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Operação contra entrada de celulares e drogas no Presídio de Joinville termina com prisão de agente prisional e 14 suspeitos

Aparelhos eram utilizados para comandar o tráfico de drogas fora da unidade prisional, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina.

Por G1 SC e NSC TV

Um agente prisional e outras 14 pessoas foram presos em uma operação realizada nesta quinta-feira (7) em seis cidades do Norte catarinense. Eles são suspeitos de facilitar a entrada de drogas e celulares em presídios da região. A ação, chamada Operação Progresso, apreendeu seis celulares, carregadores, maconha, cocaína e crack dentro do Presídio Regional de Joinville.

Foram expedidos 21 mandados de prisão temporária, inclusive contra pessoas que já estavam presas, e 50 de busca e apreensão em Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Mafra e Curitibanos.

"A utilização desses celulares dentro do sistema prisional propicia toda a comunicabilidade de presos com o mundo exterior e, infelizmente, culmina na perpetuação do delito. Se estabelece esse círculo vicioso de ilicitudes que coloca em xeque toda a atuação da Polícia Civil, da Polícia Militar e das forças de segurança", afirmou o promotor de Justiça, Assis Marciel Kretzer. A investigação continua, de acordo com ele.

A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e teve apoio da Polícia Militar.


Operação Progresso apreendeu carregadores de celulares dentro do Presídio Regional de Joinville - Foto: Reprodução/ NSC TV

Investigação

Duas investigações que deram início à operação começaram em março deste ano, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Uma delas relacionada à entrada de aparelhos celulares no Presídio Regional de Joinville, que envolve crime contra a administração pública. Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e outros 12 de busca e apreensão referentes a essa investigação.

Foi apurada a existências de grupos de agentes penitenciários suspeitos de inserir ilegalmente aparelhos celulares na unidade prisional de Joinville em troca de pagamento de propina. A investigação identificou, segundo o MPSC como era feita essa negociação.

Outra investigação apurou o envolvimento de pessoas com uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas dentro e fora de presídios catarinenses. Foram identificadas cerca de 50 pessoas envolvidas nos crimes. Um total de 17 mandados de prisão temporária e outros 38 de busca e apreensão foram expedidos.

Foram identificadas pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa que praticava tráfico de drogas durante a visita de familiares à unidade.

Ainda conforme o MPSC, os celulares eram utilizados para comandar o tráfico de drogas fora do sistema prisional.

A investigação também teria apontado como companheiras e parentes dos investigados preparavam as drogas para entregar aos detentos.


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