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MÚSICA

Dia do baterista: Vida através de notas

Desde criança Junior tinha o sonho de aprender a tocar bateria

Por Rubiane Lima

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(Foto: Rubiane Lima) /

Da curiosidade infantil se deu a transformação do talento para música e o despertar de sua verdadeira vocação atrás das baquetas e som forte dos tambores. Assim tem sido a vida do professor de bateria Jucelino Antunes de Souza Junior, que neste domingo (20), é um dos profissionais que comemora o Dia do Baterista. 

Aos 7 anos, Junior teve seu primeiro contato com uma bateria, quando entrou em um clube e viu no palco uma bateria vermelha. "Isso ficou nítido na minha memória, mas só fui despertar, realmente, para a música, sete anos depois, quando o pastor da Igreja Quadrangular, onde eu frequentava, comprou equipamentos e comecei a tentar tocar", recorda, ainda, que nesta época, chegou a ter aulas mas ouviu de seu professor que nunca seria baterista, mesmo sendo seu sonho. "Imagine ouvir isso aos 14 anos, mas coloquei no meu coração que ia aprender e passei a correr atrás", conta. 

De 1994 a 1996, Junior ficou somente estudando o instrumento, para depois tocar durante os cultos e em 1999, iniciou sua jornada de professor no Instituto Musical Amadeus, onde deu aulas até 2017. "Eu era autodidata e através do Instituto, estudei teoria musical e aprimorei meu conhecimento. Na bateria não trabalhamos com notas, mas com valor de ritmo e contagem de tempo, nossa função é dar o ritmo para a música", explica o músico. 

Hoje, Junior é capacitado para dar aulas avançadas de bateria e teoria musical, além do curso básico de violão e contrabaixo. Ele conta que chegou a tocar fora da igreja, subiu ao palco do Festival de Música Católica, do padre Reginaldo Manzotti, em 2012, onde ficou entre as 14 melhores composições do país. "Toda experiência é válida e foi tudo muito importante para mim, mas onde me encontro é dando aulas, foquei na didática de ensino. Gravei quatro álbuns com cantores gospel e foi legal por ter a oportunidade de eternizar aquele momento através do disco, mas não é o que eu gosto", declara.

Vida de professor


(Foto: Rubiane Lima) /

Há 20 anos dando aulas, o baterista é professor no projeto "Música que transforma", da Igreja Batista Nacional Luz e Vida, desde 2017, com foco na evangelização através da música. "A maioria dos alunos é da igreja, mas qualquer pessoa pode participar. A música é a vida em notas e batidas. Através da música você tem uma profissão e uma terapia", reforça. 

Sobre as dificuldades de aprendizado, Junior ressalta que é possível aprender a tocar o instrumento em qualquer idade. "Eu não tinha coordenação nenhuma e ouvi que nunca tocaria. Hoje, o mesmo professor que me disse isso já pediu ajuda para que eu afinasse a bateria dele. Na música não existem atalhos, mas há outras formas de alcançar o aprendizado. É um passo de cada vez e eu creio que a música é acessível a todos", diz. 

Quem quiser acompanhar o trabalho do professor ou saber mais sobre as aulas, pode entrar em contato através de suas redes sociais, Junior Souza pelo Facebook e @jucebatera, no Instagram. 


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