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VARIEDADES

Ritmo amazônico em Curitibanos

Grupo está em ritmo acelerado de ensaio para apresentação no Sarau

Rubiane Lima


(Foto: Rubiane Lima) /

Ter de se afastar de casa para evoluir na carreira ou para adquirir os conhecimentos necessários para entrar no mercado de trabalho tem sido a realidade de alunos e profissionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que deixaram suas cidades para iniciar uma nova vida no campus de Curitibanos. 

Para matar um pouco da saudade de casa, estudantes e servidores vindos do Norte do País uniram-se para criar o Sarau Amazônico, grupo que fará sua primeira apresentação na próxima terça-feira (12), às 13 horas, no hall de entrada do prédio CBS 01, com entrada gratuita, oportunizando que os curitibanenses conheçam melhor o carimbó, ritmo típico amazônico. 

Atualmente, o Sarau é formado por pessoas do Amazonas, Pará, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina unidos pelo ritmo do Norte. Segundo a servidora Cristhiane Lima, do Amazonas, é difícil lidar com a distância e as realidades tão diferentes, por isso, a ideia de criar o grupo para manter suas origens e mostrar sua cultura a outras pessoas. 

Há mais de dois anos longe de casa, Cristhiane lembra que o primeiro choque ao chegar a Curitibanos foi com a temperatura. "Não temos frio como no Sul e foi um choque muito grande, mas fomos muito bem acolhidos e algumas pessoas nos deram dicas de como viver no frio", afirma. 

Outra mudança observada por quem veio de longe foi a gastronomia. Acostumados a pratos com muito tempero e pimenta, estão adaptando-se aos sabores mais sutis do Sul. "Nunca pensei que sentiria tanta falta de coentro", brinca a integrante Juliana Soares, do Pará. Por outro lado, estão também apreciando as delícias típicas da região, como o churrasco, que consideram melhor do que estavam acostumados. 

O paraense Matheus Melo observa nas relações pessoais a maior diferença entre o Sul e seu estado de origem. "O afeto do nosso povo muito diferente. Aqui, percebo que as pessoas são mais reservadas e sinto falta da maior afetividade que temos no Norte", compara.


Diversidade 

Também fazendo parte do grupo, a curitibanense Talita Gatner avalia que há muitos eventos sobre a cultura do Sul, mas é preciso dar espaço para mostrar as tradições de outros locais. Segundo ela, como a universidade abrange todos os povos, torna-se uma grande oportunidade de adquirir conhecimento sobre o que há no País. 

O paulistano Enzo Gonçalves, apaixonado pelo ritmo amazônico diz que a dança do Sul é muito diferente, pois, no Norte, são passos mais soltos. "Está sendo um desafio grande aprender a dançar, mas está sendo ótimo", garante. 

Bailarina desde os 14 anos, a paraense Juliana Mota explica que dançar é uma forma de se reinventar e não limitar. De acordo com ela, a ideia é realmente implantar a dança de salão na universidade, onde estão sempre pressionados com provas,  trabalhos, projetos e publicações. "Esse espaço distrai um pouco e alivia a pressão que sofremos todos os dias", enfatiza. Ela explica que o carimbó, dança que será apresentada nodia 12, é uma mistura das origens africana, indígena e americana."É tudo com muito giro, gingado e diferente do que é feito no Sul e será uma oportunidade para todos conhecerem um pouco da nossa dança", convida.

(Foto; Rubiane Lima) /




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