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ARTIGO PATROCINADO

Terapia para tratamento de dores e recuperação de lesões

31 Outubro 2018 10:00:00

Atendimento multidisciplinar de Fisioterapia e Psicologia auxilia pacientes

Franciele Gasparini


Fisioterapeuta trabalha técnicas para alívio da dor. (Fotos: Franciele Gasparini)/

Você sofre com alguma dor crônica? Está prestes a fazer uma cirurgia e não se sente preparado? Ou passou por algum procedimento cirúrgico recente e está com dificuldades de se readaptar à rotina e aos movimentos? 

Saiba que existem duas áreas da saúde que podem ser a chave para que você supere tudo isso de uma forma mais leve, mais tranquila e sem sofrimento. Para isso, são trabalhadas sessões que aliam o trabalho do médico cirurgião, do fisioterapeuta e do psicólogo.

Prova disso são as atividades multidisciplinares realizadas na InterClínicas Curitibanos - ICC. Lá, os médicos cirurgiões trabalham em parceria com a fisioterapeuta Fernanda Becker Tagliari Zanetti, especialista em Ortopedia e RPG e a psicóloga Evelin Feroldi, especialista em Hipnoterapia, que atuam de forma integrada na recuperação de pacientes que tem alguma doença incapacitante, sofreram alguma lesão extensa, são acometidos por dores crônicas, precisam ou precisarão passar por procedimentos cirúrgicos e precisaram de terapia para retomar sua rotina diária e reconquistar sua autoconfiança e autonomia.


Fernanda Becker Tagliari Zanetti, fisioterapeuta 


DOR CRÔNICA

Segundo a fisioterapeuta Fernanda, pacientes com dor crônica apresentam um quadro de psicológico bem abalado, uma vez que é difícil conviver com dores constantes.

Para estas pessoas todos os dias são difíceis, ficam de mau humor, deprimidos, sentindo-se inúteis e limitados, pois o fator psicológico faz com que o próprio paciente se prejudique.

Fernanda destacou que geralmente esses pacientes adquirem posturas antálgicas (contra a dor) ou posturas fechadas, comuns entre pessoas deprimidas, que se sentem inferiorizadas, cansadas e tristes, fazendo com que todo o corpo se feche, dificultando a recuperação ou agravando o quadro de dor, mas também a percepção da dor.


Sessões de psicologia podem auxiliar na recuperação de pacientes lesionados  

A fisioterapeuta explicou que, com o passar do tempo, o corpo tolera menos o processo de dor crônica, como se fosse um animal acuado. Fernanda exemplificou que em casos como esses, qualquer problema que ocorra na rotina do paciente resultará em uma dor muito maior do que com alguém que não sofre com a dor crônica. "São situações que vão se agravando e, para reverter esse quadro, o acompanhamento psicológico é fundamental para entender um pouco essa situação, sentir-se mais forte, revigorado e mais positivo, isso ajuda muito na recuperação", pontuou a fisioterapeuta.


Evelin Feroldi da Costa, psicóloga e hipnoterapeuta 


PRÉ-OPERATÓRIO

O pré-operatório pode ser um processo complicado para o paciente, sobretudo em relação ao medo. Fernanda destacou que o receio do resultado e a insegurança de não saber se tudo vai correr bem no procedimento podem gerar agravantes que dificultam a recuperação. Por isso, a psicologia aliada a esse processo é tão importante.

PÓS-OPERATÓRIO

Em pacientes que já passaram pela cirurgia e ingressam no pós-operatório, Fernanda comentou que a psicologia é parceira da fisioterapia sobretudo em pacientes que precisam reconquistar a autoconfiança e autonomia das suas atividades diárias.

Essa situação costuma ser mais frequente em pacientes lesionados que acabaram de passar por cirurgia e ficam com receio de fazer algum movimento ou realizar atividade específica, que antes geravam muita dor ou que a pessoa simplesmente não conseguia.

Conforme a fisioterapeuta, autoconfiança e autonomia são características fundamentais nesses dois processos. "A medida que a pessoa começa a promover esse autoconhecimento e compreende a consciência corporal, há uma melhora da parte psicológica, pois o paciente toma consciência de que é capaz de melhorar", finalizou a fisioterapeuta.

SOMATIZAÇÃO

O que não vira palavra, vira sintoma. Mente e corpo andam juntos, e quando uma parte não está bem, a outra dificilmente responderá positivamente. Situações como esta estão diretamente ligadas a doenças psicossomáticas, ou seja, aquelas que apresentam sintomas biológicos, mas com causa psicológica. Essas condições costumam acometer pessoas que sofrem com dores crônicas ou que já passaram ou ainda passarão por procedimentos cirúrgicos. Para auxiliar os pacientes nesses processos são realizadas sessões de Fisioterapia aliada à Psicologia.

De acordo com a psicóloga Evelin, esse processo é conhecido na Psicologia como Somatização. Trata-se de tudo aquilo que você não diz, e a mente, não suportando a pressão do conteúdo armazenado manifesta-se em forma de doença. "Mente e corpo andam juntos, e quando uma parte não está bem, a outra também não vai responder positivamente. Somatizar é transformar uma dor emocional em uma dor física através da incapacidade de lidar com o problema emocional", afirmou a psicóloga.

Evelin destacou que o inconsciente tem o objetivo de comunicar ao corpo o que a mente quer expressar, mas que voz não é capaz de reproduzir. Por isso que emoções "indigestas" podem gerar doenças psicossomáticas, uma vez que, quando a pessoa não se expressa através da linguagem verbal o seu corpo se encarrega de expressar seu próprio "discurso" através da somatização. 

O que é uma doença psicossomática?

Mesmo apresentando sintomas biológicos, a causa das doenças psicossomáticas é psicológica, ou seja, uma relação entre mente e corpo. Isso se traduz em situações de transferência para o corpo tudo aquilo que deveria ser vivido e suportado apenas na mente. Como quando após passar por uma situação estressante ou problemática a pessoa sente uma indigestão, dores de cabeça ou até alergias e vermelhidões na pele. 

A psicóloga explicou que em muitos casos esses sintomas podem ser refletidos em dores corporais. É por este motivo que quando a intensidade e a frequência em que acontecem esses eventos aumentam, passando de ocasionais a transtornos repetitivos, torna-se uma doença psicossomática. "Isso acontece com maior frequência em pessoas que dão pouco espaço para elaboração dos seus conteúdos psíquicos, que reprimem seus sentimentos, mágoas ou experiências dolorosas. Não espere o alerta do seu corpo para dar atenção e trabalhar seus conteúdos psicológicos. Sessões de psicoterapia aliadas da fisioterapia, por exemplo, podem ajudar na resolução de conflitos internos, trazendo mudanças e leveza para sua vida", completou a psicóloga.




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