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RECONHECIMENTO

Projeto de ressocialização recebe prêmio

Entrega de premiação será nesta terça-feira (3)

Por Rubiane Lima


Empresário Nilso Berlanda será premiado na 16ª edição do Prêmio Innovare (Foto: Divulgação) /

Escolhido entre 419 iniciativas com o tema "Direitos humanos", o projeto de ressocialização no sistema prisional, desenvolvido pelo Grupo Berlanda, foi premiado como Prática Destaque, na 16ª edição do Prêmio Innovare, concedido com objetivo de aprimorar a Justiça brasileira. A premiação será entregue nesta terça-feira (3), em Brasília.

Na última semana, o empresário Nilso Berlanda concedeu entrevista à Rede Globo para apresentação do projeto. A iniciativa já recebeu reconhecimento nacional e foi citada como modelo a ser seguido no país.

Projeto 

Realizado no complexo penitenciário de São Cristóvão do Sul, o trabalho de ressocialização funciona desde 2009, empregando 40% dos detentos da penitenciária na produção de estofados, camas-box e travesseiros, colaborando para a reintegração dos presos sociedade.

De acordo com Berlanda, a ideia de abrir uma fábrica dentro da Penitenciária era um projeto antigo, muito discutido com o ex-colega de faculdade e então diretor da unidade Itamar Rech. Juntos, eles pensavam em uma forma de ocupar a mão de obra ociosa na prisão e contribuir para a ressocialização dos internos. Em 2009, o plano saiu do papel e Berlanda construiu o primeiro barracão de trabalho dentro do complexo prisional. "Havia muitas dúvidas, muitos questionamentos na época: vai dar certo? Que qualidade esse produto terá? Encontraremos problemas com disciplina? Era difícil justificar um investimento tão alto em um local público, que nem era meu. Mas apostamos na ideia e o resultado está aí: hoje, somos modelo para o país", afirmou.

Berlanda revelou que, atualmente, somando construções e maquinário, o investimento na fábrica chega a R$ 10 milhões e adiantou que a tendência é ampliar ainda mais a estrutura, garantindo trabalho a mais detentos. Segundo ele, o Grupo Berlanda também oferece aos presos oportunidades de trabalho fora do complexo prisional.

Em junho de 2013, todas as empresas instaladas no complexo prisional de São Cristóvão do Sul passaram a ter como regra o pagamento de um salário mínimo aos apenados contratados; antes disso, não havia um valor definido e o trabalho era bastante informal. Hoje, os cerca de 900 internos trabalhadores recebem um salário mínimo, dividido em quatro partes iguais: 25% ficam com o apenado para suas despesas pessoais; 25% são encaminhados à família do preso; 25% são depositados em uma conta, em nome do detento, podendo ser sacados quando ele deixar a prisão; e 25% vão para o Fundo Rotativo da Penitenciária para investimentos na unidade prisional.



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