Curitibanos,
35anos barrra.png
35anos barrra.png
  

Documentário 'Para Sempre Chape' estreia nesta quinta-feira

09 Agosto 2018 11:09:00

Produção de diretor uruguaio chegou a ser proibida pela Justiça por quebra de contrato com o clube, mas houve acordo judicial em maio.

Por G1 SC


O documentário "Para Sempre Chape" estreia nesta quinta-feira (9). A exibição foi autorizada após acordo judicial entre o clube Chapecoense e a produtora uruguaia Trailer Ltda. A produtora e o clube tinham um contrato para a realização do filme, que foi rescindido e a exibição ocorre de forma autônoma.

O documentário provocou polêmica no final de 2017 entre o clube, a produtora e familiares das vítimas do acidente aéreo que deixou 71 mortos. A Chapecoense entrou na Justiça para barrar a exibição por descumprimento de contrato. Uma das associações de familiares também pretendia tomar medidas judiciais contra a exibição, alegando desconhecimento da existência da obra. Em outubro, a Justiça chegou a conceder liminar para suspender a divulgação e a estreia.

Na resenha, a produtora Trailer Ltda diz que o documentário relata a história da Chapecoense, time de futebol de Santa Catarina que sofreu um trágico acidente de avião, mas que não parou os trabalhos em homenagem às vítimas e aos sobreviventes da tragédia.

"Até agora, as pessoas que viram o documentário falam que foi feito com muito respeito, sem sensacionalismo. Que é uma história muito bem contada sobre a história do clube, sem foco na tragédia. Estamos confiantes que o público vai apreciar", disse o diretor uruguaio Luis Ara Hermida.


Cena do documentário 'Para sempre Chape' (Foto: Divulgação) 

A exibição ocorre nas salas de cinema de 30 cidades do país, na Colômbia e pelo streaming Netflix. Anteriormente, o documentário era intitulado "O milagre de Chapecó".

"É uma história que tem muitos aspectos. Tem a ascenção do clube Chapecoense: desde o início até agora, da Série D para a Série A do Brasileirão e depois chegar a final da Copa Sul-Americana. Claro, aconteceu a tragédia, mas contamos o que aconteceu com o clube após a tragédia, como eles trabalharam duro para reconstruir e o clube e devolver um sorriso para o povo de Chapecó", complementa Hermida.

Ação judicial

Conforme a Justiça, a Chapecoense havia contratado a empresa para fazer um documentário da evolução do clube, passando também pelo acidente aéreo.

Entretanto, o time entrou com uma ação para barrar a exibição da obra, alegando quebra de contrato porque, conforme o clube, o trailer do documentário foi exibido em salas de cinema e divulgado sem o consentimento da Chapecoense.

Em relação às famílias, conforme a Afav-c, em 12 de outubro, Dia das Crianças, a viúva de uma das vítimas do voo da Chapecoense foi ao cinema com os filhos em Chapecó para ver um filme infantil e, lá, foram surpreendidos pelo trailer do documentário. A família deixou a sala de cinema chorando e, segundo a associação, foi assim que a entidade soube da produção.


Equipe de resgate no voo da Chapecoense (Foto: Jaime Saldarriaga/Reuters) 

Relatório da Aeronáutica Civil da Colômbia

Em 27 de julho, a Aeronáutica Civil da Colômbia divulgou o relatório final sobre o acidente com o voo da Chapecoense. A conclusão mostrada no documento é que faltou combustível para chegar a Medellín e que a empresa aérea Lamia fez gestão de risco inadequada.

Conforme o documento colombiano, a tripulação do voo 2933 da Lamia falou do risco de ficar sem combustível mais de duas horas antes de o avião cair.

Entre as principais conclusões apresentadas na Colômbia estão:

- 40 minutos antes do acidente, o avião já estava em emergência e a tripulação nada fez. Houve indicação, luz vermelha e avisos sonoros, na cabine. "A tripulação descartou uma aterrissagem em Bogotá ou outro aeroporto para reabastecer", diz o documento.

- o controle de tráfego aéreo desconhecia a "situação gravíssima" do avião.

- a tripulação era experiente, com exames médicos em dia.

- o contrato previa escala entre Santa Cruz e o aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto.

- a Lamia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários. A empresa sofria de desorganização administrativa.

- a Lamia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente. O piloto, Miguel Quiroga, "decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro", onde o avião caiu.

- a Colômbia deve melhorar controles sobre voos fretados.

OculoseCia.gif
ConexaoMaster.gif

JORNAL "A SEMANA"
Rua Daniel Moraes, 50, bairro Aparecida
89520-000  -  Curitibanos/SC  -  (49) 3245-1711