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ENTREVISTA

Entre a coragem e o respeito

Moraes é o bombeiro mais antigo em atuação no Estado

Kalyane Alves


"É preciso pensar na missão de servir ao próximo". (FOTO: RENATA WESTPHAL)

Sendo o bombeiro mais antigo de Santa Catarina em atuação e o primeiro bombeiro militar de Curitibanos, consequentemente também o que mais trabalhou no município, natural daqui, Luiz Darci de Moraes, 59 anos, está quase completando 40 anos de serviço na corporação. Durante a maior parte da carreira, foi motorista de expediente, transportando os comandantes que aqui passaram e, também, o comando geral do Estado.  

Filho de Gentil Souza de Moraes (in memoriam) e Maria Valentim Souza de Moraes, tem uma origem humilde e, desde cedo, aprendeu a batalhar para conquistar suas vitórias. Luiz já está em sua quinta geração viva. Ele é pai de Alexsandro, Wesley e Gabriel, avô de Amanda e Luiz Gabriel e bisavô de Arthur.

"A Semana" - Qual é sua origem?

Luiz Darci de Moraes - Sou de uma família humilde. Somos em nove irmãos e meu pai sempre trabalhou e foi uma pessoa dedicada. Minha mãe cuidava da gente em casa. Tivemos uma vida muito difícil, mas foi passando. Cresci em Curitibanos, então, essa cidade é meu tudo. Lá por 1979, saí daqui para servir o Exército e minha família foi embora para Gaspar, onde permanece até hoje, pois aqui não tinha emprego e, como a família era grande, precisavam arrumar serviço para todos. Depois que servi, voltei para Curitibanos, mas, por não conseguir trabalho, me juntei a eles em Gaspar.

AS - Como escolheu a profissão?

LDM - Comecei a trabalhar aos 13 anos em uma oficina mecânica. Posteriormente, fui sapateiro e atuei em uma gráfica. Quando voltei do Exército, em Blumenau, vi uma propaganda que precisavam de bombeiros. Então, um tio meu que também estava procurando emprego me incentivou a buscar a vaga, pois, a princípio, a decisão era contrária, já que eu tinha medo de altura e água. Aí, resolvi fazer a prova e ali começou toda minha carreira.

AS - Cite alguns episódios marcantes da carreira.

LDM - Teve vários e são coisas que não saem da nossa cabeça. Um deles foi a tragédia do ônibus de estudantes de Campos Novos, pois teve muitas mortes. Outro foi quando eu estava levando um colega para Florianópolis e houve uma acidente entre um carro e um caminhão. A família, pai, mãe e três filhos, estavam todos mortos no carro. Eu avaliei todos e fui a uma serraria próxima para ligar para a guarnição e avisar que não precisava a vinda da ambulância, apenas precisariam retirar os corpos. Quando cheguei à capital, fui ao quartel e me avisaram que a guarnição de Curitibanos estava me ligando urgente. Então, me deram a notícia de que uma das crianças estava viva. Fiquei em choque. Na verdade, era um bebê que estava embaixo do banco e ninguém havia visto ou ouvido. Isso me marcou bastante. A partir dali, sempre que precisei ir a uma ocorrência, nunca mais disse que estavam todos mortos.

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