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PAÍS

Ministro da Saúde diz que nada muda no Brasil com declaração de pandemia do coronavírus

Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia de Covid-19 nesta quarta (11). 'Estamos correndo e isso já era esperado', declarou Mandetta.

Por Filipe Matoso e Hamanda Viana, G1 e TV Globo - Brasília


Ministro da Saúde diz que nada muda no Brasil com a declaração de pandemia do coronavírus

O Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse no começo da tarde desta quarta-feira (11), que nada muda no Brasil com a declaração de pandemia do coronavírus. Ele, no entanto, criticou o que chamou de "demora da OMS" para declarar pandemia.

A afirmação foi dada pouco antes de participar de um encontro na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ministro participa de uma sessão na Casa para discutir "as ações preventivas de Vigilância Sanitária e possíveis consequências para o Brasil quanto ao enfrentamento do coronavírus". No final da manhã, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia de Covid-19.

De acordo com a OMS, "os casos de mortes e números de países atingidos devem aumentar". Para Mandetta, no Brasil ainda não há transmissão sustentada - quando há pacientes infectados que não estiveram nos países com registro da doença e transmitem para outra pessoa que também não viajou - mas pode haver, em breve.

"O Brasil está em uma fase que nós ainda não temos transmissão sustentada, mas devemos ter."

"Para nós, o mundo ter, qualquer pessoa que chegue no Brasil ainda neste momento, com febre, tosse, gripe, já tem nexo para você pode falar: 'oh, é um caso suspeito. Por que? Porque veio de fora de locais que tem transmissão sustentada. Mas nós já estávamos trabalhando assim, né? Nós já estávamos com América, Europa, Ásia, Oceania, só não estávamos ainda considerando os da América do Sul e África, agora todos", declarou Mandetta.

O ministro disse ainda que a pasta não vai parar de contar os casos de coronavírus. "A vigilância continua", apontou ao comparar o tamanho do Brasil com outros países.

"O nosso país é diferente de países pequenos. Uma coisa é você administrar a Itália, que vai dali até aqui, é menor do que Goiás. Nós somos um continente, a América do Sul. De Roraima ao Rio Grande do Sul", afirmou.

"Vai ser natural que tenhamos estados em diferentes momentos. Então vamos ter que continuar com a vigilância."


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