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VARIEDADE

Pronto para o combate

Curitibanense conta sobre sua experiência na FAB

Por Renata Westphal


(Foto: Arquivo Pessoal)/ 

Com uma história de seis anos de serviços prestados à Força Aérea Brasileira (FAB), o curitibanense Norton Bastos da Cruz carrega no olhar o orgulho de ter no currículo a função de soldado. A profissão, que foi um sonho de criança realizado em 2008, é uma das experiências mais especiais que Norton coleciona em seus quase 31 anos de vida, que serão comemorados no próximo sábado (29). 

Esta terça-feira (25), marca o Dia do Soldado, uma data inesquecível para quem já serviu às forças militares. Sem conhecer de perto a carreira, Norton conta que escolheu servir a FAB para realizar o sonho de ser piloto, mas nunca havia tido contato com a rotina militar. Na família, apenas um tataravô havia servido ao Exército. "Quando fi z 18 anos eu já sabia que queria servir, então me alistei em Florianópolis, porque eu realmente queria ser chamado e queria ser piloto. Fui sem conhecer nada, morei 

na casa de uma tia, passei pelas primeiras entrevistas, exames, testes físicos e consegui servir", relembra o curitibanense. Filho de Sérgio Alves da Cruz e Clareonilse Aparecida Bastos da Cruz, Norton conta que, inicialmente, os pais chegaram a ficar receosos por sua escolha mas o incentivaram a seguir a profissão. 

A preocupação dos pais foi entendida pelo soldado logo nos primeiros cinco meses de treinamento. "Foi a fase mais marcante dessa experiência, é quando aprendemos ainda mais sobre patriotismo, valores, educação e passamos a dar valor para coisas muito simples, como nossas horas de sono e estar perto da família", destaca. Antes de servir, Norton trabalhava como cobrador de uma empresa de auto viação. Os treinamentos intensos faziam parte da rotina do soldado, que se preparava junto a tropa para agir na defesa da população em situações de risco. "Somos preparados psicologicamente e fisicamente para agir e proteger a população, por isso passamos por treinos muito intensos, cheguei a ficar uma semana sentindo frio e fome e urinando no próprio corpo para evitar uma hipotermia. Em um dos treinamentos aprendi a nadar à força", relembra Norton sobre um dos acampamentos que participou. Um dos seguranças do presidente Jair Bolsonaro foi um dos oficiais que Norton teve contato durante sua carreira. 

(Foto: Arquivo Pessoal)/ 

Encerrando o curso de soldado em 5° lugar em destaque, Norton trabalhou na capelania da FAB, e ao ser promovido a soldado de I classe passou a trabalhar na segurança e apoio do comandante de esquadrão. Entre 2008 e 2014, o curitibanense chegou a dividir seu tempo com estudos de Geografia na UFSC e um curso privado de piloto de aeronave. Pela FAB, sobrevoou Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, auxiliava na preparação das aeronaves e chegou a participar da força-tarefa durante as enchentes de 2008, no Vale do Itajaí. 

Depois de absorver inúmeras experiência e firmar amizades com quem convive até hoje, Norton decidiu largar a carreira para ganhar o mundo e compartilhar seus ensinamentos com outras pessoas. "Voltei para casa para ficar próximo a família, trabalhei em almoxarifado, gerente de posto de combustíveis, mas me encontrei mesmo no emprego que tenho hoje, vendendo armamentos e outros artigos na loja do Tio Hike, onde consegui entrar também pelo conhecimento que tive na FAB", relata. Seis anos após largar a carreira militar, este é  último ano que Norton faz parte da lista dos reservistas de I classe e pode ser acionado pela corporação em caso de confronto. Em Curitibanos, fez parte do grupo de fundação do Clube Caça e Tiro ACT Contestado e indica para que todos tenham foco em seus objetivos para conseguirem alcançar suas missões. 


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