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SALA DE VISITAS

Preocupação com a coletividade

Romeu Flamia gosta de dar sugestões de melhorias para o meio onde vive

Kalyane Alves


(Foto: Rubiane Lima) 

Sempre preocupado em melhorar o dia a dia das pessoas e cuidar da natureza, o engenheiro agrônomo aposentado Romeu Flamia, 64 anos, natural de Capinzal, atuou por 35 anos na área e especializou-se em armazenagem de grãos.  

Romeu cresceu ao lado de quatro irmãos, na casa dos pais Rinaldo Flamia (in memoriam) e Damelita Flamia. Há 41 anos, é casado com Edi D'Agostini Flamia e geraram os filhos Danielly, Elisa e Rafael. A árvore genealógica cresceu e, agora, eles são avós de Maria Clara, Caetano, Catarina, Francisco, Mariana e Romulo.


"A Semana" - Por quanto tempo morou em Capinzal?

Romeu Flamia - Cresci em Capinzal. Fiquei lá até ir para a faculdade, aos 17 anos. Minha infância foi toda vivida na beira do Rio do Peixe. O tempo era dividido em brincar e tomar banho de rio. Aos 12 anos, comecei a trabalhar num bar, atendendo o balcão, em frente à minha casa, e, ao mesmo, tempo estudava. Aos 14 anos, tive meu primeiro emprego com carteira registrada, na Casas Pernambucanas, como empacotador. Mesmo sendo um cargo simples, trabalhava de gravata e me marcou muito o fato de que nessa empresa todos se designavam como "senhor" e "senhora", independentemente da idade ou função. Eram valores diferentes. Fiquei quase três anos trabalhando lá e fui para Porto Alegre estudar.


AS - Por que escolheu Agronomia?

RF - Meu pai tinha a atividade dele, mas cultivava horta em casa, plantava sempre alguma coisa, e eu peguei gosto por aquilo. Sem contar que a cidade era pequena e a economia era agrícola. A influência do interior me direcionou para a área. Foram quatro anos de faculdade. Depois que encerrei o curso, em 1977, já ingressei na profissão. Foi meu primeiro e único emprego na área. Antigamente, a empresa era chamada de Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (Acaresc), hoje é intitulada como Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Foram 35 anos de atuação. Comecei trabalhando em Xaxim, onde permaneci por dois anos. Depois, fui para Xanxerê, por mais dois anos. Aí, recebi uma promoção para atuar em Videira, onde fiquei seis anos no cargo. E, como minha esposa tinha familiares aqui, quando surgiu a oportunidade, pedi transferência para Curitibanos, onde atendi à região por 25 anos.


AS - Como foi sua atuação e que mudanças ocorreram ao longo do tempo na profissão?

RF - Uma grande diferença que interferiu diretamente na atuação foi a evolução tecnológica. Tínhamos muita dificuldade de comunicação com os produtores, pois não havia telefone e, também, o deslocamento era difícil. Com o passar do tempo, o produtor teve acesso mais rápido à informação, por outros meios, como rádio, televisão, e também outros órgãos. Foi quando chegaram as cooperativas e começou a dividir-se os departamentos de atuação. Ficamos com o público menos assistido, que não tinha tanto acesso a informações. Trabalhei bastante com área de armazenagem. Posteriormente, fiz parte de um programa de melhoramento genético de suinocultura e, depois, o trabalho se direcionou em projetos do governo do Estado de microbacias, procurando atender à área de conservação do solo, organização dos produtores, como na aquisição de insumos e compras de equipamentos.


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