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SEGURANÇA

Prevenção a afogamentos em água doce

Bombeiros alertam para segurança

Renata Westphal


Cerca de 5.800 pessoas morrem anualmente em acidentes aquáticos. (FOTO: CORPO DE BOMBEIROS/ DIVULGAÇÃO)

O 2° Batalhão de Corpo de Bombeiros de Curitibanos encerrou a participação na Semana de Prevenção Latino-Americana em Afogamentos, que coloca em pauta orientações para práticas de atividades aquáticas em segurança. Em Curitibanos, bombeiros instruíram crianças e adolescentes em salas de aula. "Visitamos algumas escolas do município para repassar orientações de segurança, pois as crianças são um meio de fusão de informação para toda a família", explicou o tenente Maurício de Souza, do 2° BBM.  

A ação, promovida sempre na última semana de novembro, alerta para o alto número de registros de mortes por afogamento, em especial em pontos de água doce, normalmente no início dos períodos mais quentes do ano. "70% das ocorrências acontecem em rios, cachoeiras ou açudes. Durante o Verão, a prevenção é mais focada na região litorânea, porque há mais concentração de pessoas, mas os índices de afogamentos demonstram que os locais mais perigosos são de água doce", alertou o tenente Souza.

No Brasil, cerca de 5.800 pessoas morrem anualmente em acidentes aquáticos. Para que esse número seja cada vez menor, a orientação do Corpo de Bombeiros é que a população não ultrapasse o nível da água da altura dos joelhos, nunca nade sozinho, nunca nade após ingerir bebida alcoólica e sempre tenha um adulto responsável supervisionando as crianças. No Brasil, afogamentos são a 2° maior causa de morte infantil entre crianças de 1 a 4 anos e 3° entre 5 e 14 anos.

Só nos últimos 12 meses, seis pessoas morreram vítimas de afogamentos na região. Apesar da maioria dos acidentes sempre marcarem, pelo menos, uma característica em comum, como ocorrer nos primeiros dias de calor intenso, fins de semana ou períodos de recesso, o tenente Souza ressaltou que dificilmente se repete o ponto do rio, cachoeira ou açude onde ocorreu o afogamento. "É muito difícil trabalhar com prevenção em água doce justamente porque são lugares mais retirados e são muitos pontos de riscos, por isso, orientamos a população sobre a importância de estar atento durante as atividades aquáticas", concluiu o bombeiro.


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