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ENTREVISTA

Transformando realidades nos municípios

Rui Braun dedicou parte de sua vida ao desenvolvimento regional

Kalyane Alves


"A vida é uma jornada que tem que ser experimentada todos os dias". (FOTO: RUBIANE LIMA)

Entusiasta do desenvolvimento da Região do Contestado, Rui Carlos Braun, 51 anos, nasceu em Palmitos, numa família de pequenos agricultores, e tomou como objetivo de vida, lutar pela gestão de políticas públicas. Ele é filho de Egon Braun e Traudi Hertha Braun, casado com Daiane Emmrich e pai de Dora Elis Fenker Braun.  

Especialista em Gestão Pública Municipal, formado em Direito e professor de Magistério, Rui é diretor executivo da Federação Catarinense de Municípios (Fecam). Já foi secretário executivo da Articulação Nacional da Pastoral Popular Luterana, na Prefeitura de São Cristóvão do Sul atuou como assessor de Gabinete e diretor de Planejamento, secretário de Administração, de Educação e de Obras e Urbanismo e foi diretor executivo da Associação de Municípios da Região do Contestado (Amurc).


"A Semana" - Quais são suas primeiras memórias da vida?

Rui Carlos Braun - Somos uma família de pequenos agricultores que morava muito distante da cidade. Como exemplo disso, sou repetente de 4ª série, justamente, por não ter escola próximo. A partir daí, meus pais mudaram-se para podermos estudar. Das memórias que tenho, uma é de uma configuração de vida muito desafiante. Quando era adolescente, trabalhava de dia na roça e estudava à noite, eram oito quilômetros para chegar a escola. Apesar das dificuldades, minha família me ensinou o que significa a superação e, também, que devemos trabalhar muito e ter regras de vida. A grande herança que tenho da minha infância é de meus pais que apostaram tudo para eu estudar.


AS - A partir dessas dificuldades, como foi seu crescimento?

RCB - Tive muita sorte, pois saí do campo aos 15 anos e, aos 19, comecei a trabalhar em uma entidade nacional ligada à Igreja Luterana. Aí, começou o "bum" em minha vida. Viagens pelo país, articulações internacionais... Pude conhecer vários lugares por conta disso. Assim, vem toda minha base de formação histórica. Foi onde acabei conhecendo a realidade do Brasil e me dei conta do que existia e de como o mundo é difícil.


AS - Quais foram os passos até chegar à região curitibanense?

RCB - Como já estava envolvido com relações nacionais, minha opção era migrar para o internacional. Porém, nos anos 90, algo me dizia que deveria vir para um lugar real, fazer coisas reais. Então, vim fazer uma campanha, do Jaime Cesca, por indicação da Sisi Blind, e acabei permanecendo. A partir daí, construímos uma estrutura de cidade em São Cristóvão do Sul, com a criação do programa de renda mínima, habitação, lei municipal, obras, entre outras áreas. Junto disso, também ajudei a construir a Amurc, em 2013, que coroou essa vontade de desenvolver a região. O grande ponto da Amurc foi consolidar articulações regionais e os políticos se unirem. Foi um momento onde congregamos o Programa de Desenvolvimento Econômico Local (DEL), organizamos colegiados regionais, discutimos educação e fizemos debates sobre violências. Pudemos mostrar que a região precisa discutir seus temas. Vivi uma época de Curitibanos não pintada, escura, feia e, hoje, quando volto aqui, vejo outra região. Sinto-me parte dessa história de desenvolvimento. Meu trabalho foi algo intenso aqui. Para mim, a história dos últimos anos do Contestado é de superação, assim como a minha. Estamos com uma cidade belíssima, mas precisamos reconhecer tudo isso. É hora de comprar o que já é seu, para vender com orgulho as terras contestadas.

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