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No controle da Diabetes

27 Junho 2018 07:00:00

Fisioterapeuta desmistifica doença, destacando cuidados importantes para o dia a dia dos diabéticos

Franciele Gasparini


(Foto: Divulgação) /


"As pessoas se assustam com o diagnóstico, no entanto, é muito tranquilo conviver com a doença, basta ter controle". Quem afirma é a fisioterapeuta Camila Lenzi Doin, curitibanense que convive com a Diabetes desde os seis anos e celebrará esta quarta-feira (27), Dia Nacional de Controle da doença, desmistificando a condição.

Tudo tem a ver com controle. Camila comentou que essas são as palavras-chave para os diabéticos, uma vez que a doença precisa de rotina, mas mais do que isso, de equilíbrio emocional. A curitibanense revelou que o diabético pode fazer 30 insulinas em um dia para controlar a doença, mas se não estiver bem emocionalmente, não há medicação que regule; estar bem é o principal fator para controlar a doença.

Os pais de Camila descobriram que a filha tinha Diabetes tipo 1, quando a filha começou a perder peso e acordar no meio da noite com a boca muito seca. Após o diagnóstico médico e as orientações, iniciou-se o controle e tratamento com a insulina, método que ela mesma aplica desde a infância. "Foi um processo natural para mim, nunca descobriram a origem da doença, mas eu me adaptei, é como escovar os dentes, o mais difícil foi na adolescência", revelou.

Sempre regrada, houve uma época em que Camila acabou relaxando os cuidados e apresentou manchas no corpo, sinais que alertavam para os maus hábitos. Foi então que ela procurou fixar hábitos mais saudáveis e aprendeu a reconhecer os sinais do seu corpo, fator que a fisioterapeuta considera importante para o controle da doença.


ROTINA. Para Camila, controle e equilíbrio são palavras-chave para conviver com Diabetes (Foto: Franciele Gasparini) /


Desorientação e tontura são alguns dos sinais de alerta para Camila, que acaba cometendo alguns deslizes na dieta, mas procura compensar e se prepara quando vai comer carboidratos ou doces, por exemplo.

Camila afirmou que não costuma passar vontade de comer massas ou algum doce, mas precisa compensar no restante do dia, fazendo uma aplicação de insulina extra, verificando como seu corpo vai reagir nas horas seguintes. Para esse controle, realiza testes de glicemia capilar todo dia, processo que incluiu inclusive nas duas gestações; os filhos, com 10 e 5 anos, monitoram a mãe e a auxiliam nos cuidados.

Entre os mitos destacados por Camila está justamente o da alimentação. Ela informou que a vida do diabético não muda totalmente, ele pode comer tudo o que quiser, sem exageros, e dar preferencias para saladas, frutas e carnes, sempre na medida certa, além de se exercitar. "É possível comer arroz, batata, macarrão, pão ou tomar um sorvete, mas aprender a controlar esses impulsos é o mais importante e ter a medida certa para seu organismo", alertou.

Segundo Camila, é preciso ter um cuidado extra com os produtos dietéticos, que podem ser tão maléficos quanto uma macarronada ou uma cerveja, uma vez que qualquer alimento consumido em excesso pode alterar os níveis de glicemia e causar danos no organismo.




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