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Pinhão terá qualidade e boa produtividade

12 Abril 2018 08:00:00

Comercialização e transporte de sementes está permitido desde o dia 1

Franciele Gasparini


SABOR. Procura por pinhão aquece economia na região (Foto: Franciele Gasparini)/


Com expectativa para a safra 2018, o comerciante Luiz Carlos Nascimento, há 28 anos comercializando pinhão às margens da BR-470, em Curitibanos, está expandindo os negócios e já pensa em oferecer, além da semente crua, outras opções da iguaria que conquistou o paladar dos sulistas.

Segundo Luiz Carlos, a safra deste ano deve render pelo menos 70% do que produziu no ano passado. Ainda com boa produção, conforme o ciclo de produtividade dos pinheiros, o comerciante destacou que a qualidade das pinhas está muito melhor que no ano anterior. "O ciclo de boa produtividade dura três anos e estamos no segundo, por isso, acredito que será uma safra excelente", estimou o comerciante.

Para Luiz Carlos, assim como para a maioria dos produtores que vivem da comercialização das sementes, a prática é o carro-chefe da renda em boa parte do ano. Impulsionada pelo sabor incomparável e pelas combinações da gastronomia local, como a paçoca de pinhão, entrevero, pinhão cozido, assado e outros pratos da culinária típica, a venda de pinhão será profissionalizada no local. Há algumas semanas, o comerciante investiu em um novo ponto de vendas, com mais espaço e estrutura, e, com isso, ofertará, além do pinhão in natura, cozido e moído, a pedido da clientela, que tem comprado maiores quantidades a fim de estocar as sementes e degustar a iguaria o ano todo. "O movimento começou intenso. Somente nos dois primeiros dias de comercialização, acredito que pelo menos umas mil pessoas passaram pela tenda", estimou.

Tendo em vista o comércio de pinhão em outras regiões, Luiz Carlos está vendendo sacos de 60 quilos em Rio do Sul e municípios vizinhos, como forma de incrementar a renda e aproveitar a abundância das sementes. Além disso, também trabalha com entregas e está criando novas formas de explorar o produto e aumentar o capital.

O quilo do pinhão está sendo comercializado a R$ 5, enquanto que, no ano passado, o valor de início de safra ficou em R$ 4,50, mas a tendência é que o quilo chegue a R$ 7, conforme as pinhas forem esgotando-se nos pinheiros. "Importante é não deixar para última hora e aproveitar enquanto o pinhão ainda está com preço bom, pois a tendência é sempre aumentar nas últimas semanas de produção", completou.



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