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Número de mortos em erupção de vulcão na Nova Zelândia sobe para seis

Oito pessoas seguem desaparecidas. Trinta e uma pessoas, entre 13 e 72 anos, estão internadas em sete hospitais.

Por G1


Imagem aérea mostra vulcão da Ilha Branca em erupção - Foto: George Novak / New Zealand Herald / via AP Photo

O número de mortos na erupção do vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia, subiu para seis nesta terça-feira (10). Oito turistas seguem desaparecidos e as autoridades não acreditam que tenham sobrevivido. Trinta e uma pessoas, entre 13 e 72 anos, estão internadas em sete hospitais.

Resumo da situação até o momento:

- Erupção de segunda-feira deixou cinco mortos, mas há 8 desaparecidos e as autoridades não viram sinais de sobreviventes no local;

- 31 pessoas foram levadas ao hospital, diversas em estado crítico;

- Entre as pessoas atingidas pela erupção, estão neozelandeses e turistas de Austrália, EUA, Reino Unido, China e Malásia;

- Nuvem de cinzas atingiu 3657 metros acima do vulcão e era visível da Ilha Norte da Nova Zelândia.

Feridos em estado grave

Entre os feridos, 27 tiveram queimaduras em até 30% do corpo. Muitos também tiveram queimaduras nas vias aéreas e precisam de oxigênio.

Tendo em vista o estado grave dos feridos, o porta-voz do Ministério da Saúde da Nova Zelândia, Pete Watson, não descarta que o número de mortos possa aumentar. "É possível que nem todos os pacientes sobrevivam", afirmou.

Após sobrevoos na região, as autoridades descartaram que ainda tenham sobreviventes na Ilha Branca.

Erupção

Turistas fotografam o vulcão da Ilha Branca, na Nova Zelândia, logo após o início da erupção - Foto: Michael Schade

A erupção aconteceu na segunda-feira (9) às 14h11, pela hora local - ou 22h11 deste domingo (8), pelo horário de Brasília. Uma espessa nuvem de cinzas atingiu 3657 metros acima do vulcão e era visível da Ilha Norte da Nova Zelândia.

As condições instáveis, com emissões de gases tóxicos e cinzas, impediram as equipes de resgate de percorrer a ilha a pé.

No momento da erupção, 47 pessoas estavam no local, entre eles, britânicos, alemães, australianos, chineses, malaios e americanos.

Um casal de brasileiros que vive na Austrália contou que escapou por poucos minutos da erupção. Allessandro Kauffmann afirmou que dois tours foram até o vulcão nesta segunda. Eles estavam no primeiro. Alguns turistas que estavam no segundo tour tiveram queimaduras - algumas delas graves. 


Vulcão da Ilha Branca entra em erupção na Nova Zelândia - Foto: Juliane Monteiro/ G1

Alerta

A Agência Nacional de Emergência emitiu um alerta para possíveis novas erupções e atividade sísmica moderada. As autoridades neozelandesas cancelaram excursões na região.

De acordo com a BBC, em 3 de dezembro, o site de monitoramento geológico GeoNet alertou que "o vulcão podia estar entrando em um período em que a atividade eruptiva era mais provável do que o normal". Porém, tinham acrescentado que "o atual nível de atividade não representava um risco direto para os visitantes".

Já a professora associada da Universidade de Auckland, Jan Lindsay, disse que o nível de alerta foi recentemente aumentado de 1 para 2. "Havia um nível elevado de agitação, e todos estavam cientes", declarou.

10 mil turistas ao ano

O vulcão da Ilha Branca, chamado pelos nativos maoris neozelandeses de Whakaari, atrai cerca de 10 mil turistas anualmente.

A formação rochosa fica constantemente envolta em uma nuvem de fumaça branca - o que originou seu nome, "Ilha Branca". No local, é possível ver rochas amareladas cobertas de enxofre e um lago verde fosforescente de ácido sulfúrico.

A sua mais recente erupção, até então, tinha ocorrido em 2016, mas ele registrou diversas delas nas últimas cinco décadas.

Para chegar ao Whakaari é preciso ter dinheiro para bancar a viagem de helicóptero ou encarar algumas horas de barco.


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