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Peso argentino desvalorizado deve afetar comércio no Litoral

Por NSC TV


(FOTO: DIVULGAÇÃO) 

A desvalorização do peso argentino deve afetar o comércio nas praias de Florianópolis. Isso porque os turistas do país vizinho devem gastar menos nesta temporada. Porém, a Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Santa Catarina (Fhoresc) acredita que visitantes brasileiros e chilenos podem equilibrar as contas dos comerciantes.

Na temporada passada, os argentinos foram os turistas estrangeiros que vieram em maior número à capital catarinense, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio). Eles representaram 23,5% de todos os visitantes. Em seguida na lista, aparecem uruguaios (2,4%) e paraguaios (1,3%). Os brasileiros formaram 71%. 

Crise 

Mas o agravamento da crise econômica na Argentina deixou mais cara essa viagem para Florianópolis. Uma reportagem de um dos principais jornais do país vizinho, O Clarin, classificou como caro o preço das passagens de ida e volta para a capital catarinense. Para um casal e dois filhos, sairia por 85 mil pesos, cerca de R$ 8,5 mil reais.

A lotação do hotel do gerente André Luiz de Azevedo está em 70%. Se fosse em outras épocas, estaria totalmente cheio. "100% com os argentinos, que viriam ali pelo dia 2 ou dia 3 [de janeiro], e que vão começar a chegar agora, com certeza", disse. 

Isso porque foi anunciado pela prefeitura da capital uma parceria com a maior agência de viagens online da América Latina. Vão ser cinco voos fretados por semana entre Buenos Aires e Florianópolis, nos meses de janeiro e fevereiro. O primeiro chegou na sexta (4). E todos os outros já estão lotados. 

"De qualquer jeito eles vão vir, só que eles vão vir com o dinheiro deles valendo muito pouco por causa da crise. Então, eles vão querer barato, barato, barato. Pechinchar, tipicamente pechinchar", disse o gerente. 

Adaptação 

A casa de câmbio está com o movimento prejudicado e o comércio de um modo geral vai ter que se adaptar com essa realidade. "A cultura deles é diferentes, eles viajam. Eles já planejam o ano todo para isso, então com certeza vão vir, mas o poder econômico acredito que vai ser menor", disse a comerciante Selma Tereza de Oliveira.

Mas, para a Fhoresc, a temporada não está perdida. "O que a gente espera, já tivemos experiências anteriores, é que quando baixa o argentino, aumenta o brasileiro. É o paulista, é o paranaense, do Brasil inteiro. Um público novo deste ano que está sendo significativo é o chileno. Não chega a ser volume para substituir o argentino, mas ele apareceu", afirmou o presidente da federação, Estanislau Bresolin.



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