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OPERAÇÃO

Agente penitenciário é preso em Curitibanos

Operação 'Progresso' combate entrada de aparelhos celulares e drogas no Presídio Regional de Joinville

Por AS


Drogas e celulares foram apreendidos com os suspeitos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão - Foto: Maikon Costa/RICTV/

Um agente penitenciário foi preso ontem (7), em Curitibanos, durante a Operação 'Progresso' deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do Grupo Regional de Joinville, para combater a entrada de celulares e drogas no Presídio regional de Joinville. 

O homem preso em Curitibanos possuí familiares no município e atuava no presídio de Joinville, ele estava em período de licença. Mais 14 pessoas foram presas durante a operação, em seis cidades do Norte catarinense. Eles são suspeitos de facilitar a entrada de drogas e celulares em presídios da região. As autoridades apreenderam seis celulares, carregadores, maconha, cocaína e crack dentro do Presídio Regional de Joinville. 

No total, foram expedidos 21 mandados de prisão temporária, inclusive contra pessoas que já estavam presas, e 50 de busca e apreensão em Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Mafra e Curitibanos. "A utilização desses celulares dentro do sistema prisional propicia toda a comunicabilidade de presos com o mundo exterior e, infelizmente, culmina na perpetuação do delito. Se estabelece esse círculo vicioso de ilicitudes que coloca em xeque toda a atuação da Polícia Civil, da Polícia Militar e das forças de segurança", afirmou o promotor de Justiça, Assis Marciel Kretzer. A investigação continua, de acordo com ele.

Mais de 150 agentes do GAECO, do Departamento de Administração Prisional (DEAP) e das Polícias Civil e Militar participaram da ação.


Investigações

A operação engloba duas investigações, sendo que a primeira apurou crime contra administração pública, relacionada à inserção de aparelhos celulares no Presídio Regional de Joinville (PRJ), e a segunda, apurou a conduta de integrantes de organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios catarinenses, envolvidos com tráfico ilícito de drogas.

As investigações iniciaram em março de 2019 e durante este período foram identificados aproximadamente 50 investigados envolvidos supostamente com organização criminosa voltada à prática de crime contra a administração e tráfico de drogas. Em razão da existência de dois grupos, houve a cisão da apuração em dois procedimentos de investigação criminal.

O primeiro procedimento que apura crimes funcionais, verificou a existência de supostos grupos de agentes penitenciários envolvidos com particulares que inseriram ilegalmente aparelhos celulares no PRJ, mediante pagamento de propina. No curso das investigações foi possível identificar o modus operandi que um dos grupos negociou entrada de celulares no ergástulo público.

No segundo procedimento de investigação criminal foram identificados supostos integrantes de organização criminosa que, com o auxílio de esposas/companheiras/parentes, praticaram tráfico ilícito de drogas durante as visitas (conjugal e normal) no PRJ.

A equipe de investigação apurou a forma e modo como as esposas/companheiras/parentes preparavam as drogas ilícitas para serem entregues aos presos. Também se apurou que presos, mediante uso de telefonia celular, comandam tráfico ilícito de drogas fora do sistema prisional.

Em relação ao primeiro procedimento de investigação criminal foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e quatro de prisões temporárias. Já em relação ao segundo procedimento, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisões temporárias.


O nome da Operação

Durante as investigações foram identificados alguns termos recorrentes e próprios dos integrantes da suposta organização criminosa. Dentre estes termos, foi identificado "progresso" que pelo contexto expressava evolução, ganhos, melhoria para o mundo do crime. A operação foi nominada de Progresso fazendo alusão contrária, ou seja, visou melhorar o sistema prisional de Joinville em prol da segurança pública.

Participaram da operação mais de 150 policiais  do 8º BPM, 17º BPM, 27º BPM. CPT, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais, Canil Central, Polícia Civil (DIC, DPCAMI, DH, Canil, CPP e Delegacias de Polícia de Joinville e Canoinhas), Corregedoria do DEAP, além dos integrantes dos GAECO de Florianópolis, Itajaí, Criciúma, Lages, Chapecó, Blumenau e São Miguel do D'Oeste.


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