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SEGURANÇA

Parque aquático onde criança se afogou está irregular, afirma bombeiros

Por AS


(Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros) /

Desde novembro, sete pessoas morreram vítimas de afogamento na região. Um dos acidentes que mais repercutiu em todo o estado, aconteceu no último domingo (23), quando Estefane Kauane Abreu, de 9 anos, brincava em um parque aquático em Curitibanos onde foi retirada da água inconsciente e sem sinais vitais. Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência. Médicos e soldados prestaram os primeiros socorros mas a menina não resistiu. 

A guarnição do Corpo de Bombeiros foi acionada por volta das 15h30', e depois de tentativas de procedimentos de ressuscitação a menina foi encaminhada para a emergência do Hospital Hélio Anjos Ortiz, onde entrou em óbito por volta das 16h30'. 

Para os bombeiros, responsáveis do parque afirmaram que no momento do acidente, haviam dois salva-vidas (guardiões de piscinas), sendo que um estaria no solo e outro na estrutura do toboágua. 

Sobre as regularidades para o funcionamento do parque, o Tentente Coronel Diniz afirmou que a primeira vistoria deste ano no parque aquático aconteceu em 17 de agosto, já pensando na segurança do local, principalmente, para a temporada de verão. 

"Nessa primeira vistoria, apontamos algumas necessidades de adequações e o parque teve o prazo até 17 de novembro para ficar em dia com o Corpo de Bombeiros", afirmou Diniz. Em 5 de dezembro, a guarnição voltou no local para nova vistoria e verificar se as pendências haviam sido sanadas, quando foi emitido um atestado de vistoria para regularização. "Esse documento é emitido pelo Corpo de Bombeiros quando a edificação tem pendências que não pertencem ao sistema vital", explicou o Coronel. 

Apesar de existir pendências, o Corpo de Bombeiros explica que estabelecimentos só são interditados quando são percebidas irregularidades em estruturas e equipamentos que coloquem em risco a vida de pessoas, o que não era o caso do parque. O último prazo para o estabelecimento ficar em dia com as documentações do Corpo de Bombeiros era 17 de dezembro, mas a administração do parque não entrou em contato com a guarnição para realizar a nova vistoria. 

Entre os equipamentos faltantes no parque aquático, estavam placa indicativa de segurança, alertando banhistas formas seguras de mergulho, boias para delimitação de área para banhistas, boia de salvamento com uma corda de 20 metros, e dois documentos sobre responsabilidade técnica de instalações elétricas.

Já na segunda-feira (24), o Corpo de Bombeiros de Curitibanos retornou ao local do acidente e verificou que um dia após o ocorrido, a placa indicativa de segurança estava no local, assim como a boia de salvamento. Para os bombeiros, o proprietário do parque afirmou que já realizou a compra das boias de demarcação. 

A reportagem do "A Semana" entrou em contato com a administração do parque aquático na manhã de hoje (27), mas ninguém quis falar sobre o acidente.


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