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LIVRE

De Curitibanos para o mundo

04 Fevereiro 2019 11:30:00

Aos 24 anos, Tonico já conheceu mais de dez países e joga, atualmente, na Alemanha

Rubiane Lima


(Foto: Divulgação) /

Natural de Curitibanos e desde criança envolvido com o esporte local, Antonio Pereira de Brito Junior (Tunico) está conquistando seu espaço no futebol de campo mundial. Aos 24 anos, ele vive a experiência de jogar no exterior, conhecer novas culturas, países e de estar correndo atrás de seu sonho de ser jogador de futebol. 

Na Alemanha há três anos, ele lembra com carinho de como tudo começou nas escolinhas de Curitibanos. "Comecei no futsal aos 9 anos, pois era o que tinha na cidade, mas sempre tive a preferência pelo futebol de campo", relata, acrescentando que representou o município em disputas estaduais até os 15 anos, quando, finalmente, teve uma oportunidade de seguir para o campo. "O futsal foi a primeira porta para o campo. As escolinhas foram responsáveis por uma base importante que tive dentro do esporte, que me ajudou a seguir em frente", avalia.Aos 15 anos, Tunico foi para Florianópolis, onde integrou?a categoria de base do Avaí Futebol Clube.

Nessa época, também passou em teste para a base do Grêmio, em Porto Alegre, mas não chegou a ficar, jogando o campeonato gaúcho pela equipe de Três Coroas, até os 17 anos. Mas foi aos 18 anos que sua carreira deu um salto e, ao retornar a Santa Catarina, entrou para o Brusque Futebol Clube, onde assumiu vaga de atacante na equipe principal e o sonho de ser jogador profissional tomou verdadeira forma. 

Depois da visibilidade dada pelo Brusque, já com 21 anos, o jogador teve a oportunidade de jogar no exterior. "Foi através do empresário de um amigo que a oportunidade surgiu. O meio do futebol é muito concorrido e difícil e eu nunca tinha me imaginado indo para o exterior para trabalhar, mas as coisas foram acontecendo e já estou há três anos na Alemanha", explica. 

Ao chegar ao país, ele jogou pelo Fsweinheit Ueckermünde e, agora, joga pelo Grün-Weiss Lübben, com contrato até junho. O treinamento é feito em dois períodos, sendo um em academia e outro no campo. Tunico revela que se trata de um futebol mais tático, mas parecido com o desenvolvido no Brasil. 

(Foto: Arquivo Pessoal)/

Em seu primeiro momento na Alemanha, ele recorda que a maior dificuldade foi com o idioma e com o frio, pois, muitas vezes, os treinamentos acontecem com muita neve?e temperaturas negativas. Já questões culturais e de alimentação, por exemplo, foram encaradas de forma mais tranquila, pois, segundo o jogador, não diferem tanto do Sul, onde cresceu. Para superar a dificuldade de comunicação, o clube oferece cursos e, hoje, Tunico já fala tranquilamente o alemão. O mais difícil, agora, é a saudade que sente dos pais Antonio Pereira de Brito (Chiquinho) e Silvania Valim de Brito e dos irmãos Gisele e Osni Jean. "Eles sempre me apoiaram e, sem isso, eu não conseguiria chegar a lugar algum. Também sinto falta do calor brasileiro, pois, na Europa, as pessoas são mais reservadas, é mais difícil fazer amigos e os que tenho fiz no trabalho, mas não é como aqui, que todos se visitam e estão sempre juntos", compara. 

O jogador aconselha, para quem tem o sonho de jogar profissionalmente, que persista sempre, pois não é um caminho fácil. "Há muita ilusão de que a vida de jogador é com muito dinheiro e fama, mas a realidade é bem diferente, pois são mínimos os casos onde isso é real", afirma, dizendo que o importante é ter amor pelo que está fazendo, dar o máximo de si e nunca desistir, pois, mesmo sendo do interior e havendo muita concorrência, existe a possibilidade de realizar todos os seus sonhos. 

(Foto: Divulgação) /




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