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VARIEDADES

Em busca do sonho

Camille Jinbo se prepara para estudar na França no segundo semestre deste ano

Por Rubiane Lima


(Foto: Arquivo pessoal) /

Conhecer novas culturas, países, costumes e realizar o sonho de estudar a área pela qual é apaixonada. Assim podem começar a ser descritas as últimas semanas de Camille Jinbo Pinna da Silveira, que aos 21 anos, acaba de ser aceita na École Nationale Supérieure d'Architecture de Versailles (ENSAV), uma das melhores universidades de Arquitetura da Europa, localizada na França. Sua mudança está agendada para setembro, depois de muita pesquisa e estudo para alcançar o objetivo de estudar no curso que tanto sonhou. 

Nascida em Curitibanos, Camille não chegou a morar na cidade, mas lembra de quando passava as férias na casa dos avós Seiko e Sadahiro Jinbo, que têm papel importante em sua formação e interesse por culturas estrangeiras, por terem sido imigrantes e vindo para o Brasil do outro lado do mundo, o Japão. "Essa fase de mudança para outro país, me fez refletir sobre estar prestes a vivenciar muitas situações que meus avós passaram anos atrás ao vir para o Brasil, sendo imigrantes e tendo que enfrentar diferença cultural e linguística enorme", explicando ainda, que percebe a diferença por ela estar indo com menos dificuldades por estar se mudando como estudante europeia, ter acesso fácil à informação, menos incertezas e mais oportunidades. 

(Foto: Arquivo pessoal) /

A jovem iniciou os estudos em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em 2017. "Confesso que comecei a faculdade sem, de fato, compreender a complexidade do curso. Fui motivada pela vontade de resolver problemas, criar e explorar a criatividade. Encontrei isso no curso, mas com uma gama enorme de possibilidade de pesquisa, projeto, exposição,debate, que eu nem imaginava, pois é a partir da arquitetura e do urbanismo que todas reflexões acerca das cidades se baseiam", esclarece.Sentindo que não se encaixava no método de ensino da universidade,encontrou um livro com ranking das melhores escolas da área na Europa e, pela primeira vez, gravou o nome de onde gostaria de estudar. 

Como não conhecia ninguém que já tivesse passado para a ENSAV, Camille se muniu de informações através da Internet e foi descobrindo, gradativamente, o que precisava fazer. Encontrou muitos dados através da plataforma Campus France, que define a grosso modo, como um "Sisu" francês. "Segui metodicamente todos processos necessários,aprendi francês do zero para passar na proficiência, entrevista, debate, traduzi meus trabalhos da faculdade para o francês, entre outras coisas, mas sempre tentei enaltecer o fato de, como brasileira, ter bagagem de conhecimento única que poderia acrescentar à universidade", relata. Mesmo seguindo todas as etapas, ela não tinha certeza se receberia a carta de aceite, por saber do número alto de concorrência entre os próprios franceses e não sabia se seu currículo seria suficiente para concorrer com estudantes europeus. "Nunca fui uma aluna que tirava 10 em tudo, sempre tinha minhas dificuldades, mas também me destacava no que eu determinava como objetivo", recorda. 

Na última semana, a carta de aceite chegou e no segundo semestre, ela inicia sua graduação na França. "Pretendo terminar a graduação lá, emendar mestrado e doutorado na França ou outro país em convênio com a universidade, quero trazer o Brasil à tona sempre que puder, mas não sei se voltarei de fato a morar aqui", adianta. No momento, ela segue na organização da mudança e expectativa para este recomeço em outro país. Sempre interessada por culturas diferentes,ela relata que quando teve oportunidade de viajar para fora do país, fez o possível para imergir na cultura e língua local. "Sempre fui fascinada pela possibilidade de vivenciar um modo de vida estrangeiro e completamente diferente do que já estava habituada", conclui.

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