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ENTREVISTA

Trabalho como fonte de vida

Policial civil Ana Rosa defende o conhecimento como poder

Renata Westphal


"O que te diferencia é a postura, o conhecimento e o refinamento de atitudes". (FOTO: RUBIANE LIMA)

De descendência negra e italiana, Ana Rosa Maria Ribas da Costa é a mais velha de seis irmãos. Atualmente, a policial civil, que é natural de Macieira, trabalha na Delegacia de Polícia do Interior (Dpoi) de Curitibanos. Ao longo de 24 anos, já atuou nas delegacias de Campos Novos, Videira, Salto Velozo e na Delegacia Regional e da Comarca de Curitibanos.  

Os laços afetivos criados no município fizeram com que Ana Rosa escolhesse Curitibanos para residir e criar sua família. Esposa de José Henrique da Costa e mãe de Hiram Henrique e Isis Helena, Ana deixa seu principal legado sobre a importância do conhecimento para uma vida feliz.

"A Semana" - Como foi sua infância em Macieira?

Ana Rosa Maria Ribas da Costa - Venho de uma família humilde, sem lastro de nome importante, e de recursos financeiros modestos. Saí de Macieira com 13 anos, quando fui estudar em Campos Novos. Macieira é um local simples e de pessoas simples, mas um refúgio de alma. Apesar das dificuldades vividas lá, eu sinto saudade.

AS - Como escolheu sua carreira profissional?

ARMRB - Não existia teste vocacional naquela época e cursei 2º grau com Magistério, mas percebei que o Direito era a única forma de me tirar da miséria do conhecimento. Consegui me formar com 22 anos, passei na OAB e advoguei por um tempo com um ex-professor que me convidou para trabalhar com ele. Apesar da advocacia ser muito interessante, fiz o concurso para a Polícia Civil, pois precisava ter uma renda, e percebi que a Polícia Civil me preencheu mais que o Direito. O emprego é uma fonte de renda e o trabalho é uma fonte de vida. E eu tive a felicidade de encontrar, no meu trabalho, a minha fonte de renda e vida. Sou plenamente feliz com a escolha que fiz. Olhando para trás, de onde eu saí, eu cheguei muito longe, então, me considero realizada.

AS - O que te faz ser tão feliz com o trabalho da Polícia Civil?

ARMRB - Sou feliz por saber que, dentro das minhas possibilidades, consigo ajudar as pessoas, penso que todos conseguem fazer a diferença nas áreas que atuam. Todos podem fazer a diferença dentro do que se propõem a fazer. Eu me orgulho de ter idealizado a campanha "Trânsito e Cidadania", aqui em Curitibanos, e também por ter recebido a medalha Alice de Gillon, a maior honraria para um servidor público do estado de Santa Catarina.

AS - Quais os principais desafios da sua profissão?

ARM - O direito foi evoluindo, assim como a sociedade e os pensamentos de toda a sociedade. A realidade é indomável e não se pode prever tudo, mas é possível compor muitas situações acompanhando o raciocínio e a evolução das pessoas e dos problemas do mundo. O maior desafio é perceber e acompanhar a evolução da sociedade e a problemática que isso traz. As motivações dos crimes continuam sendo ambição e ódio, mas o contexto da sociedade mudou. A ausência de políticas públicas sérias também desafia o trabalho. Hoje, temos mais ferramentas, mas o raciocínio policial ainda é o que determina tudo. O poder é só o conhecimento.

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