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Modificada pelo esporte

Kalyane Alves


"Se eu parar com o esporte, minha vida para também" (Foto: Renata Westphal)


O esporte mudou totalmente a vida da atleta curitibanense Anna Carina Kodrek Almeida, 30 anos. Depois de uma carreira de sete anos no Muay Thai e Kickboxing, ela soma setenta lutas e apenas três derrotas. Com muitos títulos conquistados, os que mais se destacam no Kickboxing são os de campeã mundial, bicampeã brasileira, bicampeã da Copa do Brasil e campeã em cinco disputas estaduais; no Muay Thai, ela é campeã de dois estaduais.

Ao lado do marido Rafael da Cunha Campos e dos filhos Courtney Gabriela e João Ernesto Kodrek Campos, ela dirige a academia Thai Kick School, da Rede Thai Gaspar. Filha de Maria de Lourdes Kodrek Almeida e José Almeida (in memoriam), foi criada pela mãe e a avó Rita Kodrek (in memoriam).


"A Semana" - Quais suas primeiras memórias?

Anna Carina Kodrek Almeida - Meu pai faleceu quando eu tinha 1 ano. Então, fui criada pela mãe e a avó. Na época, brincava bastante na rua, tinha bastante amigas e era muito bom. Hoje, é bem diferente. As crianças são criadas trancadas e não sabem nem o que é pisar na grama e na terra.


AS - Como foi sua juventude?

ACKA - Assumi responsabilidades muito cedo. Conheci meu marido aos 13 anos, começamos a namorar e logo engravidei. Minha vida virou de ponta cabeça e não foi muito fácil esse período. Assim como hoje, as pessoas tinham muito preconceito e me julgavam por achar que ele ia me abandonar, como aconteceu com várias meninas na época. Durante a gravidez, fiquei abalada por saber que não ia aproveitar a juventude como as outras meninas. Porém, nunca gostei de sair para festas. Nossas famílias sempre nos deram apoio e ajudaram muito nessa fase.


AS - Atuou em quais âmbitos profissionais?

ACKA - Comecei trabalhando, aos 14 anos, como secretária em uma empresa de gás e, de lá para cá, fiz muitas coisas. Trabalhei no estacionamento rotativo, a primeira vez que teve em Curitibanos, padaria, supermercado e, por último, antes da carreira esportiva, como vendedora em loja de roupa. Sempre gostei de ter contato com as pessoas, para trabalhar no comércio tem que ser meio psicólogo. Adorava estar envolvida com o público. Agora, eu e meu marido temos uma academia de Muay Thai e Kickboxing.


AS - De que forma o esporte entrou na sua vida?

ACKA - O esporte entrou na minha vida faz uns sete anos. Foi depois que tive o João, pois engordei muito e meu marido sempre falava para darmos um jeito de emagrecer, porque ele sabia que eu não era contente ao olhar no espelho. O Rafael sempre me deu muita força e acabei gostando das aulas. Nossa convivência, como marido e mulher, melhorou bastante, até porque nosso stress ficava na academia e nem tinha tempo para brigas.


AS - Quais foram seus passos como atleta?

ACKA - Em minha primeira luta, eu ainda estava gordinha, mas foi só para ter a experiência e meu marido foi me incentivando a continuar. Então, fui emagrecendo e a qualidade de vida, melhorando. Hoje, tenho setenta lutas. Tenho uma luta bem importante para fazer em agosto, na categoria de 56 Kg, e já estou me preparando. Vai passar na TV, no Canal Combate, é o WGP. Para mim, é o topo, onde os lutadores que lutam em pé querem estar. Estou tendo a oportunidade de crescer mais ainda dentro do esporte. O esporte é meu tudo, porque faz bem. Ele me mudou totalmente, minha confiança, principalmente. Até como mulher, para ter mais segurança de sair na rua. Acho que toda mulher deveria fazer alguma prática para defesa pessoal. Se eu parar, minha vida para também.


AS - Como é levar o nome de Curitibanos através do esporte?

ACKA - Gosto muito de representar a cidade, apesar de não ter muito reconhecimento. Nas cidades serra abaixo, somos bem mais valorizados. Algumas cidades parece que estão bloqueadas para isso. Acredito que, vendo nossos resultados, o pessoal vai aderindo aos poucos à ideia desse esporte.


AS - Como é sua rotina e preparo de atleta?

ACKA - De segunda a sexta-feira, acordo às 6 horas para dar aula. Passamos parte da manhã e da tarde na academia. Aí voltamos para casa, fazemos um café, voltamos para a academia de novo e só saímos de lá às 22 horas. Os filhos também participam. Tornou-se uma terapia familiar. Para as competições, geralmente, tenho que perder peso para lutar. Faço treinos diários e dieta com pouco carboidrato, mais proteína e bastante líquido. O Rafael, como treinador e marido, me cuida muito e está o tempo inteiro junto. Não me deixa dar ao menos um deslize.


AS - O que é lazer para você?

ACKA - Gosto de cozinhar. Adoramos massas e doces. O tempo que não estou na academia, aproveito para ficar em casa e fazer as coisas para comermos. Curtir em família. Minhas programações são bem caseiras. Sempre busquei dar o melhor para minha família. Nós sempre nos ajudamos muito.



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