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Hospital Tereza Ramos, em Lages, está há 7 meses com aparelho de ressonância magnética estragado

04 Maio 2018 10:46:00

Direção da unidade diz que é necessária manutenção preventiva do aparelho, mas estado tem pendências financeiras com empresa que presta o serviço.

Por NSC TV


Falta de manutenção em aparelho de ressonância inviabiliza exames no Hospital Tereza Ramos (Reprodução: NSC)

Há sete meses, o Hospital Tereza Ramos, em Lages, na Serra catarinense, deixou de fazer ressonância magnética. A manutenção preventiva do aparelho não foi contratada pelo estado, que também tinha dívidas com a empresa que presta assistência técnica.

O aparelho estragou em setembro do ano passado e até agora não voltou a funcionar. E essa não é a primeira vez que isso acontece. Também em 2017, o tomógrafo ficou mais de um mês parado. E, nas últimas semanas, também vinha apresentando problemas, mas já foi consertado.

De acordo com a direção, falta manutenção preventiva nos aparelhos, que deve ser feita de seis em seis meses.

"A prevenção ela acontece às vezes, e é só um ajuste, é só uma regulagem, então evita um problema maior. Eles não quiseram mais nos fornecer manutenção preventiva. Esse contrato de manutenção não existe mais", disse a diretora do hospital, Beatriz Montemezzo.

Por e-mail, a Philips disse que só não faz manutenção preventiva porque o estado não contratou o serviço. Questionado pela NSC TV, a direção do hospital informou que desde 2015 vem tentando fechar o contrato.

Em outro documento, também de 2015, a empresa alega que não faria um novo contrato porque o governo tem pendências financeiras. Em um comunicado interno deste ano, o estado disse que vai pagar a dívida e que quer fazer um contrato de manutenção preventiva.

Mesmo com tudo isso, a assistência técnica esteve no hospital, mas não conseguiu resolver o problema, o que deverá ocorrer no próximo dia 8. "Agora, estamos aguardando que o gás hélio seja reposto, porque ele baixou mesmo muito rápido por estar com o aparelho estragado sem uso. Dia 15, se Deus quiser, estaremos com ele funcionando", declarou Beatriz.

Desde setembro, somente casos de urgência e pacientes internados estão conseguindo fazer a ressonância. O hospital está pagando clínicas particulares para fazer os exames. Em média, por mês, eram realizados na unidade cerca de 240 ressonâncias.

No local, são atendidos pacientes não apenas da Serra, mas do Vale do Itajaí e do Meio Oeste. O hospital Tereza Ramos é o maior da Serra catarinense.


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