido criado há 15 anos, o Estatuto do Idoso ainda é desconhecido por uma grande parcela da população brasileira. E o percentual que conhece seus dispositivos nem sempre o coloca em prática. 

É importante frisar que o Estatuto do Idoso vai muito além de assegurar os direitos das pessoas idosas, justamente em uma fase especial da vida, quando sua autonomia e independência podem estar comprometidas. Trata-se de uma garantia de dignidade mínima para quem, muitas vezes, passa por situações de abandono, negligência, violência ou má-fé por parte de curadores.

No entanto, ainda que a legislação brasileira garanta esses direitos no papel, na prática, o número de pessoas idosas passando por situações precárias, e com uma série de direitos violados pela sociedade que um dia ele ajudou a construir, é grande.

Entre as dificuldades para coibir esses crimes está o baixo número de denúncias e situações que expõem os idosos, uma vez que se veem em uma verdadeira encruzilhada entre denunciar algum membro da família, na maioria dos casos, seus filhos, e expor casos de exploração.

Faltam remédios, em alguns casos, comida,

mas a maior lacuna é a emocional

Os danos são certeiros, e estão muito acima de dores físicas ou de ver seus benefícios se esvaindo. Faltam remédios, em alguns casos, comida, mas a maior lacuna é a emocional. Sem atenção e sem voz, os idosos costumam ficar à sombra da vida de suas famílias, como vozes que se calam em meio à multidão.

Patriarcas e matriarcas que foram o esteio da família durante décadas perdem sua autoridade e autonomia perante aos mais jovens. Os filhos acabam se tornando seus porta-vozes, mas não conseguem transmitir sua mensagem.

Resignados, os idosos não têm mais aquela agilidade da juventude ou mesmo a vitalidade para bradar por seus direitos. É aí que entra a justiça e a segurança. Projetos dos mais variados tentam resgatar o bem-estar das pessoas da terceira idade com atividades físicas, danças, conversas, rodas de chimarrão, assim como na Associação Beneficente Frei Rogério, onde a equipe promove cuidados essenciais para a vivência de seus internos, mas mais do que isso, busca replicar o ambiente de uma casa comum dentro do Asilo, oferecendo muito mais que assistência em saúde: oferecem alimento para a alma.

A verdade é que a velhice atinge o ser humano de maneiras diferentes, e como todos chegarão lá um dia é preciso debater nos lares quais os cuidados que os idosos merecem e precisam, a fim de evitar casos de exploração na terceira idade.



07 Julho 2018 10:55:00


Ter mais qualidade de vida, envelhecer de forma saudável, ser mais responsável com o meio ambiente e economizar. Essas parecem ser frases comuns para pessoas deste século, mas, assim como se tornaram desejos corriqueiros de boa parte da humanidade, também estão bem longe de virar realidade para grande maioria da população. 

No entanto, para quem está pensando em colocar em prática ações de bem-estar e ambientalmente mais sustentáveis, uma alternativa é aderir às bicicletas. Não gastam combustíveis, colaboram para a redução na emissão de gases na atmosfera, e o hábito de transitar de bike traz inúmeros benefícios físicos e emocionais aos seus adeptos.

Não é à toa, que uma parcela cada vez maior de pessoas está incluindo o ciclismo em suas atividades diárias, seja como meio de transporte, atividade de lazer ou esporte amador e profissional. No entanto, por se tratar de um veículo, os ciclistas também precisam estar atentos às regras de trânsito.

Motoristas, ciclistas, motociclistas e pedestres de Curitibanos travam, diariamente, uma verdadeira batalha de poder nas vias do município. Sem muitas opções de ciclovias, quem anda de bicicleta precisa dividir espaço com os carros. Não raro, observa-se trabalhadores  e desportistas em suas bikes, desafiando-se entre os automóveis de maior porte. Outros mais distraídos podem ser vítimas de acidentes. A verdade é que sem bom senso e educação não se faz um trânsito seguro. 


O TRÂNSITO É LIVRE E PARA TODOS, MAS PRECISA SER HARMÔNICO


Todos os condutores devem se respeitar mutuamente, o trânsito é livre e para todos, mas precisa ser harmônico. Respeitar a mão de condução e sinalizações, ser gentil, paciente e cordial são apenas algumas dicas para manter uma boa convivência no trânsito curitibanense. Quem já é adepto desse meio de transporte sabe das deficiências e vantagens para usuários da bicicleta. 

Acredita-se que como as cidades e trânsito se modernizam, Curitibanos deverá entrar no ritmo e adotar políticas de implantação de ciclovias que contemplem a segurança e estimulem uma nova demanda de usuários, a exemplo de cidades catarinenses, como Blumenau, onde o uso da bike é frequente.

O reflexo certamente é a diminuição nas filas dos postos de saúde com o aumento da qualidade de vida da população em decorrência das pedaladas diárias, redução da poluição local e dos congestionamentos em horários de pico.


29 Junho 2018 09:37:00
Autor: Editorial

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser



Os seres humanos são diferentes. Uns são mais altos, outros mais magros, uns brancos, outros negros, um de cabelo comprido, outro curto, mas todos vivem no mesmo ambiente, frequentam as mesmas cidades e seguem buscando aprimorar conhecimentos e se desenvolver em suas vidas. Se não os marginalizamos por sua estética, por que ainda existe uma parcela que diferencia as pessoas por sua orientação sexual?

