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VARIEDADES

Três décadas de combate

Sargento Eder comemora o Dia do Bombeiro contabilizando quase 30 anos de carreira militar

Por Renata Westphal


(Foto: Renata Westphal)/

A última quinta-feira (2), foi marcada pelo Dia do Bombeiro e entre os profissionais que comemoram a data está o sargento Eder Luiz de Souza Santos, que há quase 30 anos atua no 2° Batalhão do Corpo de Bombeiros de Curitibanos e celebra sua trajetória com o reconhecimento da comunidade pela corporação. "Essa é uma profissão muito gratificante, pois sentimos o carinho que as crianças têm conosco e toda a população, também. Nessa data, nossa maior comemoração é o reconhecimento que temos, pois nossa missão sempre é ajudar o próximo e encontrar soluções", destaca o militar. Uma das histórias que mais marcou o sargento Eder foi um dos partos que realizou em uma residência no bairro São Luiz, onde a mãe foi atendida já em trabalho de parto e em ação com o então bombeiro comunitário Trevisol, a dupla auxiliou, com sucesso no nascimento da criança, que estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Após o parto, o bombeiro foi convidado para apadrinhar a criança.

A ocorrência exemplifica um dos mais importantes lemas seguidos pela corporação: "vidas alheias salvar". Embora o foco no trabalho dos bombeiros sempre seja a vida, o dia a dia dos socorristas também é marcado por resgastes de pessoas já em óbito. Para Eder, outra ocorrência inesquecível foi o atendimento às vítimas dos acidentes com ônibus argentinos, em trechos muito próximos e com poucas horas de diferença, na Serra da BR-470, em 2000. "Foram muitas vítimas, no primeiro acidente muitas pessoas morreram e no segundo, tinham muitos feridos que puderam ser socorridos.

(Foto: Arquivo Pessoal) /

Naquela época ainda não tínhamos Samu e ambulâncias de vários municípios ajudaram no socorro", relembra o sargento. "O primeiro acidente foi durante a madrugada, lembro que estava no quartel por volta das 9 horas do dia seguinte e fomos chamados novamente para acidente com ônibus argentino na Serra, até comentamos que devia ter algum erro, pois aquela ocorrência já tínhamos atendido, nunca imaginamos que poderia ter ocorrido outro acidente tão parecido e próximo", conta.

Contabilizando quase três décadas de profissão, Eder relata que a tecnologia alterou a rotina de todos os militares. "Antigamente trabalhávamos com guarnições com quase 15 bombeiros, hoje em dia atuamos com quatro, contando com apoio dos comunitários. O apoio da população contribuiu muito com a mudança, mas a tecnologia também. Antes, as ferramentas que tínhamos para salvamento eram todas manuais, hoje com o desencarcerador é totalmente diferente, por exemplo", comenta.

O batalhão de Curitibanos foi o primeiro a ser instalado no estado, depois de Florianópolis, na época os militares atendiam a população de toda a região, sem reforços por municípios. O sargento, que atuou como soldado por 21 anos, relembra de ocorrência de incêndio atendida em Frei Rogério, em uma época em que os bombeiros se deslocavam em veículos sem coberturas. "Íamos em pé, no frio mesmo. Naquela ocorrência chegamos com as mãos congeladas, tivemos que nos esquentar para conseguir trabalhar no combate ao fogo. Hoje temos veículos com cabines duplas, isso não acontece mais", conta.

Eder ingressou na corporação em abril de 1991, aos 25 anos, depois de largar a carreira de tipógrafo, que dividia com dois irmãos. Por influências dos amigos do grupo de futebol, se inscreveu para a corporação. Vascaíno de carteirinha, Eder sempre foi apaixonado pelo esporte que pratica como hobby até hoje, aos 54 anos. Curitibanense nato, o sargento chegou servir durante um ano na corporação de Itapema. "Fui para conhecer e ter novas experiências, mas gosto de trabalhar aqui, perto da família e dessa comunidade que tanto abraça a corporação", relata o militar ressaltando que o batalhão de Curitibanos é referência estadual nos trabalhos prestados.

Sendo um dos bombeiros mais antigos ativos na região e prestes a se aposentar, o filho de José Souza dos Santos (Zé do Cano) e Edite dos Santos, divide seu papel de pai entre os filhos Enzo, Laísa e Gabriel, com os colegas mais novos de profissão. "Formamos uma segunda família na corporação, passamos 24 horas direto em trabalho aqui, é impossível não criar esse laço. Hoje repasso muito das minhas experiências para os colegas mais novos, trabalho com militares que nasceram no ano que ingressei na corporação, essa é uma troca muito gratificante", conta, relatando que antigamente a relação entre os próprios militares era muito diferente e que a mudança de comportamento também refletiu no melhoramento do trabalho oferecido à comunidade.


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