Já estamos vivendo em 2018 e é cada vez mais difícil acreditar que ainda existam dificuldades de convivência em sociedade. Seja por ser negro, por ser homossexual, por ser estrangeiro, nós não podemos mais nos submeter à violência para resolver divergência de opiniões. Curitibanos é uma pacata cidade de interior e mesmo assim, a violência ainda é presente e vivida diariamente por quem é diferente do censo comum.

Este mês, duas meninas foram agredidas verbal e fisicamente por sua opção sexual. No início do ano, um jovem gay teve suas roupas arrancadas e deixado nu nas ruas centrais da cidade. Em ambos os casos, os jovens só estavam se divertindo nas boates da cidade e tiveram sua dignidade arrancada pela falta de respeito e impunidade, ressaltando a falta de segurança ainda existente para quem tem orientação sexual diferente da maioria.

Homossexualidade não é doença, mas intolerância deveria ser. Na ciência, a questão está pacificada: homossexualidade não é patologia, mas um comportamento tão normal quanto a heterossexualidade. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) suprimiu o tema da Classificação Internacional (CID). Cinco anos antes, no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) o havia retirado da lista de transtornos, como o fizeram as associações norte-americanas de Psiquiatria, em 1973, e de Psicologia em 1975.

Se há patologia em todo esse imbróglio, ou demanda por reorientação, ela afeta parcela dos brasileiros tomada pelo preconceito, pela discriminação e propagadora da violência. A sexualidade não é padrão de medida para avaliar a capacidade do indivíduo e não devemos esquecer de deixar o respeito sempre acima de tudo.


22 Junho 2018 14:22:00

O patriotismo ganhou outro sentido muito além de apenas torcer por uma equipe



Os jogos da Copa do Mundo de Futebol iniciaram há mais de uma semana, o Brasil já jogou e ainda não conseguimos perceber o verde e amarelo ganhando as ruas de Curitibanos e região. Na última Copa, em 2014, os jogos aconteceram no Brasil e o país, mesmo com tamanhos problemas sociais, conseguiu entrar no clima e mostrar a receptividade brasileira para o mundo, o que não percebemos este ano. 

A crise financeira, política e moral presente na atualidade brasileira, conseguiu encobrir o que é considerada a maior paixão de sua população que é o futebol. O patriotismo ganhou outro sentido muito além de apenas torcer por uma equipe, ele está sendo percebido quando a população se reúne para discutir um problema, buscar solução, se mobiliza, se une e cobra mudanças sociais.

Este ano, os jogos da Copa não foram capazes de encobrir todos os problemas enfrentados pelos brasileiros, cansados de tamanhos escândalos de corrupção. Mesmo torcendo, os trabalhadores do país não deixam suas funções para assistir aos jogos, fazer mobilização e reuniões para ver as disputas, ficando o futebol em segundo plano, ao contrário das Copas anteriores.

Os problemas não são mais maquiados, uma vez que, mesmo com vitórias em campo, no dia a dia do país a situação permanece a mesma, com dificuldades financeiras, de confiança nas lideranças escolhidas para administrar a nação e necessidades básicas que precisam ser melhoradas.

Que o verde e amarelo esteja cada vez mais presente em nosso dia a dia, torcendo pela seleção, mas, acima de tudo, que os problemas não sejam encobertos por outros temas, que não sejam a necessidade de mudança que a nação 


16 Junho 2018 14:38:00



Com reunião de jornais de todo o Estado, no último sábado (9), foi entregue o 19º Prêmio Adjori de Jornalismo, Troféu Luiz Henrique da Silveira, aos melhores trabalhos apresentados pelos jornais estaduais durante o ano. Em premiação histórica, o Jornal "A Semana" voltou para casa como o jornal de interior mais premiado de Santa Catarina, refletindo o comprometimento de toda a equipe com o município e a região onde circula. 

No total, foram oito troféus conquistados. Na Publicidade: melhor anúncio de equipe e melhor campanha de equipe; No Jornalismo: melhor coluna, melhor fotografia, melhor reportagem livre, resultando em Pena de Bronze no Jornalismo Online, Pena de Prata em Publicidade e, para fechar a premiação, Pena de Ouro no Jornalismo.

Mais que um reconhecimento pelo trabalho prestado durante todo o ano, o Prêmio Adjori de Jornalismo é a valorização dos profissionais que batalham todos os dias para tornar o jornalismo de interior algo cada vez mais sério e profissional.

É um jornalismo de proximidade, que atua diretamente na vida dos munícipes e que, se não for feito por profissionais, pode prejudicar o dia a dia de uma comunidade enganada por falsários da comunicação.

Voltamos para casa com a certeza de que os troféus são do "A Semana", mas quem ganha é toda a região onde circula o semanário, pois, mais uma vez, o reconhecimento estadual prova a qualidade do que é feito pela comunicação regional.

O jornal mais premiado de Santa Catarina é composto por profissionais qualificados e que não medem esforços, em todos os setores, para manter a comunicação regional como a melhor, por entender que é o que a região merece.

Sempre buscando por atualização, o Jornal "A Semana" tem se reinventado há 35 anos, conquistando degrau a degrau a confiança de seus leitores, seguindo com a certeza da continuidade de um trabalho bem feito e comprometido com o desenvolvimento do meio-Oeste de Santa Catarina. Obrigado a cada colaborador, leitores, anunciantes e parceiros que seguem conosco trilhando este caminho e acreditando neste potencial.




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